A Sangrenta e Herética Ideologia Marxista

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Por Bruno dos Santos Queiroz

Karl Marx acreditava que toda a história foi marcada pela luta de classes que pode ser resumida em uma luta entre opressores e oprimidos. Essa luta é o motor da História, e sempre termina, ou em uma grande revolução que transforma toda a sociedade, ou em uma destruição das duas classes. 

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Na Modernidade o mundo se divide em duas classes antagônicas diametralmente opostas: a burguesia e o proletariado. A burguesia desempenhou um papel revolucionário para o progresso histórico abatendo o feudalismo. Não obstante, a burguesia transformou tudo em mercadoria reduzindo as relações sociais a relações monetárias. 
No entanto, na própria tese burguesa já está presente a semente de sua antítese e as armas de sua própria destruição. O desenvolvimento do Capital produziu também o proletariado, que a cada dia vem se tornando uma maioria mais poderosa. O proletariado deverá derrubar o domínio burguês por meio de uma revolução violenta, implantar uma ditadura do proletariado e abolir a propriedade privada. Isso inclui a abolição da “família tradicional burguesa”, responsável pela manutenção do capital por meio da perpetuação da herança privada. 

A ditadura do proletariado possibilitará o fim da sociedade de classes, das explorações e o rompimento radical com as ideias tradicionais, como aquelas sustentadas pela religião cristã. Para isso, o proletariado deverá tomar gradualmente o capital da mão dos burgueses, centralizar os meios de produção no domínio do Estado. Serão necessárias tomar medidas como aumento de impostos, centralização dos meios de transporte na mão do Estado, obrigatoriedade do trabalho e educação pública e gratuita de todas as crianças. A destruição violenta das relações de produção acabará com as classes em geral, fazendo surgir o comunismo no qual o desenvolvimento livre de cada pessoa será o livre desenvolvimento de todos.[1]

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Assim, o fim do projeto marxista é uma sociedade perfeita em que todos são iguais. Mas como diz o ditado “não se faz uma gemada sem quebrar ovos”, para um comunista é necessário despotismo, violência, fuzilamentos e derramamentos de sangue para que esse mundo seja alcançado. Não obstante, como a implantação do igualitarismo por meio de uma ação imanente ou pelo desdobrar-se de um progresso histórico tem se mostrado um sonho impossível, apenas ovos foram quebrados. O comunismo já deixou um saldo de mais de 100 milhões de mortes[2] e “fuzilamentos”, “canibalismo” e “miséria”[3] são os frutos da busca pelo fantástico e inalcançável mundo da “igualdade social”. Isso sem falar do nazismo e do facismo, os filhos bastardos do marxismo[4].
      
