Expiação e a cruz de Cristo

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EXPIAÇÃO E PROPICIAÇÃO
Acontecia por volta de 10 de tisri (setembro-outubro);
Dia de descanso e jejum eram oferecidos sacrifícios;
Oferecer sacrifícios pelos pecados dos sacerdotes e do povo; purificar o santuário (Lv 16; 23.26-32; Hb 9.7).
      

       “Deus propôs a Cristo como sacrifício de expiação, através de seu sangue”. (Rm. 3:25) Ou como apresenta corretamente outra tradução: “Deus apresentou a Cristo como propiciação, pelo derramamento de seu sangue, para ser recebido mediante a fé”. Agora, o que isso significa? Nós precisamos pausar por um momento para meditar sobre esta palavra: “propiciação”, ou “expiação”.
       “Propiciação” é aquele ato sacrificial pelo qual Deus se torna propício. “Propício” significa simplesmente favorável. Ou seja… dizer que a propiciação é um ato pelo qual Deus se torna propício, é dizer que é um ato pelo qual se torna favorável a nós. Ele é contrário a nós em certo sentido em ira, mas agora, por meio desse ato sacrificial, ele se torna favorável a nós. É propiciação. “Propiciar” alguém significa apaziguar ou pacificar a sua ira.

I.                    Primeiro, o motivo pelo qual a propiciação é necessária é que o pecado suscita a ira de Deus.
II.                 Segundo, quem faz a propiciação? Foi o próprio Deus que, em sua misericórdia e graça, tomou a iniciativa.
III.               Terceiro qual foi o sacrifício propiciatório? Não foi animal, vegetal nem mineral. Não foi uma coisa, mas uma pessoa. E a pessoa que Deus ofereceu não foi alguém mais, uma pessoa humana ou um anjo, nem mesmo o seu Filho considerado como alguém distinto dele ou exterior a si mesmo. Não, ele ofereceu-se a si mesmo.

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       “Expiação” é o ato pelo qual o pecado é cancelado. É anulado. Apagado do registro. Então o objeto da expiação é o pecado. O objeto da propiciação é Deus. Deus se torna favorável.
       No mundo pagão do primeiro século, quando pagãos ofereciam sacrifícios a seus deuses, muito frequentemente era em um desejo de torná-los propícios, favoráveis. Então, se você quisesse fazer uma viagem marítima, eles ofereceriam um sacrifício propiciatório para Netuno, o deus do mar, na esperança de que ele não ficasse de mau humor, ou com raiva de você, e então você pudesse fazer uma viagem marítima; era um sacrifício a Netuno para torná-lo propício, era um sacrifício propiciatório.
       Mas este texto diz algo particularmente impressionante. No antigo jeito pagão de olhar para as coisas, eu, o devoto, ofereço um sacrifício propiciatório para os deuses. Mas este texto diz que Deus propôs a Cristo como sacrifício propiciatório. Então isso significa que Deus apresentou a Cristo como sacrifício propiciatório para propiciar a Deus? Como pode Deus oferecer um sacrifício que propicia a si mesmo?
       Ora, em parte por este motivo, houve todo tipo de pensadores que realmente rejeitaram totalmente esta interpretação, pensaram que isso é bobo, não faz o menor sentido, como pode Deus propiciar a si mesmo? Além do mais, alguns deles só não gostam da ideia de sacrifício de sangue, ou de Deus estando irado. Houve um estudioso muito influente no Reino Unido na década de 30 que se chamava C.H. Dodd, que argumentava fortemente que isso não fazia o menor sentido, Deus não pode propiciar a si mesmo, portanto isso deve ser expiação. Não é Deus propiciando a Deus, desviando a ira de Deus; como pode Deus propiciar a Deus? Ele disse: Afinal, Deus amou o mundo de tal maneira que ele deu seu Filho! Se ele já era tão favorável ao mundo que deu seu Filho, como você pode imaginar que o Filho está propiciando a Deus? Ele já é favorável! Então ele não deve estar propiciando a si mesmo! Ele deve estar se aproximando para oferecer o Filho para expiar, para cancelar o pecado. Houve algumas respostas por pessoas dos Estados Unidos, na Austrália e na Inglaterra. E o que eles apontaram foi que… quando a propiciação é mencionada no Antigo Testamento, sempre se dá no contexto da ira de Deus.
      
