Evangelho e cultura: Pregando o evangelho em um ambiente multicultural

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Os limites entre a valorização da cultura e a absorção de valores opostos ao evangelho

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Por Leonardo Gonçalves

Para iniciar nosso estudo, trabalharemos três conceitos de missões:

• Fundamentalismo missiológico: Rejeita a cultura, demonizando-a e se fechando para aquilo que ela pode oferecer.

• Liberalismo missiológico: Absorve a cultura, mesmo em seus aspectos negativos, culminando em paganizarão da fé

• Evangelismo missional: Dialoga com a cultura absorvendo e respeitando os valores que servem ao evangelho, ao mesmo tempo em que rejeita aquelas noções, muitas vezes tidas como culturais, que estão em oposição ao evangelho de Cristo.

Exemplo de fundamentalismo missiológico: Igrejas plantadas por missionários europeus e estadunidenses em meados do século 19 e 20. Os missionários impunham padrões de vestimenta européia aos habitantes de países tropicais. Também importavam seus instrumentos e cânticos, não valorizando a cultura autóctone. Tal tendência pode ser observada nas igrejas pentecostais.

Exemplo de liberalismo missiológico: O movimento missionário cristão pós-constantino, que tinha como estratégia absorver a cultura dos países aos quais pregava, sem questionar a validade de tais práticas. Assim, a igreja sacramentalizou a cultura, colocando-a acima do evangelho. Tal tendência pode ser observada no catolicismo, no neopentecostalismo (contextualizando com a cultura capitalista) e no movimento emergente liberal, que trata questões como aborto e homossexualismo como demandas culturais, ao invés de práticas pecaminosas.

Exemplo de evangelismo missional: A pregação de Jesus a mulher samaritana, onde o mestre pregou a mensagem de salvação a partir do contexto cultural daquela mulher; Paulo no areópago de Atenas, ao citar os filósofos pagãos em sua mensagem, criando uma ponte cultural através da qual introduziu o evangelho.

No entanto, o evangelismo missional dialoga com a cultura, sem ignorar o fato das culturas estarem manchadas pelo pecado. Assim, ele reconhece que nem tudo que é tido pelo homem moderno como valor cultural é aceitável diante de Deus. No fundamentalismo missiológico, a cultura é ignorada; no liberalismo cultural ela é endeusada e sobreposta ao evangelho. Já o cristianismo missional conversa com as diferentes culturas usando-as como ferramenta de contextualização, ao mesmo tempo em que rejeita valores culturais que se opõem a mensagem cristocêntrica.

Usando a cultura em favor do evangelho: Construindo pontes culturais para pregar o evangelho em um ambiente cultural diversificado

Se pudermos resumir a missiologia urbana e transcultural em uma só palavra, esta palavra é contextualização. Contextualizar significa apresentar idéias e pensamentos levando em consideração o contexto das pessoas, de modo a comunicar os fatos com maior clareza. Houve um tempo em que a contextualização era um principio distante, uma ferramenta usada apenas pelos missionários transculturais. No entanto, as demandas do mundo moderno e o ambiente policultural fazem da contextualização uma ferramenta indispensável à igreja contemporânea. A igreja que não contextualizar sua mensagem fossilizará e se tornará irrelevante para a sociedade ao seu redor.

Em Atos 17, o apostolo Paulo fez seu célebre discurso no areópago de Atenas. Cercado pela elite intelectual daquela cidade, ele apresentou um sermão engajado, no qual citava de memória os filósofos e poetas gregos, demonstrando afinidade com os temas de predileção daqueles homens. E foi assim, começando pelos poetas gregos que o doutor dos gentios conduziu seus ouvintes a mensagem de arrependimento. Quando Paulo mencionou a ressurreição, muitos se escandalizaram e se foram, mas Dionísio e alguns dos presentes se converteram ao cristianismo. Paulo foi sábio porque soube usar a cultura em seu benefício, construindo uma ponte por meio da qual introduziu o evangelho.

