Na moral… ou imoral?

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Por Lourenço Stelio Rega
Uma grande rede de TV brasileira lançou há poucas semanas um programa semanal noturno que pretende ser um fórum de diálogo especialmente sobre questões éticas ou morais. A propaganda incentiva os espectadores à reflexão e busca de definição neste tão importante campo da vida cotidiana, pois as questões no campo da ética sempre se fazem presente na agenda de discussões por toda parte, desde uma conversa entre pessoas comuns até nos principais meios massivos de comunicação do mundo.
Aliás, esta semana eu falava para meus alunos de ética e bioética que todo mundo tem ética. Sem dúvida eles estranharam, pois é normal ouvirmos a menção de que “fulano não tem ética”, especialmente nesta época em que os “mensaleiros” estão sendo julgados pelo STF. Aproveitando a ocasião, utilizei esse mesmo time para provar que todo mundo tem ética. A ideia foi provar que o ser humano por natureza foi criado como um ser ético, isto é, a natureza humana inclui a eticidade. O ser humano foi criado como um “ser que decide”, um ser volitivo e responsável, portanto. Sempre decidimos, mesmo que você afirma que não decidiu nada ainda a respeito de algo, na realidade decidiu não decidir, pois uma não-decisão é uma decisão (a de não decidir)!
Veja que todo mundo então tem ética ou é ético em termos de sua própria natureza humana. A questão não é esta, mas qual a fonte, os referenciais, os fundamentos da ética de cada um. Os “mensaleiros”, por exemplo e ao que tudo indica, se valeram da ética utilitarista em que os fins justificam os meios. Se votos podem ser obtidos por “doação” de dinheiro, então assim se faça. Na ética utilitarista tudo o que dá certo é certo e, portanto, deve ser feito. Claro que se você segue referenciais cristãos terá uma ética cristã. Os existencialistas terão uma ética existencialista, etc. Assim, sempre há ética, o mais importante é o seu atributo, isto é, qual a sua fonte de verdade.
Voltando ao programa citado no começo. A ideia é bem interessante e instigante não fosse o apresentador implicitamente mobilizar o público presente a aplaudir alguma atitude compatível com os pressupostos do programa sobre determinado tema que está sendo lançado. Por exemplo, há alguns dias o programa foi sobre o casamento gay. Desde o começo o apresentador levava o público ao delírio quando trazia ao programa pessoas que viviam na condição ou relacionada com o casamento gay. Em outras palavras, em vez de levar o público presente e os telespectadores à reflexão os induzia a acreditar que a posição favorável ao casamento gay era a correta.
Na publicidade durante o dia o programa convida ao debate e à reflexão, mas nada disso faz, pois impinge, manipula e domina os telespectadores a acreditarem que a posição tão bem conhecida da emissora e dele são a pura e cristalina verdade. Não há discussão, não há especialistas que debatem os fundamentos do tema, que discutem os prós e contra.
Por exemplo, o fundamento que o programa se valeu para induzir o público de que o casamento gay é aceitável e correto foi a busca da felicidade. Um artista, protagonista do apresentador do programa, afirmou que a felicidade é um direito de todos e se a opção pela homossexualidade faz a pessoa feliz, nada há contra.
Ora, todo estudioso de Filosofia sabe da discussão e incertezas surgidas ao longo da história sobre o estabelecimento da felicidade como referencial de verdade ética e moral.
Se a felicidade é o referencial seguro da verdade ética, então o sadismo, masoquismo, pedofilia, corrupção, tráfico de drogas, homicídio poderiam ser justificáveis se seus praticantes alegassem que se sentem felizes com estas práticas. Vejam o absurdo.
Outro sofisma que o programa utiliza é taxar de preconceituoso todo mundo que discorda. Há uma distância muito grande entre preconceito e convicção e é isso que os “amantes” da homoafetividade não conseguem entender ou não querem aceitar. Por isso mesmo, eles é que podem ser considerados radicais, preconceituosos, autoritários. Estamos hoje vivendo a ditadura da imposição ética nietzschiana em que a “vontade de potência” como um vulcão deve ser o guia da verdade além do bem e do mal. Querem que todos abandonem suas convicções para se submeter às suas convicções. E é isso que o programa “Na moral” faz. Com essa manifesta dominação ideológica da emissora será que o que temos mesmo é uma atitude descaradamente imoral???
***
Fonte: Observatório Batista, via Ministério Beréia.

