Eu não quero que o acaso me proteja

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Um vídeo postado pelo cantor Kleber Lucas em sua página no Facebook tem causado polêmica. Juntamente com o grupo de louvor da Igreja Batista Soul, o cantor entoou a música Epitáfio, da banda secular Titãs (vídeo no final do post).

No vídeo que foi comentado por centenas de pessoas, pode-se ler críticas duras e alguns elogios ao cantor, por ter se afastado do repertório gospel para entoar uma música de uma das bandas do rock nacional. A “ministração” teria ocorrido após uma pregação sobre Eclesiastes 3.

Antes de opinar sobre a atitude do cantor Kleber Lucas, precisamos aclarar alguns fatos.

Primeiro, nós entendemos que a boa arte traz reflexos da imagem de Deus e que o Senhor é quem inspira o belo, algo que os teólogos chamam de Graça Comum. Portanto, nem tudo aquilo que é chamado de “secular”, é impróprio para os cristãos.

Ora, se formos pautar nossas vidas apenas por aquilo que é produzido por cristãos evangélicos, não poderiamos comprar roupas em lojas “seculares”, nem pão na “padaria secular” (onde os pãos são amassados por “mãos ímpias”), nem dirigir um carro que não fosse projetado por um evangélico, nem comprar um quadro que não fosse pintado por um crente, nem assistir um filme no cinema, entre tantas coisas. A vida seria muito mais chata e até absurda.

Fica claro, então, que grande parte dessa dicotomia entre “sagrado x secular” não passa de fanatismo e exageração dos fatos.

Apesar disso, devemos reconhecer que o culto tem um propósito e este é exaltar a Deus e reconhecer Seu cuidado com suas criaturas. Por isso, nada poderia ser mais descabido do que, num ambiente cúltico, entoar uma música nihilista e absurda que diz que “o acaso vai me proteger enquanto eu andar distraído”!

O acaso não protege ninguém, especialmente os mais distraídos. Entoar estes versos no culto não somente é de mal gosto, mas de uma heresia e pobreza de alma capaz de assustar até a criatura mais desviada. É distorção da verdade, é a negação da doutrina da Providência que ensina que é Deus quem ativamente cuida dos seus filhos neste mundo.

A música “Epitáfio”, entoada da forma que foi, no contexto em que foi executada não é apenas de mau gosto, mas beira a blasfêmia e idolatria, pois divinisa a casualidade dando a ela poderes sobrenaturais divinos. É pior que adoração à criatura, pois o acaso nem sequer é uma criatura, mas algo diferente e totalmente impessoal.

Não somos guardados pelo acaso. Somos cuidados por Deus, quem em sua providência divina rege todas as coisas. A exaltação do acaso como causa da nossa preservação cabe muito bem no discurso de um ateu, ou de um cientista evolucionista, mas destoa completamente com a proposta do cristianismo.

Novamente quero dizer que esta não é uma crítica à musica secular. Há belas composições dignas de serem executadas por cristãos, pois falam da beleza da natureza, dos sentimentos, descrevem a vida em termos maravilhosos. Algumas músicas de Lô Borges, Beto Guedes, Flávio Venturini e Milton Nascimento fazem isso muito bem. Mas por favor, mesmo essas músicas não devem ser executadas no culto. A música que é cantada ali deve ser adoração direta ao Senhor.

Sei que está cada vez mais difícil encontrar boa música cristã, mas se você for justo, vai concordar que existe muita gente compondo coisas bacanas por aí. Eu poderia até citar alguns nomes como Stênio Marcius e Diego Venâncio, João Alexandre, Marco Telles, os dois Guilermes  (Projeto Sola), Rodrigo e Tiago (Domonte), ou bandas como Tanlan, Terno e Saia, entre outros que tem colaborado muito para o enriquecimento da música evangélica.

Não precisamos tocar Titãs em nossos cultos, nem pedir para o acaso nos proteger, pois temos um Deus Soberano nos céus e uma bíblia inspirada na terra para servir de fonte para nossas canções.

Assista o vídeo:

 

Por Léo Gonçalves
Redação Púlpito Cristão

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8 COMENTÁRIOS

  1. Custo a acreditar que tudo isso esteja acontecendo, mais o Senhor já nos advertiu, que é necessário que tudo isso aconteça, tantos iriam apostatar da fé como estamos vendo por ai. Mais como Deus nos ensina, quem for sujo, suje-se mais e quem for limpo, limpe-se cada dia mais. A nossa redenção está próxima.

  2. De fato tambem gosto de algumas musicas como da laura pausine e outros internacionais mais nao me vejo mais comprando um cd dela para ouvir nem muito menos cantando em um culto a Deus.

  3. Como bem falou o Léo Gonçalves não precisamos tocar titãs em nossos cultos. E acrescento que não vale apenas ouvir no carro, em casa, no celular ou em qualquer outro lugar. Pois tem muita gente fazendo música boa. Que cumpri evidentemente propósitos bíblicos.

  4. É lamentável com pessoas com um chamado tão especial de Deus, com músicas baseadas na palavra, com o passar do tempo descamba para heresias, e quer se mostrar “moderninho”. Mas, também depois de não sei quantos casamentos, vai esperar o que?

  5. Só reclama de ele ter usado a tal “musica secular” mas não dizem o contexto em que ela foi utilizada, será que foi pra dar ensinar algo, para exemplificar alguma coisa? Mostrem o video na integra pois ele não deve ter colocado a musica dos Titãs à toa, sem propósito nenhum…

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