MARXISMO CULTURAL
Na metade do século XX, neo-marxistas e frankfurtianos passaram a criticar o movimento operário por querer mais enriquecer do que realmente promover uma revolução. Desse modo, passou-se a compreender que o protagonismo histórico deveria ser executado pelo lumpesinato (urbanos improdutivos), que seriam aquelas pessoas que por terem “raiva contra o sistema”, estavam aptos para serem os verdadeiros promotores da tão sonhada revolução.[5]
Antonio Gramsci foi o responsável pela ideia de que se deve ocupar todos os espações de conhecimento a fim de que toda a informação sirva aos interesses do movimento revolucionário. Desse modo, a escola, os jornais, as universidades, a imprensa, os movimentos e agremiações estudantis, os sindicatos, as revistas, livros didáticos e os movimentos sociais passam a ser colocados a serviço da ideologia revolucionária, transformando os indivíduos em massas de manobra[6]. Essa ocupação de todos os espaços criaria uma hegemonia do pensamento revolucionário, fazendo com que todos se tornassem marxistas sem nem mesmo perceber, como um peixe nadando na água de um aquário sem saber. É interessante observar que o gramscianismo foi um projeto adotado pelo PT[7].
E não há necessidade de um discurso lógico-racional, nem importa muito que causa está sendo defendida (feminismo, LGBTTT, combate ao racismo, islamofobia etc.), e sim fazer com que alguma “causa” seja submetida aos interesses da ideologia. O que importa é fomentar um espírito revolucionário para a derrubada da ordem social vigente. Por isso, um gramscista não vê problema em mudar de opinião a todo momento ou adotar um discurso contraditório – o que vale é usar qualquer ideia que possa atender a seus interesses.
O gramscismo promove uma derrubada da ordem social se infiltrando de maneira sutil na própria cultura dominante e adotando seu discurso para destruir ela mesma por dentro. Assim, um revolucionário pode travestir seus interesses com termos da própria cultura que planeja desconstruir. Não atoa, vemos discursos de “amor”, “tolerância”, “igualdade”, “respeito” (valores cristãos) que visam justamente a derrubada da tradição cristã.
Hebert Marcuse, influenciado pela teoria freudiana, imaginava o ser humano como panelas de pressões, cheios de desejos sexuais reprimidos que levavam os indivíduos a serem agressivos e a se tornarem capitalistas opressores como manifesto no imperialismo americano. Marcuse propunha uma Revolução Sexual, em que as pessoas fossem mais livres sexualmente. Isso pode ser visto no lema “Faça amor (sexo), não faça guerra (imperialismo)”. As ideias de Marcuse vieram a ser pautas de muitas das novelas da rede Globo. 
Theodore Adorno, por sua vez, propôs a ideia de que existiriam traços de personalidade facistas que levavam as pessoas a terem um comportamento autoritário. Segundo ele, para que o nazismo não se repetisse era necessário uma educação crítica emancipadora.[8] Isso é interessante porque a ideia de controlar os meios educacionais esteve justamente presente no nazismo e no facismo como um instrumento de doutrinação. Lilina Zinoviev disse:


Devemos fazer da geração jovem uma geração de comunistas. As crianças, como cera, são muito maleáveis e devem ser moldadas como bons comunistas. Devemos resgatar os infantes da influência nociva da vida familiar. Devemos racionalizá-los. Desde os primeiros dias de sua existência, os pequenos devem ser postos sob a ascendência de escolas comunistas para aprenderem o ABC do comunismo… Obrigar as mães a entregar seus filhos ao Estado soviético – eis nossa tarefa.[9]

       
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O Marxismo, herdeiro da materialização do Espírito Absoluto de Hegel, a mitologização do Evangelho de David Strauss e da antropologização da teologia de Feuerbach, não passa de uma imanentização da escatologia[10]. Em outras palavras, o Marxismo é uma religião materialista ou ainda uma heresia. É a tentativa de estabelecer o paraíso por meios e ações humanas, ao invés de confiar na ação redentiva transcendente de Deus[11].
O marxismo cultural e sua Teoria Crítica alimenta o espírito revolucionário por formentar “lutas de classes” colocando negros contra brancos, mulheres contra homens, jovens contra adultos, homossexuais contra heterossexuais e empregados contra patrões. Mas já foi dito quais são as consequências que a busca imanente por um paraíso perfeito inalcançável produz. Não é possível desconstruir os pilares da Cultura Ocidental (moral judaico-cristã, filosofia grega e direito romano) sem banho de sangue e caos social[12].
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Notas:
[1] Marx & Engels. Manifesto Comunista. [On-line] Disponível em: http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/manifestocomunista.pdf. Acesso em 06/09/2016.
[2] https://noticias.terra.com.br/mundo/estados-unidos/site-estima-que-comunismo-matou-mais-de-100-milhoes-no-mundo,5a9cfa2aa9aea310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html.
[3] http://www.averdadesufocada.com/index.php/memrias-reveladas-especial-87/8619-voce-sabe-de-onde-veio-a-expressao-q-comunista-come-criancinhaq-
[4] https://www.youtube.com/watch?v=onHFUTcY6QI
[5] http://sensoincomum.org/2016/05/25/nao-precisamos-de-feminismo-precisamos-de-bolsonaro/
[6] http://www.ilisp.org/artigos/por-que-o-movimento-lgbt-apoia-aqueles-que-mais-os-perseguiram-na-historia/
[7] https://www.youtube.com/watch?v=M4n1W-NB_VY
[8] https://www.youtube.com/playlist?list=PL3C5CB833F0175C0D
[9] FIGES, Orlando. A Tragédia de um Povo: A Revolução Russa (1891-1924). Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 1999. p. 912. apud http://sensoincomum.org/2016/07/01/pais-e-filhos-perspectiva-bazarov/.
[10] https://www.youtube.com/watch?v=icMw2hYJInI
[11] http://www.teologiabrasileira.com.br/teologiadet.asp?codigo=506
[12] FIGES, Orlando. A Tragédia de um Povo: A Revolução Russa (1891-1924). Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 1999. p. 912. apud http://sensoincomum.org/2016/07/01/pais-e-filhos-perspectiva-bazarov/.
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2 COMENTÁRIOS

