Série Neopentecostalismo Cartoon: Os Vegetais

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Por João Rodrigo Weronka
Chegamos ao fim da série de artigos Neopentecostalismo Cartoon. Recordando de modo rápido, falamos sobre relativismo (A Fuga das Galinhas), dominação em massa e modismos (Pink e o Cérebro), falsa piedade e ingenuidade (O Fantástico Mundo de Bobby) e coronelismo e endeusamento de líderes (O Caminho para El Dorado).
Falei sobre problemas crônicos presentes no meio nepentecostal, mas que não são restritos a este movimento. As causas dos problemas são muitas, mas sem dúvidas a mais evidente é a ausência de um compromisso real e profundo com o conhecimento das Escrituras Sagradas.
Fato é que vivemos uma crise de identidade na eclesiologia e teologia, fruto da semente do relativismo e da fácil abertura que as igrejas dão para modinhas. A novidade (que nem é tão nova) é a propagação da Teologia Relacional (Teísmo Aberto) por lideranças renomadas.
Ano após ano, mês após mês, novidades aparecem por aí, com aparência de piedade, mas que destilam um perigoso veneno no meio cristão. Seus arautos estão sempre dispostos a condenar a ortodoxia, sob as mais variadas e pífias justificativas.
Finalizando esta série, não vou falar sobre problemas em si, mas sobre algo que é essencial ser resgatado na igreja de nossos dias: o trabalho apologético. Tomo por base o simpático desenho animado “Os Vegetais”, que pelo simples fato de trazer mensagens cristãs facilita – e muito – o escopo deste ensaio.
Os Vegetais
Estava assistindo este desenho com minha filha e me atentei a um episódio onde se narrava a história de Sadraque, Mesaque e Abdnego e Nabucodonosor. Ao término da estória, abordada de modo bastante lúdico para facilitar a compreensão dos pequenos, me surpreendo com uma canção extremamente apologética. Cito abaixo a versão cantada em português e as legendas, que tomam por base a versão em inglês (o destaque negrito é meu):

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a) CANÇÃO EM PORTUGUÊS:– Eu me lembro e guardo

– E guardo, e guardo

Aquilo que aprendi, aprendi

– Eu sei que Deus

Deus vai te sustentar

– Deus vai te sustentar

– E quando te pedirem para fazer o que é errado, aquilo que você não acha mesmo legal, é só lembrar, da lição da Escola Dominical

Ah, isso é verdade

(…)

– Eu me lembro e guardo

– E guardo, e guardo

Aquilo que aprendi, aprendi

– Eu sei que Deus

Deus vai te sustentar

– Deus vai te sustentar

b) LEGENDAS EM PORTUGUÊS (BASE NA CANÇÃO EM INGLÊS):– E me lembro de defender 

Defender, defender

Aquilo em que acredito, acredito

– Deus…

Ele sempre ajuda

– Ele está sempre comigo

– Quando todo mundo disser que nenhum careta é benquisto, lembre-se do que aprendeu na Igreja de Cristo, e saiba, meu chapa, que a Bíblia é o nosso mapa

Você sabe que é verdade

– Disseram para defender

Defender, defender

Aquilo em que a gente acredita, acredita

– Deus…

– Ele sempre ajuda

– Quem não o evita

Defenda

– Defenda, defenda

Aquilo em que acredita, acredita

– Deus…

– Ele sempre ajuda

– Quem não o evita

– Ele vai te ajudar

– Vai sim!

Como fiquei feliz ao ver esse tipo de demonstração teológico-apologética num desenho infantil!
Achei muito positivo transmitir tal mensagem, mostrando aos pequenos a importância de manter a convicção de fé diante de circunstância adversas e defender a fé e os ensinamentos relacionados a fé, outrora aprendidos.
Lembrei-me de imediato do relato mencionado por Judy Salisbury, que nos momentos em que estava com sua filha de apenas 8 anos no carro, ambas desfrutavam do momento ouvindo debates do Dr. Walter Martin (um dos maiores apologistas cristãos contemporâneo) e “Em Defesa de Cristo” de Lee Strobel [1]. E antes que os fideístas de plantão condenem a mamãe Judy, leiam seus motivos na obra conforme mencionado na nota. Judy Salisbury fez o que muitos de nós ainda pecam em não fazer, ela está “Criando um clima apologético no lar”.
Não pretendo chover no molhado, mas fazer como o apóstolo Paulo: repetir as mesmas coisas sem cansar:

“Resta, irmãos meus, que vos regozijeis no Senhor. Não me aborreço de escrever-vos as mesmas coisas, e é segurança para vós. (Fp 3.1)”

Amigo leitor, faça como a canção no desenho… defenda sua fé! Defenda aquilo que você aprende na igreja (desde que seja um ensino saudável), aquilo que você aprende na Escola Bíblica (seja dominical ou não). Aprenda a Bíblia, invista em obras teológicas sérias (procure seu pastor e se afaste do liberalismo e relativismo teológico), e se tiver dúvidas sobre um bom livro para comprar e ler, eu sou seu servo em Cristo, e ao seu dispor para ajudar e indicar algo proveitoso e edificante [2].
Minha oração e apelo é que todo cristão se empenhe nesta tarefa. E como sei que no meio do povo de Deus existem aqueles chamados para o trabalho apologético, oro para que se prontifiquem para tal! Professores, obreiros, diáconos, pastores! Somos servos neste trabalho e precisamos agir para enaltecer o Evangelho e promover uma cultura cristã profundamente bíblica.
Isso não é slogan, muito menos receita de sucesso, mas eu apelo fica: seja um influenciador e promova esta cultura em sua congregação. Fará bem para você, para seu irmão e para o Reino de Deus.
Continuemos, pois, a defender a fé entregue aos santos, expondo a razão da esperança que há em nós!

NOTAS

[1] SALISBURY, Judy. Criando um clima apologético no lar. In ZACHARIAS, Ravi e GEISLER, Norman. Sua igreja está preparada?. Rio de Janeiro: CPAD, 2007. p.97

[2] Contate o autor deste artigo pelo contato@napec.net
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João Rodrigo Weronka é editor do NAPEC e colaborador no Púlpito Cristão.

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2 COMENTÁRIOS

  1. a paz do Senhor!
    adorei sua materia, serve pra gnt aprender um pouco mais da igreja de Cristo. obrigada!
    agora gostaria q vc me indicasse alguns livros evangelicos bons.

  2. Para muitos é errado censurar escândalos.Muitos defendem com unhas e dentes certos "lobos".Não sei como seria se Paulo falasse contra alguns hoje.Penso que é preciso falar incansavelmente,combatendo todo tipo de heresias.E porque não começarmos ensinando nossas crianças?Elas,muito cedo,estão expostas a todo tipo de porcarias,quer ditas evangélicas ou seculares.Aliás,pouca diferneça há,visto que ambas prestam um grande desserviço as famílias.

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