O que nos une na adoração

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Por John Piper

Como um
complemento para as duas mensagem que preguei sobre adoração (28 de Setembro e
4-5 de Outubro), segue uma lista de “marcas” que nos define em termos de
adoração na Bethlehem [1]. Eu as escrevi 10 anos atrás e, desde então, acrescentei
pouca coisa. A Razão de serem as mesmas, embora nós tenhamos mudado muito, é o
fato de lidarem com questões que vão além do estilo e forma. Eu oro pra que
possamos sempre definir a nós mesmos com questões que vão além de estilo e
forma. “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o
Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem”
(João 4:23). – Pastor John

1. Centrado em
Deus.
Nos cultos do Domingo de manhã, o foco é vertical. Isso é uma prioridade
para nós. O objetivo final é experimentar Deus de tal forma que ele seja
glorificado em nossos afetos.
2. Expectativa
pela poderosa presença de Deus.
Significa que nós não nos movemos em direção a
ele apenas, mas buscamos, sinceramente, sua aproximação, de acordo com a promessa
de Tiago 4.8. Acreditamos que na adoração Deus se aproxima de nós em poder,
faz-se revelado e sentido, tanto para nosso bem, como para a salvação dos
incrédulos que estão presentes.
3. Baseado e
“saturado” com a Bíblia.
O conteúdo das nossas canções, orações, saudações,
pregações e poesias sempre devem estar em conformidade com a verdade das
Escrituras. Contudo, mais do que isso, o conteúdo da Palavra de Deus deve ser
tecida através de tudo o que fazemos na adoração, e será o fundamento de toda
nossa busca pela autoridade de Deus.
4. Cabeça e
coração.
Os elementos da nossa adoração no culto devem visar o despertamento de
emoções profundas, fortes e reais para com Deus, especialmente a alegria, mas
não deve manipular as emoções das pessoas através do erro do apelo ao
pensamento claro sobre coisas espirituais baseadas em experiências
compartilhadas fora de nós mesmos.
5. Fervor e
intensidade.
Tentaremos evitar sermos banais, levianos, superficiais ou
frívolos. Em vez disso, estabeleceremos o objetivo de sermos exemplos de
reverência, paixão, admiração e quebrantamento.
6. Comunicação
autêntica.
Nós, definitivamente, renunciamos toda farsa, engano, hipocrisia,
fingimento, emocionalismo e exibicionismo. Não estamos atrás de uma performance
artística ou de uma boa oratória, mas da atmosfera de encontro radicalmente
pessoal com Deus e sua verdade.
7. A
manifestação de Deus e o bem comunitário.
Esperamos e oramos (de acordo com 1
Coríntios 12:7) que o nosso foco na manifestação de Deus é bom para as pessoas
e que o espírito de amor de uns para com os outros não é incompatível, porém
necessário, para a verdadeira adoração.
8. Excelência
sem distração.
Vamos tentar cantar, tocar e pregar de tal forma que não desvie
a atenção das pessoas da substância por conta de desleixo ministerial, ou por
excessiva fineza, elegância ou requinte. A excelência natural e sem distração
deixará que a verdade e a beleza de Deus brilhem. Investiremos em equipamentos
bons o suficiente para não distrair ninguém da busca sincera pela verdade.
9. Mesclagem
entre música histórica e contemporânea.
Nenhuma igreja ou culto pode agradar
todos os gostos, mas não vamos valorizar a beleza do estilo. Acreditamos que
existem emoções que certos estilos de músicas, textos e gêneros específicos
podem despertar melhor do que outros. Faremos o possível para ser o que somos
sem exaltar nossos gostos pessoais como padrão de excelência. Buscaremos a
orientação de Deus em cada ambiente de adoração para termos maior alcance
possível de preferências.

[1] Igreja que
o autor pastoreou por mais de 20 anos.
***
Postado por Tiago Oliveira, colaborador do Púlpito Cristão
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