A Psicologia Ajuda ou Atrapalha?

4
1535
Want create site? Find Free WordPress Themes and plugins.
Por Augustus Nicodemus

Um dos conflitos mais persistentes e agudos no ministério pastoral é aquele relacionado com o uso da psicologia no aconselhamento e na cura de almas. O cuidado da alma, ou a “cura d’alma” como era chamado o ministério de aconselhamento no passado, sempre foi visto como parte integrante do ministério pastoral. 
De fato, esse trabalho era visto como uma extensão do ministério da Palavra, uma chance de pregar a Palavra de Deus de forma individualizada, instruindo, repreendendo, corrigindo e educando o crente de forma personalizada, sensível ao indivíduo e as circunstâncias e vicissitudes da vida. 
Hoje, o campo do aconselhamento, da psicoterapia e da “cura d’alma” tem sido transformado em campo de batalha. A psicologia secular a-religiosa, ou anti-religiosa, procura excluir o pastor do cuidado da psique, até mesmo sugerindo que a fé é um dos complicadores dos problemas psicológicos. Por outro lado, alguns pastores erroneamente aceitam a declaração de guerra e rejeitam a psicologia in toto, afirmando que uma visão bíblica invalida qualquer reflexão psicológica (anti-psicologia). E ainda alguns outros, pastores, psicólogos e psiquiatras cristãos acham que uma mistura entre os preceitos bíblicos e o conhecimento psicológico possibilita uma síntese (integração) que capacita tanto os pastores quanto os psicólogos para maior êxito. Talvez grande parte da discussão pudesse ser esclarecida se lembrássemos de alguns pontos chaves: 
(1) Toda problemática humana nos relacionamentos com o próximo e consigo mesmo tem como pano de fundo a relação com Deus. Sendo assim, a tentativa de entender e ajudar o homem nas questões da alma, do coração, sem levar Deus em conta, sem considerar o que a revelação diz a respeito do homem e de seus problemas é fadada ao insucesso. 
(2) Isso não significa que as observações e as perspectivas das psicologias não devam ser aproveitadas. Tal aproveitamento, entretanto, não pode ser uma mera síntese, uma mistura, ou uma integração, pois correríamos o risco de acabarmos com uma teologia pastoral psicologizada, como tem ocorrido muito em nosso tempo, ou uma psicologia pseudo-científica e teologizada. 
Existe uma alternativa que evita estes perigos. Primeiro, reconhecer que só a Palavra de Deus oferece um retrato acurado do homem, em seu estado original (antes da queda), em seu estado atual (decaído e atormentado pelo pecado) e nas possibilidades de seu novo estado como ser redimido e progressivamente conformado à imagem do varão perfeito, Jesus Cristo (o padrão de uma alma, ou psique, saudável). 

Assine o Blesss
Segundo, reconhecer que só a Palavra de Deus estabelece os meios e os processos mediante os quais as pessoas podem ser auxiliadas na aplicação da Redenção nas diversas áreas de seus relacionamentos com Deus, com o próximo e com elas mesmas. 
Terceiro, reconhecer que as observações e a sabedoria acumuladas mediante os esforços daqueles que se especializam em observar o comportamento e as dinâmicas da alma humana podem e devem ser aproveitados para o enriquecimento da prática pastoral do aconselhamento, desde que devidamente reorientadas pelos pressupostos e preceitos da Palavra. 
Por fim, lembremos que a única paz completa e permanente que poderemos experimentar é aquela prometida por Jesus Cristo, “deixo-vos a paz, a minha paz vos dou” (Jo 14.27), a qual só se manifestará plenamente em sua vinda e no seu Reino.
***
Augustus Nicodemus é teólogo, escritor, conferencista e escreve no Ó temporas, Ó mores. Texto publicado em seu facebook.
Did you find apk for android? You can find new Free Android Games and apps.

4 COMENTÁRIOS

  1. Lá no céu deve ser maior silêncio. Lá não ha glórias,louvores,exaltação ao Senhor. Até os anjos são postes e mumias paraliticas.Fico pensando o porque de Jesus realizar o primeiro milagre num casamento e não num cortejo fúnebre. Jesus deve ser um Deus calado,parado e triste.Ou deve ser igual a delegado da policia federal. A igreja primitiva era composta de crentes alegres e cheios de Deus. Um casamento deve ser sempre comemorado com alegria e muita festa, ainda mais quando e na presença do Deus criador da familia. Não dá pra entender o que rola na cabeça de crentes tão frios e insensíveis. Porque os tradicionais perseguem tanto os pentecostais?

  2. Vejo sempre o pulpito cristão e vejo bastante coerencia nas materias, dessa vez achei que estão exagerando querendo achar algo ridiculo nesse casamento, é como bem disse o sr. geraldo casamento é alegria, pessoal do púlpito cristão vejam bem o que publicam, abçs.

  3. Sou totalmente contra aos extremos. Porém, é melhor um pentecostal entrar contando um hino como esse no casamento, que um crente gelado convidar cantores mundanos para abrilhantar o casamento.

SUA RESPOSTA

Por favor, faça seu comentário
Por favor, coloque seu nome aqui