Hippies, porcos e a Igreja institucional

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Por Maurício Zagari

O escritor George Orwell é muito conhecido por seu livro 1984. Nele, apresenta a famosa figura do Big Brother: a personificação de um Estado totalitário que, graças a um recurso tecnológico, consegue investigar a vida privada de cada cidadão. Mas o melhor e mais fascinante livro de Orwell não é esse: chama-se A revolução dos bichos. É um texto extremamente interessante e que nos nossos dias tornou-se altamente aplicável a uma parcela da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, como abordarei mais à frente.

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Numa fazenda dominada por homens, os animais se revoltam, expulsam os humanos e tomam conta dos negócios, numa tentativa de romper com o modelo institucional que havia até então. Cada animal passa a, em teoria, ter um papel igualitário ao dos outros, embora com funções diferentes. Numa parede escrevem o estatuto da nova comunidade:

“Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo.
O que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo.
Nenhum animal usará roupa.
Nenhum animal dormirá em cama.
Nenhum animal beberá álcool.
Nenhum animal matará outro animal.
Todos os animais são iguais.”

Me perdoem, mas vou contar o final da história. O tempo vai passando. Aos poucos, o inevitável acontece: um segmento da comunidade de animais, no caso, os porcos, começa a dominar a fazenda, impondo fardos pesados aos companheiros (patos, cavalos e outros). Dia após dia, eles se aproximam mais do que os humanos opressores eram tempos antes. Os porcos passam a se portar exatamente como os antigos proprietários da instituição: vestem-se com roupas de gente, fumam charutos, bebem álcool e ao fim acabam andando sobre duas pernas (patas). O desfecho do livro reserva a grande lição: na parede onde se leem os mandamentos dessa instituição que era para ser anti-institucionalizada, alguém faz um remendo na última norma: “Todos os animais são iguais – mas alguns são mais iguais do que os outros”.

A fábula, escrita com brilhantismo por Orwell, simplesmente reflete um fenômeno natural ao gênero humano: por mais que as pessoas busquem romper com as hierarquias e viver fora de instituições, as hierarquias sempre encontrarão um caminho para se reestabelecer e qualquer agrupamento social virará uma instituição. Isso é um fato da vida e um fenômeno tão natural como gelo derreter ao sol. Por isso, quando vejo a enxurrada de irmãos em Cristo que se lançam numa cruzada contra a Igreja institucional, inevitavelmente me lembro de A revolução dos bichos. Pois o que acontece nessas comunidades é exatamente o que ocorre na história do livro.

Na igreja

Para que esta reflexão faça sentido, temos que abrir um parêntese aqui e esclarecer o básico: o que é uma instituição? Vamos ao dicionário: “instituição” é “organização, estrutura”. Opa, isso já nos dá uma pista. Por essa definição, a Igreja institucional seria um agrupamento de cristãos em que a manifestação de seu relacionamento e culto a Deus se dá numa estrutura organizada. Eis o que caracterizaria uma igreja institucional: uma comunidade de pessoas que compartilham da mesma fé e que montam uma estrutura (com hierarquias, estatutos, liturgias etc) para que possam manifestar sua fé em Jesus Cristo de modo organizado.

A caminhada do indivíduo para fora de um modelo tradicional de igreja geralmente começa quando cristãos sinceros se chateiam com algo que está presente na congregação. São razões as mais variadas (umas legítimas, outras não), como discordâncias do pastor, ofensas ou frieza da parte de outros membros, cultos que não agradam ou coisa que o valha. Então esses irmãos abandonam sua antiga igreja e decidem que vão viver a fé cristã de modo supostamente desinstitucionalizado, seja em casa ou, como é mais comum, em comunidades alternativas – uma igreja doméstica, um pequeno grupo ou uma comunidade mais “livre”.

Em princípio é só alegria: uau, um modo de viver a fé sem a opressão ou os grilhões da instituição! Acreditam até alguns que estão vivendo de modo mais parecido com a Igreja primitiva. Mas aquele que tem uma visão mais sagaz já percebe que os porcos não tardarão a andar sobre duas patas.

Inevitavelmente, toda comunidade supostamente não-institucional acaba tendo líderes, o que é um traço de uma igreja institucional. Também acaba estabelecendo datas e horários de reuniões, o que é um traço de uma igreja institucional. Há ainda a especificação de formas de ação, o que é um traço de uma igreja institucional. Sem falar que as reuniões seguem sequências de eventos (lamento informar, mas isso é uma liturgia), o que é um traço de uma igreja institucional. E não podemos esquecer que muitas dessas igrejas que não se dizem igrejas têm CNPJ e, se você quiser abrir uma filial dessa “comunidade”, terá de pedir autorização formal e legal ao seu dono (não, Jesus não detém os direitos legais do CNPJ). Ou seja: qualquer tentativa de se fazer uma igreja não-institucional mais cedo ou mais tarde descambará para a institucionalização desse organismo. Fato: a desinstitucionalização da Igreja é uma utopia.

Esses irmãos – sinceros em suas intenções, faço questão de ressaltar – acabam, então, vivendo sua fé numa nova forma de instituição. Um pouco diferente da antiga igreja de onde vieram. Mas igualmente litúrgica, hierárquica, organizada e, desculpem ofender, institucionalizada. O fato de não pertencer formalmente a uma denominação, não ter um templo próprio ou ter uma liturgia em suas práticas diferentes do modelo mais comum não quer dizer em absoluto que aquilo não é uma instituição. Um bife pode virar estrogonofe no dia seguinte, mas não deixará de ser carne. É o que acontece.

