Cristãos precisam acordar para um mundo que não conhece a Cristo (e sem odiá-lo!)

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Nós estamos vivendo tempos estranhos. Quase todos os dias, ficamos em estado de choque com notícias sobre ataques terroristas e como o grupo islâmico ISIS tem se expandido pelo mundo. Enquanto nos perguntamos onde isso está acontecendo, alguns políticos dizem que não podemos mais confiar em nossos vizinhos muçulmanos. Alguns deles dizem que devemos construir muros para nos proteger de bandidos que cruzam nossa fronteira ao Sul. Em meio à dúvida sobre o que fazer em relação a esse clamor popular, acabamos surpreendidos ao encontrar líderes evangélicos que apoiem tais apelos, tudo em nome de um guerra cultural que parece envolver os cristãos.

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Em meio a toda essa agitação, alguns especialistas indicam que o cristianismo está em declínio nos Estados Unidos. Um imenso número de relatórios nos diz que o número de nones (aqueles que não são adeptos de qualquer religião) e os dones (aqueles que apenas “se tornam” religiosos) estão em ascensão, enquanto o número dos que frequentam a igreja tem diminuído de forma constante. Talvez não seja de se admirar que alguns grupos de evangélicos, que tentaram influenciar positivamente a política de início, tenham passado a apoiar a campanha de Donald Trump.

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O declínio do cristianismo é tido como problema por muitas pessoas. Um bom número de cristãos não se sentem mais como minoria. Como cristãos, fomos informados de que possuíamos a verdade absoluta. Estamos habituados a governos que, pelo menos em grande medida, subscrevem um ética que geralmente pode ser chamada de cristã. Estamos acostumados a viver uma cultura “cristianizada”, onde embora nem todos sejam cristãos de fato, existe uma grande participação na sociedade.

Torna-se cada vez mais claro que temos que aprender a lidar com um mundo que não concorda com o ponto de vista cristão ou qualquer outro ponto de vista particular para esse assunto. Nosso mundo é de uma pluralidade religiosa e cultural sem tamanho. Pluralidade remete a um mundo “plural”, o que significa “mais de um”. Existe uma pluralidade de religiões e ideologias, todas competindo por atenção e disputando a reivindicação da verdade suprema.

Curiosamente, o cristianismo começou como uma pequena seita. Os primeiros cristãos viviam como um pequeno grupo em um mundo repleto de pluralidade cultural. Como esses cristãos espalhados pelo Mediterrâneo não eram agressivos, não se envolveram em guerras culturais, não exigiram seus direitos e não tiveram a oportunidade de viver em uma subcultura cristão protegida. Eles não afirmavam uma verdade absoluta, mas eram apenas como uma voz entre muitos eles o fizeram, compartilhando sua fé, não através de argumentos desagradáveis.

Menos que isso: não juraram lealdade a nenhum imperador, na esperança de obterem alguma influência política. Não se sentiram intimidados pelo pluralismo da cultura romana e nem foram surpreendidos com os muitos deuses que foram adorados no império. No entanto, apenas 300 anos mais tarde, a sua mensagem havia subvertido a autoridade dos poderosos e Roma se tornado um império cristianizado. Enquanto não podemos copiar os primeiros cristãos, pois o seu contexto não é o nosso, seu exemplo nos inspira. Nós queremos saber como podemos ser capazes de abraçar o mundo que nos rejeita como os primeiros cristãos fizeram.

No entanto, como estamos cercados por muçulmanos, ateus, pagãos, agnósticos, hindus, budistas e adeptos de muitas outras religiões e cosmovisões, o único conselho que a mídia cristã parece ser mais capacitada a dar é sobre sua vida espiritual: sobre como os cristãos devem caminhar com Jesus, ou como eles devem ter um tempo de silêncio e ler suas bíblias, ou como eles podem gerenciar melhor suas igrejas. Quando se trata de preparar os cristãos para viver em mundo de não cristãos, os meios de comunicação e escritores evangélicos estão em grande parte em silêncio.
Não é muito popular pensar em ter uma conversa com o Islã, ou um diálogo com um budista, ou compartilhar dicas sobre como desenvolver uma amizade genuína com um ateu. Nós preferimos a nossa bolha cristã, a nossa pequena subcultura, onde todos falamos a linguagem espiritual de cada um. E se aventurar fora dessa bolha nos faz empunhar uma espada de controvérsia. Tanto é que os cristãos são conhecidos por serem argumentativos, se não agressivos. O que aconteceu com a admoestação de Cristo que os cristãos fossem conhecidos pelo amor que eles compartilham entre si?
Entre as várias maneiras desastrosas que poderíamos fazer isso, seria impor a outros a salvação. Por exemplo, quando você é a autoridade maior, você pode fazer outros se curvarem diante de Cristo e confessarem que ele é o Senhor… Mas você estará realmente fazendo-os curvar diante de você! Isso só resulta em tornar o cristianismo cada vez mais odioso. As pessoas começarão a odiar sua retórica enganosa. Esta abordagem trai a Cristo, que ensinou seus seguidores a irem para o mundo como ovelhas entre lobos.
O que os cristãos precisam mais do que nunca, em um momento em que a subcultura cristã está diminuindo de tamanho e que o testemunho cristão está perdendo influência, é conselhos para descobrir como viver neste mundo não cristão tão diversificado, de uma maneira que faça justiça ao chamado de Jesus para sermos seus discípulos nesta terra.
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Traduzido por Bruno Bonete no Consciência Cristã
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