Teísmo Aberto e o problema do mal

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Por Leonardo Gonçalves

“Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas” Isaías 45.7

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Quando falamos de teísmo aberto no Brasil, é importante mencionar que nem todo mundo que defende, ou que simplesmente crê nas suas doutrinas, se declara teísta aberto. Na verdade, a maioria das pessoas nem sabem o que isso significa. Muitas delas apenas estão buscando respostas para perguntas, tais como “por que há tanta dor e sofrimento no mundo?”, ou “por que coisas ruins acontecem à pessoas boas?” (esta última pergunta é o título do famoso livro do rabino Harold Krushner, um teísta aberto declarado e grande propagador destas doutrinas).

O sofrimento é uma coisa dura de digerir. Lidar com o sofrimento (o nosso e o alheio) é mesmo desconfortante. Falar de um Deus bom em tempos de catástrofes, terremotos, furacões e epidemias, é uma tarefa difícil. Porém, a teologia, a fim de ser bíblica, não pode estar baseada no que a gente pensa ou sente, mas naquilo que Deus diz. Como escrevi na época em que aconteceu aquele desabamento horrível em Teresópolis, “se a sua teologia muda de acordo com o que acontece no mundo, então ela não está baseada em Deus, mas no mundo”.

Assim, o que está em jogo aqui são as nossas convicções. Ora, quando somos confrontados com o mal, a dor, uma perda prematura, um grande sofrimento, traição, etc, nossa fé é posta à prova. E é isso que acontece todas as vezes que um grande mal acomete o nosso mundo: Somos tentados a questionar Deus, e até mesmo a duvidar dele. Outros, em meio a esse aparente paradoxo (a existência de um Deus bom que permite o mal, sendo capaz de usá-lo para obter um fim bom, redimindo a dor no Final), acabam criando outra espiritualidade e também outra divindade, cheia de amor, porém oca em poder. Dizem que Deus não tem nada a ver com terremotos ou tsunamis, e que na verdade ele foi pego de surpresa por tudo isso. É mais ou menos assim que surge o “teísmo aberto”.

Agora, pense um instante comigo: Tá bem que não podemos ser insensíveis e frios ao tratar o sofrimento das pessoas, mas “que direito tenho eu ou qualquer outra criatura de dizer que Deus não pode ter um propósito ao permitir o mal no mundo, e até mesmo usá-lo, com intuito de promover um bem maior?”. Por acaso não é a própria bíblia que declara que a “nossa leve e momentânea tribulação produz um peso excelente de glória?” (2Co 4.17), e que “todas as coisas (sim, TODAS as coisas!) cooperam para bem dos que amam a Deus, e que são chamados por seu decreto”? (Rm 8.28)

Sim, o mal existe no mundo, mas não está fora de controle. Deus, o Soberano do universo, é quem permite que o mal atue no mundo, e através da dor e do sofrimento, nos ensina preciosas lições. Se o escritor aos Hebreus diz que até mesmo Jesus “aprendeu por meio do sofrimento” (Hb 5.8), quanto mais nós, criaturas tão pequenas, acaso não podemos também aprender com a dor?

O sofrimento existe e opera em conformidade aos propósitos de Deus. Por experiência, podemos dizer que ele tem efeitos punitivos e pedagógicos. Punitivos, quando Deus se vale dele para disciplinar a nossa rebeldia. Pedagógicos, quando Deus o utiliza para ensinar lições. (Hb 12.6)

Amados, por pior que seja o sofrimento, sempre podemos aprender dele. Eu também fiquei chocado com o tsunami do Japão, me sensibilizei com as famílias de Teresópolis e chorei pelos pais dos meninos de Realengo. E em meio a tudo isso, aprendi: Aprendi que a vida é delicada, curta mesmo. Ali, em meio aquela catástrofe, pude perceber o quanto nós somos frágeis, vulneráveis. Aprendi a não presumir nada do dia de amanha, pois ele pode não chegar. E por último, aprendi que devo aproveitar ao máximo os meus dias e viver intensamente para a glória de Deus, para que no dia que a morte bater na minha porta – assim como bateu em centenas de portas no Japão, em Teresópolis, em Angra dos Reis e Realengo – eu possa dizer como Paulo: “combati o bom combate, completei a carreira e guardei a fé”.

