Missionário tem julgamento adiado na Rússia, mas não desanima: “Deus vai me proteger”

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Missionários Ruth (esquerda) e Don Ossewarde (direita), que moram na cidade de Oryol, Russia. (Foto: Divulgação)
O primeiro americano que foi acusado de violar as leis ‘anti-terrorismo’ controversas da Rússia, também conhecidas como ‘as leis Yarovaya’, vai voltar ao tribunal no dia 30 de setembro, já que a audiência inicial foi adiada.

Donald Ossewaarde, um missionário de Michigan, foi acusado em agosto por um policial russo de realizar reuniões religiosas em sua casa e distribuir materiais religiosos para incitar as pessoas a participarem das reuniões. Ele foi acusado de conduzir rituais e cerimônias religiosas sem permissão e foi multado em 40.000 rublos (cerca de 700 dólares).
Em seu blog, Ossewaarde contou o que aconteceu na primeira audiência. Ele disse que o juiz leu pela primeira vez, seu depoimento de 10 páginas, pedindo-lhe para se dirigir ao banco das testemunhas. O juiz, então, lhe fez algumas perguntas e o missionário explicou que o que ele fez não foi contra a lei.

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“Eu não era um representante de qualquer organização religiosa registrada, mas estava exercendo os meus direitos constitucionais de falar com as pessoas sobre a minha fé em público e em minha casa particular”, disse o juiz.
Quando o missionário terminou de responder às perguntas do juiz, o policial que apresentou acusações contra ele também foi ao banco de testemunhas e descreveu como Ossewaarde teria supostamente convidado as pessoas à sua casa para as reuniões religiosas.
“O oficial disse que estavam acontecendo reuniões religiosas em minha casa e distribuição de literatura por toda a cidade, convidando as pessoas para vir, então, obviamente, eu estaria agindo como um missionário, o que é contra a lei”, contou.
Depois de ouvir ambos os lados, o juiz tomou uma decisão rápida.
“Em 14 de agosto, três dos russos que participaram da reunião na casa de Ossewaarde foram interrogados pela polícia e suas respostas foram escritas nestes relatórios policiais. Eu acho que não demos a estas pessoas a chance de dar seus depoimentos. Neste caso, proponho que esta audiência seja adiada até 30 de setembro”, disse ela.
Ossewaarde disse que permanece otimista sobre a situação.
“Acreditamos que temos a lei do nosso lado e um grande caso a seguir”, disse Ossewaarde à organização ‘Internacional Christian Concern’ (ICC).
O missionário também agradeceu àqueles que tem orado por ele nesta causa e pediu que as intercessões continuassem.
“Obrigado pelas orações. Meu advogado me diz que este caso é muito importante, que vai ajudar a determinar o futuro da liberdade religiosa para os cidadãos russos e missionários estrangeiros. Ore para que eu seja sábio e seguro. Estou confiante de que o Senhor vai me proteger, e que foi Ele quem me trouxe aqui ‘para um momento como este”, acrescentou.
As ‘leis Yarovaya’ foram elaboradas para reforçar a vigilância sobre qualquer atividade terrorista na Rússia. No entanto, também impõe regras muito estritas contra as atividades da igreja, até mesmo atividades pessoais, as quais são consideradas uma ameaça. Esta é considerada a lei mais restritiva contra o trabalho missionário.
Conforme as leis anti-terrorismo, atividades como o ‘proselitismo fora da igreja’ e o envio de convites por e-mail aos amigos para os serviços de domingo são ilegais se forem feitas sem uma licença.
O coordenador da ‘International Christian Concern’, Andrew Kerr disse que eles estão esperando que o caso de Ossewaarde tenha mais apoio na Rússia e na comunidade internacional “para mostrar os erros infelizes das leis Yarovaya e onde a reforma precisa urgentemente assegurar a liberdade religiosa para todos”.
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