Começa então um trabalho de autoconvencimento por meio da semântica. Para se sentirem melhor, dizem que não congregam mais em “igrejas”, mas sim em “comunidades”. Que não vão mais a “cultos”, mas a “encontros” ou “reuniões”. Que não têm mais “pastores” ou “líderes”, mas “irmãos mais experientes na fé”… Mas na essência é absolutamente igual! Assim, esses irmãos, felizes, passam a se convencer de que agora vivem numa comunidade mais apostólica, mais próxima da Igreja primitiva, esquecendo-se de que a Igreja primitiva era tão problemática como a de hoje. Basta ler as epístolas do NT. Basta ler as sete cartas às igrejas de Apocalipse. Quem ignora todos os descalabros e problemas que havia na Igreja primitiva deveria ler com mais atenção o NT e estudar as razões que levaram Paulo, Pedro, João e os outros autores canônicos a escrever suas cartas. E o que havia lá há cá: pe-ca-do!

Lembro-me de um movimento que tinha uma proposta muito similar à dos cristãos que querem acabar com a Igreja institucional: os hippies. Eles queriam soltar-se das amarras da sociedade institucionalizada, viver em liberdade, paz e amor e tal. Mas o movimento hippie acabou, os ex-hippies amadureceram, viraram homens de negócios e pais de famílias bem caretas e deixaram como legado uma sociedade mais depravada, libertina e pecaminosa. Ou seja: o legado do movimento hippie para os nossos dias (nem mesmo acabar com a guerra do Vietnã eles conseguiram) é ruim, uma má influência. E, lamentavelmente, a igreja anti-igreja corre um enorme risco de ir pelo mesmo caminho. E não percebe isso.

Muitos líderes mais visíveis das igrejas anti-igreja têm websites, possuem “comunidades” com CNPJ, vendem seus livros, pedem doações, têm horário para suas pregações, estabelecem liturgias sim (repare que suas transmissões via web ou coisa parecida sempre seguem o mesmo modelo) e fazem tudo de forma institucionalizada. Mas seu discurso é anti-Igreja institucional. Com isso, o grande problema é que não contribuem com absolutamente nada para a causa de Cristo – apenas satisfazem seus seguidores ao dizer o que eles gostariam de ouvir. São como os “porcos” (no sentido orwelliano, ressalto. Não tenho nenhuma intenção aqui de ofender ninguém, por favor, que isso fique claro) que já andam sobre duas patas, fumam charutos e vestem roupa de gente.

Conclusão

A cruzada anti-igreja institucionalizada é o caminho? Não, não é. Simplesmente porque todas essas comunidades são também instituições, apenas com formas de agir novas. Com dialetos e sotaques diferentes, mas apenas mais do mesmo. E em todas elas habita o verdadeiro problema, o grande vilão da história: pecado. Esse sim é o bicho-papão. Onde há pecado, os porcos vão sempre andar sobre duas patas e pessoas continuarão a ser magoadas, feridas e ficar chateadas com outros irmãos. Isso é inevitável. E acreditar que mudar os nomes das coisas e começar a se reunir em quintais e salas de estar em vez de santuários “institucionais” vai mudar isso é de uma ingenuidade atroz.

É óbvio que uma igreja institucional que se preocupa mais com a estrutura do que com as pessoas é uma instituição falida. Uma igreja institucional que funciona como uma empresa para sustentar a família do pastor ou que em vez de conduzir as ovelhas ao aprisco as conduz ao abatedouro tem sérios problemas de saúde. Uma igreja institucional que perdeu a espiritualidade, a simplicidade e o senso de discipulado é uma casca oca. Mas, por favor, entenda, isso não tem nada a ver com o fato de ela ser institucional. Tem a ver com o distanciamento de seus integrantes de Deus, com a perda de intimidade com o Senhor, com o esfriamento da fé. E isso pode acontecer em qualquer modelo de igreja. Seja ela “organizada” ou “desorganizada”.

Cristãos que perdem seu tempo precioso combatendo a Igreja institucional em vez de proclamar Cristo e pregar contra o pecado estão sendo tão úteis para o Reino de Deus como os hippies que fazem miçangas para vender na beira da praia são para a revolução social. E enquanto esse tempo é perdido, almas estão indo para o inferno, porque os que se chamam pelo nome do Senhor estão se perdendo em vãs discussões.

George Orwell estava certo. Expulsamos os homens da fazenda. Mas em seu lugar pomos apenas modelos novos da mesma coisa – só que com uma maquiagem diferente.

Paz a todos vocês que estão em Cristo (seja na Igreja institucional, na igreja dos anti-igreja ou em qualquer outro modelo em que o Corpo de Cristo se reúna para adorá-lO em espírito e em verdade).

***
Maurício Zágari edita o blog Apenas. O autor não tem preocupação em ser popular; contenta-se com ser verdadeiro.

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51 COMENTÁRIOS

  1. Ótimo texto. Só não entendi uma coisa: pela definição de igreja institucional que você citou, deu a entender que a Igreja primitiva era uma. Qual a sua ideia sobre isso? A igreja primitiva já era institucionalizada?

  2. O mesmo vale para o outro lado:

    “Cristãos que perdem seu tempo precioso combatendo a Igreja anti-institucional e os ‘desigrejados’ em vez de proclamar Cristo e pregar contra o pecado estão sendo tão úteis para o Reino de Deus como os hippies que fazem miçangas para vender na beira da praia são para a revolução social. E enquanto esse tempo é perdido, almas estão indo para o inferno, porque os que se chamam pelo nome do Senhor estão se perdendo em vãs discussões.”

    A questão, ou melhor, a solução é simples:
    Sem amor, tanto a instituição quanto a “desinstituição” são sem valor.

    “Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo amor.” (Gálatas 5:6)

    PS: Moderação, o meu post anterior estava com erros de português. Republiquei o mesmo com as correções. Peço que apague o anterior. Obrigado.

  3. Luciana,

    Nao exatamente institucionalizada. Na verdade, esse tipo de assunto, cada um defende o seu lado, dificilmente ambos sabem chegar em um denominador comum.
    O fato é que sim devem ter um líder. Um pastor. Deus os instituiu para esta tarefa.
    Enfim, um ponto que devemos chegar é queseja em casas, em igrejas, ou em qualquer outro lugar que as pessoas se reunam pra adorar a Deus e aprender mais do mesmo, alguém tem que ser o responsável pelo ensinamento.
    E nao simplesmente cada um pra si e Deus pra todos.