E se você não consegue digerir a idéia de que até o mal está incluído na soberania de Deus e pode ser usado por ele para produzir um bem maior, raciocine comigo:

“Se a morte de Cristo (o maior crime da história da humanidade, a maior crueldade já idealizada pelos homens: assassinar o Filho de Deus) foi permitida por Deus, planejada por ele e redundou na maior bênçao da história do mundo… Sim, se a maior tragédia e vileza humana, a morte do Filho de Deus, foi revertida no maior beneficio já concedido à criatura pecadora… Então porque as nossas pequenas mazelas cotidianas não podem estar também incluídas no seu senhorio e ser usadas por ele a fim de produzir um bem maior?”

***
Leonardo Gonçalves, no Púlpito Cristão

Leia também:

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Teísmo Aberto e Kenósis: Os conflitos de uma heresia
Teologia do deus imperfeito, de Elienai Cabral Jr e Ricardo Gondim

Ouça também:

PodCast irmaos.com sobre Teísmo Aberto

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16 COMENTÁRIOS

  1. Perfeito Leonardo! Este e' o Deus soberano que eu conheco e de quem a gente pensa que sabe algo mas que, na verdade, sabemos nada, nada que somos na nossa "sabedoria".
    Esse e' o Deus soberano do qual os "doutores em divindade" sabem coisa alguma.
    Esse e' o Deus soberano, bom oleiro, que faz os seus vasos e que os utiliza quando quer, para o que quer e se quizer, podendo ate quebrar alguns deles por estarem simplesmente "ocupando espaco, e servindo para nada.
    Esse e' o Deus soberano que nao tem que dar explicacoes a nenhum de nos, infimos pecadores, merecedores de nada alem da condenacao eterna.
    Esse e' o Deus soberano sobre o qual ninguem deveria discutir ou questionar…soberano que e' sobre todas as coisas.
    Aleluia!

  2. É mesmo assim, temos q saber q Deus é o SOBERANO, e ñ uma máquina de refrigerante, ou Garçom …….,Como diz em Jó cap 38-39, quem é o homem para entender os desígnos de Dele?
    O problema é encontrar um Deus para cada um, para cada problema,
    É RUIM HEMMMMMM!!!

  3. Prezado Leonardo,
    Lendo na madrugada passada o livro de Marcos, fiquei muito emocionado ao perceber de forma intensa, o quanto Jesus, que é Deus, se sensibilizar pelo povo, chorar com o povo. Percebi um Jesus – Deus que andava pelas ruas sofrendo com o sofrimento das pessoas e realizando as devidas curas. Ele não andava como um superhomem despejando rajadas de poder para todo lado, mas sim se inclinando com muito amor para com aqueles que vinham até Ele. Ora, se Ele, Deus, proporcionou tamanha crueldade aos paralíticos, leprosos, como agora se sensibiliza e chora com eles????

    Percebi que Deus, manifestado em Jesus, compadecia-se e compartilhava da tristeza alheia. Isso me motivou muito mais. Não como eu pensava, onde poderia receber ¨Todo o poder para fazer coisas maiores que o mestre ¨- lógico que como a maioria eu pensava nos milagres. Minha motivação foi no sentido de amar e se inclinar para as pessoas que necessitam, oferecendo minha vida em ajudar o proximo e não mais no poder dos milagres que não acontece como a igreja prega.

    Também percebi que Deus é muito mais amor, manifestado em Jesus, como prova viva desse amor, ao ponto de ir até a morte para provar este amor. É totalmente fora de conexão a possibilidade de Deus permitir o mal, planejar o mal e se compadecer disso. Definitivamente a idéia de que há um proposito na maldade ou nas catastrofes não está demonstrada em Jesus, pois como alguém faz o mal para gerar o bem? Jesus não demonstrou isso.
    Será que dá para usar seus argumentos aos pais de uma amiga minha de infância que morreu atropelada na porta da igreja esmagada por um caminhão 10 minutos antes do culto ? ( fato verídico ). Dizer que não sabemos, mas há um propósito nisso, é o cúmulo da maldade. Eu e nem você, que somos maus, jamais faríamos isso com qualquer um, e porque vamos atribuir isso a Deus que é amor e pai ?

    Valeu
    Robson
    SBC

  4. Desculpe-me continuar com meus comentários, porém você escreveu:

    – ¨Falar de um Deus bom em tempos de catástrofes, terremotos, furacões e epidemias, é uma tarefa difícil. Porém, a teologia, a fim de ser bíblica, não pode estar baseada no que a gente pensa ou sente, mas naquilo que Deus diz¨.

