A Bíblia, o Estupro e a Falácia Feminista

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Por Leo Gonçalves

“Da Bíblia a Homero, passando por Shakespeare, episódios de estupro em massa são narrados, as vezes em detalhes e sem uma condenação clara”, foi o que escreveu o jornalista Helio Schwartsman, em seu artigo “Triunfo Feminista”, na Folha de São Paulo. Discorrendo sobre um assunto para a qual ele certamente não possui preparo algum (falo da teologia), Helio prossegue em suas conclusões descontextualizadas: “Pelo livro sagrado um homem que violasse uma virgem deveria pagar 50 shekels ao pai e casar-se com a jovem, sem direito a divórcio (Dt 22.28-29). “Só à partir do século 18”, diz o autor, “leis contra a violência sexual começam a tornar-se reconhecidas para os padrões modernos”.

Hélio está convencido de que a bíblia nada diz acerca da punição cabível aos estupradores. Para ele, a legislação mosaica deixaria as mulheres indefesas diante de tal violência, tratando-as como propriedade do pai e do esposo e privando-as assim da autonomia própria dos seres humanos.

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A BÍBLIA E O ESTUPRO

Para o presbítero Solano Portela o argumento de Hélio não condiz com os fatos bíblicos: “O texto da lei mosaica, em Deuteronômio 22:28-29 não trata de estupro. No máximo, pode-se admitir que o homem “pulou a cerca”, adiantando-se à prerrogativa do casamento, mas não há indicação de que a situação não tenha sido consensual”. Ele diz ainda que “muito mais do que proteger “direitos de proprietários”, o texto busca proteger a mulher, para que não servisse tão somente de objeto, mas ficasse amparada pelo casamento, ao qual o homem estava obrigado a respeitar, a partir deste fato gerador”.
Uma vez que Deuteronômio 22:28-29 não trata do assunto estupro, devemos entender que a bíblia é omissa quanto ao assunto? Solano afirma que não: “Neste mesmo capítulo de Deuteronômio, nos versos 25 e 27, há referência, sim, a estupro com a aplicabilidade da pena de morte. O texto fala em “forçar a se deitar” (…) e caracteriza a violência indicando que a “moça gritou e não houve quem a livrasse”.

LEIS CONTRÁRIAS AO ESTUPRO JÁ EXISTIAM HÁ MAIS DE 3500 ANOS

Criticar a Bíblia com base em achismos e tratar de refutá-la apropriando-se de jargões típicos de militância está se tornando praxe em nosso país. “A bíblia apenas reflete uma cultura machista e patriarcal”, “A bíblia considera as mulheres como inferiores” são alguns dos chavões repetidos à exaustão por aqueles que desconhecendo o texto bíblico desejam lançar dúvida sobre ele. O próprio Helio afirma que “só à partir do século 18 é que as leis contra a violência sexual começam a tornar-se reconhecidas”, ignorando completamente o fato de que tal conduta não só era tida como crime pela lei mosaica (1500 A.C.), como punível com a maior severidade – no caso, a pena de morte.

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Texto escrito em resposta ao artigo Triunfo Feminista, publicado no dia 3 de junho de 2016
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