       A palavra “propiciação” apresentada aqui, dois terços das vezes é a palavra usada para o topo da Arca da Aliança no dia da expiação, quando o sangue do boi e da cabra é derramado, precisamente para desviara ira de Deus. Deus ordenou que este sacrifício fosse oferecido para desviar a ira de Deus. Este é o contexto onde isso é mais usado no Antigo Testamento. E nesta mesma passagem nós acabamos de ter dois capítulos e meio que começam com: “A ira de Deus é revelada dos céus contra toda impiedade” que nós, seres humanos, praticamos, ao suprimir a verdade.
       Então a ira de Deus está lá! É pessoal, é profunda, é inevitável, e em certo sentido tal ira deve ser desviada, mas como pode Deus propiciar a si mesmo? E a resposta, é claro, é que Deus é contrário a nós em ira por causa de sua santidade. Ele é. Se ele não for contra nós em ira, então ele é imoral. “Eu não me importo. Eles podem blasfemar, matar, estuprar, roubar, mentir; sem estresse: eu não me importo. Isso não me afeta”. Deus é justo, e ele é sim contra nós em ira, especialmente porque nós o marginalizamos, nós o destituímos. Deus sabe que é para nosso bem que ele deve estar no centro de absolutamente tudo. Não é simplesmente que ele quer ter uma espécie de preferência entre iguais.
       Quando você e eu queremos ser especialmente louvados por nossos semelhantes, queremos ser mais fortes do que eles, ser reconhecidos como superiores, mas Deus é superior. Ele não é apenas nós, ele é Deus; nós somos a imagem de Deus. Mais do que isso: Deus sabe em amor que nós devemos vê-lo no centro de tudo ou estamos perdidos e arruinados. É para nosso bem, é por amor que Deus insiste que seja assim. Então ele se ira quando por nossas ações, pensamentos e obras, nós declaramos: “Não será assim”. Deus é contrário a nós em ira, por causa de sua santidade.
       Mas ele é contrário a nós em… amor, porque ele é esse tipo de Deus. E este texto diz que Deus propôs a Cristo Jesus para ser a propiciação por nossos pecados. Ora, de fato, você não pode ter propiciação; isto é, o desviar da ira de Deus; sem expiação, o cancelamento do pecado. Ambas pendem juntas na Bíblia. E mesmo no sacrifício no dia da expiação era assim, e é por isso que algumas pessoas preferiram abraçar o termo “sacrifício de expiação”, “Deus propôs a Cristo para ser o sacrifício de expiação por nossos pecados”, cancelando nossos pecados, e desviando a ira de Deus. O que você não pode perder no contexto de Romanos, é a ira de Deus. A palavra propiciação é a mais concentrada.
A VITÓRIA À CRUZ
I.                    A CRUZ COMO SACRIFÍCIO: O Novo Testamento, inspirando-se em imagens e expectativas presentes no Antigo Testamento, apresenta a morte de Cristo na cruz como um sacrifício, bem claro na epístola aos Hebreus, capaz de conquistar aquilo que os sacrifícios do Antigo Testamento conseguiam apenas anunciar em vez de alcançar.
Para que a humanidade pudesse se reconciliar com Deus o mediador deveria sacrificar a si mesmo; sem esse sacrifício a reconciliação era impossível.
Atanásio alega que:
“Cristo oferece um sacrifício de natureza infalível, os sacrifícios de acordo com a Lei tinham de ser oferecidos todos os dias, o sacrifício do Salvador foi oferecido de uma vez por todas.
Agostinho diz:
“Foi um sacrifício pelo pecado, oferecendo a si mesmo como o pleno holocausto na cruz de sua paixão, Cristo foi tanto a vítima como o sacerdote .”
A obra de Cristo poderia ser resumida em três “ofícios”: Profeta (por meio do qual Cristo declara a vontade de Deus); Sacerdote (por meio do qual Cristo oferece o sacrifício pelo pecado); e rei (por meio do qual ele governa com autoridade sobre o povo).

