A união homoafetiva e a pregação do evangelho

15
352
Want create site? Find Free WordPress Themes and plugins.

Por Magno Paganelli

A decisão favorável dos ministros do Supremo à união estável entre casais homoafetivos causou desconforto na comunidade evangélica também. Muitas questões têm sido levantadas sobre as consequências de tal decisão. Lideranças evangélicas que militam na área da família têm alertado para desdobramentos nada agradáveis em áreas como criação de filhos e desestruturação de lares. Uns falam em igrejas tendo que admitir pastores e líderes homossexuais em seus quadros. Pastores, professores e pregadores do evangelho temem não poder ao menos mencionar textos bíblicos que discriminam pessoas por sua opção sexual, como p. ex., Romanos 1.18-32 ou mesmo Gênesis 1.27.

Assine o Blesss

Mesmo não sendo da área do direito, entendo que a questão deva se resumir à “discriminação”. E o que é discriminação? Precisamos recorrer ao dicionário, pois a própria decisão do Supremo apoiou-se na letra da Lei. Segundo Houaiss, “discriminação” é distinção, diferenciação. Seguindo essas definições, a pregação do evangelho é discriminatória, pois diferencia e distingue salvos e perdidos, crentes e incrédulos, pecadores e santos. Tem sido assim desde Abel e Caim. Subtrair essa questão das pregações seria abolir o sentido e o significado da mensagem evangélica. mais que isso, seria atar o cristianismo a um conjunto reduzido de normas éticas e temporais em vez de mensagem de esperança eterna.

O evangelho de Jesus diferencia, mas não rejeita – abraça. Assim, a igreja faz diferença, mas não promove o preconceito; é preciso considerar isso. Que sociedade tem maiores índices de recuperação de dependentes químicos? Que sociedade restaura mais lares destruídos? Que sociedade reabilita mais alcoólatras? Que sociedade cria capelanias penitenciárias e hospitalares para cuidar desses grupos? A Igreja, seguindo os passos de Jesus, procura pelo pecador, porque Jesus veio “buscar e salvar o perdido”. Até mesmo homossexuais cansados de sua condição vêm à Igreja em busca de apoio no sentido de mudarem, e certamente o fazem por opção livre ao entenderem corretamente a sua situação diante da proposta e da mensagem cristã.

Mas Houaiss dá mais definições, dentre as quais temos: separação, tratamento injusto. Aqui a questão fica mais séria, já que “separar” pode ser entendido como ato preconceituoso, o que deverá levar à uma ação criminal cabível. O mesmo pode ser dito sobre “tratamento injusto”, o que não é a intenção da igreja nos moldes tradicionais, se considerarmos o que disse acima sobre “separar” e “diferenciar”.

Mas haverá “justiça cega” no Brasil? Justiça cega é aquela que não olha a quem, que não julga pela aparência, mas julga o fato pelo que ele representa à luz da Constituição Federal – que, diga-se de passagem, alguns advogados e entendidos dizem que a decisão do Supremo passou por cima.

Mas sabemos que defender ideologias no Brasil não constitui crime nem preconceito, por tratar-se de um Estado democrático. A exceção são temas que ferem a memória da humanidade, como anti-semitismo, p. ex. Assim, penso que defender os princípios bíblicos como ser homem ou mulher por Deus ter-nos criado assim, não poderá jamais ser considerado discriminação; do contrário, imperaria a ditadura gay. Os partidos defendem suas ideologias. Prenderíamos os políticos por isso? As torcidas organizadas defendem o seu clube. Prenderíamos os torcedores por isso? Há muitos outros exemplos que poderiam ser citados.

Mas Houaiss disse que discriminação é “separação”, o que faz lembrar as palavras de Jesus em Mateus 25.32,33: “Todas as nações serão reunidas diante dele, e ele separará umas das outras como o pastor separa as ovelhas dos bodes. E colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda.” Jesus, vindo ao Brasil, seria condenado novamente. Dessa vez por discriminação, por fazer separação, por dar tratamento injusto a quem tem direito à sua própria opção sexual. Coitadinho de Jesus, novamente discriminado pelos homens. Opa! Discriminado? Não, não podemos discriminar sob pena do peso da lei.