  4. Acho que tem gente incomodada demais Hein?
    Sou desigrejado, não tenho carteirinha de membro, não tomo "santa" ceia, não tenho dia de cultuar, desconheço qualquer titulo eclesiástico institucional, não defendo bandeira denominacional, não defendo credo de ministério nenhum, e agora o que vou fazer? Sem pastor neste mundo tão cruel? Sem templo para adorar? Sem microfone pra cantar ou pregar? Sem sermão para os irmãos? Sem cantina das irmãs? Sem grupo de panfletagem? Óh céus!! Sem corinhos? Sem o CD gospel do querida banda Luzes do Altar com sua nova canção " Ungidos até os pés"? Sem a escola bíblica dominical que é dirigida pelo Irmão sapato de fogo, ou aquele que é teologo? Que farei sem instituição? Sem ser evangélico templista? Gospel? Martinholuteriano?

  5. Bom, eu acho que está virando um ciclo vicioso,

    Acho que a questão está no que o Sérgio Paulo escreveu e a Luciana perguntou logo a cima.

    O problema parece ser a forma, e pouco se fala do conteúdo, logo estaremos todos como os fariseus olhando se estamos limpos no exterior, e esquecendo o conteúdo que é fundamental. Estamos considerando apenas os problemas de ambos os lados sem refletir nos frutos dos mesmos.

    Uma lição tiramos, é fácil entrar em vãs discussões, apesar de que nesta podemos tirar algumas pérolas.

    Paz na Graça de nosso Senhor, povo leitor do púlpito.

  6. E como ela não seria?
    Se há um grupo de pessoas que seguem um mínimo de organização, já institucionalizou, certo?
    Podem ter saído de um formato de regras existentes, mas inevitavelmente acabam entrando em outro, ainda que mais ou menos rigoroso.

  7. Luciana

    Sim e não, a Igreja é corpo espiritual, institucionalizada é uma satisfação a ser dada ao Estado dependendo do objetivo de tal denominação.

    A Igreja é comunidade de pessoas que se encontram em torno da palavra e fraternalmente compartilham o Pão, o resto é invencionice humana, umas honestas outras com o mero objetivo de se dar bem… entende ?

    Qual era a Igreja de Paulo, Pedro, Tiago, era o encontro em qualquer lugar, seja Jerusalem, Samaria, confins da terra.

    Se 2 ou 3 se reunirem em meu Nome – lembra ?

    O resto é pastor com medo de perder o emprego, pois a maioria não sabem viver de outra coisa a não ser mamar nas tetas da denominação.

  8. " Vou perguntar de-novo: a IGREJA de Jesus Cristo TEM QUE ser institucionalizada"?
    A resposta a essa pergunta é: NÃO. Mas que precisamos trabalhar sob uma estrutura ,isso é procedente. Corpo humano sem ossos fica em pé ? Não. Então precisamos de uma estrutura. O problema é que as novas comunidades qdo nasceram vieram com um discurso de guerra contra as igrejas tradicionais, com uma estrutura pesada e muitos descontentes foram na onda. E hoje? Elas são como os porcos andando sob duas patas.Aqui em Brasília, o líder de nova 'comunidade' que hoje é de porte grande, já matou vários líderes que ajudaram a (a) fundar, o líder fez exatamente o que os outros "velhos" tradicionais fizeram e fazem. Outro líder deixou uma igreja tradicional e fundou a sua nova "igreja" e anda dando coices pra todos os lados em seus companheiros de viagem – um deles morreu recentemente amargurado com a nova liderança que fez com ele o que as velhas estruturas fazem – matam quem discorda.
    Então o que fazer ? O escritor do artigo acima, denunciou o problema mas também não aprsentou uma nova proposta para melhorar os igrejados e os desigrejados.E tudo continua como dantes. A igreja primitiva nasceu institucionalizada e cresceu nesta direção, o Imperador Constantino (não o Nenê Constantino dono da Gol) deu um empurrão na Igreja e até hoje nós continuamos correndo,cambaleando com o empurrão do Constantino. Bem,eu no momento repito o que rei Josafá disse em 2 Crônicas 20:
    Eu não sei o que fazer. Senhor, o que fazer?
    tito from brasilia – com sal e com pimenta.

  9. Um organismo nunca será uma instituição. Ver a Igreja de Cristo como uma prática religiosa é desconsiderar que ela e a personificação da noiva que se prepara para seu amado.

  10. O texto está corretissimo quanto a previsibilidade das coisas, ou seja, larga-se ali, para agregar aqui e tudo se repete. O autor só se esqueceu, ou então eu não vi direito, daqueles que não tem o menos interesse de fazer parte de algo (grupos). A questão não passa só por achar algo ruim, ou se rebelar com este e correr para aquele.
    Eu não tenho o menos interesse, e não me agrego a grupos. Se convidado para um grupo de estudo biblico por exemplo, POSSO, até ir uma, duas talvés três vezes e só. Ahh, vamos fazer uma blits evangelizadora? Vamos, mas não queira me fazer associado da sua igreja depois, senão caiu no esquema da historia do livro, e não é este meu objetivo. Estar com um grupo evangelico seria para mim idenficação, mas permanecer nele, dentro do contexto que eu compreendo para mim, não faz sentido

  11. Pelo que entendi, o artigo diz justamente que os desigrejados (vamos lá, alguns deles) estão focados na forma, e o importante é o conteúdo.

    Noto que muitos dos desigrejados que comentam aqui tem uma visão tão ideologizada da coisa, que partem do principio de que as palavras do autor são interesseiras e mal intencionadas.

    Se compreendi bem o autor, ele disse exatamente o oposto do que eles entenderam. O texto diz que a forma não importa, e que o importante é o evangelho. Os desigrejados leram o texto, e entenderam que estavam sendo atacados.

