Um brevíssimo conselho aos militantes anti-calvinistas da internet

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Por Leonardo Gonçalves

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Existe um movimiento pequeno, mas irritante, que tem ecoado na web e redes sociais, acerca do qual eu gostaria de comentar. Trata-se da “apologética anti-calvinista” ou ainda, arminianismo militante. Sua agenda consiste em falar mal de Calvino e dos calvinistas, manipular fatos historicos para desmerecer o esforço dos grandes teólogos do passado, hostilizar a tradição reformada, fazer guerra de versículos e ojerizar a CPAD por publicar livros de autores calvinistas como J.I. Packer, D.A. Carson e John MacArthur.
  
Nos ultimos dias, tenho lido algumas refutações ao calvinismo que, para ser honesto, são no mínimo infantis. Penso que para refutar uma doutrina historica tão importante é preciso ao menos ter conhecimento da sua doutrina e ter lido ao menos algumas das principais obras reformadas para, a partir de então, refutar o que o calvinismo/teologia reformada diz, e não o que alguém supõe que ela diz

Conheço os dois lados da moeda, tendo lido as principais sistematicas arminianas em português e espanhol. Além disso, fui arminiano e dispensacionalista no passado. Apesar disso, poucas vezes em minha vida  me levantei contra o arminianismo e quando o fiz, foi a minha imaturidade falando por mim (e ainda me envergonho disso). Há muito do arminianismo que me falta conhecer, como por exemplo, a obra de John Wesley, a qual tenho me esforçado por estudar nos ultimos anos. Creia-me, o conhecimento que tenho como estudioso do arminianismo (“in loco“, e não lendo referencias cruzadas em minhas obras calvinistas prediletas) não me faz especialista no assunto!
Eu não me dedico a fazer propaganda contra o arminianismo. Prefiro anunciar as verdades que creio, reverberando as maravilhosas doutrinas da graça. Talvez por isso mesmo não entenda a petulancia disfarçada de apologética de alguns “mestres” arminianos em falar daquilo que não entendem, de que nunca leram (in loco), apenas ouviram falar.
Meu conselho a estes é: Estudem. Leiam obras reformadas (Mattew Henry, Berkhof, Hodge, Bavink, Ryrie, Montgomery, Grudem, Sproul, Carson, etc), dialoguem com o texto destes autores e depois, se ainda discordarem, tragam suas argumentações ao debate! Uma apologética assim é bonita de se ver! Se não puder fazer isso, então melhor não falar nada. DEIXE O ESPANTALHO NO ARMÁRIO e resista a tentação de parecer o intelectual que você não é.
Quem escreve é um leitor de Wesley, Guy P. Duffield, Nathaniel M. Van Cleave, A.W. Tozer. C.S. Lewis, D.L. Moody, Myer Pearlman, Stanley Horton, Norman Geisler e William Menzies, entre outros, e que nem por isso se acha especialista em coisa nenhuma e nem perde tempo dizendo que arminianismo é coisa do demonio.

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Leonardo Gonçalves é um pecador salvo pela graça. Só isso.

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13 COMENTÁRIOS

  1. Ok! Mas vale lembrar que os calvinistas militantes são os mais chatos. Eu mesmo sou crítico do calvinismo e tenho vários livros que defendem o calvinismo e que atacam o arminianismo. Aliás, tenho até as Institutas de Calvino, coisa que muitos (neo)calvinistas nem têm.

    Mas sim, também me edifico com meus livros de Ryle, Lloyd-Jones, Spurgeon e Washer!

    Graça e Paz!

  2. Isso foi de Deus! Acho belo os debates respeitosos e bem construídos, cara. Tem muita coisa que não me meto a falar porque reconheço que não tenho bagagem para tal coisa, mas as pocas que eu me meto a falar, tento fazer isso com bastante respeito e procuro construir os argumentos de forma respeitosa, lógica e etc. Bom texto. A gente tem mesmo perdido muito tempo se digladiando.

