Jesus era prático, não teórico

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Por Serafim Isidoro 
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É fato interessante, mas pouco notado, que Jesus de Nazaré, o Senhor, não é relatado nos evangelhos citando passagens e textos da Tanah (Velha Aliança) para introdução dos Seus sermões, dos Seus ensinos. Ele é judeu, nascido em Belém de Judá, onde também nasceu o rei Davi, herói destacado em sua genealogia de tal maneira que, às vezes, ao Senhor se referiam como sendo “filho de Davi”. Conhecedor das sagradas escrituras, Jesus se define como judeu praticante, indo às sinagogas e participando das festas religiosas tradicionais do Seu povo.

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.Mas não pregava citada inicialmente a Bíblia como texto, praxe ou introdução de Seus ensinos. – Ele é mais prático do que teórico. – As grandes façanhas dos heróis de Sua nação: Sansão, Saul, Davi, Judas Macabeu, ou os milagrosos fatos acontecidos com Josué, Moisés, Elias ou outros tantos, não aparecem citados por Ele nos evangelhos.
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Jesus é judeu de judeus, veio para os judeus, mas não se prende a ensinar práticas religiosas históricas, ou as liturgias tão proclamadas pelos mestres do Seu tempo. – Ele é mais prático do que teórico. – No sentido horizontal, fala ao povo sobre o amor ao próximo, sobre a compaixão aos que sofrem, sobre o perdão e a misericórdia. Seus temas são muito humanos e Sua complacência aos pecadores chega a irritar os fariseus e demais líderes. Perdoa uma mulher adúltera e come com publicanos.
.No sentido vertical, nunca cita os nomes ou títulos vários que a religião vetero-testamentária dá acerca de Deus: Jeová Jiré, Jeová Rafá, etc. Refere-se a Deus como sendo Pater (Pai) e ensina aos Seus discípulos a usarem este título: “Pai nosso”.
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Na ordem para a disseminação da Sua nova religião (o evangelho) a que Ele chama “o meu evangelho” não diz que os Seus discípulos deveriam pregar nacionalismo judaico ou memórias dos heróis da pátria. Deveriam pregar a boa nova que enfatiza o Seu nome como primordial para o perdão dos pecados e remissão dos pecadores. Ele fala da vida futura, de bem-aventuranças eternas. Sua mensagem é diferente. Não diz ao povo que eles ainda ficarão ricos neste mundo; que terão propriedades, que finalmente a má situação irá mudar.

.Ele Inclui a pregação deste Seu evangelho, boas novas, a liberação das enfermidades dos que sofrem, dizendo que os sinais da fé são a imposição das mãos para cura e restabelecimento desses doentes. – Ele é mais prático do que teórico. – Preconiza que Seus discípulos sejam produtores de provas curando os enfermos, amando ao próximo, glorificando a Deus através do Seu nome.
.O cristianismo é revolucionário de todo o tradicionalismo ritualístico judaico. Cristianismo não é judaísmo. Cristianismo não é dogma, regra, sincretismo. Cristianismo é o Cristo. – Ele é mais prático do que teórico. – É mais real do que de sonhos e utopias. É simples, mas se evidencia em realizações concretas. É o anúncio de um nome: Jesus – Só Jesus. – É a comunicação do bem ao que sofre e a esperança de uma futura bem-aventurança ao oprimido. Cristianismo é a centralização da mensagem de Jesus, que disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”.
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Só Jesus.
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Serafim Isodoro é teólogo pentecostal, pastor assembleiano e professor de teologia com especialização em grego koiné. Para adquirir livros, apostilas ou para seminários sobre diversos temas teológicos, entre em contato por e-mail: serafimprdr@ig.com.br


Divulgação: Púlpito Cristão
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1 COMENTÁRIO

  1. Com todo o respeito, tenho a impressão de que Jesus superou a falsa dicotomia: teoria x prática. A não necessidade de citar textos para Suas ações parece indicar que o conhecimento era tão entranhado n`Ele, que O fazia agir coerentemente. Muito diferente de nós.
    A divisão entre teoria e prática, sem aprofundar muito o tema, deve-se em grande medida a contraditoriedade e pecaminosidade dos seres humanos.
    Fortalecer a falsa dicotomia em nada contribui para a formação de cristãos e de cidadãos maduros e comprometidos.
    Não há "ação pura", todo o agir humano é a conjugação da experiência com o conhecimento prévio e a intencionalidade.

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