    Já pensei bastante sobre isso, e agrada-me bastante a idéia de um grupo que se reúna principalmente nas casas (e sem esse esquema militar dos g12). As minhas melhores experiências de aprendizagem da Bíblia se deram em reuniões mais informais. Mas, conhecendo a história dos grupos informais nos EUA, e o caminho que eles trilharam, percebo o risco que o autor citou. Lá, os chamados "cultos", que nasceram como grupos informais, acabaram tornando-se justamente o símbolo de opressão e manipulação. Porque isso aconteceu? Pensei sobre isso, e cheguei a conclusão de que os grupos que tem consciência de que existe a tendência para haver algum grau de institucionalização preparam-se, e tomam providencias para criar mecanismos de proteção contra a opressão. Já os grupos que não tem consciência disso, não tem mecanismos de proteção.

    Nesse sentido, o texto é um bom alerta justamente para que aqueles que buscam um sistema de pouca institucionalização estejam preparados. Não vejo nada de errado numa igreja pouco institucionalizada, e creio que em certas situações esse é o único caminho. As melhores igrejas da China são as igrejas nas casas. E o texto é útil justamente para quem opta por esse caminho, pois mostra que nele também há perigos. Afinal, não precisa haver placa de igreja para haver instituição.

  12. Não sei até que ponto é conveniente a institucionalização, e a Bíblia não é taxativa sobre isso. Pelo que percebo do NT, a igreja primitiva era institucionalizada. Certamente muito menos institucionalizada que as atuais grandes igrejas, mas possivelmente tão ou mais institucionalizada que as atuais pequenas igrejas de governo congregacional.

    Mas num ponto a Igreja primitiva era muito menos institucionalizada que as atuais: Ela não tinha seminários, a formação de mestres e pastores era uma continuidade da formação cristã. Esse é um ponto muito importante, e merece ser discutido em profundidade, para o nosso bem. Creio que perdemos o rumo nesse assunto, há quase dois milênios.
    Gostaria de discutir mais esse assunto.

  13. Gostaria de colocar 6 (seis) pontos:

    1) Nota 0 (zero) para este texto. Porque???? Sem base bíblica nenhuma, pelo contrário, o escritor ressalva o autor várias vezes, para mim isso não serve;

    2) Escrever sobre Deus baseando-se em um livro de um homem "intelectual" é sacanagem, se permite "viajar na maionese" e escrever besteiras.

    3) Religião é uma tentativa frustrada do homem chegar a Deus, Jesus não disse: Ide, fundai uma igreja (religião, instituição) e pregai o evangelho.

    4) A única maneira de nos aproximarmos de Deus é lendo a Bíblia IMPARCIALMENTE, orando, pedindo sabedoria e entendimento.

    5) Ao autor: Você diz que não quer fama, se você realmente tem responsabilidade com a palavra de Deus não escreva mais neste blog e nem no seu, porque é muita colocação de: eu acho, na minha opinião, eu entendo assim….A PALAVRA DE DEUS NÃO COMPORTA ESSE TIPO COISA. NÃO SEJA IRRESPONSÁVEL…

    6) Ao Púlpito Cristão: Sempre li vários artigos muito interessantes, mas com base Bíblica, como que vocês permitem um texto tão vazio assim, acabam de perder um leitor.

    IRMÃOS, VAMOS LER A PALAVRA DE DEUS INCANSAVELMENTE, SÓ ASSIM NOS PROTEGEREMOS DOS FALSOS ENSINAMENTOS.

  14. Se não conseguimos entender e perceber q fazer parte de uma igreja ou "comunidade" organizada em torno da missão e dos princípios cristãos é um padrão estabelecido na Bíblia, então estamos de fato ouvindo somente nosso ego e não a Palavra de Deus! Axo q alguns de nós não estão sabendo nem debater, não preciso nem citar nomes, levar para o lado pessoal e tirar certas brincadeiras é falta de respeito. Estamos debatendo idéias e não julgando pessoas. Se tais pessoas soubessem oq é viver em comunhão numa igreja teriam comportamento diferente. Fato é q a Bíblia nos aponta um rumo e as opiniões de muitos apontam outro rumo. Sigo rumo ao padrão bíblico, não rumo ao q está na moda no momento! O resultado dessa moda é q bem ou mal em breve mtos ministérios novos surgiram, talvez não seja vc, mas alguém q pensa como vc vai acabar fazendo isso.

  15. Luciana,
    1º – Nao creio que os que nao congregam em “templos” sejam específicamente desigrejados.
    2º – Indiretamente, já são instituição.
    3º – É a lei da natureza. Onde tem duas crianças brincando, já existe um líder. Sempre tem um de comanda mais que o outro.
    4º – Paulo sempre deixou um líder em cada cidade que passou. Ninguém ficou ao léu. Acredito ser um exemplo bíblico claro.
    5º – Sinceramente não entendo porque ignoram Ef 4:11 … Onde Cristo sim é a cabeça, mas todo o corpo não fica a desejar.

    Paz….

  16. A Graça e a Paz,
    Tenho a certeza que grande parte entendeu errado o texto. Eu não vi o texto atacando os não frequentadores de igreja. Nem os taxando, mas dando um alerta. Essa questão de que se opõe a instituição é totalmente ilógico se você participa de algum grupo ou até mesmo anda sozinho. Você é uma instituição, pois no seu culto você tem uma ordem, uma forma que você prefere cultua-LO. O que ficou bem claro pra mim é a questão de mudar conceitos. Não estou querendo equiparar, porém acho interessante o exemplo, assim como um ateu se torna contraditório ao usar o titulo, assim também o faz os que são contra a institucionalização. Resumindo, para mim, o texto não discute se é certo ou errado particpar ou não participar de uma igreja, só traz a reflexão de que não participar de uma igreja porque é uma instituição não é uma resposta convincente.
    Em Cristo.

