Série : Replantando hoje a igreja de amanhã – Introdução

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Igrejas morrem? Parece que não aqui no Brasil, pois de acordo com os dados do Censo Demográfico divulgados, no ano de
2010,   pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) onde se constatou um significante aumento no número de evangélicos no
Brasil nos últimos 30 anos. Em 1991, por exemplo, o número de evangélicos era
de 9% da população e, já em 2000, esse percentual pulou para 15,4%. Em 2010
cerca de 22,2% dos brasileiros se disseram evangélicos. Se o crescimento
continuar neste ritmo, a igreja evangélica do Brasil alcançará 50% da população
até o ano 2022, dizem alguns especialistas.[1] Esses números são
animadores, principalmente para as 10 maiores denominações do Brasil.[2] Mas até
quando continuarão a crescer numericamente?
Está
pergunta foi realizada no ano de 2010 pela equipe de revitalização da Missão
Batista em Hidrolândia, uma congregação da Primeira Igreja Batista em Goiânia
no estado de Goiás. Esta congregação havia sido plantada a menos de trinta anos
e apesar de ser relativamente nova, já enfrentava um acentuado declínio no
número de seus membros. Após algumas mudanças colocadas em prática, durante o
processo de revitalização, os poucos membros remanescentes deixaram a igreja, o que resultou na
morte desta congregação. 
Essa não é uma realidade pontual de uma igreja do interior de
Goiás, mas algo vivido por muitas outras igrejas espalhadas por todo mundo. Por
exemplo, de acordo Carl George, consultor sobre crescimento da igreja,
entre 50 a 75 por cento das novas igrejas falham nos
primeiros cinco anos.[3] Em pesquisa realizada por Win Arn[4],
3.500 a 4.000 igrejas fecham as suas portas a cada ano nos Estados Unidos, já
outras 340.000 precisam ser revitalizadas, diz Ed Stetzer.[5]
Até
os Estados Unidos, que no passado tiveram um crescimento numérico semelhante ao
experimentado no Brasil hoje, enfrentam um acentuado declínio nos últimos
anos. Em 1963, 90% dos norte-americanos
afirmavam ser cristãos, e somente 2% professava
nenhuma identidade religiosa.[6] Em 2012,
a percentagem de cristãos estava mais
perto de 70% e, 13% afirmaram não
ter uma identidade religiosa, destes 48% são protestantes.[7]
Em
1900, haviam 28 igrejas para
cada 10.000 americanos. Em 1950, esse número caiu, 17 para cada 10.000. Em
2000, havia apenas 12 igrejas
por 10.000, e em 2004, a proporção caiu
para 11 por 10.000.[8]
Na
Inglaterra a situação não é diferente, pois segundo o Censo  organizado pelo Office for National
Statistics (ONS), em 2001 cerca de 71,7 %[9]
da população se disseram cristãos, mas já em 2011 esse número caiu para 59.4%,
destes.[10] De acordo com Steve
Timmis, 40% da população do Reino Unido está na categoria de ex-frequentadores[11] e que cerca de mil jovens
saem das igrejas no Reino Unido toda semana para nunca mais voltar.[12] Isto explica a matéria
publicada pela BBC News que diz que entre 25 a 35 igrejas fecham suas portas a cada ano
no Reino Unido, quase uma por semana.[13]
Analisando a atual situação das igrejas, de diversas partes do
mundo, que no passado experimentaram um crescimento numérico de cristãos,
principalmente protestantes,  tornar-se
maioria protestante em um país não é algo tão animador levando em consideração
o declínio que precede todo crescimento, no número de membros e até na morte de
muitas igrejas locais.
Por
isso colocam-se algumas questões, entre elas: Por que igrejas morrem? Como pode
Deus permitir a morte de uma igreja local? Não é a
igreja a noiva de Cristo? Como haverá casamento sem uma noiva? Não é Cristo a
cabeça e a igreja o corpo, como Jesus se movimentará, sem um corpo? Como
a teologia nos ajuda a entender a morte de igrejas locais? Como alguns
movimentos mais proeminentes de nossos dias tentam reverter a morte da igreja?
O que ainda não entendemos sobre as igrejas locais? O que fazer com as igrejas quase
ou mortas? Estaria o Brasil isento de um declínio futuro no número de igrejas
locais?
Dividimos esta série de artigos em três
partes. Parte 1,  trata da promessa de Jesus de edificar uma igreja
indestrutível apontando posições teológicas de diversos estudiosos que buscam
explicar a morte da igreja e o paradoxo de sua indestrutibilidade sob uma
perspectiva teológica bíblica. Parte 2, analisa razões apresentadas por seis
grupos de estudiosos que tentam, não só explicar, mas também evitar a morte de
igrejas nos últimos 50 anos apontando pontos positivos e negativos de cada
movimento. Parte 3, compartilha de forma prática três processos para aquelas
igrejas que morreram, mas que ainda acreditam na ressurreição de suas
congregações locais.   