  1. Até na Biblia se vê a chamada "luta de classes" para quem tem estudo e faro apurado de História. Vejamos então: quando Salomão construiu o grandioso templo de Jerusalém, oprimiu e explorou o povo com sobrecarga terrivel de trabalho e aumentou consideravelmente os impostos. Resultado: a população se revoltou e houve o grande cisma, onde dez tribos se separaram, restando apenas Judá e Israel. Que é isso? Luta de classes. Na época de Jesus, Jerusalém era um barril de pólvora em virtude das lutas e disputas agressivas entre as diversas facções judaicas, entre zelotes. essenios, batistas, grupos estes marginalizados e explorados que conspiraram e lutavam para derrubar do poder os saduceus e fariseus, elite sacerdotal que opressora e perversa com o povo judeu mais pobre, que era explorado nas terras dos latifundiarios saduceus. Prova disso foi Barrabás, um dos judeus rebeldes que incitou uma rebelião na cidade na época da Páscoa e acabou sendo preso junto com Jesus, que tambem foi acusado de tentar sublevar o povo. Que é isso? Luta de Classes. explorados x exploradores. Na igreja primitiva na época de Paulo e Pedro, se praticava a igualdade de classes, tudo era distribuido para o bem comum: ora se tudo o que era produzido e toda a riqueza distribuida igualmente entre os membros da igreja, podemos então afirmar que nossos ancestrais cristãos eram……..comunistas!!!!!!! Afinal. uma dos pilares do marxismo não é a chamada Luta de Classes e a amenização das desigualdades sociais??? Luta de classes e luta por igualdade social está na Bíblia. Óbvio que a ideologia e o termo comunista não está na Biblia. Mas o materialismo histórico sim, na prática, como mencionei nos exemplos acima. Vamos ao debate

  2. Adriano Costa

    Não, a Bíblia não fala de luta de classes, mas da constante rebelião do homem pecador e caído contra Deus. Todo o mal precede do coração de uma humanidade depravada e corrompida.

    Barrabás não incitou apenas sedição, ele cometeu um homicídio (Lucas 23:19 e Marcos 15:7) e era salteador (João 18:40).

    E os primeiros Cristãos NÃO eram comunistas, definitivamente. A venda e repartição em comum dos bens não era fruto de uma política ou ideologia imposta pelo Estado ou qualquer poder terreno, mas sim fruto de mentes e corações transformados pelo Espírito Santo.

    Aliás, essa prática de distribuição igualitária de bens entre a igreja primitiva mostra justamente o DESAPEGO AOS BENS MATERIAIS, diferentemente do que prega – em última análise – o marxismo/comunismo, que defende a prosperidade material da humanidade como um fim.

    E outra: Os cristãos primitivos não tomavam/não roubavam e não expropriavam a propriedade alheia para distribuir igualitariamente, mas se desfaziam de seus próprios bens.

    Porque tomar propriedade de outrem é ROUBO, o que é condenado pela Bíblia.

    Não faziam caridade com o patrimônio alheio e nem criaram coronéis e delegados partidários privilegiados – a chamada burguesia estatal – práticas comuns no comunismo.

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