Decepcionados com a igreja

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Muitos são os cristãos que abandonam o convívio das igrejas locais e decidem exercer sua religiosidade em modelos alternativos.

Por Mauricio Zágari

A Igreja Evangélica brasileira está cansada. E é um cansaço que vem provocando mudanças fortes de paradigmas com relação aos modelos eclesiásticos tradicionais. Ele afeta milhões de pessoas que se cansaram de promessas que não se cumprem, práticas bizarras impostas de cima para baixo, estruturas hierárquicas que julgam imperfeitas ou do mau exemplo e do desamor de líderes ou outros membros de suas congregações. Dessa exaustão brotou um movimento que a cada dia se torna maior e mais visível: o de cristãos que abandonam o convívio das igrejas locais e decidem exercer sua religiosidade em modelos alternativos – ou, então, simplesmente rejeitam qualquer estrutura congregacional e passam a viver um relacionamento solitário com Deus. O termo ainda não existe no vernáculo, mas eles bem que poderiam ser chamados de desigrejados.

No cerne desse fenômeno está um sentimento-chave: decepção. Em geral, aqueles que abandonam os formatos tradicionais ou que se exilam da convivência eclesiástica tomam tal decisão movidos por um sentimento de decepção com algo ou alguém. Muitos se protegem atrás da segurança dos computadores, em relacionamentos virtuais com sacerdotes, conselheiros ou simples irmãos na fé que se tornam companheiros de jornada. Há ainda os que se decepcionam com o modelo institucional e o abandonam não por razões pessoais, mas ideológicas. Outros fogem de estruturas hierárquicas que promovam a submissão a autoridades e buscam relações descentralizadas, realizando cultos em casa ou em espaços alternativos.

A percepção de que as decepções estão no coração do problema levou o professor e pastor Paulo Romeiro a escrever Decepcionados com a graça (Mundo Cristão), livro onde avalia algumas causas desse êxodo. Embora tenha usado como objeto de estudo uma denominação específica – a Igreja Internacional da Graça de Deus –, a avaliação abrange um momento delicado de todo o segmento evangélico. Para ele, o epicentro está na forma de agir das igrejas, sobretudo as neopentecostais. “A linguagem dessas igrejas é dirigida pelo marketing, que sabe que cliente satisfeito volta. Por isso, muitas estão regendo suas práticas pelo mercado e buscam satisfazer o cliente”. Romeiro, que é docente de pós-graduação no Programa de Ciências da Religião da Universidade Mackenzie e pastor da Igreja Cristã da Trindade, em São Paulo, observa que essas igrejas não apresentam projetos de longo prazo.

“Não se trata da morte, não se fala em escatologia; o negócio é aqui e agora, é o imediatismo”. Segundo o estudioso, a membresia dessas comunidades é, em grande parte, formada por gente desesperada, que busca ajuda rápida para situações urgentes – uma doença, o desemprego, o filho drogado. “O problema é que essa busca gera uma multidão de desiludidos, pessoas que fizeram o sacrifício proposto pela igreja, mas viram que nada do prometido lhes aconteceu.”

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Se a mentalidade de clientela provocou um efeito colateral severo, a ética de mercado faz com que os fiéis passem a rejeitar vínculos fortes com uma única igreja local, como aponta tese acadêmica elaborada por Ricardo Bitun. Pastor da Igreja Manaim e doutor em sociologia, ele usa um termo para designar esse tipo de religioso: é o mochileiro da fé. “Percebemos pelas nossas pesquisas que muitas igrejas possuem um corpo de fiéis flutuantes. Eles estão sempre de passagem; são errantes, andam de um lugar para outro em busca das melhores opções”, explica. Essa multiplicação das ofertas religiosas teria provocado um esvaziamento do senso de pertencimento, com a formação de laços cada vez mais temporários e frágeis – ao contrário do que normalmente ocorria até um passado recente, quando era comum que as famílias permanecessem ligadas a uma instituição religiosa por gerações.

Para Bitun, a origem desse comportamento é a falta de um compromisso mútuo, tanto do fiel para com a denominação e seus credos quanto dessa denominação para com o fiel. O descompromisso nas relações, um traço de nosso tempo, impede que raízes de compromisso – não só com a igreja, mas também em relação a Deus – sejam firmadas. “Enquanto está numa determinada igreja, o indivíduo atua intensamente; porém, não tendo mais nada que lhes interesse ali, rapidamente se desloca para outra, sem qualquer constrangimento, em busca de uma nova aventura da fé”, constata.

Modelo desgastado – O desprestígio do modelo tradicional de igreja, aquele onde há uma liderança com legitimidade espiritual perante os membros, numa relação hierárquica, já não satisfaz uma parcela cada vez maior de crentes. “As decepções ocorrem tanto por causa de líderes quanto de outros crentes”, aponta o pastor Valdemar Figueiredo Filho, da Igreja Batista Central em Niterói (RJ). Para ele, um fator-chave que provoca a multiplicação dos desigrejados é a frustração em relação a práticas e doutrinas. “Nesses casos, geralmente quem se decepciona é quem se envolve muito, quem participa ativamente da vida em igreja”. Com formação sociológica, o religioso diz que o fenômeno não se restringe à esfera religiosa, já que todo tipo de tradição tem sido questionada pela sociedade. “Há uma tendência ampla de se confrontar as instituições de modo geral”, diz Valdemar, que é autor do livro Liturgia da espiritualidade popular evangélica (Publit).