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6 COMENTÁRIOS

  1. Distintos irmãos, graça e paz!
    Não seríamos justo desconhecer que a Rede Globo de Televisão, a famosa "Vênus Platinada do Jardim Botânico", ainda presta alguns serviços úteis à população brasileira.
    No entanto, a mencionada emissora, a nosso ver, é a que mais se destaca no que se refere a dar apoio a tudo que vai de encontro à ética existencial.
    Assim sendo, ela é a maior prestadora de desserviço às famílias desse país em matéria de princípios morais.
    A respeito do programa "Na Moral",apresentado pelo Pedro Bial, muito embora somente tenhamos assistido duas vezes, para que pudéssemos fazer um juízo de valor de como o mesmo seria conduzido, sinceramente, chegamos à seguinte conclusão:"grande parte da plateia se comporta como vaca de presépio e papagaio de pirata".
    Melhor dizendo, aplaude todas as"pérolas", para não dizermos besteiras ditas pelo apresentador ou seus convidados.
    Aliás, não esqueçamos que a ética predominate nos debates é a "circunstancial", isto é, muda como camaleão, tudo para agradar os personagens em tela.
    Por isso, acreditamos que se algum convidado tiver, de verdade, compromisso com a Palavra de Deus e com o Deus da Palavra, correrá o risco de ser interrompido no ar, por não querer se submeter à imposição da ditadura global.
    Que pena, hoje em dia como nunca, vemos "cantores gospel"e outros evangélicos, beijando a mão da sereia, muitos desses servindo de gozação do público, mas o importante é passar na telinha.
    Em Cristo,
    Tadeu de Araújo

  2. Os personagens do programa, seus participantes, trabalham a etica que norteia seus ambientes existenciais, , ou seja, como o autor diz, todos somos eticos, mas é importante entender que trabalhamos a nossa etica a partir do meio que vivemos, dos objetivos que temos e das referencencia proprias de cada individuo/grupo, nossa etica existe e é exercida sempre a partir do referencial, ela (etica) depende dele.
    Como eu não assito televisão precisei ver o video motivo do texto para entender melhor.
    Eu penso que a televisão se basea em duas coisas, interesses de grupos e psicologia humana. Na primeira ela divulga e introduz opinião e conceitos de maneira subjetiva, na segunda ela sincroniza com o psicologico humano para te-lo aberto a manipulação e efetivação da primeira intensão.
    Na vida cotidiana, tudo funciona assim também, e vem de todos os lados inclusive do meio religioso sofismático.
    O meio artistico não põe a mão em cumbuca, o meio filosofico/artistico também não, quem quer ser bem visto e joga pra plateia, idem, então quem está por trás das cameras trabalha sua etica nestes termos e sempre será assim.
    Vivemos tempos confusos, não mais dificeis ou mais fáceis que outros, mas tempos confusos, onde bases biblicas são usadas para respaldar mentiras em grande escala, onde a psicologia do ser humano é minuciosamente analizada para se enxertar meias verdades, criando ambientes sociais e existenciais altamente relativizados desprovidos de bases concretas.
    Há criticas necessárias e há criticas que não pura perdad e tempo, nós cristãos temos que discernir isso. Temos que ser mansos e prudentes de forma equilibrada. Temos que exercer nossa etica a partir de Cristo, sem opressão e com sabedoria. Só que infelizmente estamos cheios de rabis a nossa volta e esquecemos que há somente um Mestre.

  3. Perfeita a denuncia do texto; enganando/iludindo que vão fazer um programa para informar/discutir, eles querem mesmo é doutrinar – criar oportunidades televisivas de propagar a agenda esquerdista anticristã!