Então como fica? Como podemos viver pacificamente se ser gay no Brasil traz agora suas garantias contra os demais, e por outro lado a mensagem que pregamos não pode – igualmente – ser discriminada? Esta parece cada dia mais ser uma questão a ser resolvida no outro mundo, no mundo vindouro, quando estivermos diante do Juiz que não se engana. Do contrário, que processem a Deus, que disse em sua Palavra: “Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus.” (1Co 6.9,10, ênfase acrescentada)

***
Magno Paganelli é pós-graduado em Novo Testamento, editor da Arte Editorial.

Did you find apk for android? You can find new Free Android Games and apps.

15 COMENTÁRIOS

  1. Olá queridos!

    A questão da homossexualidade sempre existiu, e independente de ser reconhecida ou não como legal pela lei, sempre irá existir. Existem tantas outras coisas nesse mundo com que se preocupar, e nós como cristãos viramos as costas descaradamente. Porque esse alvoroço evangélico que esta acontecendo em relação as leis homossexuais também não se repete no combate a corrupção dos políticos que assassinam nossa sociedade? Porque não usam sua força para defender realmente quem necessita de defesa? Em relação a família, se a mesma recebe o Ensinamento do Evangelho, com certeza a mesma não irá se desviar dos caminhos de Deus, fora que educação vem de casa, é pai e mãe quem deve oferecer. E por falar em desviar, muitos dos que apedrejam os gays, já não são cristãos a muito tempo. Se eles pecam no pecado deles, nós também pecamos em nossos pecados, e todos nós somos meros seres humanos carentes da misericórdia de Deus.

  2. O escritor da carta está preso ao seu tempo. Ele fala em reino; mas quem quer saber de reino? Vivemos numa democracia. Isto sem falar no chiste do capitulo 5, pois Corinto foi na mitologia, a cidade em que foi criado Édipo. Ou seja, o escritor está só brincando, é só uma brincadeira. E ele continua, todo o capítulo 7, "o que importa é que os que tem mulher, vivam como se não tivessem". Se o conselho do escritor sobre o celibato fosse válido, a espécie humana já teria extinguido. É só uma brincadeira.

  3. Dizer que a igreja diferencia mas acolhe é de uma hipocrisia sem tamanho. Além do mais, o que é/que tipo de lugar é a igreja hoje em dia? Clube social? Quase ninguém mais amoesta sobre pecado, então pq esse pecado especificamente tem que ser tão demonizado? O foda é que dentro das igrejas, generalizando, tudo pode: pastor/membro que adultera, mas se tem grana… que isso, foi nada não… se é corrupto, ladrão, mas se a grana entra no caixa… que isso! o cara é uma bênção. Acredito que o que mais irrita quem seja homossexual não é o fato de ser gay em si, mas de ver que outros tipos de pecadores se arrependem tão facilmente de seus delitos, choram, se humilham publicamente, apenas para continuarem na sua lascívia, escondidinhos dos olhos da comunidade. Não faço apologia a nada; só acho essa discução muito nojenta. Parece-me que igrejas e pastores perderam, em algum momento de sua história recente, a autoridade moral sobre qualquer asssunto que seja. São cegos guiando outros cegos para um abismo. Um bando de sujos querendo limpar a sujeira de outro bando. Sujos falando de mal-lavados.

  4. Mateus

    Você arrebentou, em gênero, número e grau concordo com você.

    A questão na igreja evangélica pesa mais sobre o "pinto", não vejo tanta inquietação no meio evangélico com respeito a safadeza dos pseudos apóstolos e pastores em surrupiar o povão com falsos milagres e sincretismos religiosos.

    Assim pastores podem roubar a luz do dia, diuturnamente, mas quando deparamos com a questão sexual aí o "bicho pega", é coisa do diabo dizem, são hipócritas fariseus, eles coam mosquito e engolem camelos.

    A pregação do Evangelho acabou nos púlpitos de nossas igrejas, agora só falam em construções megalomaníacas, templo maior, templo de salomão etc, é só campanhas de prosperidade e encontros, pós encontros e acabam no desencontro.

    CHEGAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

  5. Esse assunto e delicado e muito complicado, sabemos que a Bíblia abomina o homossexualidade e que Jesus ama o pecador e rejeita o pecado. Existem hoje Igrejas que não vou citar o nome que é constituida de homossexuais, tendo os seus lideres homossexuais também e tenho acompanhado o crescimento destas Igrejas e fui a um culto da mesma. Elas curam, libertam do vicio, evangelizam, tem pregação coerente… E cá pra nós, deixando a hipocrisia de lado, algumas pessoas das Igrejas tradicionais são preconceituosas e não aceitam muito bem os homossexuais , ao contrário de abraça-los e tentar ganhar pra Jesus, vão expulsando pela lateral.
    E não é só o Homossexual sabemos que se chegar uma pessoa com cheiro de bebida na Igreja há uma repulsa por parte até das lideranças. Eu mesmo fui discriminado numa denominação por ser divorciado e drogado, isso é muito sério!!!!
    Mais graças a Deus não são todos e todas que são assim… Cito o caso de um rapaz de 17 anos, que participava de um grupo de dança, e por ter trejeitos foi expulso e colocado no banco, o rapaz foi se afastando, se afastando, em 1 ano estava endo enterrado, 3 tiros na cabeça numa crakolândia…Isso é muito sério é peciso muita cautela, para não levar os irmãos para o inferno…

  6. O Brasil pode estar caminhando-se para se tornar uma pseudo-democracia, onde o pseudo-tolerância permite que você pense e acredite no que quiser, desde que seja de acordo com o que é imposto. Os heterossexuais estão se tornando cidadãos de segunda categoria. Ler e explanar certos textos em um púlpito ou em uma conversa, por mais diplomático que se seja, logo poderá dar cadeia ou no mínimo um processo.

    * * *

  7. Sinceramente o texto foi vazio, com todo o respeito. Ele não evidência a Escritura e nem evidência a misericórdia de Deus, mas cai em textos tendenciosos. O direito cívil não trasgride a liberdade religiosa, e a Verdade Cristã, diferente disso é sermos preconceituosos e racistas, por queremos que o rito moisaco permaneça, onde a operação do erro é a morte. O que importa é que o direito de ensinarmos nas congregações não seja vedado, que tenhamos o livre direito de expormos a Verdade Cristã, mas passando disso é tornar a Palavra excelentíssima de Deus em direito próprio, para dar força aos principios pessoais. Diante desse texto o primeiro comentário esclarece a inteligência, a clareza da consciência Cristã. A Fé acorda e nasce nas pessoas de baixa sorte. Piedade, compreensão independem de concordar com os atos. Que o Magno Paganelli e o Púlpito Cristão venha estar cheio de maior compaixão, de um amor verdadeiro, e deixe influências externas e tendênciosas orientar a Fé, pela qual tem que ser Verdadeira, bem como o Amor, sendo a Esperança a espectação de ambas para eternidade. Vamos todos com a Verdade do Evangelho (O Testamento do Cristo) incitar uns aos outros a uma consciência mais agradável a Deus. Que Deus reparta a sua Graça sobre nós, e a parte de todos e de eu a blasfêmia e apontar de dedo (que todos estamos sujeitos).

  8. Sinceramente o texto foi vazio, com todo o respeito. Ele não evidência a Escritura e nem evidência a misericórdia de Deus, mas cai em textos tendenciosos. O direito cívil não trasgride a liberdade religiosa, e a Verdade Cristã, diferente disso é sermos preconceituosos e racistas, por queremos que o rito moisaco permaneça, onde a operação do erro é a morte. O que importa é que o direito de ensinarmos nas congregações não seja vedado, que tenhamos o livre direito de expormos a Verdade Cristã, mas passando disso é tornar a Palavra excelentíssima de Deus em direito próprio, para dar força aos principios pessoais. Diante desse texto o primeiro comentário esclarece a inteligência, a clareza da consciência Cristã. A Fé acorda e nasce nas pessoas de baixa sorte. Piedade, compreensão independem de concordar com os atos. Que o Magno Paganelli e o Púlpito Cristão venha estar cheio de maior compaixão, de um amor verdadeiro, e que NÃO deixe influências externas e tendênciosas orientar a Fé, pela qual tem que ser Verdadeira, bem como o Amor, sendo a Esperança a espectação de ambas para eternidade. Vamos todos com a Verdade do Evangelho (O Testamento do Cristo) incitar uns aos outros a uma consciência mais agradável a Deus. Que Deus reparta a sua Graça sobre nós, e aparte de todos e de eu a blasfêmia e apontar de dedo (que todos estamos sujeitos).

  9. Está tudo tão claro, só não encherga quem não quer : estamos caminhando para um perseguição religiosa. Está na cara. Imagina que eu li que Obama está atento no Bolsonaro.
    Conversando com um jovem que se comunica na internet com outro jovem da Alemanha. O alemão disse que os gays de lá não podem casar na igreja, e que no salário do cidadão alemão, o governo desconta um valor para a igreja – acho que é o dízimo.

SUA RESPOSTA

Por favor, faça seu comentário
Por favor, coloque seu nome aqui