"Granja do Hillsong": alta produção em terra tupiniquin

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granja-animais-aves-morremPor Antognoni Misael
Não venho aqui desmerecer o Ministério do Hillsong. Acredito na relevância deste grupo. Pelo pouco que sei e li, aqueles irmãos têm feito um trabalho piedoso e cristão naquele país, Austrália; além disso, já li informações de que a Darlene Zschech, principal ministra de louvor, é uma serva humilde, sincera, e com uma boa formação bíblica. (indico o post do Nelson Bomilcar sobre a Darlene e Adoração Extravagante)
O Hillsong não é o problema da questão, até por que eu os ouço e conheço muitas de suas canções… O que venho comentar nesta minha breve análise é a infeliz proliferação de ‘grupos de louvor’ e bandas que são verdadeiros clones (mal feitos) dos autralianos.
Em uma de suas canções João Alexandre escreveu: “(…) e mais um ídolo importado dita as regras para nos escravizar” [É proibido Pensar]. Falando-se do Hillsong, eu tenho minhas dúvidas – será que eles realmente querem nos “escravizar” ou cercear? Recentemente, em um culto na Igreja Batista de Campina Grande-PB, o próprio João Alexandre comentou sobre a escola de música da Hillsong na Austrália, e disse que um amigo próximo lhe revelou sobre o apreço que os cristãos australianos têm com a nossa música: “sabe o que eles estudam lá nas aulas de harmonia? – Garota de Ipanema! (Bossa Nova)”, disse o João na palestra. Já o Pr. Nelson Bomilcar, em um Congresso de Adoração (2008 em Pau D’alho-PE) comentou sobre a Darlene: esta em uma de suas vindas ao Brasil teria ficado encantada com a diversidade musical e questionado sobre o porquê de não haver tanta ênfase aos nossos sons dentro de nossas igrejas. No mínimo, estranho! Por estas e outras, não acredito que o Hillsong goste de ser (mal)“clonado”.
Entristece-me visitar as muitas igrejas e encontrar centenas de cópias do “Hillsong” cantando louvores distorcidos, com frases mal traduzidas, musicalidade viciada e ministros despreocupados com a naturalidade na adoração. Muitas das vezes a performance, as roupas, a guitarra quase ao chão, são esteticamente a forma convencional de tentar serem “compreendidos” e aceitos. Além do mais, há uma injustificável desculpa de muitos ‘ministros’ que afirmam que tocar estilo A ou B na igreja não faz sentido porque esta não “gosta” de tal modelo de canção por não conhecer; já outros músicos dizem que o rock estilo Hillsong é muito fácil, prático e de refrão de rápida assimilação. Corro o risco de pecar em dizer isto, mas às vezes penso que há muita preguiça nessa garotada nova, que não separa nem um pouco de tempo pra estudar mais que quatro tipos de acordes, ou ouvir música para além das rádios desse mundo gospel.
Todos que acompanham o grupo Diante do Trono sabem da grande influência do Hillsong no ministério deles. Pois então… nos últimos anos é notória a mudança no formato musical do DT na tentativa de ser uma espécie de filial Hillsong tupiniquin – deixaram para trás aquelas dezenas de musicistas, os metais, os corais, etc. e tal. Está evidente que as texturas das canções do DT seguem as dos Hillsong, sem falar nas tantas canções traduzidas.
Tudo isto não é muito legal. Nessa “granja” australiana em solo brasileiro, não param de nascer “pintinhos” que desejam pular como “cangurus”!
Ponho-me a propor: vamos equilibrar mais a coisa, concordam? Precisamos de uma geração mais ousada, que ame a criatividade, que busque a identidade própria, que se libertem do julgo do modismo; precisamos de músicos que gostem do estudo musical, que se esmerem no instrumento, que abandonem o vício de canções de quatro acordes, que fujam do popular comercial e amem o conteúdo bíblico junto com a contextualização; precisamos de ministros que temam a Deus e não se prendam em querer parecer com a Darlene, Valadões ou algo do tipo. Sejam vocês mesmos! Orem como quem ora no quarto secreto! Cantem como se Deus fosse o seu principal público (como se deve ser), pois tudo é para ELE. Façamos a adoração sem a obrigatoriedade da falsa performance, do contrário, nos derramemos na presença dEle sem que se necessite de aceitação de grupos, líderes ou público. Que o Hillsong seja apenas mais uma das tantas referências musicais na Eclésia! Quando Cristo é o nosso desejo de semelhança, cai-se ao chão a necessidade de se parecer com o “astro” fulano, ou cicrano.
Não podemos dar as costas para a imensa diversidade musical que Deus nos agraciou. Quantas nações queriam ter o privilégio dessa enorme diversidade musical? Falando-se em música cristã, não quero ter a triste infelicidade de constatar que a maioria de nossos “franguinhos” ainda prefere ser subdesenvolvido!
***
Antognoni Misael, com ironia, mas sem perder a ternura. Do Arte de Chocar para o Púlpito Cristão.

