Pr. Lucinho tenta respaldar biblicamente a “transferência de gerações”: um fracasso!

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Por Antognoni Misael

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O Pastor Lucinho nos últimos anos tem protagonizado declarações e gestos polêmicos. Ele já cheirou a Bíblia fazendo alusão a uma “droga santa”, declarou a sua loucura por Jesus de modo extravagante, ao defender a autoridade da polícia como constituída por Deus afirmou “que bandido necessita tomar tiro na cara”, e creu que Deus fez, especificamente, esposas para Caim e Abel, etc. Todos estes temas foram discutidos intensamente entre os jovens evangélicos.
Mas recentemente o pastor expôs uma nota em seu facebook justificando a “Transferência de Geração”, ocorrida no 15º Congresso internacional Adoração e Intercessão Diante do Trono, fato este bastante comentado nas redes sociais e ao nosso ver, de teor bastante equivocado.

Sinceramente é muito preocupante a perspectiva de Evangelho de líderes como o Pr. Lucinho. Considerando a sua vasta influência diante de milhares de jovens no Brasil, o retrato de sua postura e cosmovisão bíblica só tende a levá-los a um distanciamento do Evangelho da Graça e da suficiência da Cruz de Cristo, em detrimento de modismos dramatizados e infundados na Palavra.

Veja abaixo, como o Pr. Lucinho tenta respaldar biblicamente o que o tal “ato profético”:

Diante do exposto pensamos:

Se para o Pr. Lucinho respaldo bíblico significa ‘está contido na Bíblia‘, teríamos, por assim dizer, respaldo para prática de inúmeros atos desconexos, como a circuncisão, por exemplo (Atos 15.1). Portanto, é óbvio que há respaldo bíblico para atos proféticos, porém vejamos como as justificativas do Lucinho são descontextualizadas.

Observe que atos proféticos e simbólicos da Bíblia traziam consigo alguns traços comuns: 1) eles eram caracteristicamente velho testamentários (eis as referências dadas pelo próprio Lucinho em seu texto acima); 2) eles eram dirigidos diretamente aos profetas de Deus (Isaías, Elias, Jeremias, dentre outros) no sentido de profetizar sobre o futuro da nação de Israel (e não de nações gentis), e a vinda do Messias. Em suma, eles tinham a ver com a história da salvação.

O Rev. Augustus Nicodemus certa vez escrevera sobre os simbólicos atos proféticos, ele registrou lucidamente:

“Uma vez que não temos mais profetas e apóstolos, que eram os canais destas revelações infalíveis, não temos mais estes atos proféticos que acompanhavam ocasionalmente tais revelações”. [1]

Disse ainda:

“Portanto, para mim, estes “atos proféticos” atuais e profecias encenadas nada mais são que uma tentativa inútil – para não ser crítico demais – de imitar os profetas e apóstolos, na mesma linha destes que hoje reivindicam, em vão, serem capazes de fazer a mesma coisa que aqueles fizeram.”[1]

Quanto a “Transferência de Geração” que Lucinho tentou respaldar, faço-me valer do texto do Pr. Robson T. Fernandes onde ele prontamente combate a pobreza hermenêutica do Pastor da Lagoinha. Leia:

O argumento utilizado para se defender a “Transferência de Geração” é de que existe uma promessa em Joel 1:3, em que são citadas cinco gerações, sabendo que uma geração dura em torno de 40 anos. Além disso, afirmam que um país só é considerado como tal após a sua independência, e como a independência do Brasil só ocorreu no dia 7 de setembro de 1822, a promessa de Deus é conduzida até meados dos anos 1980. Os defensores deste pensamento afirmam especificamente o ano de 1982. Então, essa geração de 1982 seria a responsável por promulgar um santo jejum, convocar uma assembleia solene, congregar todos os anciãos e todos os moradores da terra para a Casa do SENHOR e clamar à Ele (Joel 1:14).

O primeiro problema com o argumento utilizado é para quem foi destinada a promessa de Joel 1:3. Para quem o Texto está falando? O contexto do livro de Joel diz respeito a devastação da terra por uma dupla praga, de locustas [3] e seca. Então, a promessa de Joel é de que se o povo de Israel voltar à adoração do Deus verdadeiro, a sua terra será restaurada, tanto da praga dos gafanhotos como da seca. Portanto, essa profecia diz respeito às pragas derramadas sobre o próprio povo de Deus por sua apostasia, na época de Joel. Dessa forma, se o fundamento para a transferência de Gerações, praticada pelo Diante do Trono, é o texto de Joel, então esse grupo está confessando publicamente a sua apostasia, assim como foi com o povo do profeta Joel.