  17. Jonara.

    Desigrejados não estão ao léu, simplesmente porque decidiram abrir mão de uma liderança carnal e temporal para serem liderados tão, só e unicamente por Cristo. Simples assim.

    Faço minhas as palavras de Paulo Sales, que disse: "Eu não tenho o menos interesse, e não me agrego a grupos. Se convidado para um grupo de estudo biblico por exemplo, POSSO, até ir uma, duas talvés três vezes e só. Ahh, vamos fazer uma blits evangelizadora? Vamos, mas não queira me fazer associado da sua igreja depois, senão caiu no esquema da historia do livro, e não é este meu objetivo. Estar com um grupo evangelico seria para mim idenficação, mas permanecer nele, dentro do contexto que eu compreendo para mim, não faz sentido".

    Creio que seja esse o âmago do desigrejado.

    Abs.

  18. Luciana,

    Literalmente, todas as justificativas (pra mim) de um literal desigrejado se resume em: "Ler a bíblia em casa" e, cada um pra si e Deus pra todos.
    Até porque, nem sei como fica a ceia do Senhor neste caso e o batismo nos filhos ou das almas que o mesmo "auto-suficiente" espiritual ganha pra Cristo.

    Agora, se o "desigrejado" se reune com amigos "desigrejados" e mantém comunhao, e aprendem de Cristo untos. Repito, indiretamente já sao uma instituiçao, apenas sem templo. O que pra mim (repetindo denovo) nao sao desigrejados.

    Esse é o denomindaro comum o qual nem todos querme chegar.

  19. Não critico os sem igreja, tampouco o seu desejo de caminhar na fé longe da instituição. O problema é que está se avaliando a situação de maneira errada. Os problemas da igreja existem, não pelo fato da igreja ser uma instituição mas por falha humanas. Os desmandos, a acepção de pessoas, favorecimento e a ascensão de dizimistas com gordos dízimos, a falta de amor e solidariedade, o desconhecimento da bíblia, a inoperância quanto a evangelização, a falta de amor e comunhão, tudo isto são obras da carne. Abandonar a instituição, trará a sensação de paz mas no fundo é seguir o ditado popular: "o que os lhos não vêem coração não sente". É em tempos assim que a igreja necessita de homens e mulheres dispostos a pregar a verdade e colocar o dedo na ferida. Precisa-se urgentemente de profetas, não os de palavra profética mas sim os de atitudes proféticas. Paz do Senhor Jesus a todos.

  20. Que existem muitas coisas erradas dentro da igreja isso é fato, mas não acredito que acabar com a igreja seja a solução, seria como um médico ordenar que o doente fosse sacrificado ao invés de medicá-lo.
    Fico com o irmão Alexsandro do post acima, o problema não é ser ou não instituição, o problema é o pecado que há no homem, sejam outros deuses como o dinheiro, a falta de amor, indiferença, desejo de poder….

    O curioso é ver um irmão que se define como desigrejado se revoltar tanto com um simples texto, afinal, o texto foi contra as regras que ele define como corretas para uma vida cristã, a ponto de nem querer mais ler o blog, mesmo admitindo que sempre leu artigos muito interessantes com base bíblica aqui.
    Será que essa não tem sido nossa conduta em relação a isso? Diante de erros na igreja resolvemos ir embora e não fazer parte mais dela, desconsiderando tantos acertos que a igreja já realizou ao longo dos anos?

    A paz a todos.

  21. Graça e paz, apesar do texto sem longo, gostei tanto que li todo ele, e gostaria de resumir com minhas palavras o que quis dizer o autor do texto: NAO EXISTE IGREJA QUE NAO SEJA INSTITUIÇAO queira voce chamar assim ou nao, pois onde existe uma organizaçao ja se criou uma instituiçao, e aos que se dizem DESIGREJADOS que nao se reunem com outros cristaos para estimular uns aos outros como diz o escritor aos Hebreos, voces nao estao cumplindo sua missao no corpo e nao estao vivendo em comunhao como a biblia nos diz. Deus os abençoe.

  22. Eis um pequeno texto que representa tudo o que penso sobre o assunto. A grande questão não é a instituição…

    QUANDO A IGREJA NÃO É "IGREJA"

    Igreja tem que ser coisa de gente de Deus, de gente livre, de gente sem medo, de gente que anda e vive, que deixa viver…, que crê sempre no amor de Deus…; e, sobretudo, é algo para gente que confia…, que entrega…, que não deseja controlar nada…; e que sabe que não sabe, mas que sabe que Deus sabe…

    Somente gente com esse espírito pode ser parte sadia de uma igreja local, por exemplo…

    Entretanto, para que as pessoas sejam assim seus pastores precisam ser assim…

    Se o pastor é assim…, tudo ficará assim…

    Ou, então, o tal pastor não emprestará a sua vida para o que não seja vida, e, assim, bem-aventuradamente deixará tal lugar de prisão disfarçada de amor fraterno…

    Em igreja há problemas… É claro… Afinal, tem gente…

    Mas nenhum problema humano tem que ser um escândalo para a verdadeira igreja de gente boa de Deus.

    Numa igreja de Deus ninguém tem que ser humilhado…, adúlteros não tem que ser “apresentados” ao público…, ladrões são ajudados a não mais roubarem…, corruptos são tratados como Jesus tratou a Zaqueu…, e hipócritas são igualmente tratados como Jesus tratou aos hipócritas…; ou seja: com silencio que passa…, mas, ao mesmo tempo, não abre espaço…

    Na igreja de gente boa de Deus fica quem quer e até quando deseje… E quem não estiver contente não precisa ser taxado de rebelde e nem de insubordinado… Ele é livre para discordar e sair… Sair em paz. Sem maldições e sem ameaças; aliás, pode sair sem assunto mesmo…

    Na verdadeira igreja não há auditores, há amigos.

    Nela também toda angustia humana é tratada em sigilo e paz.