O jovem Pércio Faria Rios, de 18 anos, parece sintetizar esse tipo de sentimento em sua fala. Criado numa igreja tradicional – ele é descendente de uma linhagem de crentes batistas –, Pércio hoje só freqüenta cultos esporadicamente. “Sinto-me muito melhor do lado de fora”, admite. “Estou cansado da igreja e da religião”. A exemplo da maioria das pessoas que pensam como ele, o rapaz não abriu mão da fé em Jesus – apenas não quer estar ligado ao que chama de “igreja com i minúsculo”, a institucional, que considera morta. “Reconheço o senhorio de Cristo sobre a minha vida e sou dependente da sua graça”, afirma. E qual seria a Igreja com i maiúsculo, em sua opinião? “O Corpo de Cristo, que continua viva, e bem viva, no coração de cada cristão.”

Boa parte dos desigrejados encontra no território livre da internet o espaço ideal para exposição de seus pontos de vista. É o caso de uma mulher de 42 anos que vive em Cotia (SP) e assina suas mensagens e posts com o inusitado pseudônimo de Loba Muito Cruel. À reportagem de CRISTIANISMO HOJE, ela garante que é uma ovelha de Jesus, mas conta que durante muito tempo foi incompreendida e rejeitada pela igreja. “Desde os nove anos, estive dentro de uma denominação cheia de dogmas e regras rígidas, acusadora e extremamente castradora”. Na juventude, afastou-se do Evangelho, mas o pior, diz ela, veio depois. “Retornei ao convívio dos irmãos tatuada e cheia de vícios, e ao invés de ser acolhida, não senti receptividade alguma por parte da igreja, o que acabou me afastando mais ainda dela. Percebi o quanto os crentes discriminam as pessoas”, queixa-se.

Loba conta que, a partir dali, começou uma peregrinação por várias igrejas. Não sentiu-se bem em nenhuma. “Percebi que nenhum dos líderes vivia o que pregava. Isso foi um balde de água fria na minha fé”, relata. Hoje, ela prefere uma expressão de fé mais informal, e considera possível tanto a vida cristã como o engajamento no Reino de Deus fora da igreja – “Desde que haja comunhão com outros irmãos de fé, que se reúnam em oração e para compartilhar a Palavra, evangelizar e atuar na comunidade”, enumera.

Igreja virtual – Gente como Pércio e Loba compartilham algo em comum, além da busca por uma espiritualidade em moldes heterodoxos: são ativos no ambiente virtual, seja por meio de blogs ou através de ferramentas como o twitter e outras redes sociais. É cada vez maior a afluência de pessoas das mais diversas origens denominacionais à internet, em busca de comunhão, instrução e edificação. O pastor Leonardo Gonçalves lidera a Iglesia Bautista Misionera em Piura, no Peru. Mestre em teologia, edita o blog Púlpito Cristão. “Quando comecei esse trabalho, passei a conhecer muitas pessoas que estavam insatisfeitas com os rumos que o evangelicalismo brasileiro estava tomando”, revela. “Neste processo, alguns começaram a ver o blog como uma alternativa à Igreja, ou até mesmo como uma igreja virtual”. Leonardo lida com esse tipo de público diariamente no blog. “Geralmente, são pessoas extremamente ressentidas. Consideram-se vítimas de líderes abusivos e autoritários e relatam que tiveram sua autonomia violada e a identidade quase banida em nome de uma mentalidade de rebanho que não refletia os ideais de Cristo.”

Outro que considera natural essa migração em busca de uma comunhão cristã que prescinde da igreja tradicional é o marqueteiro e teólogo presbiteriano Danilo Fernandes, editor do blog e da newsletter Genizah Virtual. Voltado à apologética, seu trabalho tem causado polêmicas e enfrentado resistências, inclusive de líderes eclesiásticos. “Pessoas cansadas de suas igrejas estão buscando pregadores com boas palavras, o que as leva à internet”. Para ele, buscar comunhão virtual em chats e outras mídias sociais é uma tendência. “A massa está desconfiada por traumas do passado; é gente machucada, marcada, ferida, gente que viu seus ídolos caírem”, conclui. Ele mesmo tem atendido diversas pessoas que o procuram para desabafar ou pedir conselhos.

Um resultado dessa busca por comunhão no ambiente virtual é o surgimento de grupos como o Clube das Mulheres Autênticas (CMA). Nascido de uma brincadeira entre mulheres cristãs que se conhecem apenas virtualmente, o grupo tem como lema “Liberdade de ser quem realmente se é”. A bacharel em direito Roberta Oliveira Lima, de 31 anos, é uma das integrantes. Ex-membro da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte (MG), ela afastou-se de muitas das práticas ensinadas no modelo congregacional e se diz em busca de uma igreja “sem excessos”. Ela se define como “uma pessoa desigrejada, mas não desviada dos princípios do Evangelho”. Segundo Roberta, o CMA supre carências que a igreja local já não preenchia mais. “Nosso espaço tem sido um local de refúgio, acolhimento e alegrias”, relata.

Ela garante que, até o momento, o grupo não sentiu falta de uma figura sacerdotal. “Aquilo que nos propomos a buscar não requer tal figura”, alega. “Pelo contrário, temos entre nós alguns feridos da religião e abusados por figuras sacerdotais clássicas. O nosso objetivo maior é compartilhar a vida e o Evangelho que permeia todos os centímetros de nossa existência”, descreve, ressaltando que, para isso, não é necessário adotar uma postura proselitista. “Mas nosso objetivo jamais será o de substituir a igreja local”, enfatiza.

