Moda e trabalho escravo: Isso é da sua conta.

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Por Lya Alves
Dia 2 de dezembro é o Dia Internacional da Abolição da Escravidão
Hoje 45,8 milhões* de pessoas vivem em regime de escravidão moderna – muitas delas estão produzindo peças de moda para marcas ocidentais. A moda deveria ser uma manifestação da identidade e da liberdade, logo, deveria empoderar, não explorar. Com essa premissa, o Fashion Revolution lança a pergunta “quem fez minhas roupas”? Será que você sabe? Será que a roupa que você está usando agora não foi feita por alguém que estava prisioneiro no sistema escravagista contemporâneo?

O Fashion Revolution é um movimento que levanta a bandeira dos direitos humanos dentro da moda, segundo eles, os custos das peças baratas caem sobre os trabalhadores na cadeia do trabalho. Por isso, o movimento quer chamar nossa atenção para a etiqueta do que vestimos, nos questionando de onde vem nossas roupas.
Grandes marcas como a Renner, a Zara, Le Lis Blanc, o Grupo Riachuelo, a M. Oficcer, Triton, Nike, Adidas, entre outras  já foram autuados por usar trabalho escravo ou deixar seus funcionários em condições inadequadas de trabalho, com horários exaustivos e salários baixos. Essa situação já vem sendo denunciada por meio de reportagens e documentários, como o The True Cost, que alerta sobre o desrespeito aos direitos humanos e trabalhistas por redes de fast fashion.
Nós cristãos somos chamados a anunciar o Evangelho e anunciar a liberdade aos cativos. Isto pode ser feito de várias maneiras e, no caso da escravidão no mundo da moda, está simplesmente ao alcance de suas mãos: desde 2013 o aplicativo Moda Livre , criado pela ong Repórter Brasil,  avalia as principais varejistas do Brasil e avalia se houve trabalho escravo. O aplicativo não recomenda que o consumidor compre ou deixe de comprar roupas de determinada marca. Apenas fornece informações para que faça a escolha de forma consciente. Leonardo Sakamoto, jornalista e um das fundadores da Ong diz que boicotar as marcas não é a solução:”ninguém quer que a  empresa feche. Queremos que elas estejam saudáveis e gerando empregos de acordo com a lei”.- as denúncias são importantes porque as marcas não querem estar vinculadas ao trabalho escravo.

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Com essas informações valiosas na palma da mão fica muito mais fácil escolher de quem vamos comprar. Então, antes de entrar numa loja, que tal pensar no tipo de empresa que queremos apoiar? Queremos ser coniventes com esta política? A partir do momento que compramos, financiamos a escravidão. Estas empresas se aproveitam da omissão dos consumidores que acham que não são responsáveis pela escravidão porque não estão lidando diretamente com escravos, mas quem compra produtos destas empresas financia todo esse sistema.
Você sabia?

Renner – foi responsabilizada por autoridades trabalhistas pela exploração de 37 costureiros bolivianos em regime de escravidão contemporânea. O flagrante aconteceu em novembro de 2014 em uma oficina de costura terceirizada localizada na periferia de São Paulo. Os trabalhadores viviam sob condições degradantes em alojamentos, cumpriam jornadas exaustivas e parte deles estava submetida à servidão por dívida. Tais condições constam no artigo 149 do Código Penal Brasileiro como suficientes – mesmo que isoladas – para se configurar o crime de utilização de trabalho escravo. A fiscalização responsabilizou a Renner também por aliciamento e tráfico de pessoas.
Marisa – Em março de 2010, a fiscalização encontrou 16 bolivianos, um deles com menos de 18 anos, e um jovem peruano trabalhando em condições análogas à escravidão na fabricação de peças para a Marisa em uma pequena oficina na cidade de São Paulo. Nenhum dos operadores de máquina tinha carteira de trabalho assinada. Cadernos com anotações dos empregadores indicavam cobranças ilegais de passagens da Bolívia para o Brasil, com a “taxas” e despesas que, segundo a fiscalização, consiste em “fortes indícios de tráfico de pessoas”, além de endividamentos por meio de descontos indevidos. Há registros de salários de R$ 202 e de R$ 247, menos da metade do salário mínimo (na época, R$ 510). A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo aplicou 43 autos de infração com passivo total de R$ 633 mil.
Estes são alguns casos que exemplificam bem que o mundo da moda jaz no maligno. As grande empresas se aproveitam da omissão do consumidor, que lava suas mãos porque acha que não está cooperando com este sistema escravagista que envolve até tráfico humano. Mas a partir do momento que ele compra dessas marcas, está financiando a escravidão. Outros consumidores acreditam que, se governo brasileiro autoriza uma empresa a fabricar e comercializar produtos, cabe a ele junto com o ministério do trabalho e os sindicatos classistas fiscalizarem estas empresas e não seus clientes. Sim isso é verdade. Mas a omissão do Estado não justifica a nossa, O Estado é inoperante? Sim. Mas isso não elimina a responsabilidade do consumidor final. Sobretudo se o consumidor final é um cristão, que tem um chamado a anunciar o Evangelho Daquele que veio para libertar os cativos. Precisamos nos livrar da cultura de que o serviço cristão é realizado apenas dentro do templo e dentro da esfera esclesiástica. Jesus fazia curava fora dos templos: Será que não aprendemos nada com isso?
Quando você comprar uma roupa a um preço muito baixo, certifique-se de que alguém não está pagando com sangue pelo seu desconto. Lembre-se no jardim do Éden fomos alienados de tudo, inclusive uns dos outros. Mas Cristo nos libertou e pôs em nós a palavra da reconciliação” (2 Coríntios 5:19). Quando se trata de cristandade, não há omissão tolerável: oque existe são igrejas/noivas loucas e insensíveis. Sabemos que todos os sistemas e culturas deste mundo cairão um dia, mas por ora, devemos aproveitar as oportunidades e brechas históricas para anunciar o Evangelho e proclamar a liberdade aos cativos em Nome Daquele que é, que era e que há de vir.
Ele está voltando.
Maranatta!
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Lya Alves é missionária e pastora no Ministério Profético Ninho das Águias 
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