O que Jesus diria para o Google?

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Por Alan Corrêa

Vivemos em uma época que as pessoas têm uma enorme dificuldade de lidar com o tempo. Hoje, os serviços prestados que mais crescem são aqueles que atendem de imediato às necessidades das pessoas.

A sociedade se tornou imediatista, passa o tempo lutando contra o tempo, quer para ontem e espera somente até hoje.

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Essa cultura pós-moderna gerou pessoas que não querem ter que esperar, e, infelizmente, isso acontece também quando o assunto é conhecimento.

O Google oferece uma resposta rápida a todas as perguntas pesquisadas e isso não gera mais formadores de opinião, mas sim “transmissores de opinião”.

Perguntas como “Quem é Jesus de Nazaré?” já receberam aproximadamente 1.130.000 consultas no Google. Isso é preocupante, pois as informações do Google são de fontes diferentes, algumas boas, porém, outras ruins, capazes de produzir incredulidade. Para um site espírita, por exemplo, Jesus é um espírito evoluído; já para um site budista, Jesus é o Iluminado. São informações que contradizem a Palavra de Deus.

A melhor forma de buscar resposta para uma pergunta como essa é examinando as escrituras. Fora da Bíblia não existe resposta suficiente para responder quem é Jesus de Nazaré.

Assim como nós fazemos hoje tantas perguntas, jesus tmabém fazia.

A primeira pergunta feita por Jesus foi dirigida aos seus pais carnais, quando sua mãe lhe disse “Filho, por que você fez isto?”. Ele então, responde fazendo duas perguntas “Por que vocês estavam me procurando?” “Não sabiam que eu devia estar na casa de meu Pai?”.

Os evangelhos também registram a última pergunta feita por Jesus, a qual foi feita antes de sua morte. Essa foi dirigida ao seu Pai espiritual “ Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”

Jesus foi referido por alguns comentaristas do Evangelho de Marcos, como “O grande interrogador”, aquele que faz perguntas.

A didática de Jesus em seus ensinamentos apresenta uma das ferramentas mais importante para o ensino, que é a arte de fazer perguntas.

Esse método também é conhecido como Socrático, uma prática muito famosa exercida pelo filósofo Sócrates, que consiste em parir idéias complexas a partir de perguntas simples, fazendo com que o ouvinte chegue por seu próprio raciocínio ao conhecimento ou a solução de sua dúvida.

Uma forma de explorar a mente humana é questionando-a. As perguntas confrontam o pré-conhecimento e ajuda as pessoas a chegarem as suas próprias conclusões, gerando assim mentes pensantes.

Jesus nos quatro evangelhos recebeu aproximadamente 183 consultas (perguntas), e apenas 3 Ele respondeu diretamente. As demais, Ele respondeu com parábola, silêncio e muitas outras vezes com outra pergunta.

Alguns estudos mostram que Jesus fez aproximadamente 307 perguntas. Mesmo assim, em suas conversas não sobravam interrogações, antes sobravam conhecimento. Todas as perguntas feitas a Ele tiveram respostas, até mesmo porque Ele era a resposta.

Nós não devemos buscar apenas uma informação superficial, pois calam nossas dúvidas de forma muito rápida. Precisamos de formação. A informação nos satisfaz, mas a formação nos capacita.

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Alan Corrêa mora no ABC paulista, é batista e leitor do Púlpito Cristão “desde que ele era apenas mais um na internet” (sic).
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