“Galho seco” – “Falta de acolhimento pela comunidade, o desgaste provocado pelo estilo centralizador e carismático de liderança e frustração com as ênfases doutrinárias contribuem para esse fenômeno”, concorda o pastor Alderi Matos, professor de teologia histórica no Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper, em São Paulo. Mas ele destaca outro fator que empurra as pessoas pela porta de saída dos templos: “É quando uma igreja e seus líderes se envolvem em escândalos morais e outros”.

A paraibana C., de 37 anos, é um exemplo de gente que fez esse penoso percurso. Ela relata uma história de abusos e falta de princípios bíblicos na congregação presbiteriana de que foi membro por mais de quinze anos, culminando com um caso de violência doméstica de que foi vítima – sendo que o agressor, seu marido, era pastor. “Havia perdido completamente a alegria de viver, ao me deparar com uma realidade bem distante daquela que o Evangelho propõe como projeto para a vida”. C. fala que conviveu em um ambiente religioso adoecido pela ausência do amor de Cristo entre as pessoas: “Contendas sem fim, maledicência impiedosa e muitos litígios entre pessoas que se diziam irmãs”.

Este ano, C. pediu o divórcio do marido e tem frequentado um grupo alternativo de cristãos. “Rompi com a religião. Hoje, liberta disso, tudo o que eu desejo é Jesus, é viver em leveza e simplicidade a alegria das boas novas do Evangelho”. Ela explica que, nesse grupo, encontrou pessoas que vivenciaram experiências igualmente traumáticas com a religião e chegaram com muitas dores de alma, precisando ser acolhidas e amadas. “Temos nos ajudado e temos sido restaurados pouco a pouco. No âmbito do grupo, um ambiente de confiança foi formado, de modo que compartilhar é algo que acontece naturalmente e com segurança.”

“As pessoas anseiam por ver integridade na liderança. Quando o discurso não casa com a prática, o indivíduo reconhece a hipocrisia e se afasta”, avalia o bispo primaz da Aliança das Igrejas Cristãs Nova Vida (ICNV), Walter McAlister.

Para ele, se os modelos falidos de igrejas que não buscam o senso de comunhão e discipulado – como os que denuncia em seu livro O fim de uma era (Anno Domini) – não mudarem, o êxodo dos decepcionados vai aumentar. Apesar de compreender os motivos que levam as pessoas a abandonarem a experiência congregacional, o bispo é enfático: “Nossa identidade cristã depende da coletividade e, portanto, de um compromisso com uma família de fé. Sem isso, a pessoa não cresce nas virtudes cristãs e deixa de viver verdadeiramente a sua fé. Como um galho solto, seca e morre”.

“O fenômeno dos desigrejados é péssimo. Somos um corpo, nunca vi orelhas andando sozinhas por ai”, diz Paulo Romeiro.

O pastor Alderi, que também é historiador, recorre à tradição cristã para defender a importância da igreja na vida cristã. “Da maneira como a fé cristã é descrita no Novo Testamento, ela apresenta uma feição essencialmente coletiva, comunitária. A lealdade denominacional é importante para os indivíduos e para as igrejas. Quem não tem laços firmes com um grupo de irmãos provavelmente também terá a mesma dificuldade em relação a Deus”, sentencia.

Sinais do Reino – Dentro dessa linha de pensamento, é possível até mesmo encontrar quem fez uma jornada às avessas, ou seja, da informalidade religiosa para o pertencimento denominacional. Responsável pelo blog Lion of Zion, Marco Antonio da Silva, de 31 anos, é membro da Comunidade da Aliança, ligada à Igreja Presbiteriana do Brasil, em Recife (PE). Ele afirma que redescobriu sua fé na igreja institucional. “Para alguns militantes virtuais mais radicais, isso seria uma heresia, mas tenho uma família com necessidades que uma igreja local pode suprir – e a congregação da qual faço parte supre essa lacuna muito bem”, afirma.

“Existe desgaste, autoritarismo e inoperância em todos os lugares onde o homem está”, reconhece o pastor e missionário Nelson Bomilcar. Ele prepara um livro sobre o tema, baseado nas próprias observações do segmento evangélico a partir de suas andanças pelo país. “Podemos ficar cansados e desencorajados, mas temos que perseverar e continuar amando e servindo a Igreja pela qual Jesus morreu e ressuscitou”. Como músico e integrante do Instituto Ser Adorador, Bomilcar constantemente percorre congregações das mais variadas confissões denominacionais – além de ser ligado a seis igrejas locais, ele congrega na Igreja Batista da Água Branca, em São Paulo. “Continuo acreditando na Igreja do Senhor. Estou na Igreja porque fui colocado nela pelo Espírito Santo. É possível viver o Evangelho na comunidade, apesar de todas as suas ambiguidades, para balizarmos aqui e ali sinais do Reino de Deus. Tenho sido testemunha disso”.

***
Fonte: Cristianismo Hoje.

Comentário do Púlpito Cristão:

Agradecemos ao Mauricio Zagari e a equipe da Cristianismo Hoje por abordar um tema tão importante. Cabe dizer que este tempo de “decepcionados com a igreja”, com seus líderes “amantes de si mesmos”, “mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus” é um fenomeno escatológico e está absolutamente dentro do quadro prófetico apresentado pelas Escrituras, do mesmo modo o advento de crentes “avarentos”, com “comichoes nos ouvidos” que buscam mestres que preguem somente aquilo que eles querem ouvir, está totalmente predito na Biblia, razao porque nao devemos nos assombrar com a proliferacão dos movimentos heterodoxos, nem com o crescimento dos seus adeptos.