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Confira o capítulo 1 

Notas  


[1] Nos anos de 1991 até 2000 (Em 1991
foi de 13,7 milhões; e em 2000 foi de 26,1 milhões), o crescimento dos
evangélicos chegou a superar em quase quatro vezes o crescimento da população
do país (igreja cresceu 7,43% ao ano  e população 1,63% ao ano). Se esta
taxa se manter, os evangélicos serão 50% da população já no ano 2022.
Disponível em: http://pesquisas.org.br/conteudo/itemlist/category/38-brasil.
Acesso em: 07 jan. 2014.10:00

[2] As 10 maiores denominações
evangélicas do Brasil segundo o censo 2010 são: 1° Igreja  Assembleia de
Deus 12.314.410; 2° Igreja Evangélica Batista 3.723.853; 3° Igreja Congregação
Cristã do Brasil 2.289.634; 4° Igreja Universal do Reino de Deus 1.873.243; 5°
Igreja Evangelho Quadrangular 1.808.389; 6° Igreja Evangélica Adventista
1.561.071 ; 7° Igreja Evangélica Luterana 999.498 ; 8° Igreja Evangélica
Presbiteriana 921.209; 9° Igreja Deus é Amor 845.383 ; 10° Igreja Maranata
356.021. Disponível
em:ftp://ftp.ibge.gov.br/Censos/Censo_Demografico_2010/Caracteristicas_Gerais_Religiao_Deficiencia/tab1_4.pdf.
Acesso em: 07 jan. 2014. 10:30:00
[3] CARL George, Perspective On Winning a Continent: How to Plant a Church syllabus.
Pasadena, California: Charles E. Fuller Institute of Evangelism and Church
Growth, 1985, p. 5-9.
[4] WIN Arn, The
Pastor’s Manual for Effective Ministry
. Monrovia, CA, Church Growth, 1988,
p.16
[5] STETZER, Ed; DOBSON, Mike. Comeback churches:
How 300 churches turned around and yours can too. Nashville, TN: B, & H.
publishing Group, p. 18-19.
[6] GILLELAND, Don. Florida Today: 50 years of change. Melbourne, Florida, January 3, 2013, p. 9.
[7] PEW Forum on Religion & Public Life, aggregated data from surveys conducted
by the Pew Research Center for the People & Press, 2007-2012. Number of
respondents: 9,443 in 2007 and 17,010 in 2012.
[8] TOM Clegg and WARREN Bird, Lost in America: How You and Your Church
Can Impact the World Next Door
. Loveland, Colo.: Group Publishers, 2001, p.
30
[9] http://data.gov.uk/dataset/religion_2001_census.
Acesso em: 07 jan. 2014. 10:30:00
[10]
http://www.ons.gov.uk/ons/publications/re-reference-tables.html?edition=tcm%3A77-286262.
Acesso em: 07 jan. 2014. 10:30:00
[11]CHESTER, Tim; TIMMIS, Everyday Church:
Gospel Communities on Mission. Nottingham, UK: IVP, 2011, p.13
[12]CHESTER, Tim; TIMMIS, Total Church: A
Radical Reshaping around Gospel and Community. Nottingham, UK: IVP, 2007, p.171
[13] Disponível em:
http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/4187127.stm. Acesso em: 07 jan. 2014.
10:30:00
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