A expectativa do Pokémon Go e o cristianismo. Qual a relação?

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Por Thiago Candonga

Grande parte dos brasileiros está em ardente expectativa aguardando o lançamento do Pokémon Go em terras tupiniquins. O jogo está atraindo não somente crianças e adolescentes, mas também jovens e adultos, como eu, que assistiram à estreia do anime no Brasil em 1999. Me recordo como se fosse hoje a ansiedade que eu ficava aguardando o relógio marcar 11h15min, horário que Pokémon era transmitido na TV Record.
Pokémon marcou minha pré-adolescência de tal forma que até poucos anos atrás eu me recordava dos nomes dos 150 monstrinhos das primeiras temporadas, e acredito saber o nome da grande maioria até hoje. Mas, o tempo foi passando e novas prioridades foram surgindo e o desenho Pokémon se tornou apenas uma memória boa da minha pré-adolescência.

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Entretanto, nos últimos meses fui surpreendido com a informação de que um novo e revolucionário jogo chamado Pokémon Go estava para ser lançado e contava com a tecnologia de realidade aumentada para smartphones que usa o seu GPS enquanto você joga andando pelo mundo real caçando pequenos monstros virtuais em lugares perto da localização do seu telefone e treinando-os para lutar uns contra os outros. Confesso que fiquei extremamente animado, por um instante tive uma descarga de nostalgia e me recordei do quão legal eu achava aquele anime e como seria bom me divertir novamente através desse novo jogo com uma tecnologia muito mais avançada.

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A expectativa para o lançamento do jogo começou a crescer cada vez mais e diariamente passei a pesquisar sobre notícias, seguir perfis que divulgavam prévias informações no twitter e instagram, ler sobre a dinâmica do jogo, até que em um momento de reflexão comecei a analisar o porquê de eu estar com tão grande expectativa pelo lançamento de um simples jogo. Na verdade, eu percebi que a minha vida gira em torno de expectativas, várias expectativas relacionadas as mais diversas coisas no meu cotidiano: conquistas no ministério, viagens, melhor aptidão física, ter filhas, trocar de casa e a lista se estende…

Então, o texto de Romanos 8.19-22 martelou em minha mente: “A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus. Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora”.  

A partir da análise desse texto pude perceber que minhas expectativas, muitas vezes são tentativas de ocupar a real expectativa da criação: a revelação dos filhos de Deus. A criação irracional, sub-humana ou simplesmente natureza, nutre uma expectativa de restauração e glória que ocorrerá após o retorno de Cristo. Toda a criação nutre ansiosa expectativa pela revelação dos filhos de Deus porque o evento significará também glória para toda a criação, e eu muitas vezes não nutro essa mesma expectativa por me deter meramente em expectativas terrenas, passageiras e algumas bem fúteis, que me fazem viver vagando de expectativas em expectativas que nunca irão suprir o real anseio do meu ser: a plenitude que somente Jesus Cristo pode me proporcionar em seu retorno glorioso.
Não estou dizendo que não podemos ter expectativas terrenas, pois elas fazem parte da nossa vida, mas sim que devemos sempre relembrar nosso maior motivo de ardente expectativa que será o glorioso dia quando todas as restrições devidas ao pecado do homem terão sido removidas, e então veremos esta maravilhosa criação atingindo a auto realização, finalmente chegando à sua própria liberdade, participando de “a gloriosa liberdade dos filhos de Deus”!

Paulo compara o ardente anseio e expectativa da criação aos gemidos de uma mulher que está no processo de dar à luz uma criança. Certamente, esse gemer indica sofrimento, mas também implica esperança. Como nos lembra Calvino, tais gemidos são as angústias do parto, não as angústias da morte. Portanto, o fogo no juízo final não destruirá o universo. Ele será o mesmo céu e a mesma terra, mas gloriosamente renovados, e nesse sentido um novo céu e uma nova terra (2Pedro 3.13; Apocalipse 21.1-5). Consequentemente, não só subiremos ao céu, mas o céu, descerá a nós, ou seja, as condições para obter-se a perfeição no céu serão encontradas por todo o universo de Deus gloriosamente rejuvenescido.

Obviamente não sabemos quando essas coisas irão acontecer, mas como cristão, vou me esforçar ao máximo para viver em ardente expectativa aguardando este glorioso dia que será infinitamente melhor e mais prazeroso do que o lançamento de um simples jogo.

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Thiago Teixeira de Moraes Camponez “Candonga” é pastor de jovens da 1° Igreja Presbiteriana de Limeira, formando em Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul (SPS) e hoje cursa Mestrado em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Compartilhou o texto via e-mail.
Púlpito Cristão

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