Mesmo assim, apesar de tudo que se tem dito sobre a igreja, nós, blogueiros do Púlpito Cristão, concordamos integralmente com o que disse Paulo Romeiro, de que não existe tal coisa absurda como o “crente solitário”. Igreja é comunhão, e embora a liturgia e o modelo organizacional possam variar de acordo com os diferentes contextos onde ela está inserida, a verdade é que o povo de Deus deve congregar, estar junto, desenvolver vínculos de amizade, se reunir para adoracão, enfim: Igreja é colatividade, jamais isolamento. A igreja é uma iniciativa plural, que reune gente de todos os povos, línguas e nacoes.

Não temos neste blog nenhuma pretensão de substituir a igreja, e sim de ser seu braco apologético, ajudando os crentes a refletirem temas importantes para sua fé, informar e as vezes descontrair. Portanto, espero sinceramente que ninguém veja o Púlpito como sua igreja, ou como orgão que luta contra a igreja. Lutamos pela igreja (a verdadeira, e nao essa paspalhice xamanica, sincrética, ubandista e mercantil), e não contra ela. Queremos edificá-la, não destruí-la ou competir com ela.

Mais uma vez, parabéns a CH por abordar um tema tão apropriado e polemico!

Equipe PC

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28 COMENTÁRIOS

  1. Fato é que o principal mandamento é o Amor…
    Concordo que é importante sim, termos comunhão uns com os outros,claro, mas vamos com calma, sem pressão. Tenho certeza que é possível sim, ter um relacionamento com Deus, fora da igreja, creio que a passagem do bom Samaritano ilustra mais ou menos isso,nada vale frequentar uma igreja e fazer vista grossa pra alguém precisando de ajuda, seja a um meio-morto por salteadores, ou a um cego precisando de ajuda pra atravessar a rua;
    Eu sinceramente estou tentando me "enturmar" numa igreja, mas sendo franco ainda não consegui ver essa importância toda, talvez porque eu me converti sem igreja,sei q alguns estão pensando que isso é impossível, mas só Deus pode sondar os corações, seja de igrejados, ou não..

    Fiquem na Paz do Senhor!!

  2. Eu vi revista nas bancas, ainda não comprei.A matéria chamou minha atenção. A Christianity Today se,pre teve artigos ótimos, a versão brasileira não fica atrás.
    De fato é estranho imaginar orelhas andando por aí, me parece aberração. Mas a questão é que tem pastor que tem a síndrome de Van Gogh e outros com síndrome de Highlander, dentre outras doenças que afetam o corpo.
    O quadro é profético, tá duro de engolir certas lideranças. Se a pessoa não buscar um relacionamento com Deus e não entender o plano de Deus na igreja não fica mesmo. Afinal, muitos pastores aderiram ao evangelho do amor descartável: "se você não gosta dessa igreja, ou discorda, vai pra outra. Tem um monte de igrejas por aí".
    Isso é coisa que um pastor diga a uma ovelha ou que um irmão diga a outro irmão? Vc consegue imaginar alguém falando: "Se não concorda com os problemas da sua família, vai pra outra?"
    Para mim, ficou faltando a observação de que os mochileiros são um sintoma, e não a causa da apostasia.

  3. Lendo essa matéria eu me identifiquei com muito do que foi dito. Talvez há alguns meses atrás eu não entenderia essas pessoas, os chamados "desigrejados". Porém hoje eu me identifico, pois sou quase um deles, pois também de cansei da igreja com "i" minúsculo.

    Quero um lugar de comunhão e aprendizado da palavra, mas um aprendizado que resulte em ação, ação que alcance vidas, não ação para melhorar uma instituição, ação que mude corações. Não busco vestir camisa de igreja, que antes eu vestia com todo orgulho, agora quero vestir a camisa do evangelho, essa sim deve ser vestida e zelada.

    Um abraço a todos!
    @tidgondim

  4. eu já andei por várias igrejas e também cansei, não tenho mais saco de ver a malandragem que tem na igreja, da moral sem cueca, das fofocas e difamações, da busca por experiências místicas que em nada fazem frutificar, da exploração financeira a custa de Deus, enfim, não quero mais pertencer a nenhuma igreja, vou em várias e gosto de todas elas, tenho amigos importantes que congregam, mas se eu fico um pouquinho mais, já percebo que a maioria do que parece legal, na verdade é só decepção, então é melhor me manter longe, assim, tenho "olhos bons" e não vejo o mal e até esqueço que a igreja tem problemas. saudações

  5. Certa pesquisa feita na UNB entre os estudantes,fez-se a seguinte pergunta: O que vc pensa sobre Jesus Cristo? E a resposta foi muito boa.A resposta foi: Com Jesus Cristo vai tudo muito bem,nada contra,Ele é uma pessoa legal,Sua história é verdadeira,Ele foi ou ainda é um revolucionário do amor.Com relação a igreja? Nada haver com Jesus Cristo – os seus seguidores deixam a desejar. Ghandi me parece ter dito algo parecido: Com Jesus tudo bem,com os seus seguidores NÃO.Bono Vox ,da banda U2 faz o mesmo reparo sobre a história do Senhor Jesus Cristo e seus seguidores.A opinião dele sobre a igreja não nada boa,e ele é um cristão ativo com suas ONGS assistindo os pobres na Africa.Não sei o que fazer para melhorar a igreja.Continuo no meu ministério de oração.Bill Hibels escreveu um livro Descontetamento santo,leia e confere.
    Tito,com açucar sem pimenta,from brasília.

