Carta ao meu amigo ateu (1)

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Por Dorisvan Cunha
Essas cartas têm como objetivo ajudar jovens e adolescentes a dialogarem de forma mais honesta e correta com aqueles que porventura abraçaram para si a cosmovisão ateísta como opção existencial.

Meu amigo Zaratustra,
Ontem recebi e li atenciosamente sua carta, na qual você manifesta seu ódio contra a fé cristã e tece os mais desprezíveis comentários contra o Deus da Bíblia. Confesso que isso muito me assustou, especialmente porque até um tempo atrás você era um jovem de convicção cristã, que tinha a Bíblia como seu livro favorito. Mas, tudo bem, você agora é um ateu e, quer me persuadir a tornar-me um.

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Nas minhas cartas anteriores, já deixei claro a você que tenho minhas razões para não ser ateu. Não acredito que o ateísmo traria respostas satisfatórias para minha vida aqui, debaixo do sol.
Notei nesta sua última carta que você tem um ódio consumado contra Deus, o que me fez perguntar se você realmente não acredita que ele existe. Qual é o seu problema, cara? Se Deus não existe, por que você tem tanto ódio Dele? Afinal, que razão há em odiar alguém que não existe?
Outra coisa que me chamou atenção em sua carta é que suas respostas aos meus questionamentos foram as mais absurdas e irracionais possíveis. Fiquei me questionando: será que o Zaratustra está realmente fazendo uso correto das suas faculdades mentais aos responder minhas indagações? De acordo com o que você me escreveu, honestamente, penso que não!
Por exemplo, sobre minha pergunta “quem criou o universo?” você me respondeu que o universo não foi criado por ninguém, ele veio do nada e por nada. Com isso você quis dizer que a partir do nada, o universo evoluiu por meio de processos naturais que levaram à formação de átomos, moléculas, estrelas, planetas, galáxias e vida.
Eu não concordo com você! Não acredito que o universo veio do nada e por nada! Essa sua declaração não faz sentido e é uma aberração do ponto de vista científico e filosófico, uma vez que “do nada, nada vem” (ex nihilo, nihil fit).
A lógica afirma coerentemente que todo efeito deve ter uma causa. Isso quer dizer que tudo o que tem princípio de existência tem uma causa além de si. Penso que nisso você concorda comigo. Aliás, acertadamente você define efeito como “aquilo que foi causado por outra coisa”. Um relógio seria o efeito, a causa seria o relojoeiro (o homem). Um livro seria o efeito, o escritor seria a causa. Assim, é impossível ter um efeito (o relógio ou livro) sem uma causa (o homem), porque um efeito, por definição, é algo que tem uma causa. Nisso nós concordamos.
Mas, o problema é que quando se trata do universo você foge da questão e diz que o universo não tem uma causa além de si. Quero lembrá-lo, no entanto, que a ciência moderna já demonstrou que o universo teve um começo, ou seja, ele é um efeito. Assim, o universo sendo um efeito, não pode não ter uma causa e nem pode ser sua própria causa. Para que o universo existisse sem uma causa ele deveria ser a causa de si mesmo. Mas isso é uma impossibilidade, uma vez que precisaria existir antes de existir. E somente na sua religião ateísta isso é possível.
Quanto à minha segunda pergunta “por que existe algo e não nada?” você simplesmente ignorou! Não me deu resposta satisfatória e apenas afirmou que essa é uma questão filosófica difícil. Que é difícil eu já sei! No entanto, Zaratustra, creio que existe algo e não nada porque algo ou alguém sempre existiu. Em outras palavras, alguém é eterno. Pode Você livrar-se do eterno e do incriado, Zaratustra? Se algo existe, deve ter havido algo que o precedeu, que sempre havia existido. Se houve um momento passado onde existia apenas o “nada absoluto”, logo nada existiria hoje, porque do nada, nada vem.
Portanto, não posso aceitar sua absurda explicação de que o universo veio do nada e por nada. Isso não faz nenhum sentido! Alguém já estava lá!
Você ainda me desafiou a provar que o universo foi criado por alguém. Quero lembrá-lo, no entanto, de que muito mais difícil do que provar que um relógio foi criado por alguém, é demonstrar que ele não teve um criador, pois, assim sendo, ele não existira.
Se tenho um relógio em minhas mãos, não posso simplesmente argumentar: “esse relógio não foi feito por ninguém, ele simplesmente apareceu, o nada o formou!” eu diria que isso sim é ridículo e absurdo. Mas, é isso que você faz quando se trata do universo. Porém, se o universo é algo real, alguém necessariamente precisa tê-lo feito.
Você disse que esse meu argumento é ilógico e irracional; porém, ilógico e irracional seria afirmar: “este relógio se formou sozinho durante o processo de bilhões de anos”, ou ele se auto-criou! Isso é filosoficamente absurdo e analiticamente falso.
Assim, Zaratustra, você está diante de um dilema. Ao mesmo tempo em que o mundo em que vivemos clama por uma explicação, você é incapaz de fornecer uma explicação consistente. Se você defende que o mundo é eterno, então estás contra a ciência moderna que mostra que o Universo teve princípio e está se deteriorando. Se você me disser que o Universo teve um princípio, então me responda: o que o causou? Se você diz que o universo veio do nada, estás contra a lei da física que diz que do nada, nada vem. Lamentavelmente você não tem respostas adequadas para essas perguntas.
Essa é a primeira razão pela qual rejeito sua opinião: Creio que o Universo tem uma causa Absoluta e maior do que ele, que não é simplesmente uma coisa, mas uma pessoa que a Bíblia chama de Deus. “No princípio…Deus…” (Gn 1.1).
Que Deus tenha misericórdia de sua vida e faça você se arrepender da loucura de existir em guerra contra Ele.
Paz,
Van Cunha
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2 COMENTÁRIOS

  1. fraquíssimo o texto ein! Se o tal Zaratustra não consegue responder a essas perguntas vc tb naum! a diferença é q vc naum precisa se esforçar muito p responder a essas pergurtas…é só encaixar deus em tudo q naum tem resposta e pronto!mas isso tb naum responde nd! por que tudo o q vc diz a respeito de deus, do universo e tals é por fé…isso naum prova nd… da-se a impressão q esta mais preocupado em descredibilizar o cara e "ganhar uma discussão" do q de realmente trazer um esclarecimento real e palpável!

  2. Pois é, Mario, vc pôs-se a criticar o texto, adjetivando-o de fraco, mas não se dignou a refutar uma só linha. Ou seja, a impressão que ficou é que sua crítica foi lançada apenas para tentar depreciar o autor do texto e ainda tentar apresentar superioridade intelectual, sem necessitar obviamente de expor qualquer argumento que possa anular o objeto da crítica.
    Quais são os seus argumentos, hein? De onde vc sacou essa de dizer que a fé é irracional, hã? O único ser vivo deste mundo que é capaz de desenvolver raciocínio lógico complexo coincidentemente é o único que pode manifestar fé, sem a qual as relações sociais e a própria sociedade seria inviável (ex.: não haveria casamento, família, contrato, testemunhas etc – pesquise um pouco sobre a fé natural e explique depois porque ela é irracional).

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