II.                 A CRUZ E O PERDÃO: A morte de Cristo fornece o fundamento por meio do qual se torna possível que Deus perdoe nossos pecados.
a)      Representação: Cristo é encarado como representante da humanidade na aliança com Deus, por meio de sua obediência na cruz, simboliza o povo da aliança e conquista para esse povo todos os benefícios disso decorrentes, como seu representante. Cristo, por meio da crucificação e da ressurreição nos concede o pleno e gracioso perdão de nossos pecados.
b)      Participação: Por meio da fé os cristãos participam da ressurreição de Cristo, e com isso recebe o benefício do perdão dos pecados, do qual todos compartilha por meio da fé.
c)      Substituição: Cristo é visto como um substituto como aquele que vai para cruz em nosso lugar.
III.             A CONQUISTA DO MAL
       O que o Novo Testamento afirma, de modo franco, é que na cruz Jesus desarmou o diabo e triunfou sobre ele, e sobre todos os “principados e poderes” que estão ao seu comando.
       Mas como é que Deus, por meio de Cristo, ganhou a vitória sobre o Maligno? Embora a derrota decisiva de Satanás se tenha dado na cruz, a Escritura representa o desenvolvimento da conquista em seis etapas.
       A primeira é a predição da conquista. A primeira predição foi dada pelo próprio Deus no Jardim do Éden como parte de seu juízo sobre a serpente: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gênesis 3:15).
       A segunda etapa foi o início da conquista no ministério de Jesus. Reconhecendo-o como seu futuro conquistador, Satanás fez muitas tentativas diferentes para se livrar dele. Por exemplo, através do assassínio das crianças de Belém, ordenado por Herodes, por meio das tentações no deserto com o objetivo de evitar o caminho da cruz, por intermédio da resolução do populacho em forçá-lo a um reinado político-militar, através da contradição de Pedro acerca da necessidade da cruz (“Para trás de mim, Satanás!”), e mediante a traição de Judas em quem Satanás na realidade havia “entrado”. Porém Jesus estava decidido a cumprir o que dele estava escrito. Vemos o reino de Jesus avançando e o de Satanás retrocedendo, à medida que demônios são expulsos, enfermidades são curadas.
       Aqui, contudo, está sua afirmativa mais admirável acerca desse tema: “Quando o valente, bem armado, guarda a sua própria casa, ficam em segurança todos os seus bens. Sobrevindo, porém, um mais valente do que ele vence-o, tira-lhe a armadura em que confiava e lhe divide os despojos”. Não é difícil reconhecer o valente como um quadro do diabo, o “mais valente do que ele” como Jesus Cristo, e o dividir dos despojos (ou, em Marcos, o saque da sua casa) como a libertação dos seus escravos.
       A terceira e decisiva etapa, a realização da conquista, na cruz. Talvez a passagem mais importante do Novo Testamento que apresenta a vitória de Cristo seja Colossenses 2:13-15.
“E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões, e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz”. ele venceu o diabo mediante a resistência total a suas tentações. Tentado a evitar a cruz, Jesus perseverou no caminho da obediência, e tornou-se “obediente até à morte, e morte de cruz” (Filipenses 2:8).
       Mas Jesus obedeceu, e o diabo foi derrotado. Provocado pelos insultos e pelas torturas a que foi submetido, Jesus absolutamente se recusou a retaliar. Mediante o seu amor autodoador, ele venceu “o mal com o bem” (Romanos 12:21). De modo que a vitória de Cristo, predita imediatamente depois da Queda e iniciada durante o seu ministério público, foi decisivamente ganha na cruz.
A quarta, a ressurreição foi a confirmação e o anúncio da conquista. Não devemos ver a cruz como derrota, e a ressurreição como vitória. Antes, a cruz foi a vitória ganha, e a ressurreição a vitória endossada, proclamada e demonstrada. “Não era possível fosse ele retido” pela morte, pois ela já havia sido derrotada. Os principados e os poderes do mal, que haviam sido privados de suas armas e sua dignidade na cruz, agora, como consequência da derrota, foram colocados sob os pés de Cristo e feitos sujeitos a ele.
Quinto, a extensão da conquista à medida que a igreja sai para executar a sua missão no poder do Espírito, pregar a Cristo crucificado como Senhor, e convocar o povo a se arrepender e crer nele, De modo que a conversão de cada crente envolve um encontro com o poder que obriga o diabo a descontrair o controle da vida de alguém e demonstra o poder superior de Cristo.
Sexto, estamos olhando com expectativa a consumação da conquista na Parousia.  O Ungido do Senhor já está reinando, mas também está aguardando até que seus inimigos sejam postos como estrado dos seus pés. Nesse dia todo joelho se dobrará em sua presença e toda língua confessará que ele é Senhor. O diabo será jogado no lago do fogo, onde a morte e o inferno o seguirão. Pois a morte é o último inimigo a ser destruído. Então, quando todo o domínio, autoridade e poder do mal tiver sido destruído, o Filho entregará o reino ao Pai, e ele será tudo em todos.
Quando os imperadores romanos estavam aniquilando os cristãos, mau sabiam eles que com a morte de um cristão e seu testemunho centenas corriam para os pés de Cristo.
Não tem exemplo maior que o livro de Apocalipse.

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Apologética Cristã

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