O diálogo de Jesus com a mulher samaritana, em João capítulo 4, também é fundamental para nosso entendimento acerca da contextualização. Nele, Jesus aborda o tema da salvação usando um dos elementos que fazia parte do cotidiano daquela mulher, a água. Ele era judeu, ela uma samaritana, e havia uma grande rivalidade entre ambos os grupos, mas Jesus iniciou seu diálogo a partir de um ponto em comum: o poço de Jacó (que era historicamente importante para judeus e samaritanos), e a sede existencial que todo ser humano tem. Assim, Jesus conseguiu apresentar o evangelho a mulher de forma eficaz, e ainda foi introduzido por ela a aldeia dos samaritanos.

Em todas as culturas existem determinados elementos que são comuns, e que devem ser explorados pela igreja em sua tarefa missionária. Uma igreja que deseja ser relevante deve estudar o grupo que deseja alcançar e, a partir desta analise, definir o tom da palestra, o estilo litúrgico, os ritmos musicais, a decoração do ambiente e definir as estratégias que facilitarão o diálogo com as pessoas que ela deseja alcançar. Se a igreja for “poli” ou “multicultural”, é bom que ela tenha programas específicos e ministros auxiliares que atuem como missionários para cada grupo alcançado (crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos, estudantes, universitários, profissionais, undergrounds, etc.). Não pode, porém, permitir que a abordagem ocasione divisão ideológica ou partidarismos, pois a igreja é um misto de povos, línguas, etnias, todos em torno de uma só verdade.

Por ultimo, deve-se sempre lembrar que na contextualização o que varia é a apresentação, e não o conteúdo. O missionário é aquele que apresenta a mesma verdade de diferentes modos à diferentes culturas, e não aquele que apresenta verdades diferentes a cada cultura. Os métodos podem variar, mas o conteúdo é sempre o mesmo.

Quando os valores culturais conflitam com o evangelho: Uma abordagem missiológica da cultura da América Ibero-hispana

Um vídeo divulgado pela JOCUM mostra crianças portadoras de deficiências sendo enterradas vivas pelos pais em uma aldeia indígena. Para os índios daquela tribo, tal prática é aceitável. Para os antropólogos, trata-se de uma questão cultural. Para o evangelho, aquilo é assassinato.

No Brasil, ainda existe uma forte tendência machista, que despreza o trabalho feminino. Mulheres que trabalham ganham menos, mesmo que exerçam a mesma função. Para grande parte dos homens brasileiros, isso é um valor cultural, mas para o evangelho, isto é acepção, por tanto, pecado.

Na América Hispana a mesma tendência cultural existe, sendo mais forte em algumas regiões. Demonstrações de afeto dos pais para com os filhos são tidas como fraqueza, e muitos maridos, por “imposição cultural”, maltratam suas mulheres e são violentos. Para a sociedade isso é cultura, mas para o evangelho, é pecado.

Nos EUA e na Europa, as pessoas tem desenvolvido uma tendência materialista e cética, onde o individualismo e o egoísmo são as marcas principais. O mesmo tem acontecido na América Latina, embora com menor intensidade. Este individualismo, egoísmo e ceticismo são todos nuances da cultura pós-moderna, mas são totalmente opostos ao evangelho, que é espiritual, coletivo e altruísta. O que os modernos sociólogos chamam de cultura, a bíblia chama de pecado.

Assim, podemos concluir que a abordagem comum que se faz da missiologia, que diz que o missionário deve coincidir totalmente com a cultura é sofisma. O evangelho não é uma esponja que simplesmente absorve a cultura, mas um poder que redime as culturas. A Palavra de Deus nos dá claro e amplo entendimento para discernir entre valores culturais e vícios morais. Quando se ignora isso, abrem-se as portas para o sincretistimo e paganizarão da religião cristã.

O princípio redentor da cultura na bíblia sagrada: Como o evangelho desafia os pressupostos culturais

Na bíblia vemos diversos exemplos que nos possibilitam vislumbrar os limites entre cultura e pecado. Talvez o primeiro deles seja a recomendação do Senhor ao seu povo, quando eles entram na Terra Prometida, de que eles não deviam seguir os caminhos das nações. Obviamente, muitas daquelas noções religiosas cananéias eram parte de uma cultura, mas elas não deviam ser absorvidas pelos hebreus.

