A UNÇÃO DO MARKETING E O PODER DA MIDIA NA IGREJA

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Por Samuel Torralbo
Caso, os profetas ou apóstolos bíblicos vivessem em nossos dias, detectariam uma sórdida e maligna realidade – a unção do marketing e o poder da mídia no ministério – onde algumas portas se abrem, e oportunidades surgem somente quando nos tornamos coniventes com um sistema religioso viciado e deturpado, financiado por uma cultura que valoriza o condicionamento e o espetáculo religioso.
Tenho consciência de que, muitos daqueles que se utilizam do poder da mídia e da unção do marketing, declaram que manifestações e expressões como deste artigo são provenientes de pessoas que queriam estar falando para as massas e por não conseguirem criticam e denunciam. Quero deixar claro primeiramente que, não sou contrário a utilização da mídia para a propagação do evangelho, porém, qualquer pessoa que deseje ter sucesso neste panteão de sincretismo e misticismo religioso vendido através da mídia, basta seguir o seguinte método – 1) abandone o temor do Senhor, 2) negocie a sua consciência para atingir seus objetivos egocêntricos, 3) esteja disposto a qualquer negócio para chegar onde desejar, 4) manipule a palavra de Deus e a fé das pessoas, que certamente, será um grande candidato para ser um showman religioso das massas ávidas pelo auto engano.
De modo que, é muito fácil se tornar um fenômeno religioso dentro de qualquer contexto, basta seguir as regrinhas básicas da dissimulação, picaretagem e malandragem. Sendo assim, logo cedo, os escoteiros da escola de Balaão, descobrem que precisam ter acesso a canais de televisão, negociar horários em determinados eventos “missionários”, ser conivente com o erro de lideres para viabilizarem a promoção e o sucesso ministerial.
É deplorável observar o povo financiando um sistema que manipula a fé, vende apetrechos místicos, trocam notas ungidas de R$ 5,00 por R$ 50,00, e que procuram fazer de Deus um garçom de bênçãos.
É triste encontrar lideres e pregadores que não se prostituiram com o espírito da avareza religiosa, padecendo necessidade, não encontrando oportunidades, e tendo suas vozes sufocadas pelos gritos e ruídos da apostasia.
Torna-se uma tarefa árdua detectar nesta babel de consumo religioso, o inicio deste financiamento profano. Seria o povo ou a liderança o propulsor deste sistema? Normalmente a liderança convive com a cobrança de atender as demandas do povo, enquanto que, os liderados esperam dos seus lideres decisões que viabilizem suas vidas. É comum ouvir líderes falarem – Se não fizermos assim (no sistema de sincretismo e misticismo), perdemos os membros, ao mesmo tempo em que, encontramos dois tipos de liderados – os ávidos pelo autoengano e os sedentos pela verdade, que buscam uma liderança que comunique o Evangelho puro e simples. De modo que, sempre nos depararemos com a seguinte questão – o povo é o que o líder ensina, ou o líder é o que o povo anseia?
Em busca desta resposta é interessante observar que na história do povo de Deus (Israel), o autoengano e o sincretismo religioso se manifestaram em consequência de algumas motivações – 1) apostasia da liderança em relação aos mandamentos divinos, 2) deturpação espiritual por causa de interesses pessoais egoístas, 3) influência negativa de culturas pagãs, 4) atrelamento do sagrado com o profano, 5) enrijecimento do coração do povo em relação a vontade divina, 6) Juízo divino – quanto Deus pune o povo deixando de enviar a sua palavra e seus profetas.
Deste modo, compreendemos que, enquanto o chamamento de Deus para a liderança é de extrema responsabilidade com a verdade, o conselho divino para o povo é que obedeçam a verdade. Porém, existindo a deturpação da verdade por parte de cada ou de ambos os lados (lideres e povo), no tempo oportuno, Deus sempre corrigiu os envolvidos e cumpriu a Sua vontade soberana.
Porém, mesmo sabendo de que tudo está no controle divino, ainda existe – 1) o lamento por detectar que nesta hora o financiamento do autoengano é maior, do que a divulgação do evangelho genuíno, 2) a dor em observar o aumento sistemático dos condicionamentos e adestramentos da fé, no objetivo de financiarem as vontades e propósitos de alguns setores religiosos, 3) a tristeza de ver homens e mulheres de Deus sendo isolados e rechaçados para não falarem a verdade, enquanto que, a palha é promovida, comercializada e viabilizada através de diversos veículos de comunicação.
De modo que, resta a dadivosa esperança que jamais calará – MARANATA – VEM SENHOR JESUS!
***