  6. Jamais poderemos confundir IGREJA (conjunto dos que servem a Cristo e ao Reino de Deus e se reunem para adora-lo) com templos com CNPJs. Jesus jamais pensou nesse modelo de expansão do Reino (com megas-templos e megas denominações nas mãos de ditadores religiosos fariseus). Alias essa idéia de construção de templos, so foi :”inventada” apos o ano 313, quando Constantino fez aquela miséria e de quebra transformou todos os templos da “deusa Diana” em templos cristãos , e sem tirar a Diana de dentro, acabou naquilo que conhecemos hoje como mariolatria, pois adorava-se Diana contra a ordem do imperador e o jeitinho foi transforma-la em Maria para escaparem de possíveis perseguições. Os templos ficaram em segundo plano e foram sendo construídos a partir dai.
    E quem sabe, essa não é o modo de tudo voltar como deveria ser, igreja verdadeira, cujo único Dono e Cabeça é o Senhor Jesus.
    Quem disse que o Evangelho para ser pregado é necessário cartão de membro e ficha com data batismal e ate quanto se da de dizimo e ofertas??

    Nos nos “acostumamos” com esse SISTEMA e parece impossível viver sem ele, mas so parece. Com Cristo Jesus é possível.

  7. No início da minha vida cristã,eu fazia visita hospitalar nos domingos,visitando gente enferma e abandonada que não tinham sido visitados por parentes.Certa ocasião o pastor da igreja onde eu membrava jogou um balde de merda em cima de mim,qdo me perguntou quem me mandou visitar os doentes? E era novo convertido,com todo o gás da alegria da conversão,tocava acordeon em forró e vim tocar na igreja onde encontrei dificuldade para me enturmar – eu sou entre outros um desapontado,e isso no começo,hoje estou um pouco pior – vivo bem sem ir na igreja,e sobrevivo qdo vou.
    tito from brasília.

  8. Devemos tirar esse Nome "Desigrejados" pois quem é a igreja ? somo nós que aceitamos a Jesus Cristo e o seguimos, igreja não significa Um lugar, signifa uma pessoa e essa pessoa, somos todos os que crem e seguem a cristo.

    Agora, acreditar em uma Instituição esta DIFICIL !!!…
    muito dificil, pois uma grande parte trabalha para seus desejos e LUCROS.
    e se você quer mudar o lider da igreja, você corre o risco de ser expulso do lugar.
    todos nós sabemos dos problemas que existem, sem contar as DOUTRINAS idiotas que algumas tem.
    e não esquecemos tambem do CRENTES FARISAICOS, que quando você peca , em vez de te dar uma mão eles te jogam pedras…
    Tambem temos que aguentar os SUPER CRENTES pre-potentes, que se você não é da PANELINHA dele você nem existe para ele.
    E tambem os Lideres Pilantras que roubam a lã das Ovelhas, ate tirar a pela da pobre Ovelha.

    não tenho medo de falar pois Deus sabe que falo com toda a minha sinceridade sem HIPOCRESIA, prefiro ser sincero para Deus do que ser um FALSO, ate mesmo peço a Deus que me exorte se estou errado, mais cada dia vejo um PODRE diferente das instituições.

    Tem gente ainda que vive em um MUNDINHO relisioso esperando um AVIVAMENTO na sua INSTITUIÇÂo, Eu acredito que esse AVivamento acontecera quando essas QUADRILHAS de FALSOS PROFETAS sejem REVELADOS !!!!!!!!!

    A Igreja esta despertando para a VERDADE !!!
    sigam com este blog, que tenho certeza que contrinuira ao Avivamento da Igreja De Jesus Cristo !!!

  9. É uma pena ver também que o frutífero ministério de Robert Mc Alister descambou para um arremedo de Catolicismo, inclusive com o uso de nomenclaturas, simbolismos, idumentária e calendários litúrgicos, e com a ênfase da patrística, principalmente no personagem Agostinho de Hipona (dando status de pai da Igreja a um indivíduo que defendeu dogmas contrários às escrituras). Não há explicação para o bispo Walter ter tirado o Pentecostal do nome da denominação, mesmo alegando os escândalos que vem sendo cometidos debaixo desse rótulo. Ele não precisava disso para marcar a diferença entre os evangélicos de ocasião, tais atitudes magoaram e também provocaram a saída de muita gente da Nova Vida.

  10. É! Tempos difíceis, mas Jesus veio para os doentes necessitados e eles se reúnem na igreja.O que fazer? Deixar Jesus fazer a obra.

    Percebem que hospital é para doente? Da mesma forma percebem que a igreja é para doentes (que é o são aqui??? Eu NÃO sou) e consequentemente vemos as doenças sendo manifestas, vemos as feridas podres?

    Mas ao olhar o médico JESUS que as reuniu em seu hospital (Igreja – com I maiúsculo) acalmo meu coração e sei que na Igreja existem muitas pessoas sendo curadas ainda. Umas mais avançadas, outras nem tanto, outras se negam receber medicação, outras negam estar doentes, outras sabem que estão necessitadas e fazem de tudo para Cristo curá-las e serem bênçãos… enfim, vemos de tudo num hospital né? O que MENOS vemos são pessoas 100%.

    Se percebermos que somos também necessitados, exigiremos menos perfeições dos outros. Não estou dizendo que é "vinde como estais e fique como estais", pelo contrário, nesse hospital (Igreja), quem entra, entra para mudar e Jesus faz isso.