Embora usado pelos missiólogos como paradigma de missionário transcultural, o estadista Daniel, juntamente com seus amigos, se recusou a comer dos manjares do Rei, e também não tomou do seu vinho, que era consagrado a ídolos. Eles estavam submersos na cultura babilônica, mas sabiam separar pressupostos culturais, conceitos morais e crenças religiosas.

Jesus em sua encarnação foi judeu em todo aspecto da existência. No entanto, o fato dele mesmo ser judeu e de estar contextualizando com os judeus não o impediu de denunciar a hipocrisia dos fariseus que lavavam as mãos cerimonialmente antes de comer, quando seus corações continuavam impuros. Ele também se levantou contra o costume de consagrar seus bens ao Senhor quando parentes próximos passavam necessidade. Jesus foi missionário transcultural, mas não se submeteu incondicionalmente a cultura hebréia. Ele a redimiu.

Tudo isso nos revela que o evangelho não é apenas um agente passivo e submisso à cultura, mas um agente transformador.

“O evangelho se submete à cultura na mesma proporção em que a cultura se submete ao evangelho, e desafia a cultura com a mesma intensidade que a cultura afronta a Palavra de Deus”

Conclusão

O tema deste estudo é na verdade uma incógnita no coração de muitos missionários urbanos e transculturais: “Como pregar o evangelho em um ambiente multicultural?”. Entendemos que a primeira coisa que o missionário deve fazer é encontrar a divisa entre a valorização da cultura e a absorção de valores opostos ao evangelho, posicionando-se de modo que lhe possibilite comunicar a mensagem de forma contextual e engajada, ao mesmo tempo em que resguarda os pressupostos absolutos contidos nas Escrituras.

Para isso ele deve usar a cultura a seu favor, rejeitando aqueles valores que, embora tidos por tendências culturais e modernas, se opõem ao evangelho. Ele deve dialogar com a cultura e usá-la como ferramenta pedagógica, mas não pode jamais endeusá-la, sobrepondo-a ao evangelho de Cristo. Por último, deve entender que o evangelho não é apenas um agente passivo e submisso à cultura, mas um agente transformador que muitas vezes se revela como principio contracultural, desafiando o status quo e redimindo a cultura ao nosso redor.

Questionário para discussão:

1. Quais as diferenças entre fundamentalismo missiológico, liberalismo missiológico e evangelismo missional? Onde podemos encontrar exemplos em nossa cultura?
2. O que significa contextualização? Apresente exemplos bíblicos de contextualização do evangelho.
3. Que estratégias sua igreja pode desenvolver para pregar o evangelho de um modo mais contextualizado?
4. O que pode acontecer com o missionário, quando ele não compreende que todas as culturas estão manchadas pelo pecado?
5. Apresente exemplos de tendências culturais que, embora em voga no mundo, não devem ser assimilados pelo evangelho.
6. Que comportamentos culturais da sua cidade o evangelho precisa redimir? Que comportamentos culturais na sua igreja não estão de acordo com o evangelho?
7. Apresente exemplos bíblicos de pessoas que rejeitaram ou mesmo se opuseram a valores culturais do seu tempo.
8. Como este estudo te ajudará a pregar o evangelho em um ambiente policultural e pós-moderno?

***
Leonardo Gonçalves é missionário no Peru e editor do Púlpito Cristão. Seminário ministrado na Iglesia Bautista Misionera, 16/10/2010

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20 COMENTÁRIOS

  1. Olá, Leonardo, sou artista plástica e venho usando a arte pra fazer missões. Um exemplo disso é a Einheit, exposição que está em cartaz até dia 12 de novembro no Instituto Cultural Germãnico em Icaraí. Eu trabalhei Genesis 3, a queda do muro de Berlim, a queda do homem e contextualizei com questões dos nossos dias, como a "guerra santa' forjada pela mídia, e as ideologias atuais. Se tiver tempo, passa lá.
    Um abraço a todos.

  2. Excelente artigo, Leo!

    Todo pregador do Evangelho que se preza, mesmo não sendo um missionário transcultural, encontrará nessas palavras entendimento para falar do amor de Cristo com prudência, atentando para as necessidades de cada vida!

    Evangelho não é imposição, mas transformação!