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13 COMENTÁRIOS

  1. MANISTÉRIO ANTROPOFÁGICO DA POESIA MUSICADA CRISTÃ NO BRASIL

    (Publicado em abril de 2010 em http://reflexoesmusicagospel.blogspot.com.br/p/manisterio-antropofagico-da-poesia.html)

    “A poesia reside nos fatos”, já dizia Oswald de Andrade. Desde a Hillsong da Zona Sul à Vineyard de Inhanguetá. Todos fatos eclesiásticos musicais brasileiros.

    É desse ponto que parte esse manistério. Duas palavras. Dois manifestos inspirativos por base conjunta.

    O Brasil pobre e o Brasil rico (A classe média foi embora com o Lula). A carne-de-sol e o filet mignon. Dos ministros de música populistas aos ministros que se viram para o público.

    É então que vemos o erro musical cristão; O colossal erro “gospel”. O “gospel” é um termo que designa originalmente um estilo musical. E foi importado.

    Uma música sacra. Uma música crente. Uma música importada.

    É necessária uma nova perspectiva. É necessário resistir à “importação da consciência enlatada” por si mesma. É necessário um Manistério Antropofágico da Poesia Musicada Cristã no Brasil.

    Afinal, “só a antropofagia nos une”.

    Comamos o “gospel”. O “gospel” precisa morrer! O “gospel” comercial mesquinho das gravadoras e das rádios precisa ser devorado por uma nova leva de artistas que queiram uma nova música cristã no Brasil.

    E pensar que estamos 85 anos atrasados no processo…

    Quanto à música de além-mar, esta devoraremos aos poucos, saboreando a carne e lembrando que passa a ser parte de nós e será absorvida pelo organismo. Ao “gospel”, decretamos morte imediata nos nossos caldeirões ferventes e comendo-o o mais rápido possível, sabendo que será em boa parte, e enfatizo boa parte, lançada no solo quando o defecarmos por completo.

    Portanto, que a Hillsong da Zona Sul não mais coma enlatados australianos apenas, mas o coma junto com uma cebolinha verde ou um tempero da terra. Que a Vineyard de Inhanguetá não coma mais enlatados da língua inglesa apenas, mas os coma junto com um azeite de dendê.

    Enfim, sejamos Pau-Brasil e antropófagos ao mesmo tempo. É possível. Um novo ministério, um Manistério. Duas palavras, dois manifestos inspirativos por base conjunta.

    À cara do Brasil, à cara da antropofagia, à cara da miscigenação, à cara das diversas cores de um povo. Pau-Brasil. Antropofágico.

    Sim à poesia musicada cristã e não ao comercial efêmero “gospel”.

    Um Manistério. Um Manistro?

    Será que estou sozinho por aqui?

  2. Ótimo texto, um pouco cômico (rsrsrsrs), mas perfeito na mensagem que quer passar.
    Realmente é muito difícil ligar a rádio ou comprar um CD nos dias de hoje, porque ou tem regravações demais, ou músicas adaptadas à La Hilssong, ou os dois. E quando um artista lança um CD que não é voltado pra essa onda (como o recente CD Liberta-me da Fernanda Brum, que tem lindas canções congregacionais) é criticado.
    Tenho saudades de grupos como Vencedores por Cristo, que eram autênticos em seu estilo e cantavam o Brasil, a bossanova, os sotaques brasileiros…

    Deus abençoe!!

  3. Pra mim,o problema não é só ritmo brasileiro.O Brasil não tem mensagem alguma a dizer a ninguém.Nem no mundo secular e nem na igreja brasileira.Qualquer música de hoje não reflete nenhuma questão da vivência humana.Coisas com "é bate o pé","esse cara sou eu".E como ouvi recentemente o "sertanojo" é uma praga sem remédio.A mentalidade do povo brasileiro é totalmente alheia às questões da existência e identidade nacional.Os anos 70 foram a última oportunidade para se construir uma unidade cultural,mas agora já não é possível.Estamos caminhando para uma convulsão social,com a igreja intimidada e sem mensagem alguma.Falar em lucidez musical no Brasil é uma utopia!Se nas coisas essenciais,somos decepcionantes como povo,imagine o que pode sair dos nossos "artistas"!!!

  4. concordo. Eu tbm havia pensado nisso. A musica gospel ta tudo muito "igual" cadê o cantico novo? e tb percebi q DT mudou mesmo. Trompetes,corais e quase uma orquestra e agora uns riffzinhos e traduções. Um pop rock estranho copiado de bandas tipo Jesus culture e Hillsong e ñ é só DT. Sinto falta de canções antigas…das essencias dA ADORAÇÃO

  5. O Povo brasileiro perdeu a criatividade a muito tempo.
    Agóra só querem musicas prontas, é a preguiça instalada esperando que Deus faça tudo e nós só na boa esperando o agir de Deus.

  6. O melhor ministério do brasil é o trazendo a arca porque prioriza ainda os arranjos apelões e vc vendo as composições deles vc ver mais bíblia.Tenho muito carinho pelo DT mais hj se tornol uma copia de Jesus culture e Gatewey. A proposta do dt hj é tocar o que da certo e o que agrada a nossa querida imprensa.

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