Retornando ao padrão de canção para o culto comunitário, pois separaram a Arte da Bíblia

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Por Antognoni Misael

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Ainda há grande uma confusão na liturgia do culto comunitário quando se fala na música adequada para esse momento. Épocas atrás o culto era regado de músicas vindas do cancioneiro europeu, contudo com ascensão da indústria musical houve a oportunidade de modificações nos formatos das canções – acompanhando a sofisticação da música brasileira, as nossas músicas ganharam bateria, arranjos harmônicos, vozes operísticas, corais, e os estilos se multiplicaram chegando até ao rock.

Pois é, a grande questão que até hoje tem sido preocupação para todos nós não é necessariamente a evolução da sonoridade de nossas canções, o formato da mídia que se elabora, mas essencialmente o conteúdo de nossas músicas. Isto porque quando se fala em música para o culto onde Cristo, essencialmente Ele, deve ser adorado, a música não deixa de ser arte, porém passa a ser uma arte moldada e condutora de uma única mensagem, a exaltação de Cristo e a Glória de Deus.

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Para que não restem dúvidas nesta postagem, deixo claro que não estou tratando da música aqui como arte pela arte, entretenimento, meio de educação, ou simples contemplação do belo. Música para o culto comunitário, aquele momento único em que a igreja se reúne num propósito exclusivo de adoração, tem de ter apenas um foco: Cristo!
Para endossar nossa proposta utilizamos de alguns exemplos de hinologia (e Salmos) contida no Novo Testamento, ou seja, canções que certamente eram cantadas pela igreja neotestamentária e primitiva. Esses registros apresentam para Igreja modelos de conteúdo que devem servir, indubitavelmente, para ela na atualidade.
Ralhp Martin, um teólogo americano dedicou-se em estudar a adoração na igreja primitiva e nos trouxe algumas revelações a respeito da hinologia cristã na história da igreja. Em suma ele nos diz que o padrão de composição desta hinologia está relacionado à pessoa e à missão de Cristo Jesus, assim como nos contam como ele existia na glória preexistente de seu Pai e era o agente da Criação.

“Se há um tema que permeia os hinos do novo testamento, é a certeza retumbante de que cristo é vencedor de todos os inimigos do homem e é adorado, com toda a razão, como imagem de um deus que reina sobre tudo”. [Ralph Martin]

Talvez você tenha percebido que a Bíblia não tem muito a nos ensinar em relação a ritmos, acordes, melodias, formas, estilos musicais. Mas quando se fala em conteúdo, aqui vão alguns registros:
Lucas 1. 46-49
46 A minha alma engrandece ao Senhor,
47 e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador,
49 porque o Poderoso me fez grandes coisas. Santo é o seu nome.
Observe a quem era dirigido esse cântico: o Salvador; o que Maria faz? – Engrandece ao Senhor e diz que o Seu nome é Santo. Tema central: Cristo, o Salvador.
1 Timóteo 3.16
Aquele que se manifestou em carne
Foi justificado no Espírito,
Visto pelos anjos,
Pregado entre os gentios
Crido no mundo
E recebido acima na glória.
Observe que Paulo apresenta neste cântico a manifestação em carne de Cristo e por fim a sua exaltação. Tema central: Cristo.
Colossenses 1.15-20
15 Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;
16 pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.
17 Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste.
18 Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia,
19 porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude
20 e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse
Tema Central: A Supremacia de Cristo.
Hebreus 1.3
… o qual, sendo o resplendor de sua glória,
E a expressa imagem da sua pessoa,
E sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder,
Havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados,
Assentou-se à destra da Majestade, nas alturas.
Tema Central: Supremacia de Cristo, Seu poder salvífico e a exaltação do Seu nome.
Apocalipse 15. 3-4
3 Grandes e admiráveis são as tuas obras, Senhor Deus, Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei das nações!
4 Quem não temerá e não glorificará o teu nome, ó Senhor? Pois só tu és santo; por isso, todas as nações virão e adorarão diante de ti, porque os teus atos de justiça se fizeram manifestos.
Tema central: O Senhor reinando sobre tudo e sobre todos.
Filipenses 2.6-11
6 pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus;
7 antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana,
8 a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.
9 Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome,
10 para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra,
11 e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.
Tema central: A humilhação de Cristo em detrimento da Salvação do homem, sua Exaltação e a Glória do Pai.
O que o louvor humanista, presente na música dita gospel, tem nos ensinado a cantar nos últimos? Relembremos os hits como: “Restitui”; “Ressuscita os meus sonhos”; “Recebe a unção de conquista”; “O melhor de Deus ainda está por vir”; “Prosperarei…para direita…”; “Eu sei que chegará minha vez”; “Hoje o meu milagre vai chegar”; “Você pra mim foi tudo que eu sonhei um dia”; “Você é uma raridade”, e por aí desce ladeira a baixo…
Tanto os conteúdos neotestamentários quanto os testemunhos daqueles que viveram à época da igreja primitiva apontavam para um tipo de conteúdo exclusivo em Deus.
1) O historiador romano Plínio, no século II, disse o seguinte: “os cristãos de Bitínia cantavam um hino a Cristo como um Deus”.
2) Eusébio, no século III disse: “Nós cantamos o louvor de Deus com saltério vivo (…) Nossa cítara é a totalidade do corpo, cujo movimento e ação a alma canta hinos adequados a Deus”.
3) Agostinho após cultuar em congregação disse: “Como eu chorei nos vossos hinos e cânticos, profundamente movido pelas vozes de vossa doce fala à igreja! As vozes seguiram para dentro dos meus ouvidos e A VERDADE foi derramada dentro do meu coração, de onde a agitação da mina piedade aflorou, e minhas lágrimas desceram e fui muito abençoado”.
Que nós reaprendamos o valor do conteúdo de nossas canções no culto comunitário. A prioridade nunca será a instrumentação, a ministração do líder que canta, a virada do baterista, o solo virtuoso do guitarrista, a harmonização do back in vocal, a iluminação de palco, e sim o CONTEÚDO!
Que nossos critérios a respeito das escolhas das canções sejam revisados. Que nossas referências quanto aos cantores e grupos sejam repensadas e baseadas em padrões que se moldam a verdade de Deus e não ao gosto pessoal ou da maioria. Que entendamos que quando se fala em arte musicada para o culto, ela precisa ser absolutamente serva do conteúdo.
______________
[Fonte de pesquisa: Adoração na igreja primitiva – 2ª Ed. Revisada Título original: Worship in the early church. Ralph P. Martin Editora: Vida Nova]
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Antognoni Misael, colaborador do Púlpito Cristão.
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