Painel Vinacc: Quem disse que calvinistas e arminianos não se entendem?

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Por Ruy Cavalcante
No terceiro dia de programações do 18º Encontro para a Consciência Cristã – Vinacc, em Campina Grande-PB, ocorreu um painel teológico tendo por mediador o Pr. Renato Vargens, Presidente da Igreja Cristã da Aliança, em Niterói-RJ.
Entre os expositores estavam os calvinistas Solano Portela e Heber Campos (Substituindo Russel Shedd), e os arminianos Ciro Sanches e Elinaldo Renovato.
O que se esperava ser um encontro onde fossem debatidos pontos convergentes entre a fé arminiana e calvinista, como um claro combate ao crescente e acalorado maniqueísmo onde ambas figuram entre o bem e o mal, ocasionando grandes conflitos, especialmente nas redes sociais, se mostrou uma exposição doutrinária de ambas as escolas teológicas.
O clima era harmônico, não houve grandes divergências e todos os debatedores se mostraram muitos solícitos diante de seus “opositores” teológicos. Nesse ponto não há como questionar, o encontro foi bastante proveitoso, deixando um exemplo de respeito mútuo entre irmãos que possuem abismos de discordância doutrinária.
“A evidência da salvação não está no sistema soteriológico defendido pelo indivíduo, mas no fruto do Espírito manifesto em sua vida” (Solano Portela)
Aliás, a afirmação “somos irmãos” foi continuamente entoada durante o debate, por todos os participantes. Acredito que isso deixou muitos extremistas arminianos e hipercalvinistas com urticárias, mas concordo que deve haver paz e respeito entre irmãos que pensam diferentes. Parece que Solano Portela resumiu bem a questão, defendendo o fruto do Espírito como o motor fundamental da vida cristã, constituindo-se desta forma na marca do verdadeiro cristão, rechaçando o posicionamento soteriológico como agente atestador da salvação.
Resumindo, o Painel alcançou seu objetivo temático, que era demonstrar que pode haver respeito mútuo entre calvinistas e arminianos, e que podemos nos considerar irmãos que discordam um dos outros, mas ainda assim irmãos.
Porém ainda falta muita estrada para que esse maniqueísmo criado (ou revigorado) pelas redes sociais possa ser amenizado, fazendo com que reformados calvinistas e arminianos pentecostais possam concentrar suas forças no que realmente importa, que é o anuncio do Evangelho, a exposição do pecado humano e a consolação que há em Cristo aos que, até então, estavam perdidos. E a soteriologia, e a Eleição soberana? Bom, isso fica para um segundo momento, pois embora seja fundamento da fé reformada, não é requisito salvífico crer na eleição calvinista ou no livre arbítrio arminiano.
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Ruy Cavalcante é editor do Púlpito Cristão.
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