    Há um erro muito claro: A bíblia foi escrita baseada em pensamentos, sentimentos e influências culturais de gente de carne e osso. E hoje ela é viva para pessoas que sentem e pensam. Não é um livro achado nas montanhas ou enviada do além ou até mesmo psicografada, e isso é que a torna especial. Há relatos, inclusive controvérsos, de pessoas com diferentes experiências. Se a biblia não serve para humanos, então não sei para que serve….

    Abraço em Cristo
    Robson
    SBC

  5. Tem gente que acha que soberania é sinônimo de paz, amor e alegria. Soberania é um aspecto divino que entra em cena quando nossos conceitos humanos chegam ao fim….Soberania é uma ofensa aos nossos limites de sensatez, de programações mentais, de bem e de mal.

  6. Robson

    A idéia subjacente ao que você disse parece ser: Se ela foi escrita por humanos, não pode ser mensagem de Deus. Ocorre que eu a percebo como escrita por humanos, e percebo também claramente que é mensagem de Deus. O conjunto das coisas que ouço e leio, todas coisas ditas e escritas por humanos, levam-me a meditar e entender certas coisas, mas eu não igualo o conjunto dessas coisas com a Bíblia.

    É claro, você pode perfeitamente não perceber a Bíblia como o Livro Sagrado, apenas um gênero literário como qualquer outro, e como quaquer outro, fonte de alguma aprendizagem. Mas nesse caso você não é cristão.

  7. Eu queria saber quem matou Jesus se ele mesmo se entregou à morte para que os nele crerem fossem salvos? Alguns judeus formados em achologia dizem que foram os romanos,os romanos pederastras(Rm 01:21 a27) dizem que foram os judeus que o mataram,teólogos de bodes afirmam que foi o diabo,mas Jesus se entregou por nós (pecadores).
    As igrejas que se dizem egangélicas se transformaram num antro de abestalhados que se encheram de teologia agoa ensinam bobagens aos patétas que acreditam am achologia,teologia da prosperidade,mas Paulo já havia nos alertado que mesmo por ganância o evangélho deveria ser pregado, porém já receberam seu sórdido galardão aqui na terra.
    Quantos espertalhões estão arrancando dinheiro dos bobos e comprando jatinho pra qundo o bicho pegar fugiram com suas miseráveis famílias e praticam a lavagem de dinheiro que já está depositada em bancos de paraísos ficais, e o povo será entregue ao anti-Cristo, pois o povo não está enteressado em ler a a palvra, mas em ouvir mentiras e comprar bençãos(Mt 10:08), e os vivaldinos vem com papo de sabedoria da carne reconhecida pelo MEC, é uma verdadeira piada, Salomão recebeu sabedoria de quem?
    Paulo foi criado sob os conhecimentos de Gamaliel, quando conheceu Jesus de verdade comparou tudo que aprendera à esterco, hoje a bonecada pra se arrumar como os políticos abrem igrejas porque dá muito lucro financeiro envolver o nome santo de nosso Senhor em suas falcatruas genocídas e Néo-nazista.
    Não é o caso de $ila$ malar´pio,que nunca foi convertido,não tem domínio próprio,não pode ser confrontado e se garante não no Espírito Santo,mas, nos 25 anos de televisão e decoréba de Bíblia e nas malignas influências de psicopatas mercenários dos EUA,que o levaram ao ódio pelos gays e um homofóbico disfarçado de pastor, amigo dos ricos e usa seu chato bizarro e estérico programa para jogar rebanhos inteiros contra pastores, dissolvendo famílias inteiras com suas falácias em reverência à Mamom(Mt 06:24).
    É tudo conversa de espertalhão, tenho d´dos evanjégues!!!!!!!!

