A necessidade de dificuldade para os jovens (2)

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Por Eric Davis
6. A dificuldade nos lambra que a nossa utilidade depende totalmente da misericórdia de Deus.
Um pouco de sucesso na juventude é um perigo potencial. A tentação pode sussurrar em nossos ouvidos que a nossa força fez acontecer. Começamos a acreditar nos elogios. E  olhamos para a glória de Deus com olhos cobiçosos.

É assim então que aflição pode nos sacudir de uma letargia espiritual. John Newton explica desta forma, quando falava com um jovem pastor: “Muitos exercícios angustiantes você provavelmente encontrará; na melhor das suposições, para preservar em você o devido senso da sua própria indignidade e convencê-lo de que a sua habilidade, sua aceitação, e sua utilidade dependem de um poder além do seu próprio”.
Deus pode levantar pregadores talentosos, escritores, atletas, engenheiros ou doutores do pó. De fato, Ele o faz todo o tempo. Vasos de barro não são indispensáveis. “Temos, porém, esse tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.” (2 Coríntios 4.7).

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7. A dificuldade nos torna mais úteis à Deus.
Deus tem grandes propósitos grandes para nós. Ele nos ama tanto que não se contentará com nada menos do que em nos fazer diariamente conforme a imagem da maior pessoa no universo: O Senhor Jesus Cristo.
Mas rapazes jovens geralmente acham que estão bem da forma que estão. Assim, somos lentos em mudar. Somos tanto cegos como resistentes à nossa fraca insuficiência diante de Deus para viver uma vida para a Sua glória. E muitos, se não a maioria de nós, possui pouca utilidade à Deus até envelhecermos e termos passado por muitas tempestades.
A dificuldade é geralmente o cinzel que Deus utiliza para descascar qualquer coisa em nós que não se assemelha a Cristo.
Outros santos maduros obeservaram isto bem antes de nós:
Thomas Watson: “Deus pressionando seu povo é como um músico tocando um violino, o qual produz um som melodioso. Quanto bem vem aos santos através da aflição! Quando eles são afligidos, exalam a mais doce fragrância.”
Agostinho: “A aflição é o malho de Deus para debulhar as nossas cascas; não para consumir, mas para refinar.”
8. A dificuldade promove perseverança em nossas vidas.
Enquanto jovens, há uma coisa que é escassa em todos nós: perseverança. Não quero dizer que homens jovens não perseverarão. Pelo contrário; em virtude da nossa juventude, não demonstramos muita perseverança ainda.
Especialmente para nós, jovens rapazes, pela graça de Deus, uma medida de esforço nos faz bem, erradicando o orgulho e o senso de direito e infundindo perseverança e humildade (Romanos 5.3-4).
9. A dificuldade aprofunda nosso amor pela palavra de Deus.
Porque juventude significa menos experiência com dificuldade, versículos bíblicos sobre o sofrimento às vezes parecem bi-dimencionais para muitos de nós. Nós os lemos, ouvimos eles pregados, e observamos santos maduros se apegarem à eles. Mas, na nossa infantilidade espiritual, eles parecem um pouco fora de alcance. Ainda estamos longe de pô-los em prática. E não é totalmente culpa nossa. Somos simplesmente jovens e inexperientes.
Assim, a aflição nos permite entrar em um território bíblico sobre o qual já vimos e ouvimos, mas ainda não navegamos meticulosamente.
Passagens como o Salmo 119 passam a ser território frequentemente visitado:
“O que me consola na minha angústia é isto: que a tua palavra me vivifica.” (Salmo 119.50)
“Antes de ser afligido, andava errado, mas agora guardo a tua palavra.” (Salmo 119.67)
“Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus decretos” (Salmo 119.71)
Com frequência, dizemos erradamente, “Ele faz com que a Bíblia se torne viva para nós.” Mas a Bíblia é viva (Hebreus 4.12). A dificuldade nos beneficia porque nos faz vivos para a Bíblia.
10. A dificuldade nos aprofunda na grande graça sustentadora de Deus.
É constrangedor admitir, mas eu já tive medo de versículos como: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Timóteo 3.12) e  “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança” (Tiago 1.2-3). Mas o meu medo destes versículos revela uma imaturidade profunda. Eu conheço pouco da grande graça sustentadora de Deus para os seus filhos em meio à provações. Na prática, isso é um medo de Deus pecaminoso.
Mas, à medida que ele segura a nossa mão através dos vales, aprendemos uma lição extraordinária. Nossa fraqueza não muda muito. O que muda é o nosso entendimento da Sua graça sustentadora. O medo do desconhecido se transforma em uma confiança no Conhecido. Aprendemos que o nosso sofrimento e fraqueza não são prejudiciais, mas fundamentais, para a nossa intimidade com Cristo e utilidade para Ele.
Não teremos uma attitude de “pode mandar que eu encaro” diante de aflições. Pelo contrário: uma atitude de “Deus, uu jamais escolheria isso para mim, mas como jovem, eu sei que isso é o seu bom e paterno cuidado por mim. E pelo teu competente, íntimo cuidado somente, eu passarei por isto”.
Aprendemos a verdade inestimável: “ ‘A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza.’ De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo” (2 Coríntios 12.9).
Muitos outros benefícios vêm da boa mão de Deus na dificuldade. Poderíamos falar sobre, por exemplo, como o sofrimento nos distancia do mundo e das suas vaidades, aumenta nossa compaixão por outros em aflição, direciona nossa bússola mais em direção ao céu e a uma perspectiva eterna, nos faz mais maleáveis e calmos diante de outras dificuldades, e nos lembra do grande sofrimento de Cristo em propiciar a ira de Deus no nosso lugar.
A dificuldade é tão útil para nós jovens porque nos convence da nossa mediocridade radical. A partir do solo da normalidade floresce uma adoração pura de, e útil para, nosso extraordinário Salvador Jesus Cristo. Portanto, inclinemos debaixo do glorioso fardo-jovem para que sejamos mais plenamente moldados de acordo com a Sua imagem para o bom prazer do nosso Pai.
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Traduzido por Nayara Andrejczyk no Reforma 21
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