Quando a Disciplina Eclesiástica é vazia de Evangelho

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Por Antognoni Misael

Como você avalia a saúde espiritual de sua igreja? Não me diga que o vetor de análise quanto ao “sucesso” de sua comunidade se baseia no número de fieis, otimização das programações internas, ausência de “escândalos”, boa arrecadação de dízimos, engajamento nos evangelismos com panfletagem, etc.
Não é preciso de muito dados para notar que quanto mais cresce o número de igrejas nesta nação, de forma inversamente proporcional prega-se o Evangelho nos púlpitos. Isto significa dizer que a igreja de Cristo não cresce de forma autêntica? Não é isto que estou dizendo. Ora, eu creio que a Igreja de Cristo cresce, sim. No entanto, não significa dizer que Igreja de Cristo é por assim dizer a imagem fiel da igreja evangélica brasileira.

Há várias formas de medirmos esse crescimento. Uma delas é atentarmos para a qualidade do corpo. Concordemos que uma comunidade pode ter crentes radicais, plantados em terra fértil e protegidos de falsos mestres através dos muros do Evangelho, ou pode ter uma comunidade bem orquestrada, mas gerida por pragmatismo, legalismo, entretenimento ou uma simples tradição. 

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O preocupante diante desta simples reflexão é que mesmo quando não há uma nutrição centrada no Evangelho de uma determinada igreja, ela pode funcionar bem, inclusive ganhar lugar de destaque no bairro ou na cidade. Isso é uma afirmação. Sim! É isso mesmo que você acabou de ler!
Escolhi um fator para refletirmos. Ele não tem resquícios de heresias explicitas. Mas pode, por assim dizer, ser um desvirtuador do Evangelho numa igreja quando passa a ser a prioridade da comunidade, quando na verdade deveria ser uma consequência natural de sua espiritualidade. Falo da disciplina eclesiástica.
Note que quando uma comunidade prioriza uma disciplina eclesiástica, ancorada no pragmatismo ou não, em detrimento de uma disciplina doutrinária, ela pode desencadear até numa igreja organizada, porém sem Evangelho. Isto porque uma eclésia sem doutrina beira a heresia. Definitivamente, uma igreja que cumpre em primeiro lugar uma agenda institucional e/ou vive por se auto medir em relação aos parâmetros de estabilidade e crescimento pode há muito tempo ter abandonado o Evangelho. Isso porque, a disciplina doutrinária já não aparece em primeiro lugar.
A disciplina doutrinária deve vir primeiro para uma comunidade e não a disciplina eclesiástica. Claro que ambas são indissociáveis, sim, mas a disciplina doutrinária deve gerir os supostos problemas no âmbito prático da igreja. Isto porque, a doutrina trás luz sobre o Evangelho e busca revela-lo como um todo, assim como diz algo a respeito de quem somos nós.
Observe que é mais grave ter uma igreja sem disciplina doutrinária do que uma igreja sem disciplina eclesiástica. Ora, o herege emerge de um contexto onde não há disciplina doutrinária, enquanto que um cristão fraco, ou falho, pode surgir de um contexto na disciplina eclesiástica. Contudo, se há doutrina em determinada igreja, deve automaticamente haver saúde relacional.
Em suma é assim: um herege é um tipo de anticristo que visa destruir o Evangelho, logo para este não há Evangelho pois ele o odeia; para um homem fraco moralmente ainda há Evangelho, pois Cristo veio para os doentes.
Tristemente, muitas vezes nossas comunidades estão mais preocupadas com o monitoramento moral dos seus fieis, a ausência de determinados pecados (desagradáveis a sociedade), o crescimento numérico e a hierarquia de seu funcionamento institucional. Isso pode sim, funcionar bem, mas não ter em sua essência, o Evangelho. Eis a questão posta. Pense nisso!
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Antognoni Misael, colunista do Púlpito Cristão.
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