A carne é como a erva

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Homenagem ao pastor Julio Soder

Por Mário Freitas

Conheci o Pr. Júlio há poucos meses. Vi alguns de seus textos na internet, os quais me foram introduzidos via twitter. Era bem articulado, e suas posições eram claríssimas. Questionava questões políticas, e até futebolísticas. Mas sua paixão era a igreja. Era comprometido com o evangelho verdadeiro e simples.

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Como residimos na mesma cidade, marcamos um encontro e tomamos um café. Calhou de ser dia de reunião de nossa equipe pastoral, e eu lhe convidei para trazer uma palavra. Foi impactante! Compartilhou sobre Davi e os seus seguidores na caverna de adulão. Desafiou-nos, como líderes, a pensar nos excluídos, nos “encavernados”, nos viciados.

O próprio Júlio fora viciado em drogas por muitos anos. Eram drogas pesadas. Júlio conheceu a Jesus num centro de recuperação no norte do país, apesar de ser gaúcho. Tornou-se líder do centro, depois pastor. Fundou outras clínicas, pastoreou igrejas. Mas as drogas cobraram, e o corpo sentiu. Júlio esperava por um transplante, mas seu fígado faliu e ele faleceu, ontem, 7 de novembro de 2010.

Curioso que tentamos marcar outros encontros. Não conseguimos. Como estou prestes a me mudar de Belo Horizonte para Vitória, resolvi que não adiaria. Preguei no sul do país até ontem, e lá comprei uma erva de chimarrão da marca 81 – uma das mais populares. Eu mesmo não gosto de chimarrão, somente minha esposa, que é paranaense. Eu já tinha marcado com ele: “Vem aqui pra casa: você e minha esposa tomam chimarrão, eu tomo coca-cola!”.

Hoje cheguei a BH com a erva de chimarrão na mão. E a erva continua comigo. Se minha esposa tomar, terá uso. Se não, vai secar, estragar. Como o corpo. Como a vida. A diferença é que ao Júlio já foi dado outro corpo. E um fígado perfeito.

***

Mario Freitas é pastor da 3ª Igreja Presbiteriana em BH e diretor da missao M.A.I.S.
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4 COMENTÁRIOS

  1. Tornei-me amigo do pr. Julio no Facebook, embora tenha estado em Belo Horizonte por mais de 10 meses preparando o Festival de Esperança, com Franklin Graham. Pude perceber que tínhamos muito em comum na defesa do genuíno evangelho. Há algumas semanas passamos a seguir um ao outro no twitter. Pouco tempo de convivência virtual me permitiu ver nele um homem seguro de suas convicções. Foi com surpresa que recebi a notícia de sua passagem para a outra vida – o sonho de todo o crente – até porque desconhecia as suas vicissitudes com a doença. Creio que o melhor que podemos fazer é continuar a sua jornada, defender a fé que sempre defendeu e estarmos preparados para quando lerem a mesma notícia a nosso respeito tenhamos deixado um bom rastro e uma certeza: a de que fomos ao encontro do nosso amado Senhor. Se no céu "houver chimarrão", esteja certo, rev. Mario Freitas, que vou participar de uma "roda" com o pr. Julio.

    Abraços!

  2. Não conheci tão bem o Pr. Julio, troquei apenas alguns poucos Twits com ele. Nem sempre concordávamos (principalmente quando o assunto era política), mas sempre apreciei sua honestidade e sua forma simples e direta de comunicar suas idéias.

    Sentiremos saudades…

    @amorimcoelho

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