  8. Ôh assuntozinho mais ou menos heim?!
    O que percebo, às vezes, (porque na maioria dos casos eu faço questão de nem dar importância a esse assunto, mas teimosamente resolvi abri aqui uma exceção) é que algumas pessoas parecem se auto-afirmarem quando falam dessa tal SOBERANIA de Deus como se falassem, não de algo alheio a elas, mas sim daquilo que lhes é próprio. Parecem não falar de algo que (se de fato existir, do modo como a entendem) diz respeito a um Outro, mas sim a elas (ou delas) mesmas. É como se ao afirmarem isso lhes massageassem alguma parte de seus egos, fazendo-as se sentirem bem consigo mesmo ou com suas consciências (domesticadas?). O que para mim é bem justificável, afinal é realmente muito tentador e aprazível (além de bastante conveniente) abraçar a ideia de que tem alguém maior (e melhor) do que nós, cuidando da gente e do que é nosso. Sim, isso é mais preferível que aceitar a ideia contraria e potencialmente desafiadora de que estamos susceptíveis as contingências de nossa temporalidade e finitude, e que viver é assumir todos os riscos que a existência nos impõe, e que nenhuma intervenção externa nos sobrevirá para nos fazer escapar a elas.
    Não deveríamos nos apoiar fugidiamente na idéia atenuante da existência (individual ou coletiva) como se por Deus ela estivesse sendo manobrada simplesmente por um mero capricho irresistível de sua SOBERANIA, para cumprir desígnios egoístas. Tomemos por lição (e isso sem precisar recorrer aos exemplos de recursos da SOBERANIA para fazer acontecer calamidades, cataclismos e destruições em massa) a representação literária da lenda sobre o Jardim do Éden. Lá apesar do evidente modo “pirotécnico” com que se narra a criação do mundo em seis dias, o mais fabuloso (e que certamente é uma das coisas que mais confunde a mente de tanta gente que ainda acredita nessa tal SOERANIA divina) é o modo como é conduzido à narrativa quando se fala da relação entre a Divindade e sua criatura, principalmente no que tange ao diálogo em que essa Divindade argui do homem sobre suas atitudes frente aos desafios de sua existência, naquele incidente sobre o risco de exceder o limite estabelecido, ( o comer de todas as frutas de todas as arvores do jardim exceto a que estava no meio) como uma medida de segurança e preservação dele e de sua companheira. Sobre essa narrativa muito se ouve perguntar por que Deus (QUE TUDO PODE, TUDO SABE E TUDO VÊ) não evitou com que a sua criatura fizesse essa megalômana estupidez de desejar ultrapassar seus limites de finitude, a fim de ser (quem sabe até mesmo, SOBERANO) igual ao seu criador? Deixa só eu adivinhar qual seria (como de fato é) a reposta… A maioria dos Cristãos escaparia facilmente a esta questão respondendo que TUDO ACONTECEU PELA SOBERANA VONTADADE DE DEUS. Isso além de não ajudar em nada, chega a ofender nossa (digo, minha e de outros como eu) perspicácia. Mas a grande e preciosa lição desta narrativa (pelo menos no meu ponto de vista) é que nela Deus se ausenta e entrega o mundo que criou ao homem para que este “governe e domine”, assumindo com isso todos os riscos, inclusive os advindos de sua capacidade de escolha, que poderiam (como puderam e podem) o tornar potencialmente um GRANDE INRESPONSAVEL (ou com muito esforço, até o contrário).
    Assim, tudo o que assistimos debaixo do sol, eclesiasticamente falando, e vem ocorrendo desde os tempos imemoriais, seja bom ou ruim, indica ser nada mais nada menos que o resultado exclusivo de nossas escolhas, e tudo faz crer que é isso o que pode nos levar a um fim existencial, (agora, apocalipticamente falando). Isso é claro se continuarmos achando que podemos nos eximir de nossas responsabilidades humanas, demasiadas e somente humanas, e atribui-las a um Outro e sua SOBERANA VOTANDE, e ainda permanecermos agindo como inconseqüentes “filhinhos de papai”.

  9. Pois é Renato,
    Porém o artigo diz:
    Porém, a teologia, a fim de ser bíblica, não pode estar baseada no que a gente pensa ou sente, mas naquilo que Deus diz¨.

    Porém a bíblia relata sentimentos e pensamentos, inclusive contrários a vontade de Deus, de pessoas e não de robôs. Tais escritos são para contrastar com nossa própria vida, com nossos sentimentos e pensamentos. Prova disso são os escritos de Salomão, as Lamentações de Jeremias, a própria lamentação de Jó, …….e por aí vai.

    Acredito que Deus leva muito em consideração o sentimento humano.
    Abraço em Cristo
    Robson

    Ps: gostaria de ler sua opinião sobre meu outro comentário que ainda não foi postado.