    Passo pelas mesmas dificuldades congregacionais, mas Jesus não perdeu o controle e Ele com certeza (É para Ele quem devo olhar) está tirando minhas (nossas) podridões (pecados).

    Mais uma vez friso que isso NÃO quer dizer que NÃO devemos criticar e buscar o bem comum EM CRISTO. Mas a Igreja é um grande hospital (ai daquele que se acha SÃO, isso inclui membro, pastor, padre, guro, pajé, mago etc) eu preciso que Deus crie em mim um coração puro e eles também precisam (o problema também é isso, ou seja, achar que NÃO).

    Igreja (a de Deus) é um hospital. Pense nisso ao entrar em qualquer um desses lugares e pare para pensar sobre que tipo de pessoa você vê lá. Verás que Igreja (de Deus) e hospital existem para esse povo mesmo.

    Pensemos nisso, eu primeiramente, depois você. Fiquemos com Deus!

  11. Muito bom.

    As igrejas estão colhendo o que plantaram durante décadas: emocionalismo, antiintelectualismo, estímulo à vaidade pessoal, desprezo pelo estudo da Bíblia, etc.

    Conforme expresso, temos de evitar o lapso de, no empenho de evitar ou corrigir um erro, cair no erro oposto. A associação é essencial, os problemas ATÉ CERTO PONTO fazem parte e servem para nos refinar e provar.

    * * *

  12. Ops! A frase que falei acima

    "Percebem que hospital é para doente? Da mesma forma percebem que a igreja é para doentes (que é o são aqui??? Eu NÃO sou) e consequentemente vemos as doenças sendo manifestas, vemos as feridas podres?" DEVE ser lida assim:

    "Percebem que hospital é para doente? Da mesma forma percebem que a igreja é para doentes (pois precisamos de Cristo e não podemos dizer que não precisamos de Cura) e consequentemente vemos as doenças sendo manifestas, vemos as feridas podres?
    Muito Obrigado!

    Por favor, quero corrigir a frase, pois ela ficou sem sentido da forma que estava (erro ao digitar ou colar o texto, enfim…)

  13. A lastima disso tudo e' que a maioria ainda acha que igreja e' a instituicao que tao bem conhecemos e da qual vemos, todos os dias, pessimos exemplos, com rarissimas excecoes as quais nunca sabemos onde estao. Tenho pra mim que ha mais "desigrejados" dentro do que fora e na maioria das vezes quem sai esta mais "igrejado" do que antes, porque vai servir a Deus sem a direcao farisaica.
    Vai adora-Lo de forma simples, com liberdade e acima de tudo, em espirito e em verdade como queria Jesus.

  14. E a igreja de quatro paredes perde a os poucos seus objetivos, e viro mais um comércio, a onde o que vale e crescer cada ves mais a arrecadação de dinheiro. outro dia esta vendo um filme evangélico,e uma frase me chamou a atenção,foi quando um dos convidados para ir a igreja, disse que eles procuravam membros e não amigos, me lembro cristo quando disse que os discípulos não eram mais cervos mais sim seus amigos.
    Eu também sou um que esta fora da igreja de quatro paredes, e digo uma coisa nunca tive tão esclarecido a respeitos dos propósitos de DEUS como estou agora que estou longe da superstição,invenção dessa turma de espertalhões que se diz cervo de DEUS.
    O que na verdade muitos deles utilizam são estratégias psicológica e deturpando a bíblia a ao bel prazer.

  15. Eu desmascaro qualquer canalha na cara,seja pastor ou o diabo de terno,é tudo Laudicéia,igreja é casino,quem tem mais sai com a mulher do outro e é consagrado porque tudo não passa de mentira.Falam do Caio Fabio,mas, fazem coisas piores,pois são safados e vadíos,progamas de tv repugnantes,mliagres pagos,pregações ordinárias,uma corja de patifes enfiando dinheiro em seus gurus evangélicos.Materialistas bebados,pilantras sem moral…

  16. Ótimo post!

    Uma análise criteriosa e objetiva. Independente das circunstâncias, sabemos que o Senhor conhece os seus, aqueles que fazem parte da Igreja de Jesus (que é invisível, sem CNPJ).

    A Paz do Senhor a todos os irmãos em Cristo!

  17. Irmãos,estou há cerca de 1 ano e meio fora da minha antiga denominação,onde congreguei por 10 anos.saí de lá por não concordar com os desmandos,e acusado covardemente de ´´abrir uma igreja para desviar o povo“.

    Digo para os irmãos:A MINHA VIDA NUNCA ANDOU TÃO BEM COM DEUS.Estou a cada dia mais esclarecido acerca do Reino,e enxergando coisas que não conseguia ver antes,simplesmente por estar inserido num sistema perverso.

    Não sustento mais ´´ministros“preguiçosos e ociosos com o suor do meu rosto,não sustento mais o luxo dessa gente que constrói patrimônios enormes de maneira desonesta,sejam cantores,sejam ´´pregadores“,sejam lá o que for.

  18. Queridos irmãos Leonardo, editor do Blog, e Maurício Zágari, autor do artigo, a paz..

    Primeiro gostaria de parabenizar pelo tema. É de relevância extrema para a comunidade evangélica.

    Tenho algumas considerações pessoais e informais a fazer.

    A primeira é que, à exemplo de Paulo Romeiro, considero extremamente prejudicial o crescimento do segmento denominado aqui por "desigrejados", pois considero a comunhão com os irmãos e a vida em congregação essencial para o crescimento cristão sadio, apesar de reconhecer e concordar com todas as contradições existentes na igreja institucional.

