A falta de Envolvimento Social na Igreja Brasileira e o desabafo de Antonio Carlos Costa

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favelaPor Antognoni Misael
Há pouco se cogitou um presidente evangélico, festejou-se o crescimento apontado pelo IBGE em relação ao número de evangélicos na nação, comemorou-se o avanço do segmento gospel na música e sua presença na mídia, assim como andaram dizendo por aí que o país estaria passando por um avivamento.
Pois é, muito se fala ainda em avivamento no Brasil. Mas não passamos nem por perto!
Não há discordância de que almejamos um avivamento no Brasil, assim como uma espécie de Reforma. Entretanto, como bem pensou Francis Shaeffer, esses dois eventos não são isolados um do outro. A Reforma nos propõe um retorno ao ensino da Bíblia e o avivamento nos indica uma relação apropriada com o Espírito Santo. Isto significa dizer que, os grandes momentos da História da igreja vieram quando estas duas qualidades entraram simultaneamente em ação fazendo com que os irmãos experimentassem a doutrina pura e a igreja conhecesse o poder do Espírito Santo.
Falar de avivamento e reforma é falar do padrão ideal que Deus quer de nós: Jesus Cristo. O nosso mestre além de levar nossos fardos de pecados naquela terrível cruz, também passou a maior parte de sua missão aliviando a dor do pobre, do excluído social, do esquecido. Portanto, não temos dúvida de que a igreja brasileira precisa urgentemente despertar neste sentido, a saber que estamos numa nação tida como a 6ª economia do mundo, mas com a maior população carcerária do planeta, o 8º na maior desigualdade social onde o negro é a imensa maioria do pobre, sem falar do altíssimo grau de corrupção enraizado em nossa estrutura política o que faz de nossa saúde, segurança e educação um vexame sem fim.
Meus irmãos como ficar indiferente a essa disparidade econômica brutal de nosso país? Como não nos incomodarmos com a calamidade que assola ao nosso redor? Como haver avivamento sem que de alguma forma sejamos relevantes para esta nação? Se somos mais 22% da população, por que temos sido um fracasso nas áreas da ação social e participação efetiva em questões humanitárias? Como está sendo traduzido este amor que declaramos ter ao próximo?
Amigos leitores, os grandes avivamentos como os ocorridos na Grã-Betanha, Escandinávia, por exemplo, além de redundarem na salvação de milhares culminou na prestação de um socorro ao pobres e aflitos. O teólogo Howard A. Snyder (pesquisador de Estudos Wesley no Seminário Tyndale em Toronto, Ontário 2007-2012) registrou o seguinte a respeito de John Wesley e o avivamento em sua época:
A migração para as cidades criou uma nova classe de moradores urbanos pobres nos dias de Wesley. A Revolução Industrial caminhava a todo vapor, alimentada pelo carvão. Ao pregar para os carvoeiros de Kingswood, Wesley estava alcançando os que foram mais cruelmente vitimados pela industrialização. Porém, a reação dos carvoeiros foi fenomenal, e Wesley trabalhou sem parar para manter o bem estar espiritual e material deles. Entre outras coisas ele abriu clínicas gratuitas, estabeleceu uma espécie de cooperativa de crédito e abriu escolas e orfanatos. Seu ministério se estendeu para incluir os mineiros de chumbo, operários de fundição de indústria siderúrgica, estivadores, peões de fazendas, prisioneiros e mulheres que trabalhavam nas indústrias. [SHAEFFER, Francis. Um manifesto cristão. Pag. 192]
Snyder conclui dizendo que Wesley estava convencido de que “o ato de confrontar publicamente a impiedade e a injustiça, que inundam a nossa terra como um dilúvio, é uma das maneiras mais nobres de confessar Cristo em face de seus inimigos”.
O pastor Antonio Carlos Costa, Reverendo presbiteriano, fundador da Ong Rio de Paz tem trabalhado no sentido de advertir a igreja brasileira para esta realidade. Recentemente ele tem conhecido o que chama de “Rio Underground” e se dedicado a fazer missões nas favelas cariocas dando voz aos que não tem voz e visibilidade aos invisíveis. Para ele, o tripé da igreja é este: reforma, avivamento e envolvimento social – estes não podem estar separados!
Acompanhe abaixo um desabafo de Costa em uma de suas pregações sobre a missão da igreja para o progresso do evangelho em nossa nação.

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Conheça o trabalho do Rev. Antonio Carlos Costa acessando seu site PALAVRA PLENA e informe-se sobre como contribuir com seu trabalho a frente da Ong Rio de Paz, caso deseje.
Púlpito Cristão.

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1 COMENTÁRIO

  1. Palavra tremenda! Ainda existe quem prega a verdadeira mensagem da cruz. O avivamento virá no dia em a igreja se converter do material para o espiritual.

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