O Manifesto: Aos Católicos, Evangélicos, Pentecostais e Protestantes

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Por Josimar Salum 
Li em um site evangélico uma reportagem pedindo oração por uma cantora brasileira que está sendo evangelizada por um pastor. Chamou-me a atenção o fato de que a referida cantora usa expressões comuns dos crentes para comunicar-se com seu público durante os shows. Expressões tais como “a nossa apresentação vai continuar e tudo vai dar certo porque o Sangue de Cristo tem poder” e “Deus vos abençoe ricamente.”

Até aprecio o trabalho em compartilhar o Evangelho da salvação que muitos homens e mulheres de Deus fazem no meio artístico, mas o que precisam mesmo é ouvir o Evangelho do Reino. É fato, muitos “destes famosos” têm se convertido genuinamente ao Senhor, e depois de muitos anos têm demonstrado uma vida de testemunho e uma vida pautada pela Palavra de Deus. Outros se tornam evangélicos apenas por modismo nesta onda de constantinização moderna. Transferem sua fama suja para a igreja, baseada em sua vida corrupta e perversa, e são disputados em programas evangélicos e em igrejas em busca de audiência e frequência. O que me chamou a atenção não foi o uso das expressões conhecidamente evangélicas, mas a soma de muitos fatos relacionados a outros artistas e cantores que se dizem cristãos, e como milhares de evangélicos de fato são, porém nominalmente. 

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Há quem apresente um programa pornográfico de TV e se diga “crente” e é membro de uma “igreja evangélica” inclusive. Há um conjunto que se apresenta em shows mundanos e programas de TV cantando músicas seculares imorais e são “crentes”. Há atores e atrizes que se beijam em cenas de novelas, protagonizando triângulos amorosos e fazendo papéis que a Bíblia ordena “nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos” que são “crentes”. Afinal de contas qual é o problema de trabalharem em novelas, se mais de 70% dos evangélicos as assistem diariamente, as produzidas pelo canal de TV de propriedade de pentecostais, inclusive? A Bíblia, porém declara: “Não vos comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes as condenai”.
Deixa-me ir direto ao assunto: se a outra artista famosa que foi recém-batizada ainda rebola, dança axé e tudo o mais, pode até ser evangélica, mas ainda tem testemunho e vida que indique que não nasceu de novo. Ninguém que ainda vive na prática do pecado nasceu de novo. “Qualquer que é nascido de Deus não vive na prática do pecado; porque a Sua semente permanece nele, e não pode pecar, porque é nascido de Deus.”
E o que dizer dos pregadores que aceitam somente convites onde suas demandas financeiras e contratuais são aceitas, tais como hotéis de certa categoria, venda estipulada de seus produtos e pagamento de “oferta” mínima? O que dizer dos cantores gospel que cobram cachês de igrejas, alguns deles até continuam tendo a mesma vida devassa de antigamente e apresentam em igrejas e mais igrejas, endossados pela ingenuidade de muitos pastores? A cantora pode clamar o sangue de Cristo duas mil vezes, que fazendo o que faz no palco e cantando o que canta; suas palavras não passam de jargões evangélicos. O pregador famoso que prega em todo o Brasil e no exterior, e que há alguns meses atrás cobrou três mil reais para fazer uma cruzada, e quase “depenou” o pobre pastor que não conseguiu levantar o dinheiro para “pagá-lo”, pode até pregar muito bem, mas não passa de um mercenário da fé e um “pentecostal” hipócrita. E o pastor que o convidou precisa se arrepender além de deixar de bobo. E o cantor e a cantora gospel que procedem com tais práticas são “levitas de aluguel”, “paquitos e chacretes evangélicos” que conhecem somente o átrio do templo de Herodes onde os mercadores vendiam seus produtos. 
Para milhares a Pregação do Evangelho tornou-se uma profissão e deixou de ser a Pregação do Evangelho da Cruz para tornar-se apenas um produto de comercialização. 
A Mensagem da Cruz de nosso Senhor Jesus Cristo tem sido aviltada pelos neologismos e “invencionices” desta geração fraca e pobre de pregadores. Pregadores de um “evangelho” de conveniências que desconhecem a Cruz e a Santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor. Pregadores de um “evangelho” de vendilhões do templo que desconhecem a Graça das Palavras de Jesus: “De Graça recebei, de Graça dai”! Não venham me dizer de que “é digno o obreiro de seu salário” como desculpa para suas cobranças de cachês, contratos publicitários e acordos comerciais! O obreiro é digno de seu salário, mas não o comerciante do Evangelho nem o mercantilista da fé. E o artista pode cobrar pela sua apresentação, mas não chame sua reunião de Igreja.
“Deixe o ímpio o seu caminho e se CONVERTA AO SENHOR” é a mensagem do Juiz de toda a Terra. Sem conversão não há salvação. Sem testemunho – frutos dignos de arrependimento – o machado que está posto à raiz da árvore vai trabalhar direitinho. I João capítulo 3 ainda é a Escritura de Deus! Aquele que vive na prática do pecado ainda não nasceu de novo nem sequer conheceu a Deus. Ainda pertence ao Diabo! Seja cantor, pastor, pregador, crente e quem quer que seja!
A coisa está muito esquisita! As referências e padrões bíblicos de nossos pais na fé há muito já foram desprezadas. Estou cansado desta mega empresa e deste mega negócio que se tornaram a igreja evangélica brasileira e a americana onde a maioria destas empresas de produção musical, igrejas-empresas, etc. abarrotam-se de lucros em nome do louvor e adoração a Deus. Lucros para si mesmos como qualquer corporação capitalista; empresas e empreendimentos são do mundo, e no mundo agimos segundo seus métodos, estruturas e propriedades.
Entretanto, existem empresas e empreendimentos do Reino neste mundo que seguem princípios e cujos objetivos são para o Reino e não para o mundo. Esta igreja-empresa mundana, onde centenas e milhares de seus pregadores levantam ofertas oferecendo a multiplicação do dinheiro e a prosperidade, o paraíso na terra e as bênçãos gratuitas de Deus em troca de muito “cash.” Protagonizam a versão moderna da venda das indulgências! Seus líderes em muitas denominações são opressores dos pobres pastores que precisam bater todo o mês a cota de dízimos de suas congregações!
Enquanto a igreja católica comercializa ídolos dos santos eles comercializam a si mesmos, suas imagens farisaicas e seus sermões repetidos. Esta raça de hipócritas deveria deixar de fantasiar e passar a tratar as coisas de Deus a sério. Sua linguagem é o lucro e a transação comercial seu sangue. Contratos e ofertas: se não receberem não cantam, não pregam, não fazem o show.
Gente morna que o Senhor vai vomitar de Sua boca se não se arrependerem. No Evangelho não cabe empresários nem profissionais do Evangelho. O Evangelho não é negócio, definitivamente!
Ah! Que o Senhor levante pelo menos 12 João Batistas para desmascarar esta farsa que é a igreja evangélica brasileira. Que Deus levante Luteros de outra estirpe dentro da igreja católica apostólica romana não para reforma-la, mas para tirar o povo de Deus desta Babilônia mal cheirosa, tão Babel quanto as suas filhas protestantes, netas evangélicas, bisnetas pentecostais e trinetas neopentecostais. Que o Senhor tenha misericórdia destes artistas e atrizes famosos para que venham conhecer o Verdadeiro Evangelho que anuncia a Salvação pela Graça, por meio da Fé em Jesus, através do Arrependimento. Mas que conheçam a Jesus Cristo Rei e Senhor, pelo Evangelho do Reino. “Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos Céus.” Se não nos arrependermos não escaparemos da ira do juízo de Deus.
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3 COMENTÁRIOS