    Dessa forma, considero que aqueles que estão decepcionados com a superficialidade da igreja institucional, com o autoritarismo, com a falta de amor e suporte de sua liderança, deveriam ser eles próprios a mudança que gostariam de ver. Estou convicto que este sentimento de decepção gerado no coração de muitos cristãos revoltados com a pouca enfase num evangelho restaurador de vidas, por parte da igreja, não é obra do acaso ou da modernidade simplesmente, mas de Deus. Mas Deus não faz brotar estes sentimentos para que abandonemos a congregação, antes para que possamos observar e agir em direção à mudança deste quadro, a iniciar por nós mesmos, uma vez que percebo, por experiência própria, que nem todos os que se revoltam estão dispostos a gerar esta mudança em si, antes que ela ocorra nos outros.

    Em segundo lugar, tenho também absoluta convicção que não existe decepção capaz de gerar desfalecimento na vida de pessoas que estão totalmentes entregues a Cristo, uma vez que é Ele que nos sustenta em meio a todas as nossas dores, ou seja, não consigo imaginar um cristão genuíno "entregar os pontos" porque foi perseguido, injustiçado, ofendido, haja vista ser isso o que espera por todo aquele que decide viver com sinceridade em Cristo (2Tm 3:12).

    Não considero razoável abandonar a congregação em suas próprias dificuldades por haver sido perseguido por ela, do contrário, é papel nosso transforma-la e renova-la pelo amor que Cristo gera em nós.

  19. Não sei, Ruy, Quando a igreja se torna uma Babilônia é melhor seguir o conselho:"" Sai dela povo meu , e não seja participante de seus pecados", de Apocalipse 14.

    Numa igreja por onde passei, o pastor adulterava no escritório da igreja, cantava as mulheres casadas e solteiras, desviou verbas da igreja para uso pessoal, destruiu ministérios, proibiu toda atividade pentecostal como revelação e profecias, usou o púlpito pra intimidar as pessoas, inclusive falando coisas íntimas do gabinete, era constante ver pessoas que saía aos prantos após o gabinete pastoral, proque ele as humilhava, e sua única pregação ao longo dos cinco anos era: "não toques no ungido"(no caso, ele) ou "não fala mal do pastor", mesmo quando convidava pregadores de outros locais a pregação era encomendada e neste mesmo tema. Além disso, foi responsável pelo desvio de todos os recém convertidos que não tinham base para suportar isso.
    A igreja se reuniu e tentou tirar o pastor durante conco anos, mas seus vínculos com a maçonaria garantiram seu posto.
    Dos 300 que estavam na igrejam apenas 50 ficaram, provavelmente porque pensam como você.
    Mas a igreja não se recuperou até hoje.
    Assim, acho simplista dizer que não se de
    ve abandonar a congregação nestas circunstâncias. Creio que a Igreja de Cristo está acima de todas estas coisas.Mas assim como nem tudo que reluz é ouro, nem tudo que tem placa e fama de igreja é igreja. Sabe, tem muita igreja de SArdes por aí: "tens nome de que vives e estás morto” (Apocalipse 3.1b)
    E com relação ao seu comentário:
    "tenho também absoluta convicção que não existe decepção capaz de gerar desfalecimento na vida de pessoas que estão totalmentes entregues a Cristo", deixa eu te dar o exemplo de uma amiga, que teve um filho e isto foi uma festa par a igreja. Esta criança ficou doente ea igreja se reuniu em campanha, todos queriam ver o milagre. A criança morreu. E todos culparam a mãe da criança porque ela não tinha fé e porque a falta de fé dela matou a criança. Pararam de falar com a mulher, sempre a culpavam e a abandonaram no pior momento de suas vidas. Ela, para não sofrer mais torutras deste tipo, saiu da igreja. Seu casamento acabou, ela saiu da presença de Deus e fez coisas terríveis para aliviar seu sofrimento.

    Será que isto é motivo suficiente para você?OU você também é dos que acham que ela poderia ter mais fé?

    Quando a conheci, agradeci a Deus por também ter passado por igrejas torturadoras, por pastores perversos, e por irmãos insensíveis e gananciosos por poder e cargos na igreja, porque assim eu podia consolar essa jovem e ser uma das peças usadas por Deus para ajudar na sua ura até que o Espírito Santo a curasse e então a recolhesse e a enviasse de volta a Igreja, onde ela, curada, voltou a ter comunhão com Deus e com os irmãos.

    Você certamente não passou por nada disso,Ruy,parece que você está num outro mundo, num mundo perfeito, ideal, platônico. Porque senão saberia que nem sempre os desigrejados saem por sua conta das igrejas: muitas vezes eles são forçados ou obrigados a sair. E nem sempre é por falta de fé ou comunhão, é exatamente pelo contrário:é apr aque não se percam.
    "Sugiro que unjas seus olhos com colírio para que vejas".
    Em Cristo
    Lya Alves

