A Hillsong de Londres, seu musical de Natal e o perigo daqueles que desejam ser uma igreja sem rótulos

2
1049
Want create site? Find Free WordPress Themes and plugins.
Por Renato Vargens
Ultimamente tornou-se comum encontrarmos irmãos queridos defendendo a ideia de que a igreja precisa ser diferente e que em virtude disso ela não deve possuir rótulos. Nessa perspectiva, tem sido comum encontrar alguns pastores desconstruindo valores e conceitos que nos são caros e ao mesmo indispensáveis a saúde da igreja. 

Os que defendem uma igreja deste naipe acreditam que qualquer tipo de “reverência litúrgica” precisa ser rejeitada, visto que do ponto de vista eclesiástico um culto “engessado” é caracterizado unicamente por música congregacional e pregação da palavra, o que segundo alguns é insuficiente para caracterizar um culto moderno.  Nessa perspectiva, em nome da contextualização as igrejas em questão terceirizaram a liturgia incluindo nelas aspectos artísticos e culturais, cujo foco prioritário é satisfação do fiel e não a glória de Deus. 
Um exemplo claro disso é o ministério Hillsong. Aliás, vale a pensa ressaltar que gosto de inúmeras canções entoadas pela igreja australiana, e que a qualidade musical de suas bandas glorificam a Deus, todavia, penso que a Hillsong bem como as suas “imitadoras” no Brasil, se perderam na contextualização.

Assine o Blesss

Receba nossos posts em seu e-mail

Informações relevantes sobre o cotidiano, segundo a ótica cristã. Insira seu email:

Delivered by FeedBurner

Veja por exemplo o ocorrido na Hillsong de Londres onde um musical de Natal foi apresentado através de dançarinos, música e pasmem erotização. Ao ver o vídeo,  a impressão que tive era que estava assistindo um show na Broadway e não uma apresentação musical numa igreja onde Cristo deveria ser glorificado. 
No Brasil ,  em nome de uma espiritualidade barata e superficial também tornou-se comum colocar na massa do bolo diferentes tipos de ingredientes a fim de que a igreja fique mais atrativa e palatável. Nessa perspectiva, canta-se muito, dança-se muito, como também se relativiza o púlpito pregando um evangelho antropocêntrico e ensimesmado. Ora, eu creio na importância da contextualização, bem como na relevância de divulgarmos o evangelho de forma inteligível, contudo, penso que transformar a igreja num tipo de “show bussiness” ou num grande teatro onde a fé é encenada, significa empobrecer a proclamação do evangelho, o qual deveria ser anunciado mediante a exposição das Escrituras.  Ressalto também que creio na  relevância e importância dos atos litúrgicos,  e que um culto centrado em Cristo tem em si as marcas do bom senso, onde música, leitura da Bíblia, orações, e intercessões se fazem presentes visando exclusivamente a glória de Deus.
Isto posto concluo afirmando que a linha existente entre contextualizar e miscigenar a fé é extremamente tênue e que muitos no desejo de atrair os incrédulos, tem trilhado caminhos perigosos e que no fim poderão produzir estragos dos mais terríveis possíveis. 
Pense nisso!
***
Do blog do autor, Renato Vargens
Abaixo o vídeo do especial de natal da igreja Hillsong de Londres, que causou polêmica:

Did you find apk for android? You can find new Free Android Games and apps.

2 COMENTÁRIOS

  1. Acredito que isso é somente a expressão que uma grande parte da igreja mudial tem produzido, não podemos ser hipócritas, nas nossas igrejas que antes eram chamadas "igrejas tradicionais" vemos trajes e atitudes como essas do vídeo sendo reproduzidas nos cultos… Não estou querendo dizer que isso está correto, pelo contrário, é preciso voltar à essência do evangelho, uma igreja Bíblica, mais não tem como negar que isso só é o reflexo do espelho.

  2. Onde anda a Palavra de Deus ? Está perdida ? Lamentável! Horrível chamarem isso de culto a Deus. Qual deus? Não o Verdadeiro, Santíssimo e que exige santidade dos Seus filhos. Esse é outro: o deus desse século, o príncipe desse mundo, sedutor , mentiroso e enganador e que muito em breve será esmagado debaixo dos pés da verdadeira igreja do Senhor.

SUA RESPOSTA

Por favor, faça seu comentário
Por favor, coloque seu nome aqui