  3. Paz Leonardo, tudo bem?
    Vemos hoje as grandes igrejas usando da cultura do mundo como meio evangelistico. Como por exemplo: a renascer que monta ringues de vale tudo, sob o pretexto de atrair pessoas daquela tribo. E o conteudo do evangelho acaba sendo reduzido a meia duzia de palavras. Dessa forma, compromentem sim o conteudo do evangelho por uma contextualização banal.

  4. Proponente,

    O fato de existir o errado nao anula o verdadeiro. Pregar a um jovem trajando terno é tao extremo quanto pregar a um idoso de bermuda e boné. Tocar heavy metal na reuniao do "circulo de oraçao" é tao desrespeitoso quanto tocar Cassiane em uma reuniao de Undergrounds.

    Graça e paz.

  5. Não acho extremo pregar a um jovem usando terno e muito menos a um idoso usando bermuda e boné.
    Pois o carater da pessoa e o conteúdo do evangelho não estão na marca do terno e muito menos na bermuda ou boné de ninguem. Contextualizar desde que não comprometa o conteúdo.
    (acho que alguem ja disse isso não é?)

  6. Parabéns Leo,

    Adorei o texto, falou profundamente comigo. Tenho estudo nesses dias sobre a contextualização do evangelho, e tentando entender todos os pontos que estão neste contexto. Quando Hesselgrave afirma que contextualizar é tentar comunicar a mensagem, trabalho, Palavra e desejo de Deus de forma fiel à Sua Revelação e de maneira significante e aplicável nos distintos contextos, sejam culturais ou existenciais, ele expõe um desafio à Igreja de Cristo: comunicar o Evangelho de forma teologicamente fiel e ao mesmo tempo humanamente inteligível e relevante. E este talvez seja o maior desafio de estudo e compreensão quando tratamos da teologia da contextualização.

    Valew pelo artigo!

    Renato Jr.
    http://blogrenatojr.blogspot.com/

  7. Graça e Paz,

    Parabens pelo post.
    Na verdade é um alerta nos mostrando que, "o cristianismo missional conversa com as diferentes culturas usando-as como ferramenta de contextualização, ao mesmo tempo em que rejeita valores culturais que se opõem a mensagem cristocêntrica". Otima descrição!!!

    A mensagem cristocêntrica esta sendo substituida, simplesmente por acharem que é a cultura que conta. O pragmatismo esta corroendo as igrejas, procurando somente os fatos, numeros, e não, a verdadeira conversão. Realmente temos que nos policiar quanto ao contexto que estamos vivendo, se tocarmos cassiane no show de rap, com certeza não terá um efeito positivo, mas acho que pelo fato da cultura falar mais alto, as pessoas muitas vezes se esquecem que todos os ritmos adoram a Deus.Não vejo problema em lançar um som da Cassiane ou da Fernando Brum para um underground, desde que não compreta o conteúde. Não devemos nos apegar tanto a aparencia, pois é o conteúdo que importa. Não precisamos ser rapper, para evangelizar um rapper e vice-versa.

    Argumentos apenas.
    Deus abençoe,
    Graça e Paz.

  8. Paz!

    Um querido irmão na minha igreja desenvolveu um projeto pra alcançar "tribos urbanas". Saem por locais que a igreja não chega afim de declarar boas novas á todos. Eles são aceitos na comunidade sem acepção, mas deixamos bem claro que nossa "bandeira" agora é Jesus, e que todos,( o Emo, o metaleiro, o happer, o dj) agora somos irmãos e aceitamos uns aos outros em amor! ( algumas igrejas que só pregam pra certo tipo de pessoas colaboram para o preconceito) em alguns apriscos por ex algumas pessoas com certeza não seriam bem-vindas.Alguém com trajes sertanejos ou com roupas coloridas da bahia certamente não poderia ficar no mesmo pasto que um metaleiro!
    Isso não deveria ocorrer no meio do povo de Deus!

    Rodolfo Coelho

  9. No Brasil também há um sutil preconceito socialmente aceito: o sexismo contra os homens.

    Muitos acreditam que os homens são intelectual e moralmente inferiores às mulheres. E esse tipo de crença produz o seu próprio cumprimento: os meninos pobres são induzidos a se subdesenvolverem intelectual e moralmente, afinal "meninos/homens são assim mesmo".