  3. Um Breve conselho aos militantes calvinistas infiltrados no seio da igreja: What Love Is This? Calvinism's Misrepresentation Of God, by Dave Hunt. Em breve em Português! Aguardem, pois o caldo irá engrossar ainda mais!

  4. Paz e Graça!

    Caro Leonardo, sempre fui fã de seu blog, estou um pouco ausente confesso, mas é só pela correria. Também confesso que muitos dos artigos que estão sendo postados por aqui, para mim só cheira a sensacionalismo gospel, coisa que estou me distanciando também, sei que você não é o único responsável, porém como administrador chefe tem toda liberdade de selecionar os artigos e voltar com artigos bons que eram postados no inicio. Quanto ao artigo em questão só tenho que elogiar! Sou arminiano clássico, longe de pelagianismo em suas formas, e sempre ensino aos meus alunos de teologia o quão importante é nós respeitarmos as doutrinas calvinistas mesmo não concordando com alguns pontos, pois este é meu sentimento. Admiro muito líderes calvinistas e não os considero como "primos" (rsrsrs), mas como irmãos em Cristo! Espero que Deus levante muito mais calvinistas com este seu pensamento, pois já estou cansado de militantes calvinistas da mesma forma!

    Grande abraço fraterno em Cristo!

    Blog Emunah

  5. Anderson disse que a AD é reconhecidamente arminiana. Porém, não há nada que comprove que o arminianismo seja a teologia oficial da AD. Na verdade, congrego nessa igreja há 15 anos e nesse tempo conheci pouquissímos arminiamos. Infelizmente, a maioria pende mais para o semi-pelagianismo.

  6. Desculpem os que, livremente, pensam diferentemente. Revela-se de facílima, impressionante e lastimável percepção, e assim o declaro com igual e inquestionável liberdade de pensamento e de expressão, que o calvinismo é um rótulo sem sentido. O calvinismo deprime. O calvinismo é deprimente. O calvinismo deturpa a Bíblia. O calvinismo parafraseia a Bíblia. O calvinismo adapta a Bíblia. O calvinismo é vaidade pura, embora sequazes do francês queiram a todo custo sugerir o contrário teclando insistentemente na soberania de Deus. O calvinismo é coisa típica de homens. O calvinismo é invento de calvinistas. O calvinismo é modismo de pessoas que se converteram às apologias do cidadão que comandou o Conselho de Genebra. O calvinismo anula os incontáveis chamados Bíblicos, embora eles, calvinistas, sempre digam o contrário. O calvinismo inegavelmente é um dístico sem sentido. Obviamente, ninguém necessita ser "calvinista" para tornar-se cristão. Ninguém necessita fazer-se "calvinista" para ser salvo pelo SANGUE DO CORDEIRO DE DEUS. Ninguém necessita ser "calvinista" para mostrar-se elegante. Ninguém necessita ser "calvinista" para apresentar-se sábio. Ninguém necessita ser "calvinista" para obter sucesso ou êxito na vida. Ninguém necessita ser "calvinista" para COISA NENHUMA. Isso, claro, exclusivamente EM NOSSOS DIAS, ou seja, NOS DIAS ATUAIS, porque ao tempo de Calvino quem não se declarasse "calvinista" seria considerado herege, isto é, praticante de crime de heresia, e, por conseqüência, forçosamente e impiedosamente submetido a julgamento sumário, culminando com condenação por um Conselho espúrio e ridículo (sob a liderança ou influência de João Calvino) a morrer QUEIMADO AMARRADO A UMA ESTACA, exatamente como esse gaulês protagonizou em relação a um cristão respeitável chamado MIGUEL SERVETO, cuja estátua post mortem foi erguida na França, ao qual fora imputado o imperdoável e hediondo delito consistente em tão-somente haver, a pedido do próprio João Calvino, expressado seu ponto de vista em relação a determinados aspectos doutrinários integrantes das teses que Calvino pretendia transformar em "Institutas da Religião Cristã".

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