Nós adoramos o que conhecemos?

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Por Antognoni Misael

Eu cresci aprendendo que música é sinônimo de adoração – quem nunca pensou assim?, acredito que uma grande maioria dos jovens cristãos. Mas convenhamos… não é tão simples dissocia-los, não é? Recordo-me de participar de um congresso de música e adoração com o pastor Nelson Bomilcar, onde durante três dias ele tentava desconstruir essa noção de que música e adoração são coisas iguais, porém era nítida a grande dificuldade, a saber, que a maioria das perguntas feitas a ele, do primeiro ao último momento daquele evento, desembocavam naquela velha ideia de que “quando eu canto eu adoro”. Pra piorar essa situação, vale recordar, ainda ocorreu a sacralização da “musicalização adoracional”, onde acabaram por dar o título de levita aos ministros de música… só esqueceram de titular o porteiro (1 Cro 26.1) como levita, o tesoureiro da igreja (1 Cro 26.20) como levita, e por fim, de elevar o pastor ao título de sacerdote, enfim…

Anos se passaram, gerações se constituíram, e de Luiz de Carvalho a Kléber Lucas, de Grupo Logos à Palavrantiga, muita coisa mudou. Primeiro, a multiplicação de várias emissoras de rádio e TV, e o advento da internet; segundo, a proliferação do número de igrejas que mantém ministérios de música; e terceiro a legitimação do movimento chamado gospel.

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Hoje, presenciamos este fenômeno do inchaço evangélico no Brasil, assim como a grande variedade de cantores, ministros e bandas que são reconhecidos por grande parte do arraial cristão como líderes referenciais na parte de música, ou… “adoração”.
Em meio a tantas heresias, pseudo-líderes, escândalos, e a mercantilização da fé em nossa nação, as palavras de Jesus quanto a verdadeira adoração surge-nos como um fator seríssimo diante desse caos quanto ao conceito de adoração. Em sua conversa com a mulher samaritana, Jesus disse-a: “Vós adorais o que não conheceis” (Jo 4.22) . Pasmem! O que isso ecoa para nós nos dias difíceis pelos quais temos vivido? Para mim fica bem desenhado o quadro onde as multidões parecem ter na ponta da língua o mais recente sucesso evangélico. Quem não lembra de ter visto ‘não cristãos’ cantando hits como: “entra na minha casa”, “ressuscita os meus sonhos”, “hoje o meu milagre vai chegar”, e recentemente, “você é o espelho que reflete a imagem do Senhor”, porém sem que eles percebessem da necessidade quanto ao arrependerem-se dos seus pecados e voltarem-se radicalmente para Cristo?
Meus amigos, neste diálogo com a samaritana Jesus deixa muito claro que não há adoração sem o conhecimento real de quem Ele é.
Replicou-lhe Jesus: “Se conheceras o dom de Deus e quem é o que te pede: dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva”. (Jo 4.10)
Isto é muito preocupante. Não dá para associar a expansão desse segmento musical, o seu rol de famosos e suas conquistas de espaços com a verdadeira adoração e o consequente progresso do Evangelho.
A samaritana adorava no monte Gerizim, os judeus no templo em Jerusalém, nós porém adoramos em Espírito e em Verdade (Jo 4.23-24). Então, isso implica que, se a adoração não estiver diante do entendimento do novo relacionamento com Deus, ou seja, EM VERDADE, no padrão celestial, não no tabernáculo físico, mas no templo real que somos nós e habitados pelo ESPÍRITO, e no pleno conhecimento de quem é a pessoa de Jesus e a significação de sua obra na Cruz, certamente jamais estaremos adorando… no muito, poderemos até estar o “honrando” com lábios, mas não de coração.
Fica-nos a seguinte reflexão: é possível cantar todos os hits do gospel, todas as canções do momento da adoração musical, inclusive levantar as mãos e até se emocionar, mas… não conhecer a Jesus?
Ainda no diálogo entre Jesus e a samaritana, o mestre deixa claro que se Ele lhe desse de beber de sua água, toda a sede daquela mulher cessaria.
“aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo 4.14)
Pois bem, o que me parece bem possível é que a “água” desse mercado da música gospel não tem intenções de ser a água viva, que mata a sede… afinal de contas, manter a sede da massa, é uma boa estratégia para garantir o novo sucesso do momento e o que há de vir.
***
Antognoni Misael, colaborador do Púlpito Cristão.
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