O significado do casamento

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Por Matheus Negri
Primeiramente precisamos entender que existem mudanças ou transformações sobre o conceito de casamento. Primeiro o casamento era um contrato entre as famílias dos noivos e tinha por finalidade garantir a ordem social e incluir os sujeitos em sociedade. Depois o casamento se tornou um contrato entre duas partes, homem e mulher, que visava o crescimento e a satisfação sexual. Porém em nossos dias como afirmou J. Forbes (2015) o casamento se tornou um trato baseado na razão sensível, isto é, estamos juntos enquanto nos sentirmos bem. Desta forma há muita confusão sobre o que é o casamento e qual a sua finalidade. Vou apresentar dois caminhos populares.

O primeiro é sobre as mais variadas uniões ou tentativas delas como a união homoafetiva, e a união poliafetiva. Em 2012 um cartório de Tupã-SP oficializou a união entre um homem e duas mulheres. O documento não garante os direitos familiares previsto em lei, mas levanta a questão para debate. Uma jurista curitibana professora no curso de Direito da FAE está desenvolvendo sua pesquisa neste campo do casamento poliafetivo no mestrado da FABAPAR, pois há um projeto de lei para a oficialização desta união.
O segundo caminho é o descrédito desta união. Existem várias críticas contra o casamento como conhecemos: união entre homem e mulher. Uma crítica popular é que o casamento reprime a individualidade e a liberdade. Outra é de que os casais não se conheciam bem, isto é, não moraram juntos ou não tinham uma vida sexualmente ativa. Este é um erro, pois pesquisas desenvolvidas pelo The State of Our Unions: Marriage in America (2009) e pelo The Marriage Index (2009) demonstram que o maior número de divórcios em solo norte-americano se dá em casais que coabitavam ou possuíam vida sexual ativa antes do casamento tem mais chances de se divorciar. Outra questão é o maior número de divórcios provando que esta união está fadada ao fracasso. Pode parecer que sim, segundo o IBGE (2012) no Brasil há um aumento significativo no número de divórcios nos últimos 26 anos, porém o número de casamentos ainda é três vezes maior do que o de divórcios. E há segundo o mesmo órgão uma diminuição de 1,4% de divórcios de 2011 para cá. Como então responder a esta crise sobre o casamento?
CASAMENTO EM PERSPECTIVA BÍBLICA
Para P. Tillich (1984) a teologia apologética é a teologia que responde as questões últimas impostas pela “situação”, isto é, que tenha capacidade para responder “a totalidade da auto-interpretação criativa do homem em um período especial”. E para tanto propõe o método da correlação, que segundo o autor tem seu uso da seguinte maneira: a teologia “faz uma análise da situação humana, a partir da qual surgem as perguntas existenciais. E demonstra que os símbolos usados na mensagem cristã são respostas a estas perguntas”. Assumindo o método de P. Tillich, podemos entender a questão do casamento e seus debates como uma questão existencial, então precisamos responder a luz das Escrituras Sagradas.
Lemos em Efésios 5.31,32 “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne. Este é um mistério profundo; refiro-me, porém, a Cristo e à igreja”. E realmente o casamento é um grande mistério, como duas pessoas tão diferentes podem se amar, viver juntas e procurar isso durante toda a sua vida? J. Gray usou a metáfora de habitantes de planetas diferentes que se encontram, Homens são de marte mulheres são de vênus, para exemplificar a grande diferença, ou melhor, o mistério paulino. Para P. O’Brien (1999) a palavra mistério em Paulo possui somente um significado, seria a revelação gradativa de Deus por meio de seu Espírito, isto é, só há um mistério e este é o evangelho. E F. F. Bruce (2012) afirmou que este mistério é carregado pelo ser humano desde a criação, e é uma pista do propósito de Deus para o ser humano.
Que mistério é este? Não é somente a união entre duas pessoas distintas, mas representa a união de Cristo com a Igreja. Este é o ápice do mistério do casamento, ou como preferiu chamar T. Keller (2012), O segredo do casamento. Então de maneira bem simples podemos afirmar sem medo de que biblicamente o casamento precisa obrigatória mente de duas pessoas e que as suas atitudes devem refletir a ação de Cristo para com sua Igreja e a da Igreja para com Jesus.
Mas o que Jesus fez? Precisamos entender que há um único Deus, e ele é o Criador dos céus e da terra. Ele nos fez à Sua imagem e semelhança, macho e fêmea, com dignidade, valor, importância e propósito. Ele nos fez para adora-lo. Porém nós escolhemos pecar contra Ele, se rebelar contra Ele, desobedecê-lo. Como resultado todos nós estamos separados de Deus vivendo sob o tolo mito de que, em certo grau, nós somos nossos próprios deuses, declarando o certo e o errado, e vivendo nossa própria vida por nossos próprios padrões.
Então, esse Deus amorosamente veio à história humana como o homem: Jesus Cristo, plenamente Deus, plenamente homem. Nasceu de uma virgem, viveu uma vida sem pecado, embora foi tentado de todas as formas como todos nós diariamente somos tentados. Jesus foi à cruz, nela ele nos substituiu. Nossos primeiros pais, no jardim do Éden, substituíram Deus por eles mesmos e na cruz Jesus inverte essa substituição. Substituiu os pecadores por ele mesmo. Jesus foi à cruz, ele tomou voluntariamente sobre si o pecado daqueles que viriam a crer nele. Isso quer dizer: Jesus foi à cruz e tomou sobre si todos meus pecados passados, presentes e futuros. Jesus Cristo, Deus que foi um homem, morreu em meu lugar por meus pecados, pagando minha dívida com Deus e comprando minha salvação.