  10. Eu particularmente acho um assunto interessante, pois começa a fermentar novas linhas de pensamento, inclusive quebrando antigas formas de pensar que mais servem para escravisar do que libertar.
    Quando se tenta defender a idéia de Deus intervencionista e milimetricamente calculista na história a todo o tempo, na verdade, mostra-se o quanto este pensamento é frágil e insustentável. Na verdade, a idéia de Deus, para muitos é igual do gênio da lâmpada….esfrega a lâmpada que o gênio aparece e resolve teus problemas…..só que para adaptar a estória, disseram para nós que se o gênio não apareceu é porque não esfregou a lâmpada direito……continua tentando…………

  11. Deus é soberano e nosso abítrio , sem Cristo, é tendencioso ao mal.

    Cristo é o único que pode libertar (inclusive o nosso arbítrio).

    Deus pode semear o grão e regá-lo sozinho, fazendo-o crescer. Quem disse que ele não prefere fazer isso junto com nós? Quantas pessoas cultivam, com a ajuda de Deus, a terra? Eu quero colher coisas novas, para isso eu quero plantar coisas novas e sei que Deus me ajudará, pois Ele é amoroso e soberano (está disposto a ser o centro de minha vida).

  12. Deus é soberano sim!
    “Se a morte de Cristo (o maior crime da história da humanidade, a maior crueldade já idealizada pelos homens: assassinar o Filho de Deus) foi permitida por Deus, planejada por ele e redundou na maior bênçao da história do mundo… Sim, se a maior tragédia e vileza humana, a morte do Filho de Deus, foi revertida no maior beneficio já concedido à criatura pecadora… Então porque as nossas pequenas mazelas cotidianas não podem estar também incluídas no seu senhorio e ser usadas por ele a fim de produzir um bem maior?”
    Excelente argumentação! Gostei muito do texto, me esclareceu muita coisa, e por fim, foi fechado com um belo argumento.
    Deus é SOBERANO ! Quem somos nós para questionar os planos ou propósitos de Deus?! Duro é aceitar as catastrofes, mas temos que aprender que tudo vai cooperar para o bem, não do mundo, mas daqueles que amam ao Senhor.

  13. Não imagino que o autor do texto quiz dizer que a Bíblia não trata de nossos sentimentos. O Criador expressou sua mensagem, muitas vezes, através da profunda emoção dos autores humanos da Bíblia, e certamente fez isso para que ecoasse também em nossos sentimentos. O que entendi do texto foi que nossa teologia não deveria mudar conforme nossos sentimentos mudam. Se fizessemos isso, alguns mudariam de teologia muitas vezes numa semana. Conheço quem tenha opiniões diferentes a respeito de Deus e do ensino bíblico, conforme sua situação e sentimentos vão mudando. Parece-me algo estranho, e não acho muito saudável.

  14. Bom se foi "Deus" quem planejou a morte de Jesus e MANOBROU os homens para que cumprissem o seu plano de matar o próprio filho ( e nada fez pra modificar isso, ou seja, permitindo assim o tal ato). Então, que culpa temos nós (humanidade) nisso? De acordo com esse modo de pensar "Deus" na sua própria SOBERBANIA foi quem cometeu esse bárbaro crime e não os homens. Tá vendo como como essa tal "SOBERANIA" é um disparate? já está passando dá hora de repensarmos tal conceito.

    Agora, quanto ao "Quem somos nós para questionar os planos e propósitos de Deus?" Ora ora, somos "simples" homens assim como também foi o próprio Moisés, e este não fez esse joguinho hipócrita do "quem somos nós" quando a narrativa bíblica diz que ele convenceu Deus a mudar de ideia sobre destruir o povo de Israel no famoso episódio do Bezerro de Ouro. Olha e não se tratava de uma ideia efêmera não, pois a narrativa conta que Deus estava mesmo disposto a destruir Israel e executar um "plano B" a partir de Moisés. Ou seja, ele reconfiguraria (SOBERANAMENTE? talvez) todo o seu plano sobre a promessa de fazer uma grande nação a partir de um homem, começando por mudar de protagonista desta empreitada, quer dizer de Abrão para Moisés. O importante e relevante aqui é perceber que o Deus "SOBERANO" de Israel rendeu-se facilmente a lógica de um homem. Tá vendo como até Deus (O SOBERANO) relacionando-se com os homens é capaz de ceder (SOBERANAMENTE)?

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