RESPOSTA AO PR. ARIOVALDO RAMOS – Por Augustus Nicodemus

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Caro Pr. Ariovaldo Ramos,

Muito obrigado por sua resposta irênica, tranquila e respeitosa. Saiba que o respeito e a consideração são mútuos. Permita-me uma ou duas palavras à guisa de interação com sua “Carta Aberta”.
Primeira, com relação ao programa “Academia em Debate”, seu nome e seu formato. Já por mais de cinco anos apresento este programa, que durante este tempo tem tratado de diversos assuntos que considerei relevantes para a academia secular e cristã, como você poderá facilmente verificar por uma pesquisa no YouTube.
O nome “Academia em Debate” significa simplesmente que vamos conversar sobre temas que estão sendo debatidos na academia. O formato do programa sempre foi o de apresentar pontos de vista mediante o sistema de perguntas e respostas a pessoas convidadas, e não promover um programa com dois debatedores de posições opostas. O debate que queremos gerar é este que está acontecendo agora. Você publicou uma resposta pensada, respeitosa e estudada, o que dificilmente aconteceria num confronto de 30 minutos. Agora, os que estão clamando por “debate,” podem ler sua resposta e tirar suas próprias conclusões.
É assim que o debate acadêmico se processa, e não pela “briga de galos” em público, que acaba gerando mais calor do que luz e serve para satisfazer ao desejo de muitos que estão mais interessados na competição dos intelectos do que na consecução da verdade.
Dito isto, passo ao conteúdo de sua “Carta Aberta”. Qualquer pessoa que assistiu ao programa e leu sua carta com atenção verificará a concordância em muitos pontos: a sustentação das Escrituras como a Palavra de Deus, o desejo de obedecer ao Evangelho, a consciência de que cuidar dos pobres e promover a justiça faz parte do Evangelho, entre outros. Os pontos de controvérsia são relacionados ao referencial teórico da TMI e sua relação com a Teologia da Libertação – por sinal, você não tocou na “Carta Aberta” na questão do uso do marxismo, sim ou não, pela TMI, que é uma das críticas mais feitas ao movimento. Eu sei que numa “Carta Aberta” que visa responder rapidamente a uma situação, não houve tempo para dar uma resposta a estas indagações, especialmente àquela da relação da TMI com o marxismo. Quem sabe você escreverá sobre isto mais adiante.
O debate continua, de forma educada e acadêmica. Veja, por exemplo, o que escreveu Filipe Fontes e o Jonas Madureira em atenção à sua respeitosa “Carta Aberta”:
Filipe Fontes: http://goo.gl/D6mOrd
Jonas Madureira: http://goo.gl/cBntGs
Numa nota final, para mim “o Evangelho todo para o homem todo” encontra uma de suas melhores expressões na cosmovisão reformada, refletida nas conhecidas palavras de Abraham Kuyper, primeiro ministro da Holanda e pastor reformado, “Não há um único centímetro quadrado, em todos os domínios de nossa existência, sobre os quais Cristo, que é soberano sobre tudo, não clame: ‘É meu!’” Os seguidores desta linha abriram universidades, hospitais, escolas, abrigos e orfanatos, e se engajaram nas artes, ciência e academia – o “homem todo”, muito antes do surgimento da TMI.
Termino. Mais uma vez, obrigado pela resposta tranquila e que atendeu ao objetivo do programa, que é gerar debate acadêmico de bom nível.
Desejo-lhe um dia abençoado.
Em Cristo,
Augustus Nicodemus

***

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Fonte: facebook do Rev. Augustus Nicodemus. Divulgação: Púlpito Cristão.

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5 COMENTÁRIOS

  1. Infelizmente não posso concordar com o senhor nicodemus.
    Quem se propõe a dirigir um programa de tv, mesmo que não comercial, naquele instante está sujeito as regras éticas de imprensa que deve, no mínimo por gentileza, convidar o representante do objeto em tema para expor suas ideias, para assim se fazer um debate com as mesmas características, tempo e exposição.
    Porém se a compreensão de que os ilustres convidados não são suficientemente educados para não transformar o tema em 'briga de galos", o NÃO convite para que a contraparte também exponha suas ideais em separado, com tempo, local e condições similares, continua na minha opinião, sendo um procedimento ético jornalístico incorreto, no mínimo pouco gentil.
    Então seria justo abrir espaço para O pastor Ariovaldo e não considerar igualitário um carta aberta versus um programa de tv.
    Do contrario, parem de usar a mídia como instrumento de suas próprias certezas.
    Obrigado

  2. Paulo Sales

    Você está confundindo regras para debates eleitorais com um programa de entrevistas. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Debate não tem só este significado que você está imaginando. Debate pode significar a progressiva publicação, através de vários meios, das mais diversas opiniões.

    Além disso, você coloca que as pessoas que foram entrevistadas seriam "contrárias" à TMI. Pelo contrário, se algo está faltando é a entrevista com pessoas que sejam realmente contrárias à TMI. Mas nunca cobrarei que um programa de entrevistas (pelo simples motivo de ter a palavra 'debate' no se nome) seja obrigado a se transformar num programa tipo 'debate eleitoral'. Creio que a maioria das pessoas entende que a palavra debate tem um significado mais amplo. E a maioria das pessoas não deseja banir da tv os programas de entrevistas, e a maioria das pessoas julgaria que banir os programas de entrevistas da tv (ou obriga-los a transformarem-se em programas de confronto entre debatedores) é uma proposta ditatorial e anti-liberdade.

  3. Vocês não passam de um bando de esquerdistas atrevidos. Não suportam qualquer tipo de oposição! Por conseguinte, nas conferências da TMI, vocês defendem o que apetecem, fazem avaliações e duras críticas à teologia de toda gente. Porventura vocês julgam que estão acima das críticas? Será que vocês acham que os proponentes da TMI (no Brasil) só trazem propostas boas e biblicamente saudáveis para o povo de Deus? É verdade que o marxismo militante, que vocês professam, têm exercido um forte controle ideológico no Brasil. Porém, isso não significa que todos os brasileiros estão convencidos de que o alinhamento com a esquerda é bom para a saúde da igreja. Pelo contrário, a atitude de vocês cortou o meu interesse pela reflexão da TMI no Brasil, e despertou a minha curiosidade pela perspectiva apresentada no programa Academia em Debate. Inclusive, vou incentivar os organizados do programa para promoverem não só outros programas semelhantes, mas também uma longa conferência para abordar este assunto numa perspectiva teológica tradicional (isto é, que não esteja comprometida com nenhum tipo de pressuposto marxista e socialista = Teologia da Libertação). Os proponentes da TMI precisam ser claros: devem explicar como separar a “TMI” do marxismo ideológico. Há ou não há influencia do marxismo sobre a TMI?

  4. Seria uma ótima continuação do debate com a presença de Ariovaldo, se ainda não aconteceu, pois não sei exatamente quando aconteceu … assim como vejo o senhor Nicodemus sempre muito equilibrado para tratar vários temas bíblicos/teológicos, como também o Pr Ariovaldo … Isso claro, se ambos concordarem, mas creio seria muito relevante e ótima contribuição a presença de ambos juntos, debatendo o tema … abraço! Parabéns pelas contribuições!

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