Mulher ‘possuída’ é queimada viva por grupo religioso na Nicarágua

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Cinco pessoas foram detidas sob suspeita de terem participado do episódio que culminou com morte de Vilma Trujillo

Uma mulher morreu na terça-feira (28) em um hospital da Nicarágua após não suportar as queimaduras em todo o corpo após ter sido jogada em uma fogueira por um grupo religioso que acreditava que ela estava “possuída”, informaram seus familiares.

Vilma Trujillo, que sofreu queimaduras em 80% de seu corpo, não resistiu e morreu na terça-feira, depois de uma semana de agonia.
O presidente da Assembleia de Deus, Rafael Arista, negou ao Canal 15 de Manágua que Rocha fosse membro de sua congregação e rejeitou qualquer vínculo com o crime.
O marido, Reynaldo Peralta, relatou que sua esposa foi despida, amarrada junto à fogueira, e posteriormente empurrada em direção à mesma.
Segundo a Polícia Nacional, a diaconisa da igreja, Esneyda del Socorro Orozco, havia ordenado que “por revelação divina, deveria ser feita uma fogueira no pátio do templo para curar a vítima por meio do fogo”.
O incidente aconteceu na comunidade rural de El Cortezal, no município de Rosita, na Região Autônoma Caribe Norte (RACN), no nordeste da Nicarágua.
A mulher chegou a ser transferida para um hospital na capital Manágua, mas com poucas chances de continuar viva, afirmou Peralta. Vilma era mãe de duas meninas, de acordo com seu marido.

O marido, Reynaldo Peralta, disse à mídia local que sua mulher foi levada à força para ritual por integrantes da igreja

A morte de Vilma Trujillo causou comoção na Nicarágua, onde a proporção de católicos vem caindo há 20 anos – hoje são menos de 50% da população, enquanto que os evangélicos chegam a quase 40%.
O porta-voz da Comissão de Direitos Humanos da Nicarágua, Pablo Cuevas, pediu ao governo um controle mais firme dos grupos religiosos no país.
“É impressionante que, neste momento, isso aconteça. As autoridades precisam avaliar diferentes denominações e religiões. Não podemos deixar acontecer coisas como essas”, afirmou Cuevas.
A vice-presidente da Nicarágua, Rosario Murillo, lamentou a morte a morte da jovem e disse que o episódio é “condenável”.
“Com certeza reflete uma situação de atraso. É realmente lamentável, uma irmã sendo martirizada pelos membros de sua comunidade. É algo que não pode, não deve se repetir”, disse Murillo à mídia local.

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BBC News e G1
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