A Escatologia Judaica – Série Escatologia das Religiões

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Por Alex Belmonte
Historicamente, o judaísmo veio à existência quando foi firmado o pacto abraâmico. Desde o começo o judaísmo foi uma religião revelada e não uma religião natural ou filosófica.
A partir do chamado de Abraão para ser o pai de uma nação particular (a Palestina), a qual constituíra a Terra Prometida, Deus revelou uma mensagem na História que se destinava a tornar-se aplicável universalmente a todas as nações e todos os povos.

Mas a Teologia Judaica começa mesmo o seu desdobramento a partir da missão com Moisés e a Lei.
Os judeus são muitas vezes descritos como o povo do Livro, porque baseiam suas vidas pela revelação de Deus na Toráh. A Toráh são os cinco livros da Bíblia conhecidos como Pentateuco, que além da história contêm 613 mandamentos (ou obrigações). Nos livros encontram-se, leis, rituais, regras de higiene e leis morais. Para os judeus, as leis fazem parte de uma revelação de aliança com Deus.
Além da Toráh, os judeus possuem como escrituras o Tanach (Antigo Testamento), o Talmude (explicação do Tanach) e as Escrituras dos sábios.
A Escatologia Judaica possui uma ordem cronológica, que inclui até mesmo a construção do Templo.
A princípio, a vinda do Messias é o grande evento esperado pela nação judaica. A palavra hebraica Mashiach (ou Moshiach משיח) significa o Ungido e refere-se a um ser humano. Apesar de os cristãos usarem também a palavra “messias”, usam-na de forma diferente.
Para os sábios judeus, Jesus Cristo não possuía as credenciais necessárias para ser considerado o Ungido, vindo de Deus. Por isso, ainda estão a aguardar o Messias prometido, anunciado pelos profetas de Deus. Jesus é visto como um falso messias extremista ou como um bom rabi (mestre), que foi martirizado.
No Judaísmo, o fim do mundo é chamado de acharit hayamim (fim dos dias). Eventos tumultuosos abalarão a velha ordem do mundo, criando uma nova ordem na qual Deus é universalmente reconhecido como a nova Lei que organiza tudo e todos. Uma das sagas do Talmud diz “Deixe o fim dos dias chegar, mas eu não devo estar vivo para presenciá-lo“, porque os vivos na ocasião serão submetidos a tais conflitos e sofrimentos.

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De acordo com essa tradição, o fim do mundo irá presenciar os seguintes eventos:
– Reunião dos judeus na terra geográfica de Israel .

– Derrota de todos os inimigos de Israel.

– Construção do terceiro Templo de Jerusalém e a restauração dos sacrifícios e serviços nele.

– Revitalização dos mortos ou ressurreição.
Naquele momento, o Messias judeu se tornará o monarca ungido de Israel.
Quanto ao sonho de reconstruir o templo é realista e biblicamente correto; um dia ele se realizará. A Bíblia ensina explicitamente que a reconstrução se tornará realidade. Mas a alegria será passageira e a adoração será interrompida. Como veremos através de alguns tópicos da história e da Bíblia, o novo templo não será nem o primeiro nem o último a ser erguido. Sua construção é certa, mas os dias turbulentos que a acompanharão também.
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