  1. Caro Juliano, o autor não "deu nome aos bois", por quê para bom entendedor, maia palavra basta. Vamos encarar a realidade, praticamente TODAS as denominações evangélicas do Brasil apostataram ou então têm heresias doutrinárias, mas algumas são muito piores do que outras, e há aquelas que são vendidas para o mundo, cujos mestres são segundo as concupiscências de seus membros. Existem POUQUÍSSIMAS IGREJAS BÍBLICAS no Brasil atualmente, é mais fácil procurar agulha no palheiro do que encontrar uma igreja fiel às Escrituras no Brasil de hoje. Geralmente, são igrejas locais sem correlação com aquelas "denominações tradicionais de sempre" (leia-se: Assembléias de Deus, Batistas, Presbiterianas, Luteranas, Metodistas, entre outras). Todas essas denominações que eu citei já foram um dia fiéis, já foram bíblicas, mas não é o caso hoje. Algumas de suas congregações permanecem fiéis ao Evangelho puro, mas a grande maioria não. E ainda existem as seitas, que já nasceram de doutrinas anti-bíblicas, mesmo que às vezes tenham aparência de fiéis (caso da CCB, por exemplo). E ainda existem essas neo-pentecostais, com manifestações absurdas, destrutivas, enfatizando o mundanismo ao invés da santidade, como é o caso da IURD, da Quadrangular, da Mundial, entre tantas outras. Existem membros fiéis em igrejas infiéis? Com certeza! Porque? Sinceramente, não sei. Mas são poucos, e a maioria que tenho visto, se têm real intenção de fidelidade total a Deus, não permanecerão em igrejas infiéis (ou apóstatas, como queira chamá-las), porque chegará uma hora em que o Espírito Santo exigirá isso delas, e nesse momento, procurarão uma igreja fiel, mesmo que ela fique a 1000 km de distância de suas casas.

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