Depois da destruição de tantas igrejas, cristãos realizam cultos em tendas

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A violência anticristã ficou ainda mais intensa, no Níger, após a publicação do jornal satírico francês, Charlie Hebdo, que colocou em exposição a imagem do profeta Maomé chorando, em janeiro, ao que mundo islâmico considerou ser uma provocação. Os protestos começaram em Zinder, a segunda maior cidade do Níger, e rapidamente se espalhou para outras regiões, incluindo Niamey, capital do país.

Segundo o líder da igreja Batista Roundabout, Jacques Kagnindé, é como se a vida tivesse parado. “Como a igreja está totalmente destruída, e ainda aguardando o apoio que o governo prometeu, nossos cultos de domingo e as reuniões semanais são realizados em uma tenda, no pátio da igreja”, conta ele.

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Há uma sensação de abandono entre as vítimas da violência. “Aquele interesse em nos ajudar, só aconteceu nos primeiros dias, agora a emoção já passou, e os líderes políticos não se interessam mais pela nossa situação”, lamenta Jacques.
Ele aponta que os políticos estão mais preocupados com os preparativos para as eleições de 2016 e com a luta que estão enfrentando com o Boko Haram, e que as igrejas estão realmente abandonadas. “Além das necessidades materiais, os cristãos também precisam de apoio psicológico, porque estão sofrendo muito com todas as perdas”, finaliza.
Pastores enfrentam violência com perseverança
Em Niamey e Zinder, a violência parece ter sido bem planejada e executada. “Como pode 40 igrejas serem destruídas em menos de duas horas? Praticamente todas as igrejas da capital foram atacadas”, observa um porta-voz da Caritas, uma agência de ajuda católica, que fornece notícias a uma rádio francesa. A ausência de bombeiros chocou a população e a fumaça ainda podia ser vista dias depois do incidente.
Para Jadi, que perdeu tanto a sua casa, quanto a igreja, foi difícil superar a dor: “No dia do ataque eu só tive tempo de levar a minha família para um lugar seguro, quando voltei é que pude avaliar a dimensão do dano. Senti-me tão mal, o sentimento é indescritível. Vi a minha bíblia toda rasgada, jogada no chão e para um pastor, isso é como ter o próprio corpo dilacerado, eu não conseguia parar de chorar. Mas eu já perdoei e vou seguir em frente, Deus me fortaleceu”. Jadi comentou que apesar de ser uma experiência dolorosa, isso mostra para o ser humano que não se deve colocar a sua esperança nas coisas deste mundo.
Continue orando pelo Níger
Após 6 meses de ataques do periódico francês Charlie Hebdo, só existem memórias dos franceses e o ódio religioso perpetrado entre várias religiões. Por ser minoria em um país de ordem caótica, os cristãos continuam enfrentando a violência no Níger, sendo que o Estado e autoridades não apoiam nem a reconstrução de igrejas e lares destruídos e nem trabalham pelo fim da violência contra cristãos. Quando um membro sofre, os outros sofrem juntos. Oremos pelo Níger.
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