    Em parte é por isso que há tanta falta de líderes genuínos no Brasil: os homens são induzidos a serem autoritários ou permissivos.

    Em parte é por isso que tantos brasileiros são tão devotos da "Senhora Deles": eles não conseguem associar amor, justiça e sabedoria com um Deus Pai, um Ser primariamente masculino, apenas com uma deusa-mãe.

    É do jeito que o Diabo gosta!

    * * *

  10. Na verdade, acho que as igrejas usam a contracultura pra evangelizar. Acho que usam a pior parte e não sabem oque fazer com a cultura. A igreja não se vê como produtora de cultura e não sabe oque fazer com a arte ou com seus artistas. Importa lico e aceita isso muito bem. Mas não é á toa que somos vistos como ignorantes e "iconoclastas ca cultura".Quem incentiva a arte? Quem está disposto a aceitar questionamentos?
    Um abraço

  11. Lya,

    Temos um projeto social em um centro de muita pobreza e um pouco violento. Lá, vejo crianças se drogando todos os dias. Temos lá um pré-escolar, e uma das coisas que tenho em meu coraçao é conseguir no mesmo bairro um terreno para colocar um centro cultural onde o pessoal pudesse aprender musica, dança, teatro, artesanato, pintura e receber aulas de reforço escolar.

    Falta, porém, artistas cristaos que abracem o projeto. Porém, sao poucos… E em nossa igreja nao há nenhum. Na minha cidade, nao conheço nenhum artista cristao. Em síntese, estamos sendo ineficientes em evagelizá-los, e pagamos um preço por isso.

    Triste, mas certo.

  12. Graça e paz.

    Também sou missionário no Perú, mas precisamente em Puerto Maldonado, Madre de Dios. Recentemente li o livro "Culto, cultura y cultivo" do Dr. Justo L. González e esta leitura foi muito útil para meu ministério transcultural. Se você ainda não leu, recomendo.

  13. Eduardo,

    Nunca estive em Puerto Maldonado, mas já ouvi falar muito desta cidade. Um amigo meu, o pastor Everson Pereira, está indo ao Acre pregar, e vai passar por aí na volta. Ele disse que se hospedará com um pastor brasileiro aí. Será que é você? (risos).

    Eita, mundo pequeno!

    Vou tentar conseguir o livro que você recomendou.

    Grande abraço,

    Leonardo.

  14. Hoje pela manhã li um excelente artigo de Kwame Bediako, com o título "AS ESCRITURAS COMO INTÉRPRETES DA CULTURA E DA TRADIÇÃO", o qual é um texto integrante do Comentário bíblico africano publicado no Brasil pela Mundo Cristão. Ali o autor compara as Escrituras como um prisma e que se une à cultura: "(…) reconhecer a centralidade das Escrituras para a nossa identidade não significa demonizar nossa cultura tradicional nem aprender a citar determinados versículos e capítulos para apoiar certas posições que assumimos devido a nossas origens denominacionais ou tradicionais (…) Quando a luz passa por um prisma, revela-se do outro lado como um arco-íris. Semelhantemente, quando nossas culturas passam pelo prisma das Escrituras, nós as vemos de uma nova maneira, pois elas revelam a luz e a sombra intrínsecas dessas culturas. Não somos mais definidos por nossas tradições; antes, permitimos que essas tradições sejam interpretadas pelas Escrituras (…) A aplicação das Escrituras à nossa cultura é um processo gradativo de união de vida. Nossa cultura em particular é tocada pela ação de Deus, que constrói ao longo da história comunidades constituídas de seu povo, nas quais somos incluídos, assim como nossas tradições, nossa história e cultura específicas (…)".

  15. ufa! Éis que surge, finalmente, um texto deveras edificante; algo que deixa um sabor de -quero saber mais- e só pode desencadear comentários enriquecedores…bem diferentes das fagulhas lançadas para provocar um incêndio na floresta do mundo 'evangélico'; LEIA-SE :sem boas novas.

  16. Eu fiquei muito alegre com o post. Continua irmão nos ensinando, Deus está se agradando disto. Escreve mais artigos abençoados para nós. Ficamos realmente com um sabor de: quero mais. Deus chamou o irmão para ensinar. Abs. Mariom.

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