    Igreja é um problema?…

    Sinceramente não acho…

    Pelo menos quando a igreja é assim, de gente, para gente, liderada por gente, com o propósito de fazer de toda gente um humano maduro — então, creia: não há problemas nunca, pois, os problemas em tal caso nada mais são do que situações normais da vida, como gripe, febre ou qualquer outra coisa, que só não dá em poste de ferro…

    Tudo o que aqui digo decorre de minha experiência…

    Não é teoria…

    Pode ser assim em todo lugar…

    Mas depende de quem seja o pastor…

    E mais: se o povo já estiver viciado demais nem sempre tem jeito…

    Entretanto, se alguém decide começar algo do zero, então, saiba: caso você seja gente boa de Deus, e que trate todos como gostaria de ser tratado…, não haverá nada que não seja normal, pois, até as maiores anormalidades são normais quando a mente do Evangelho em nós descomplicou a vida.

    Pense nisso!…

    Nele,

    Caio

  23. Maurício

    Concordei com o seu texto, mas quero aprofundar um pouco a questão. Como você disse, os grupos tendem a se institucionalizar, e a única maneira de evitar totalmente a institucionalização seria afastar-se de qualquer grupo, mesmo informal.

    Mas até que ponto a institucionalização segue os caminhos naturais, e até que ponto ela é forçada? Há três pontos que quero colocar sobre as forças que artificialmente aumentam, distorcem e enrigessem a institucionalização.

    Citarei primeiro os últimos a acontecer: Um "máquina burocrática" religiosa tende a crescer, na busca dos interesses dos seus "servidores". Acontece exatamente da mesma forma que os governos estatais, cujo conjunto de "servidores" torna-se uma classe, e ganha vida própria, dominando sobre a sociedade. E os mandatários freqüentemente trabalham para produzir o máximo de dependencia possível da sociedade em relação ao governo. Trocando governo por hierarquia e sociedade por igreja, a mesma coisa pode acontecer em instituições eclesiásticas. Esse é um nível avançado de doença e disfunção.

  24. Há outra coisa que eu percebo, que é um problema ainda mais geral.

    Num primeiro momento, um grupo pode sofrer com distorções no seu funcionamento, por não compreender a diferença entre o ministério através de cargos e o funcionamento através de dons. Noto que a Igreja primitiva era baseada em dons. Como perdemos o significado disto, substituimos os dons por cargos hierárquicos, copiando o mundo. Mas uma igreja não deveria funcionar como as organizações do mundo.

  25. JOmara,
    Não sei se todos aqui estão falando a mesma coisa, ou cada um fala uma coisa que parece a mesma.
    Não é sensato ser contra a existencia da igreja, não é sensato colocar a igreja como algo inutil ou dispensavel, a questão não é essa. A linha que divide entendimentos sobre a função da igreja é tenue e gera muita controvercia, ser simplesmente contra e pronto, não tem minha simpatia nem meu apoio.
    Penso que a questão base disso tudo, é o que a igreja oferece ao cristão evangelico nos dias de hoje? Muito pouco no meu modo de entender. Pra voce ter ideia, vamos ver alguns pontos
    Louvor:
    É quase sempre pragmatico, barulhento, com letras que nos fazem voltar, pedir, reclamar, exigir, enfim leia um pouco de apocalipse e veja como o anjos e remidos e salvos louvam…
    Fico pensando alguém ir a igreja com angustia no coração, e ser obrigado a ouvir um show gospel de bateria e cantoria na cabeça 40 min.
    Palavra:
    Algumas são tão profundas, mas a maioria se resume a ler alguns versiculos e depois sabe-se lá pra onde vai a conversa.
    Ai vem o teatrinho das crianças, o coral de irmãs, a apresentação do cd de funk gospel do grupo de irmãos, o pastro auxiliar dizendo que quem dizima não bate o carro nem faz conta em farmacia porque não adoece, ou mostram o video da pizza (alguém já viu?), ai vem os recados, os eventos os isso é aquilo. Bom, 3 horas gastas que se espremer não sai de proveito nem meia hora.
    Irmã, igreja é local de culto e adoração ao nosso Deus, é sair de casa e ir a um local onde outros que sentem e pensam como nós, que buscam e entenderam a mesma coisa que a gente, se reuinem para declaram em louvor a grandesa de Deus, é ler texto biblico e aprender com ele, é nos abraçar e ir para casa com as esperanças renovadas, com a fé trabalhada, entendendo que devemos ser melhores.
    Ser desigrejado pra mim, é ir a igreja quando sente no coração de ir, e indo a compreende como um local de culto e oração, apesar de todos o pesares. Muitas vezes encontramos mais solidariedade e amor dos impios que dos membros bitolados de nossa igreja. Ser igrejado não é sinonimo de nada. Farizeus eram igrejados de primeira linha, e dai?
    Então um desigrejado na minha visão, é aquele que participa, mas não quer se envolver com a forma como a igreja quer que a gente a engula.
    Simples.

  26. Hoje não precisamos mais de Bíblia, pois os coronéis pregam tão eloquentemente que deveriamos usar um dicionário, se enxarcam do velho testamento, usam de psicologia e jamais deixam de evocar o espírito de Mamom, encarnados palo espírito que usou Geazi.
    Se Jesus errou com sua igreja primitiva, hoje o que temos é uma vara desprovida do Espírito Santo, e um bando de sabichões que defendem mais o obscuro e as formalidades de uma hipocresia adorada pelos estúpidos sacerdotes que além de patétas, se vestiam alegoricamente enquanto Deus ria sabendo o quanto o homem gosta de ser chamado de Rabi. É só ler Mt 23…

  27. Paulo,

    Concordo contigo. E "pra mim", sao instituiçao sim (pequena/ sem sede/sem a intensao de ser); mas se é algo fixo, já institucionalizou. Pra mim isso é uma célula (talvez nao a G12) mas um extensao do corpo de Cristo.
    Só nao concordo com aqueles que acha que ler a biblia lhes basta. Afirmam ser cristaos, mas nao dao frutos, nao tem comunhao, (aperecem um dia sim e 363 nao).

