Tendo um coração exercitado na ganância (2Pe 2.14)

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coracao ganancia avareza 2pedroPor T. Zambelli
Nenhuma igreja local que eu conheço sobrevive sem doações por parte daqueles que nela congregam, de recursos para sua manutenção. Pode ter ela a bandeira que for, inclusive, pode até não ser uma igreja, mas outro tipo de construção religiosa como templo, sinagoga, etc.
É bíblico a doação de recursos. A Palavra de Deus ensina o modus operandi e a motivação do correto proceder. No entanto, falsos mestres, pessoas que estão no meio da comunidade de cristãos, são profissionais da ganância e usurpam especialmente de crentes sem solidez na fé bíblica para seus prazeres egoístas.
O apóstolo Pedro, em sua segunda epístola, descreve várias características do falso mestre, que de forma alguma, em suas palavras, deixará Deus o enganador escapar de Sua santa justiça. Uma de suas descrições é exatamente esta: [Os falsos mestres] têm o coração exercitado na ganância (NVI). Outra versão diz: tendo o coração exercitado na avareza (ARA).
A palavra grega traduzida por exercitado (gegymnasmenēn) da origem à palavra portuguesa “ginásio.” Tais pessoas “malham” (fazem musculação) na cobiça, treinam, praticam, aguçam suas habilidades gananciosas. Albert Barnes escreveu com sucesso ao dizer que o uso da religião é uma forma fácil de se enganar alguém para obtenção de dinheiro. Ao orientar as pessoas à corrupção e controlar sua consciência, os falsos mestres têm tudo às suas mãos. Sobre a ideia do texto, ele diz:
“A ideia aqui é que essas pessoas fizeram isso o seu estudo e tinham aprendido as maneiras pelas quais os homens poderiam ser induzidos a participar com o seu dinheiro sob pretextos religiosos. Devemos sempre estar atentos quando os declarados professores religiosos proporem algo que tenha muito a ver com dinheiro. Embora devamos estar sempre prontos para ajudar toda boa causa, devemos nos lembrar que os homens sem escrúpulo e indolentes muitas vezes assumem a máscara da religião para que possam praticar suas artes na credulidade dos outros, e que seu verdadeiro objetivo é a obtenção de seus recursos, não para salvar suas almas.” (CD-ROM E-Sword. Albert Barnes’ notes on the bible.)
Não me surpreende ver tantas pessoas em igrejas lideradas por professos cristãos que possuem tão evidente a característica do profissionalismo em ganância. Eles são convincentes e não necessitam de muito para seduzir pessoas a ofertarem em prol de suas ambições egoístas (ou demoníacas), apesar de disfarçadas (como geralmente são as tentações).
É a falta da principal fonte do conhecimento a respeito de Deus que deixa as pessoas tão vulneráveis. No final do capítulo um da carta de Pedro, ele afirma ser a Escritura a mais importante fonte de se conhecer a Deus, inclusive mais que sua pessoal experiência; no caso citado a transfiguração de Jesus (1.17-18). No início do capítulo dois, falsos mestres ensinavam baseados em outra fonte que não a Escritura. Enquanto a verdadeira fonte é movida pelo Espírito Santo (1.21), a falsa fonte é movida pela avareza (2.1-3).
Concluindo, atente-se à Palavra de Deus. Não seja inocente ou ignorante para negligenciá-la e desaperceber o tipo de liderança de sua própria igreja. Uma parcela da igreja brasileira que eu não sei mensurar com precisão, mas dizer que está muito presente na mídia, é composta por líderes cujas características se assemelham como dos falsos mestres, em destaque à ganância.
Uma última dica, dado pelo próprio Jesus. Note o conteúdo da pregação do falso mestre: “Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? Então eu lhes direi claramente: ‘Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal!’” (Mt 7.22-23.) Além da mensagem ser recheada de mentira, milagres e expulsão de demônios marcam os cultos de tais igrejas.
***
T. Zambelli é Bacharel em Educação Física pela UNICAMP, é também mestre pelo Seminário Bíblico Palavra da Vida (SBPV) em ministério com famílias. Mora na Paraíba desde 2010, quando foi enviado como pastor pela Igreja Batista Cidade Universitária de Campinas (IBCU)  para integrar a equipe da Missão Juvep com o intuito de ajudar na área de ensino, discipulado e comunicação. Edita o blog Todah Elohim.

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2 COMENTÁRIOS

  1. O artigo é como o perfume com uma mosca dentro.No final exibe um ódio e preconceito contra os Dons do espírito Santo,que o próprio Jesus prometeu.E isto é tão condenável quanto enganar pessoas para ganhar dinheiro.A passagem em questão não fala que a expulsão de demônios,milagres e profecia são embuste.Muito ao contrário,a ênfase esta em USAR DA MENSAGEM PARA PRATICAR INIQUIDADE!!Visto que mesmo sendo verdadeira a mensagem,todavia fazem uso dela para sua própria cobiça.Tanta exegese para induzir as pessoas ao seu próprio modo de pensar ao invés de ficar com a ESCRITURA!Já encheu!!

  2. O problema é quando você faz o esforço para congregar querendo ouvir e aprender da palavra de Deus, e isso não acontece.Sei que não é exatamente isso que o post quer tratar, pois onde a palavra é pregada genuinamente talvez seja onde há menos presença dos membros.Não é atoa que as igrejas tradicionais tem apelado para campanhas, profetas e "me engana que eu gosto", realizndo assim o fenômeno que citei acima.
    Morando em uma cidade pequena e sem opção, não há outra escolha a não ser desigrejar ou abraçar o "esquema" religioso e fingir que tá tudo bem.
    A paz.

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