  20. Sou um cristão que não gosto mais de igrejas, apesar de estar em uma. Na minha, o pastor é homem de oração, jejum, usado em dons espirituais, mais tenho notado que ele vem distorcendo a Palavra no que toca dízimos e ofertas. Está tendo o mesmo discurso das outras. Ele diz que os cristãos depositavam tudo nos pés dos apóstolos(só não diz que os apóstolos faziam uma verdadeira divisão de bens entre todos – eles aproveitam a ignorância bíblica do povo para ensinarem a gosto deles, isto é nojento; que devemos dar o que não podemos, porque Deus vai abençoar, e que Ananias e Safira morreram porque não deram tudo. Visitando igrejas vemos como muitos pastores assim procedem. Muitas das igrejas acabaram com estudos bíblicos e escolas dominicais. A Bíblia não é mais ensinada. A ignorância do rebanho é o grande sustento desses pastores.
    Outro dia, visitando uma igreja, o pastor desta, teve uma revelação com um dos visitante, e a revelação é que o visitante ía ganhar uma bênção financeira. Para minha surpresa, o pastor disse que não era para dar oferta quando recebêsse, e sim o dízimo, pois foi em sua igreja que o visitante ganhou a bênção. Os pastores estão alucinados por dinheiro. Dá nojo esta paranóia por dízimos e ofertas. Eles estão loucos por dinheiro. Do jeito que a coisa anda, acho que vai chegar uma época em que seremos ameaçados com armas para dar dinheiro a estes homens ditos pastores. A coisa tá prá lá de maligna. E a doença está se alastrando até nas pequenas congregações.

  21. Fui no seminário de Daniel Mastral, e fiquei muito chateada com o que ele contou no púlpito. Ele contou para nós, que esteve em uma igreja e viu os pastores se esforçando na pregação para alcançar as ofertas do povo; só que depois eles começaram a instruir o pregador do dia seguinte para pregarem a mesma mensagem para o povo, para que este pensasse que era a confirmação do Espírito Santo. É isto mesmo, pregação na base da tramóia para enganar o povo, dizendo ser o que o "Espírito queria". Nos contou também, que um pastor pegou muitos livros dele e não pagou, e quando ele foi cobrar, o tal pastor disse que ele tinha roubado mesmo, e que ele(o Daniel Mastral), fizesse o mesmo com as outras pessoas. Daniel disse que chorou muito. A coisa está ficando estreita em todos os lados para nós.O número de lobos estão crescendo mais do que o de pastores de Deus.

  22. E lá no seminário, alguém usado em dons, de outra denominação, conversávamos a respeito da forma que os pastores estão fazendo para arrancarem o dinheiro do povo. E, para minha surpresa, esta pessoa que estava conversando comigo, me disse que se não fizer assim o povo não dá as ofertas.
    Lobos geram lobinhos. O povo também está distorcendo a Bíblia. Meleca pura.

  23. Tendenciosa materia…

    Coloca de forma sutil akeles q abandonaram as denominaçoes como: "decepcionados, desiludidos,traumatizados e ressentidos".

    Outra caracteristica da materia eh colocar sutilmente q akeles q saem do sistema deixam de ter comunhao e comungar com outros. Sabemos q isso pode acontecer, mas nao é via de regra q apenas nas igrejas institucionalizadas eh possivel congregar. A igreja de Atos nao tinha nada de institucionalizada (leia-se: formalizada) e nem por isso deixava de ter comunhao.

    Por fim a materia tem q reconhecer a falencia do sistema institucionalizado, colocando como consequencia disso o abandono do sistema por tais pessoas.

  24. Há aproximadamente um ano que estou em casa com minha família.Não suportamos mais, ver o desvio da Igreja do verdadeiro Evangelho.Optamos em selecionar sites que leva a sério o evangelho de Jesus Cristo, contendo mensagens evagélicas que transforma vidas.
    A maioria das Igrejas Evangélicas tem que se converterem ao evangélho!

  25. Também achei a matéria claramente tendenciosa. Como o Tiago escreveu: "Coloca de forma sutil akeles q abandonaram as denominaçoes como: "decepcionados, desiludidos,traumatizados e ressentidos"."
    Tem um livro do frank viola,"Quem é tua cobertura?", disponível pra download na web, que fala sobre isso.
    Há muito que se pensar na "comunhão" e no evangelho que temos nas igrejas institucionalizadas.
    Recomendo também a leitura de "Reconsiderando o Odre" e "Cristianismo Pagão", também de Frank Viola.
    Paz!

  26. acho que vivo numa igrejja de hipocritas..onde o pastor coloca jaleco e faz consulta de medium…aponta o dedo pra todos menois pra ele ele é perante deus cansei

  27. Onde fica a CASA DE DEUS? O Evangelho responde:
    "E Moisés era fiel, em toda CASA DE DEUS, como servo, para testemunho das coisas que haviam de ser anunciadas; Cristo, porém, como FILHO, em sua CASA, a qual CASA SOMOS NÓS…" Hebreus 3.5,6

    Após seu encontro com Jesus Cristo na estrada de Damasco, o que Paulo saiu a pregar: o Velho Testamento, a Lei, os profetas, ou Jesus Cristo e esse crucificado? Paulo afirmou ser um LEVITA conforme a Velha Aliança ou um ministro de uma NOVA ALIANÇA? O Evangelho responde:
    "Por dois anos, permaneceu Paulo na sua própria casa, que alugara, onde recebia todos que o procuravam, pregando o reino de Deus e, com toda intrepidez, sem impedimento algum, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo". Atos 28.30,31
    "O qual nos capacitou para sermos ministros de uma NOVA ALIANÇA…" II Coríntios 3.6
    "Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado" I Coríntios 2.2

    Sou apenas um amigo do Amigo de pecadores, chamado pela Graça de Deus para caminhar na graça, de graça. Não deixe de visitar o blog "Caminhando na graça de graça", dos irmãos Marcelo e Eunice. A gente se fala pelo Caminho…

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