  28. A igreja evangelica nos moldes de hoje, e da maneira como ela se extrutra no contexto religioso, musical, pregatório, comportamental entre outros, serve como porta de entrada para os iniciantes que após isso, por perfil de personalidade, entendimento espiritual, maneira de se inserir na sociedade, maneira de ver a vida, experiencia com Jesus etc, podem passar a entender que ela é limitante, no que diz respeito a segunda etapa, qual seja, exercer na prática o aprendido. A partir dai, é natural que a frequencia daquele membro se reduza bastante. Quem passa o dia louvando a Deus, critanto uns Gloria a Deus, agradecendo tudo, pedindo perdão a Deus pois podia ter feito diferente, tendo paciencia, mesmo que a perdendo as vezes, sabendo que há um cruz a ser tomada e carregada e que ele não pode fazer nada sem Jesus, não se preocupa muito com a igreja formal, com a igreja instituição. É uma questão de visão, vejam voces,
    eu quando ainda não era batizado, fazia parte de um grupo de interseção de uma igreja menor que orava nas segundas a noite, não faltava mesmo tendo ido ao culto no domingo, dia anterior, o pastor auxiliar estudante de teologia, me disse um dia, abre aspas, eu perguntei a Deus, porque ele usava os não batizados dessa forma, e ele não me respondeu, fecha aspas. Sabe o que é isso, pessoas que dão mais valor a normas, a predios, a regras, a protocolos, são os igrejeros natos, bitolados.
    Depois disso fui é batizar noutro canto. Quem me batizou foi um Pastor reto e sério, cuja vida é exemplo de dedicação a obra, que vivia do trabalho secular e agora vive da aposentadoria, e eu não era membro da igreja dele, não era, e não sou.
    Diz o Apostolo Paulo – Se não houver amor… de que adianta?

  29. As igrejas estão desencaminhadas, sem verdadeiro ensino da Palavra, centradas em emocionalismo, e a descrição que você dá dos cultos é exata.

    Como chegamos a isso? Os pastores não tem real base bíblica. Em vez de aprenderem Bíblia, aprendem ideologias humanas. Seria um milagre se seminários centrados no ensino de pensamentos de homens produzissem pastores centrados na Palavra do Eterno.

  30. É claro que o problema é o pecado.

    Mas que tipo de pecado? Só os pecados individuais, ou também o desencaminhamento geral em relação à Palavra do Senhor.

    Que pecados que os ministros do evangelhos tem cometido? Muitos tem estado pecando por ação, cometendo adultério, roubo, blasfemia, porfias, sendo invejosos, gananciosos.

    Mas muitos outros, por estarem evitando esses pecados, acham que estão bem. Mas não estão, pois quase todos os pastores tem cometido um terrível pecado de omissão: Não se aprofundam no conhecimento das Escrituras Sagradas e não as ensinam verdadeiramente ao povo.

    Por muitos anos, aqui em São Paulo, uma irmã abria as portas de sua casa para dar um curso de "Panorama Bíblico". Uma enorme quantidade de pessoas, que nem cabia lá vinha de muitas igrejas da região para aprender. Qual a minha conclusão? Existe fome pelo verdadeiro ensino da Palavra do Senhor. Se nem o panorama geral as pessoas tinham, que dirá o conhecimento mais aprofundado.

  31. Bom, Jonara, novamente faço minhas as palavras de Paulo Sales, no sentido de que, talvez, estejamos falando de coisas diferentes.

    Uma coisa é o crente "Independente Futebol Clube", aquele que você diz que só lê a Bíblia e nada mais. Aí eu vou concordar com você, não dá!

    Outra é o crente que abriu mão da demoninação, do nome, da carteirinha, do rótulo, enfim, da instituição e acaba encontrando alguns outros na mesma situação e forma um grupo. Esse grupo, e aí vou concordar com você, uma vez reunido não deixa de ser uma instituição, porém, não nos moldes já conhecidos e estabelecidos. Não há 1 líder, pois todos e qualquer um podem trazer a Palavra, ministrar a Ceia, uma oração ou um louvor. Creio que seja esse o movimento que tem se acentuado por aí, apesar de que há os tais crentes "Independente Futebol Clube", ok?

  32. Seria legal se cada um, desigrejado ou igrejado, rss, desse a sua definição do que é instituição, talvez muitos de nós concordamos que o modo que a maior parte da igreja é organizada deva ser repensado, mas apenas temos uma definição diferente do que é ser instituição.
    Segundo o dicionário Michaelis, uma das definições de instituição é: "complexo integrado por idéias, padrões de comportamento, relações inter-humanas e, muitas vezes, um equipamento material, organizados em torno de um interesse socialmente reconhecido".

    Se for levar em conta essa definição, os desigrejados são institucionalizados, afinal têm suas idéias, padrões de comportamento, etc.

    Penso que ser ou não instituição já não tem importância, o importante é ser igreja, não necessariamente frequentar uma igreja, mas ser de fato igreja, corpo de Cristo.
    E penso também que é importante e saudável a um cristão o convívio com outros cristãos, compartilhando a palavra, estudando ela juntos, orando juntos, considerando uns aos outros, incentivando e praticando o amor e as boas obras, e pra isso não precisa de um prédio com certeza, mas pode ser feito dentro desse prédio inclusive.

