Professora cristã denuncia perseguição em universidade por se opor ao feminismo #assista

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“Na verdade, negar que existe doutrinação é perder o censo da História”. O alerta feito pela professora de História Ana Caroline Campagnolo foi feito em uma audiência pública do dia 15 de fevereiro (2017), que esteve abordando o Projeto de Lei nº 7180, de 2014, também conhecido como “Escola Sem Partido” e visa proibir que haja doutrinação política nas instituições de ensino público do Brasil.

A professora participou da audiência pública para compartilhar o relato sobre algo que aconteceu com ela mesma. A professora que confessa a fé cristã, afirma que sofreu perseguição por parte de muitos colegas e até mesmo de sua professora (que também era sua orientadora em um projeto de mestrado), após compartilhar publicações nas redes sociais, com versículos bíblicos e também com críticas ao feminismo.

“Estou aqui para mostrar existe sim doutrinação [nas escolas e universidades]. Na verdade, negar que existe doutrinação é perder o censo da História. Desde a Era Vargas a Educação é doutrinadora e ela só foi mudando o seu plano de doutrinação”, afirmou.

Campagnolo explicou que o fato ocorrido com ela teve início em 2013 e se estendeu até 2015, enquanto desenvolveu o seu projeto de mestrado em uma universidade pública. Ela afirma que seu relato é um exemplo claro de doutrinação político-ideológica na universidade e também um caso de perseguição religiosa.
“Eu vim expor o meu caso, que começou em 2013 e agora se tornou uma ação por danos morais no Tribunal de Justiça de Santa Catarina. no juizado especial. É o caso de doutrinação e perseguição religiosa de uma professora que começou em 2013 e se estendeu até 2015”, explicou.
Ana Caroline contou que tudo parecia bem e sua professora chegou a se mostrar entusiasmada com seu projeto a ser desenvolvido no mestrado.

“Assim que eu ingressei e a professora teve acesso ao meu projeto, ela foi super educada comigo e inclusive me mandou um email, dizendo que estava feliz pela orientação do meu trabalho, que eu era nitidamente crítica e interessada”.

Mas esse entusiasmo da professora durou apenas uma semana, pois a denúncia de colegas sobre as publicações de Ana Caroline nas redes sociais levaram a professora a criticar seus pontos de vista sobre temas como o feminismo.
“Na semana seguinte, no início das aulas, alguns dos meus colegas me denunciaram para a professora, porque eu tinha algumas fotos na internet, com a minha família e alguns versículos da Bíblia. A minha professora resolveu me mandar alguns emails, me questionando como eu ousava publicar nas redes sociais pensamentos assim tão ‘perigosos”, contou Ana Caroline.
“Estou recebendo estes links do seu Facebook pessoal, onde você se mostra anti-feminista e eu como professora, estou sendo cobrada porque te oriento. Você tem todo o direito de ser antifeminista ou conservadora, mas não combina com esta pesquisa, nem com as práticas que temos acerca das conquistas”, disse parte da mensagem enviada pela professora à aluna, via email.
Ao compartilhar este trecho do email com os parlamentares, Caroline questionou se uma professora poderia, sozinha, definir o posicionamento político de uma universidade pública.
“Temos? Quem? Ela está falando em nome da Universidade? Uma professora sozinha pode definir quais são as práticas e concepções de uma Universidade inteira? É isso que ela transmite aqui no começo”, questionou Caroline.
“Vamos conversar sobre isso, mas peço a gentileza de você analistar melhor as coisas que compartilha”, acrescentou a professora no email.
Sabatina
Campagnolo disse que a professora da universidade chegou a pedir desculpas inicialmente por ter sido “incisiva” em seu alerta, mas voltou a criticar seus posicionamentos, desta vez em sala de aula.
Segundo Caroline, ela está movendo um processo por danos morais contra esta professora. A ação tem três provas – documentos emails e uma prova fonográfica – que reforçam sua versão de que ela foi exposta e oprimida na Universidade por causa de suas opiniões pessoais.
“Todas nós, mulheres, que estamos aqui estudando, passamos em um programa de mestrado porque nós pudemos… e nós podemos isso porque algumas pessoas no passado fizeram o caminho e não se nasce mulher, torna-se mulher. O mais importante movimento do século XX é o feminismo e a mais importante revolução provocada por essa onda é a revolução sexual”, disse a professora em sala de aula, conforme arquivo de áudio apresentado por Caroline na audiência pública.
“Se nós acreditamos nisso, se nós estamos aqui nesse curso, nós passamos nesse curso, nós estamos aqui nos matriculamos dentro de uma perspectiva de pensamento de uma linha de pesquisa”, acrescentou a professora.
Ana Caroline voltou a comentar o posicionamento de sua professora, dizendo que não se matriculou na instituição pública, baseada em qualquer “perspectiva de pensamento”, mas sim para concluir seu mestrado e adquirir mais conhecimento em sua profissão.
“Eu não me matriculei em uma perspectiva de pensamento. Eu me matriculei no ensino público. Não importa a minha religião, a minha concepção. Se eu for feminista ou anti-feminista, isso independe da minha participação nessa disciplina”, destacou.
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