Relato daquilo que eu vi na Venezuela de Nicolás Maduro

3
772
Want create site? Find Free WordPress Themes and plugins.

Por Renato Vargens

Neste último sábado eu estive em Santa Elena De Uairén, Venezuela.
Ao andar pelas ruas capital de Gran Sabana, pude testemunhar com os meus olhos que a situação econômica da terra de Maduro é a pior possível, senão vejamos:
Moeda, poder de compra e inflação: Um Real equivale a 24 bolívares. A moeda Venezuelana não vale praticamente nada. Nas principais vias de Santa Elena era possível encontrar dezenas de cambistas desesperados em “vender” seu dinheiro. Além disso, os produtos devido a Inflação, (A inflação na Venezuela chegou a 56,2% em 2013, a mais alta da América Latina e quase o triplo da registrada há um ano) constantemente sofrem aumentos levando portanto o cidadão venezuelano a um estado de pobreza extrema.
Supermercados:  Em santa Elena eu visitei seis supermercados e em todos eles faltavam alimentos. Em todos os mercados que fui não encontrei para venda carne, ovos, leite, manteiga, como também latícinio. Em alguns deles as prateleiras estavam vazias de grãos como arroz, feijão e etc.  (veja a foto acima) 
Comércio: Ao andar pelas ruas de Santa Elena bem como observar seu comércio pude constatar a falência do país. Todas as lojas, absolutamente todas elas encontravam-se vazias sem compradores e fregueses.
Racionamento de alimentos: Entrei numa padaria e vi um cartaz fixado numa coluna (veja acima) que dizia que devida a falta de farinha eles só podiam vender dois pães por pessoa. Nessa padaria, pertencente a um português, até era possível comprar queijo, presunto e similares, contudo, os venezuelanos não o faziam por falta de dinheiro. 
Papel higiênico – Em nenhum lugar da cidade foi possível encontrar papel higiênico para venda. Segundo testemunhas, fazem alguns meses que o venezuelano não sabe o que é ter esse produto de higiene em suas casas.
Hugo Chavez – Apesar de morto, o ditador venezuelano continua presente nas ruas. Por onde se anda é possível ver fotos de Chaves, pichações em muro com seu nome, cartazes e muito mais. A impressão que se tem é que o “fantasma” do ex-presidente bolivariano caminha pelas ruas oprimindo o país. 
Politica – Conversei com um venezuelano que resumiu o momento nevralgico do seu país, com a seguinte afirmação: “Os políticos estão acabando com a Venezuela.”
Ditadura – Nicolás Maduro, presidente venezuelano ordenou a todos aqueles que possuem casas com inquilinos a mais de 20 anos que VENDAM suas propriedades para estes. 
Energia elétrica –  Conversei com um brasileiro que me disse que a empresa de eletricidade de Roraima teve que acudir a Companhia de energia venezuela por esta ter entrado em colapso.
Pobreza, fome e miséria – Sem dinheiro para comprar alimentos, sem mantimentos nos mercados, com racionamento de comida, não é díficil constatar que a poupulação de Santa Elena encontra-se em estado de pobreza, fome e miséria.
Saúde – Quanto a saúde não tive tempo de averiguar a real situação do povo venezuelano, contudo, o jornal do Estado de São Paulo, publicou uma matéria, dizendo que a saúde encontra-se em colapso. (leia aqui)
Conclusão:
Verdadeiramente a Venezuela encontra-se debaixo de uma grave crise proporcionada por um governo despótico, ditadorial e comunista. 
Diante do que vi e ouvi asssusta-me o fato de que o governo brasileiro apóie integralemente Nicolás Maduro e seu socialismo bolivariano. O silêncio de Dilma diante do sofrimento do povo venezuelano, nos mostra o nível de comprometimento do Partido dos Trabalhadores com essa maldita política Chavista.
Isto posto, resta-nos colocar as barbas de molho e orarmos tanto pela Venezuela como pelo Brasil. Pela Venezuela para que o Senhor nosso Deus os livre de dias piores, e pelo Brasil para que isso aqui não vire uma Venezuela.
Renato Vargens
Assine o Blesss
Did you find apk for android? You can find new Free Android Games and apps.

3 COMENTÁRIOS

  1. Lógico que a Venezuela está um caos… Mas uma análise a partir de Santa Elena não é uma das melhores, tendo em vista que é cidade fronteiriça com o Brasil e muitos roraimenses fazem as compras nos supermercados de lá para revender no Brasil oq intensifica a falta de produtos por la. Ah quanto a energia, se não me engano, a energia de Roraima que vem da Venezuela. Mas enfim, concrda com as suas conclusões.

  2. Muito triste, meu irmão mora lá e o que você descreveu realmente é a pura realidade…….ninguém ajuda aquele povo, cadê a ONU, cadê os Direitos Humanos, parece que aquele povo foi esquecido e o "dinheiro", continua calando a boca de muita gente

  3. O Brasil também já passou por situação semelhante, inclusive com racionamento de água, combustível e energia elétrica, inflação netuniana, fila da carne e do pão, prateleiras vazias, etc. E não éramos bolivarianos, na época. Aliás, bom que se diga que éramos tão capitalistas quanto somos hoje. Portanto, é sempre delicado julgar com base em premissas cujo fundo é ideológico, no campo de preferências pessoais, antagônicas a um "comunismo" e "bolivarianismo", que é mais retórica do que prática. Não me associo e nem critico o regime venezuelano; mas não há como negar que é fruto da opção popular, expressa nas urnas, com todas as suas vicissitudes e qualidades. Uns grupos usam a assistência à população. Outros preferem associar-se a setores econômicos hegemônicos e empresas de comunicação. Mas quem deve decidir seu destino é povo. Ele pode redirecionar suas aspirações e vontades, mediante os instrumentos democráticos de que dispõe. Não acredito e nem chancelo o golpe como instrumento de mudança. Não devemos nos enganar: se um determinado grupo ganhar no grito e no golpe, o embate político travado naquela nação, aí sim, virá o caos, já que a outra metade da população não assimilará uma solução não democrática. O povo venezuelano merece toda nossa solidariedade, mas os golpistas de lá, como os de cá, não dispõem de alternativa melhor que a disputa por votos, corações e mentes.

SUA RESPOSTA

Por favor, faça seu comentário
Por favor, coloque seu nome aqui