A SALVAÇÃO PARA A IGREJA CONTEMPÔRANEA

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Por Samuel Torralbo
É percebida a diferença de consciência, motivação e pregação, na vida dos discípulos, entre o período pré-pentecostes e o período pós-pentecostes. No período anterior a descida do Espírito Santo, os discípulos haviam caminhado, ouvido, presenciado os milagres, acompanhado a crucificação e avistado Cristo Jesus já ressuscitado durante quarenta dias.
As últimas palavras que os discípulos ouviram do Mestre foram: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.” (Atos 1.8), e a última imagem foi relatada pelo escritor de Atos dos Apóstolos: “E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos.” (Atos 1.9).
Porém, mesmo depois de toda experiência vivenciada com Cristo Jesus, o objetivo da primeira reunião dos apóstolos após a ascensão de Cristo foi para tratar de assuntos de caráter organizacional e institucional: “E, lançando-lhes sortes, caiu a sorte sobre Matias. E por voto comum foi contado com os onze apóstolos.” (Atos 1.26), ao mesmo tempo em que, a pregação do apóstolo Pedro teve como conteúdo a traição de Judas Iscariotes: “E naqueles dias, levantando-se Pedro no meio dos discípulos (ora a multidão junta era de quase cento e vinte pessoas) disse: Homens irmãos, convinha que se cumprisse a Escritura que o Espírito Santo predisse pela boca de Davi, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam a Jesus;” (Atos 1.15,16).
Em que teria se tornado a Igreja, caso o Espírito Santo não tivesse descido e socorrido os discípulos? Certamente que, estaria fadada a se tornar uma confraria de homens que se reuniriam apenas para discutir assuntos institucionais e pregar sobre as fraquezas do seu semelhante.
Após o dia de pentecostes a mudança foi radical na liturgia e na pregação da igreja primitiva, a ponto de o segundo sermão do apóstolo Pedro (após a descida do Espirito Santo) se tornar um modelo clássico de pregação bíblica a ser observado e seguido por todos aqueles que anunciam o Evangelho de Cristo Jesus.
Em sintese, quando a igreja não se reune mais para adorar a Cristo, ou para pregar o evangelho, certamente é uma das evidências de ausência do Espirito Santo. De modo que, caso a igreja contemporânea deseje continuar relevante em sua missão e preservando sua identidade em Cristo Jesus, certamente precisará diariamente da presença gloriosa do Espírito Santo assim como aconteceu na igreja primitiva.
***
Samuel Torralbo é teólogo e há muito tempo é colaborador do Púlpito Cristão. Escreve em seu blog Pessoal. Acesse clicando aqui.

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6 COMENTÁRIOS

  1. O texto bate no ponto fundamental do problema das igrejas de hoje – falta de busca pelo direcionamento do Espírito Santo.
    Simples, porém objetivo.

  2. Concordo plenamente com o que foi dito. Atualmente muitas igrejas se esqueceram de que é o Espírito Santo que deve conduzi-la e não os assuntos, decisões ou apoio secular! Que Deus continue vos abençoando neste trabalho!

  3. Me perdoem o vocabulário, mas a salvação para a igreja é muita vergonha na cara, punição severa para envolvidos em escândalos de corrupção, exclusão de crente vagabundo e aí por diante.

  4. Essa foto é uma enorme e gigantesta contradição.
    Está colocada ai para reforçar o texto, para dar corpo ao texto e exemplificar um enorme culto, um enorme congregar, que é o pilar central dos artigos do Senhor Torralbo, que apesar de ser eu critico dos seus escritos, tenho que admitir que ele defende bem suas convicções e não posso dizer que ele está 100% errado, como da mesma forma não seria correto dizer que está 100% certo, mas certo poderia dizer, é o fato de que preferivel ele, senhor Torralbo, defender o congregar, mesmo que o colocque acima da natureza livre do evengelho, que do contrário, defender coisas meramente relativistas que produzem estragos a medio e longo prazos.
    Mas a foto, a foto é impressionante na minha cabeça e é um "texto" a parte, pois me pergunto o que tem um homem para dizer a tanta gente dentro de um extrutura dessas? E me lembrei que foi lá que o cantor deu seu "testemunho" e testemunhos é algo que eu não compreendo bem, feito da forma que são feitos.
    Para o testemunho "correto", via de regra, é preciso contar uma historia, ter um roteiro, as vezes uma trilha sonora e toda a multiplicidade oral de um filme. Isso pra mim não é testemunho, não só o do cantor, mas nenhum que segue esta linha, pois passa a ter tom de romance, ou comedia, ou drama ou um pouco de cada, mas nada ou quase nada de realidade evangelizadora, movedora de coraçoes, tranformadora de verdade e no finalainda precisa produzir algum movimento exterior de preferencia barulhento senão o testemunho não teve valor.
    E volto na foto convicto de que o ser humano consegui ajuntar tantos em lugar tão grande para não dizer nada, absolutamente nada, reproduzindo ao quadrado elevado a alguma potencia gigantesca os mesmos resultados de uma igreja de 60 lugares, ou seja, nada vezes nada.

  5. A igreja de hoje deveria se converter ao Senhor Jesus Cristo e não aos privilégios oferecidos na política e nas badernas promovidas por animadores de plateia e gigolôs que adoram visitar as viúvas (RICAS) e porque não dizer até mesmo as saborosas que sustentam os caprichos de certos espertalhões.
    Em que dia Jesus foi aplaudido em suas pregações, ou foi convidado para dar uma palestra por políticos?
    Jesus é homofóbico ou racista?

  6. Eu adoraria pertencer a uma igreja como essa ai da foto. Igrejas grandes são benção, assim ninguem se mete na vida de ninguem pq ninguem conhece ninguem.

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