Projeto de lei que obriga políticos a colocarem seus filhos em escolas públicas ganha força na internet

8
503
Want create site? Find Free WordPress Themes and plugins.

Por Jackie Salomao

Imagine se todos os políticos eleitos tivessem que colocar seus filhos na escola pública? Parece um sonho utópico, mas não para o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que transformou a ideia no Projeto de Lei n°. 480 – obrigaria os filhos de todos os agentes públicos eleitos a serem matriculados em escolas públicas. Até há pouco tempo, o assunto parecia engavetado, mas a comoção pública na internet voltou a dar força para a idéia.O projeto, protocolado em 2007, atualmente se encontra na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. Graças a uma movimentação online o projeto veio à tona novamente. Pessoas influentes no Twitter como o apresentador Marcelo Tas divulgaram a proposta e uma petição pública na web com mais de 55 mil assinaturas engrossou o coro.

Assine o Blesss

Segundo o senador, seu principal objetivo é fazer com que os políticos enxerguem a questão da educação por outro ângulo: o de dentro de casa. A lei obrigaria todo político eleito a colocar seus filhos em escolas públicas e isso incentivaria a melhorar a qualidade de ensino no país. “Não há dúvida que na hora que isso acontecer, a escola pública melhora”, disse o senador. Cristovam defende que o objetivo principal da lei é impor decoro aos parlamentares, somos responsáveis pelo serviço público. “Então como vamos usar os serviços privados?”, questiona.

De acordo com o senador, poucos parlamentares já entraram em uma escola pública, sendo que dos que entraram quase nenhum foi como estudante. “A partir do momento que eles tiverem um filho lá, vão começar a se informar da tragédia que é o ensino público e querer melhorá-lo”.

Obrigatoriedades a parte

No entanto, apesar da lei soar como uma boa solução para a sociedade, não foi bem aceita pelos parlamentares. Uma das críticas é em relação a questão da obrigatoriedade, que poderia ferir o direito ao livre arbítrio. No entanto, o senador rebate: “Você é livre também para ser ou não parlamentar. Mas no momento que você assume esse compromisso também tem que cumprir algumas obrigatoriedades. Essa seria só mais uma delas”.

Outra questão levantada pelos que não dão crédito à lei seria o fato de que os filhos dos parlamentarem iriam ocupar vagas de alunos que realmente precisam desse serviço público. Cristovam defende que o governo tem o dever de oferecer vagas a todos os brasileiros, filhos de parlamentares ou não. “No Brasil são 50 mil parlamentares, se cada um deles tiver um filho chegaria a 50 mil vagas. O Brasil tem 52 milhões de alunos estudando e temos que dar vagas para todo mundo que quiser”, afirma o político.

Ao perguntar ao senador o que ele faria se tivesse um filho em idade escolar, ele respondeu que se não fosse obrigado, não colocaria o filho na escola pública que temos atualmente. “Preferia renunciar o mandato”, conclui Cristovam. Enquanto seus colegas de Planalto o acusam de demagogia, ele lembra que seu pai não era deputado e que não conseguiu vaga na escola pública, então acabou estudando em um colégio de padres. “As escolas públicas eram boas, mas eram poucas”, diz Cristovam.

Pressão popular

O senador sabe das dificuldades de aprovar um projeto desse tipo e acredita que a melhor solução seria a pressão popular, seja fazendo uma audiência pública ou participando da mobilização online assinando a petição pública. Se depender dos parlamentares, vai demorar para sentirem na pele como é a educação pública no país.

***
Vi no PC@maral

Did you find apk for android? You can find new Free Android Games and apps.

8 COMENTÁRIOS

  1. São estas e outras piadas de mal gosto que nos mostram que a justiça foi estuprada quando nasceu,pelo menos aqui no Bra$il.
    Será que tem algum jégue que acredita nesta profecia do diabo?
    Reposta: 70% sim.
    Tem gente que acredita na santidade da maioria dos pastores que adoram dinheiro e vivem sob o domínio politico e extorcivo, que mais falta para o povo deixar de ser cego?
    Tem muita gente pricipalmente nas igrejas evangélicas chmando Deus de palhaço.

  2. Penso que se fossemos reinvindicar a concretização de tal fato,deveríamos tb exigir que os políticos se tratassem,eles e suas famílias,em hospitais e postos de saúde públicos.Há tantas regalias, que soa mais a demagogia.Vejamos:o político é um servidor público,mas não é exonerado por roubar…tem férias no meio do ano,tem décimo terceiro,décimo quarto e até décimo quinto salários,tem auxílio moradia,auxílio paletó,carros do ano a seu dispor,tem direito a passagens aéreas,aumentam seus próprios salários(e sempre bem acima da inflação),etc.Por essa e por outras,não dá para acreditar nesse blá-blá-blá.

  3. Não creio que seja este o caminho para resolver o problema da Educação no País. O criador do projeto sempre busca idéias faraônicas e legisla em causa própria.O que falta é Competência, honestidade,zêlo,moral,responsabilidade,compromisso,projetos eficázes e muita vergonha na cara com a administração do dinheiro público e acima de tudo :Temor a Deus e desrespeito ao Art.5 da Constituição do Brasil – todos são iguais perante as Leis.

SUA RESPOSTA

Por favor, faça seu comentário
Por favor, coloque seu nome aqui