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O cadáver de Jesus foi colocado numa sepultura e, por três dias, ele ficou enterrado. No terceiro dia, um domingo (por isso adoramos nesse dia), Jesus ressuscitou vitorioso sobre Satanás, o pecado, a morte, os demônios e o inferno. Jesus nos deu uma missão, com o Espírito Santo, para sermos enviados contando essa notícia maravilhosa: de que há um Deus que nos busca apaixonadamente, amorosamente, continuamente, incansavelmente.
Jesus subiu aos céus. Hoje está vivo e bem. Ele se assentou no trono. Ele está julgando e reinando sobre todas as nações, todas as culturas, todas as filosofias, todas as raças, todos os períodos de tempo. Ele está reinando sobre modernos e pós-modernos, mulheres, homens, crianças e os velhos, ricos, pobres, sábios, simples, negros, brancos, os que estão vivos, os que estão mortos, os que nasceram e os que vão nascer. Jesus é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores. Ele está julgando e reinando sobre todas as pessoas. Ordenando a todos em todos os lugares que se arrependam de seus pecados. Jesus está voltando para julgar os vivos e os mortos. Os que creram nele irão gozar a eternidade no seu reino celestial para todo o sempre. Os que não creram irão sofrer separados dele nos tormentos conscientes e eternos do inferno. Esta é a obra de Cristo em favor de sua Igreja, sua noiva.
Outro ponto essencial para entendermos o casamento é que a união de Cristo com a Igreja, este resgate salvador, é uma aliança. Aliança é uma palavra chave em toda a Escritura, e é muito diferente de um contrato ou de um trato. Segundo J. Guhrt (2000) a aliança Paulo toma o conceito de aliança como um testamento que não pode ser anulado, assim a aliança entre Deus e os seres humanos feita em Jesus jamais será desfeita (Rm 11.1; 2 Co 11.22; Fp 3.5). O contrato ou trato entre duas pessoas está baseado no sentimento e na paixão, porém a aliança une dever e sentimento, paixão e promessa. Um bom exemplo de aliança em nossa sociedade é a criação de filhos, é muito custoso e ao mesmo tempo prazeroso, mas se um pai ou uma mãe decidirem devolver o filho no cartório em que foi registrado não daria certo, e com certeza haveria alguma comoção popular contra esses pais.
Biblicamente o casamento segue a mesma lógica, é uma aliança entre três partes, os noivos entre si, os noivos e Deus. E tem por objetivo expressar a ação de Deus por meio de Jesus em favor da Igreja. Assim o casamento torna-se um lugar de sentimento e promessa, aprendizado, de perdoar e pedir perdão. Um ambiente onde aprendemos a sermos aceitos e amados e a compreender o amor inexplicável de Deus.
CONSIDERAÇÕES
Como cristão devemos entender que o casamento possui um grande objetivo: refletir o evangelho. E como tal deve cumprir exigências como o evangelho assim o faz. Deve ser entre duas pessoas de sexos diferentes, capazes de sair de casa e serem responsáveis uma pelas outras. Que o casamento prevê sacrifício, humildade, e amor verdadeiro. Que ao olharmos um casal de mãos dadas lembramos do grande amor de Deus e o custo dele em Jesus. Por isso não podemos e não devemos concordar com qualquer tipo de união que não reflita o grande mistério: Cristo e a Igreja.
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