O Sentinela

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por Daniel C Cesar
Você já leu Ezequiel 33? Não?!? Então vou
aconselhar que você leia pelo menos os 14 primeiros versículos para “entender”
sobre o que vou escrever a partir de agora. Se você já leu, oquei… vamos lá.
O texto de Ezequiel 33 trata da importância e da
responsabilidade do sentinela para uma cidade. Obviamente, a figura do
sentinela que ficava em um lugar alto para observar o movimento inimigo em
torno de uma cidade recebe um teor espiritual profético no livro de Ezequiel.
Não é uma palavra que vem a Ezequiel para que ele transmita ao povo… mas sim,
um aviso e uma ameaça de Deus ao que aconteceria ao próprio profeta se ele não
fosse um excelente sentinela.

Pois bem, se lemos o livro do profeta Ezequiel,
teremos a nítida impressão de que ele cumpriu com as exigências dos cargo
imposto por Deus a ele, pois não temeu entregar ao povo tudo aquilo que ordenou
o Senhor. Ezequiel não profetizou enquanto descansava em sua casa de verão a
margens do Rio Jordão. Não, ele era um escravo na Babilônia e profetizou em uma
terra muito distante de Jerusalém. Cercado da idolatria babilônica e de hebreus
que aos poucos habituavam-se a nova realidade e abandonavam o culto ao
verdadeiro Deus, Ezequiel fora chamado por Deus para ser, assim como Daniel,
Misael, Azarias e Ananias, um profeta em meio a cadeias.

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Agora nós olhamos ao nosso redor. Vivemos em uma
nação de absoluta liberdade de culto. Você pode dizer que existe perseguição a
cristãos e a igreja, e projetos de leis que vão contra algumas de nossas
práticas e costumes, mas em geral, o que sofremos não passa de bulling, comparado a espada e a
castração que sofreram os jovens levados cativos à Babilônia ou a condição de
escravo a que foram submetidos todos aqueles que foram desterrados após a
invasão de Jerusalém por Nabucodonosor.
Nesse cenário, olhamos para os lados e simplesmente
não vemos mais sentinelas, e quando o vemos, estão entre os mais odiados,
rejeitados e estranhos à comunidade, são um “problema” para os pastores e um “estorvo”
a igreja. O mais impressionante da igreja brasileira é que sentinelas se
tornaram peças obsoletas, rejeitadas e inadequadas ao contexto e a cultura
aplicada nas igrejas contemporâneas do Brasil.
Sentinelas tornaram-se obsoletos porque a ideia de
inimigo é extremamente distorcida dentro da igreja. Se você perguntar a seu
pastor, ele provavelmente dirá que o nosso inimigo é o deputado alinhado a
ideologias de esquerda ou o diretor de novelas da Globo (não que esses não
precisem desesperadamente de Salvação), mas ele nunca conseguirá identificar
que o espírito imundo que atua na vida de algum líder ministerial que não tem
uma vida segundo a vontade de Deus é uma oposição ao Evangelho e o crescimento
saudável da igreja. Assim, sentinelas tornaram-se obsoletos porque olham para
onde os pastores não olham ou não querem olhar.
Tornaram-se também figuras rejeitadas porque fazem
estardalhaço quando todos estão dormindo. Ninguém quer um funcionário que faz
barulho por nada. Ao ver o inimigo se aproximando o sentinela pega sua trombeta
e sai aos quatro ventos acordando a todos informando que o inimigo está
próximo… que chato! Que inconveniente! Porque não nos deixa dormir? Pastores
veem muitas vezes a necessidade de manter suas ovelhas em sono profundo para
que não precise apascenta-las… se elas dormem, nem mesmo é necessário
alimentá-las… e elas ficaram quietinhas dentro do curral.
Por fim, tornaram-se inadequadas por darem a
impressão ao povo de insegurança ou perigo constante. Você não quer abrir uma
loja de doces próximo a uma praça e colocar na porta dois seguranças com 2
metros de altura armados com M16 e Colt45. Não, você colocará no máximo um
palhaço distribuindo doces gratuitos e fazendo bichinhos de bexiga… bem,
porque então pastores gostariam de ter no meio de suas ovelhas sentinelas que
podem a qualquer momento gritar para todos se abaixarem porque um lobo entrou e
ele precisa ser abatido? Não! Absolutamente não! Melhor mesmo é o palhaço que
sempre diz: “Bom-dia amiguinhos!” e passa a impressão de que tudo está bem.
Deus levantou Ezequiel no meio do povo cativo
porque o povo já estava acostumado com as iguarias e a falsa liberdade de que
gozavam na Babilônia. Alguém precisava ficar na torre e por toda uma vida
alertar ao povo dos inimigos de suas almas, para que não esquecessem de
Jerusalém, não esquecessem do Egito e por fim, não esquecessem do Seu Deus.
Pastores, não sejam líderes tolos. Suas igrejas não
são suas mas do Deus vivo. Vocês são meros ministros que estão no meio do campo
para apascentar ovelhas, não para negociá-las como um gado qualquer. Vocês não
deviam despedir os sentinelas que Deus tem posto em suas congregações, mas
antes dar ouvidos e voz a eles. Apenas um ignorante continuaria a dormir após
ouvir a trombeta… mesmo um covarde saberia que o melhor a fazer seria acordar
e correr o mais rápido e para o mais longe possível.
Sentinelas, não há motivos para você desanimar se
aquilo que Deus te ordenou fazer você fez… aquele que morrer na sua cama
porque recusou levantar no meio da noite enquanto a trombeta tocava, ou aquele
que te despediu porque você já não servia mais aos seus propósitos que era
criar a falsa ilusão de “Paz”, é que têm negócios a tratar com Deus. Não
desanimes, e se mais uma vez você vir uma coluna de poeira no horizonte e as
bandeiras não parecerem ser a do seu exército ou de uma nação aliada, não tenha
medo… ponha-te a gritar novamente.
Daniel Clós Cesar, alguém que já foi salvo por dar ouvidos a quem gritava: Perigo!
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