    Abraços
    Orlando
    souteologico.blogspot.com

  4. Amados irmãos, não podemos deixar de lembrar os maravilhosos exemplos que as novelas globais ensinam aos filhos de que não tem outra opção.
    Se vc quer aprender como possuir mais de uma mulher, adultério, sexo no namoro, ódio, revolta, desntendimentos, vingança e tudo que alegra o coração de um povo que tem como texto Áureo a célebre fras apostólica atual:"Tem nada haver".
    Parece-me que de estado para estado, a cultura moral é bem difrenciada, algumas famílias principalmente dos crentes, ainda temos pais consientes e libertos da provincianas faltas de ética.
    Algumas denomunações medievais já excluiram o novo testamento que evidentemente tem atraplhado o curso ético de vários pregadores libertinos desprovidos totalmente de ética, moral, vida espiritual edignidade, pois os mensaleiros gospel jamais foram ou serão chamados para explicar como podem ser tão sujos e dotados de uma legião de demônios, o que vem se arrastando principalmente entre os doutores na carne que se auto-consagraram em suas igrejas, assim nos afirma o apóstolo em II Pe 02, nos 3 primeiros versículos, o que seria fundamental se os (evangélicos) se encorajassem em ler.
    Os mensaleiros do mundo não fetam a igreja de Jesus Cristo, mas as igejas dos homens e pricipalmente as medievais, aquelas que com correntes enferrujadas vagam pela terra travestidas de mocinha.
    A ética perdeu a referência…

  5. Muito infeliz essa comparação feita no texto entre homossexualismo com crimes como o estupro, homicídio, pedofilia, tráfico e roubo. Sou heterossexual, por isso posso falar tranquilamente sem que vocês achem que estou lutando por uma causa minha, pessoal. A questão da sexualidade é muito complexa e vai muito além do que cabeças não-pensantes tenham uma definição tão radical com relação a qualquer expressão da condição sexual humana. Como religiosos, vocês deveriam lembrar do que Jesus falou por DIVERSAS VEZES: NÃO JULGAIS! Se ser hetero, homo ou bi for pecado, que cada um responda pelos seus atos. Quando eu me ponho no lugar de Deus e julgo, também estou pecando. Vocês não se tocam? Vocês não são obrigados a aceitar o diferente, mas deve respeitá-lo e, se é pecado, que eles respondam. Se estão fazendo mal, é a eles mesmos. Diferentemente do crime e da agressão à outras pessoas, que loucamente foi citado aqui, fazendo uma comparação, como já falei, INFELIZ.
    Agora uma coisa que me intríga bastante: Por que os religiosos (Protestantes e Católicos) têm tanto ódio aos homossexuais? O ódio, a intolerância, a apologia ao crime contra essas pessoas vem de Deus? Cadê o amor ao próximo? Cadê a prudência e vigilância constante para não julgar os outros, principalmente àqueles que não praticaram CRIME algum? Se eles prestarão conta dos seus atos, também prestaremos por julgá-los. Acho que falta sabedoria por porte de pessoas que se dizem cristãs, pois Cristo não se alegra disso. Desse jeito aí, não tem como vocês falarem dos Mulçulmanos e Islâmicos, pois estão sendo IGUAIZINHOS a eles. Senhor Jesus, perdoe a esses insanos, pois eles não sabem o que fazem e são contraditórios, não seguindo o que o Senhor tanto falou aqui na Terra. Amém.

  6. Bem gente Admitir que eles vão prestar contas a Deus é admitir um julgamento.O critério deste julgamento é a palavra de Cristo.Se Cristo aprova este procedimento então não há o que temer.Todavia falar do que se não conhece é julgar sem legitimidade.O que foi exposto no post é que o programa não é imparcial,antes manipula os argumentos em favor de um ponto de vista ,e isto nós não podemos admitir.Seria o mesmo que sepultar a razão.A paz!!

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