Samuel Torralbo é pastor, pregador e colaborador no Púlpito Cristão .

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4 COMENTÁRIOS

  1. Agora também virou moda os pastores e líderes usarem as redes sociais para mostrar que o culto da igreja foi sensacional, que o evento tal vai ser imperdível, que Deus moveu durante o show do fulano, etc, etc.

    Puro marketing para encher igrejas!

    Parece que os cultos e eventos cristãos de hoje em dia só são bons se estiverem super lotados.

    O evangelho virou meio que um espetáculo de teatro, cheio de personagens e caricaturas.

    E quem pensa diferente é colocado pra escanteio pela liderança, acusado de estar "fora da visão".

    Na minha opinião, a responsabilidade é dos líderes, pois o povo segue suas supostas "revelações" e "visões" recebidas de Deus.

    Mas ainda acredito que muitos não irão se vender.

    Vamos ficar firme na palavra gente!

  2. Pastor Samuel!Tu escreves bem pra chuchu!Mas o que fazer nesta situação?A figura dos pastores foi deturpada pelo próprio anseio de agradar as pessoas,e mostrar para o mundo que somos "normais"e antenados.Não somos quadrados(das antigas,né?),somos contextualizados!Na verdade,não queremos nos identificar com aqueles que não recebem o respeito devido,por causa da aparência.Pobreza,ignorância,Falta de condições sociais,moradia roupas, etc moldam o nosso tristianismo(sim,tristianismo),e ainda não mudamos isto.A palavra está sendo invalidada pelos pastores que não se levantam com atitudes contra isso.Que fazer?

  3. Nos parece que para alguns pastores e pregadores,as qualificaçoes dos "aspirantes" ao ministerio tão bem esplanadas pelo apostolo Paulo nas cartas pastorais,foram banidas ou jamais existiram,qualidades como desapego ao dinheiro,pacifico…não preocupado com cargos e posições,mais que isso nunca tentando brilhar mais que Cristo,é claro que a culpa destes oportunistas(no mau sentido mesmo)é grande ,mas Paulo não colocou a culpa toda nos maus obreiros,basta olhar pra 2tm4:3 .Um abraço a todos na paz de nosso Senhor Jesus.

  4. Há uma grande diferença entre igreja de Cristo e puleiro dos anjos, ou demos.
    Na igreja de Cristo, o Senhor é Deus, na igreja dos carnais, fica lotado de bodes e cadaum é mais cheio de si do que o outro.
    Em igreja de apóstolo deus é um capacho frívolo, o que for determinado pelos homens, o paimonha opera.
    Em igreja consagrada por Deus, todos são iguais diante da majestade divina.
    O povo é quem gosta de escolher, entre o Senhor Deus ou o camundongo rei da prosperidade.
    Aqui no Brasil o que dá dinheiro é, cervejaria, politica, futebol e igreja Mamongélica.
    Tudo o que edifica a fé dos surtados em um deu$ pateta.
    Vem aí as eleições municipais, com essa época tão adorada e venerada pelos cartolas da fé, o mensalão dos pastores de bodes vão deitar e rolar na grana oferecida pra vender os votos da igrejola do $enhor pai do circo de horrores.
    Mt 10;08 – II Pe 02:01 a 03 – I Tm 06:-1 a 12…

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