Igrejas teologicamente reformadas e esteticamente irrelevantes

"...não entendo como algumas igrejas reformadas conseguem unir a tradição teológica mais rica que existe, com a apresentação estética mais pobre que alguém pode conceber".

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Eu sinceramente não entendo como algumas igrejas reformadas conseguem unir a tradição teológica mais rica que existe, com a apresentação estética mais pobre que alguém pode conceber: Músicas descontextualizadas, letras empoladas com palavras retiradas de alguma versão arcaica da bíblia, acompanhadas de uma melodia ruim. Igrejas mal decoradas, mal planejadas, mal pensadas e mal iluminadas. Presença sofrível na mídia digital, com artes gráficas elaboradas pelo sobrinho de alguém. Até mesmo os sermões que as vezes são profundamente bíblicos, são apresentados de forma desleixada. Tem-se muito compromisso com o texto, mas nenhum compromisso com o ouvinte, o que percebe-se pela ausência de aplicações.

Ora, Deus fez tudo formoso, mas os servos dele tem uma maldita mania de fazer tudo da maneira mais pobre possível, e alguns ainda se jactam disso. Para justificar a ausência de preocupação estética e de vanguardismo, geralmente citam algum sermão do Piper, MacArtur, Paulo Júnior, mas acontece que as igrejas destes caras investem alto em som, iluminação, algumas tem fundo preto pra ficar bacana na pregação, tem camarógrafos profissionais encarregados de filmar o culto, fotógrafos profissionais clicando durante a pregação, equipes de mídia e arte digital, enfim, investem alto em comunicação visual. Os vídeos deles tem abertura bacana, geralmente com uma música impactante, cheia de graves, e não raramente colocam fundo musical na edição.

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Como eu conversava ontem mesmo com o Guilherme Andrade (Sola) e com o Rodrigo Sousa (Domonte), nós reformados temos a mania esquisita de ser incompetentes em comunicar de uma maneira bonita e que glorifique a Deus, e depois ficamos buscando pressupostos teológicos para justificar nossa incompetência. A música reformada atual está entre as mais mal produzidas. As letras, embora esbocem verdades bíblicas, usam tanto o “evangeliquês”, que muitas vezes penso que são eles (os reformados) que estão tentando falar a língua dos anjos e não dos homens.

A menos que o novo movimento reformado faça uma sincera autocrítica e mude o foco, ele continuará batizando os filhos dos crentes, recebendo membros de outras igrejas e se vangloriando disso, crescendo muito mais por transferência do que por conversão, e ignorando os perdidos de suas cidades. Mas até mesmo isso só vai durar até os crentes transferidos perceberem que não há preceito bíblico que justifique ter uma igreja teologicamente bíblica e uma comunicação irrelevante, e começarem a migrar novamente ou a plantar novas igrejas que sejam fiéis à Escritura, mas também fiéis ao contexto das cidades onde vivem.

PS: Nem o Guilherme e nem o Rodrigo tem absolutamente nada a ver com aquilo que eu escrevi aqui. Eu disse apenas que nós conversamos sobre o assunto, e não que eles concordam com as minhas ideias. Aquilo que eu digo é de responsabilidade minha, e apenas minha.

 

Por Léo Gonçalves
Púlpito Cristão
Imagem: reprodução web

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