O profeta Joel alerta o povo de que essa praga não deveria ser esquecida, e, por isso, precisava ser relembrada às gerações futuras para que estas gerações entendessem que ela era a representação de um juízo ainda maior no porvir. Se esta praga foi terrível, o Dia do Senhor será muito mais (Jl 2:1-11). Portanto, o que deveria ser lembrado às gerações futuras era o derramamento do juízo de Deus, que não tem nenhuma relação com a suposta Transferência de Gerações.

O segundo problema com o argumento utilizado é que não há nenhuma evidência bíblica de que uma geração dure 40 anos, como essas pessoas desejam. [2]

Queridos leitores, tantos os subversivos quanto os contrariados com nosso texto, pensemos: quão fraco é o respaldo dado pelo Pr. Lucinho. Fico a pensar, por que há tantos rituais tentando enfeitar a beleza da Cruz de Cristo, ou tantos atos que buscam complementar a perfeita obra de Jesus? Que Lucinho possa repensar suas convicções quanto aos “Atos Proféticos” e a tal Transferência de Geração, sempre lembrando naquilo que o autor de Hebreus nos adverte sobre os antigos modos de Deus falar e se relacionar com o seu povo: pois todavia, agora Deus nos fala por um ato profético absoluto e definitivo, a encarnação em Jesus Cristo (Hb 1:1-3).

Sendo assim, rememoremos os dois únicos atos simbólicos que o Senhor Jesus determinou ao seu povo, e cuja mensagem é fixa e imutável: o batismo e a ceia do Senhor,  de modo que eficazmente tais atos ilustram e simbolizam nossa união com o Salvador. O que passar disso, não é recomendação bíblica e sim invenção de homens.
Deus se revelou em Jesus Cristo, ele viveu entre nós e transmitiu presencialmente a sua Palavra. Todos os atos proféticos, simbólicos e dramatizados convergiram na realidade do Cristo, no livre acesso ao Pai, na complementação do Canon Sagrado e na substituição dos ritos judaizantes e velho testamentários.

Termino relembrando que a Reforma Protestante nos legou uma vitória sobre as simbologias católica romana e sobre a autoridade papal, isto significou um contentamento total sobre as Verdades das Escrituras. Portanto, que a Escritura seja o centro e não mais “atos e teatros”.

Me valendo das palavras do Rev. Augustus Nicodemus, concluo indagando: “Se alguém não entende a fala de Deus registrada claramente na Bíblia vai entender através do simbolismo ambíguo de gestos e encenações de gente que alega falar no nome dele? “[1]

Que Cristo em nós seja o mais belo “ato profético” para esta geração!!

Sola Scriptura!

***

Fontes:

[1] NICODEMUS, Augustus. Atos simbólicos no Espírito.

[2] FERNANDES, Robson. O que são Atos Proféticos.

Antognoni Misael, músico e blogueiro. Na co-edição do Púlpito Cristão.

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5 COMENTÁRIOS

  1. Paz.
    Acompanho com assiduamente o Púlpito Cristão.
    Gostaria apenas de avisar que esse texto não foi publicado pelo Pr. Lucinho no facebook. Vocês retiraram esse texto de uma FANPAGE e indicaram como sendo uma explicação do próprio Lucinho. Isso não é correto. Vocês desceram a lenha no cara quando na verdade provavelmente foi alguma pessoa sem qualquer conhecimento Bíblico quem postou isso. Não estou defendendo o ato do Pr. em si, mas se formos analisar cada uma das postagens do Pulpito Cristão levando em consideração explicações de qualquer pessoa que não seja o próprio envolvido, acabou a credibilidade do site.

    Em amor. Deus nos abençoe.

  2. É muito fácil julgar as atitudes dos outros né, a gente não consegue nem pregar o evangelho pra nossa família, e estamos querendo julgar alguém que teve coragem de se levantar. Conheço pastor Lucinho, como seria Maravilhoso se todos os cristãos tivessem essa sede de Deus como ele tem.Podem falar mal, bem. Deus sabe quem ele é, e é isso que importa.

  3. Eeeeee povinho….
    Ngm nunca viu um ato profetico na igreja ne… todo mundo adora mete o pau em quem não gostam. Vamo para de so xinga os outroa vamo ocupa a cabecinha vamo???

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