  33. Jesus nos chamou para sermos transbordante do Seu Espírito Santo, porque é esta a presença gloriosa que nos leva a cumprir a Lei de Cristo e a amarmos uns aos outros como Cristo nos amou. Acontece, que o que estamos vivendo e vendo nas igrejas, não são resultados de uma vida plena de Cristo, porque se estivêssemos cheios de Cristo, a Igreja não teria tomado o rumo que está tomando. A preocupação extremada pelo dinheiro, os falsos ensinamentos e a nossa escassa comunhão com Deus tem nos levado a este quadro.Muitos pensam que sapatear no Espírito, profetizar , falar em línguas, e a manifestação de outros dons são sintomas de quem está transbordante do Espírito. Nem sempre. Pode-se ser usado em dons e não possuir o perfil de Cristo para se viver como cristão. Quando Jesus manda que peçamos ao Pai o Espírito Santo, é exatamente para alcançarmos o perfil Dele – do Cristo. E para chegarmos lá, nesta busca, temos de deixar de lado muitas coisas que agradam a nossa carne, mas que são verdadeiros embaraços para o Reino de Deus. Creio nos dons espirituais, mas já tive o prazer de conhecer irmãos firmes como rocha – verdadeiros cristãos, e no entanto, nem falavam em linguas, contudo, não desprezemos os dons porque eles são biblicos e atuais.
    A proposta para resolvermos o problema da Igreja: é buscarmos o Espírito que Ele na Nova Aliança nos dá sem medida. Fora disso(sem o transbordar do Espírito), em relação a qualquer modelo de congregação, nunca chegaremos lá, porque ninguém é bom. Se formos vazio de Cristo, somos levados pela carne e pelo emocionalismo a construir igrejas com a cara das empresas humanas: cheias de estratégias, competições e picaretagens.

  34. Quando Cristo enviou o Espírito Santo para nós, foi exatamente para que continuássemos a buscar mais e mais da Sua Unção, para que o mundo visse Jesus e a Sua Obra, e não também não ficássemos órfãos. A única maneira de mostrarmos ao mundo o Cristo Ressurreto, é tão somente através do Espírito. O Espírito Santo nos traz a presença de Cristo, por isto que Ele não recebe nenhuma adoração. Faz parte do ministério Dele nos conduzir a Cristo para adorá-LO. Não existe base bíblica para se adorar o Espírito Santo. O centro de toda a nossa adoração é Cristo(compositores abram os olhos!). Se não apresentarmos ao mundo o Cristo conforme nos foi ensinado nas Escrituras, isto é sem o Espírito, então o mundo enchergará somente a nós e os nossos trapos de imundícies. Sem o Espírito Santo , estaremos sem Cristo, e sem Cristo, nada somos.

  35. Vejo que sua defesa e suas crenças são de uma pessoa que não conhece as dispensações! o contexto que vc diz acima não é de Igreja! a Igreja foi revelada nos Evangelhos pelo Senhor Jesus, não criada (foi estabelecida em Atos 2). Além do mais o texto parafraseado pela senhora "2 ou 3 e etc…" fala sobre a disciplina na Igreja!. Aliás, uma dúvida que tenho: como a Igreja anti-institucional, encara as ordens bíblicas de proclamar o Evangelho, batalhar pela fé e disciplinar os membros dela?
    Ah! os pastores devem sim ficar preocupados uma vez que suas ovelhas estão sendo assediadas com…

  36. A paz amados,
    Como alguém disse anteriormente nos comentários, o argumento do autor do artigo vale para os dois lados. Pois sejamos sensatos: lidar com pessoas, é lidar com seres imperfeitos.

    No meu caso, não congrego naquilo que denominamos como "institucional", congrego nos lares, ou como outros chamam "igreja caseira", "igreja organica" ou "igreja simples". E esse movimento não é recente, como deu a entender o autor. A princípio realmente, na igreja primitiva os cristãos se reuniam nos lares dos irmãos, mas logo na década de 60 do primeiro século passaram a surgir os primeiros templos cristãos. Mas a origem de fato desse movimento ou modelo que conhecemos hoje pelos termos que citei acima, na proposta da Igreja de reunir-se nas casas dos irmãos, com o fim de haver uma maior proximidade e participação de uns para com os outros, batendo de frente com o sistema religioso vigente, surgiu no século XII com Pedro Valdo. O movimento dos valdenses, ainda clandestino, ganhou um novo pique com o advento do protestantismo, principalmente com os anabatistas. Contudo, esse modelo ou movimento, ganhou maior destaque no meio cristão de uns 20 anos para cá. Principalmente, devido à popularização da Internet e aos constantes escândalos e abandonos no meio evangélico. Entretanto, esse movimento/modelo em 800 anos não se extinguiu, nem tampouco se moldou a aquela impiedade religiosa que Valdo e os anabatistas condenavam. Antes, permance praticamente o mesmo.

    Todavia, é fato que, há irmãos(mais revoltados) entre nós que realmente confundem as bolas. Achando que é errado congregar em um templo ou em uma igreja institucional. Que criticam os seus antigos lideres, mas cometem os mesmos erros. Pelo contrário, o importante não é a casa ou o templo, a instituição ou a informalidade caseira; O importante mesmo é a Igreja reunir-se e também estar unida num mesmo amor em Cristo. Ficando a mercê de cada um decidir onde congregar, onde se sente melhor. Contudo, conforme manda a "lei" do bom senso, nunca devemos julgar todo o parreiral através de uma ou duas uvas não muito saudáveis. Isto, certamente vale para os dois lados…

  37. Giovani Fava meu irmao, sempre muito sábio nas palavras e atitudes… Saudades eternas meu irmao… 7 meses sem vc! Um dia iremos nos encontrar ao lado do Pai!

  38. Não cabe a comparação de sociedade hippie e igreja. Hippies propunham uma nova sociedade de modo mais amplo e vivenciavam isso. Igreja é uma comunidade dentro da sociedade,que prega assim como os hippies, o ''amor'' acima de tudo. É triste ver essa arrogância cristã.Como tu acha que os cristão primitivos viviam?!?! A sociedade busca o amor,a paz e a liberdade tu não podes recriminar isso de maneira totalmente religiosa;essa busca é a prova de que Deus existe e da ânsia do ser humano por Ele. Devemos procurar o conhecimento. É muito pedante dizer que ''nem acabar com a guerra do Vietña conseguiram''! Cara,quanta ignorância!

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