Algumas certezas, muitas dúvidas: A fé incrédula da espiritualidade pós-moderna

31
692
Want create site? Find Free WordPress Themes and plugins.

Por Leonardo Bruno Galdino

Assine o Blesss
É interessante como o lema da propaganda do seriado global Malhação, “algumas certezas, muitas dúvidas”, tem tudo a ver com o tipo de “espiritualidade” que muitos evangélicos tem abraçado nos dias de hoje. Ao contrário da espiritualidade do antigo Evangelho, que sempre se pautou mais pelas certezas do que pelas dúvidas dos crentes, o que pode ser percebido pela grandeza dos credos e confissões de fé antigas, a nova espiritualidade não apenas se firma sobre um terreno movediço, mas também parece até se orgulhar disso. E não estamos falando daquele tipo de questionamento sobre se o batismo deve ser por imersão ou por aspersão; ou se as mulheres devem ou não orar no culto, mas se os pontos fundamentais do cristianismo são mesmo tão fundamentais assim. Para quem ainda não a conhece, esta é a boa (ops!) e velha incredulidade, que na maioria das vezes se esconde sob a capa de um dócil espírito piedoso.

Ricardo Gondim escreveu um livro cujo título reflete muito bem o que propõe esse tipo de espiritualidade. O livro se chama Eu creio, mas tenho dúvidas – a graça de Deus e as nossas frágeis certezas, e foi lançado pela editora Ultimato em 2007. Apesar do título aparentemente inofensivo e “piedoso”, o livro, que na realidade é uma coletânea de artigos do autor, no conjunto se mostra um verdadeiro amálgama não de crenças, mas de descrenças (salvo alguns capítulos em que ele apropriadamente rejeita o evangelho da prosperidade e outras esquisitices neopentecostais), onde há endossos (por vezes explícitos) a engodos como a teologia relacional e as teorias desconstrucionistas de Foucault e Derrida, somente para citar os mais relevantes. Curiosamente, o mesmo Ricardo Gondim fez a apresentação de outro livro com o mesmo tema, agora lançado pela editora Mundo Cristão, cujo título é Fé e Descrença, de autoria de Ruth Tucker (na realidade, o evento foi um debate sobre o assunto do livro, promovido pela própria editora). Confesso que não li toda a obra, mas a julgar pelo seu próprio título e também pelo tema abordado por Gondim em sua palestra de apresentação, a qual ele sugestivamente intitulou de “A fé de mãos dadas com a dúvida” (aqui), nem é preciso folheá-la toda para saber do que se trata.

O mais interessante é que os duvidosos se mostram sempre muito humildes e, na maioria dos casos, muito piedosos. Aliás, é bom que se diga que esta é, na realidade, uma das principais táticas que eles usam para não serem precocemente rechaçados. Na grande maioria das vezes eles adotam uma postura defensiva contra tudo aquilo que eles chamam de cristianismo “elitista”, “desumano”, “opressor”, “arrogante” e até “anticristão”, exaltando conceitos nobres como liberdade, diversidade, justiça e democracia, sempre com o intuito de que as pessoas os vejam como vítimas da “ortodoxia fundamentalista” (a “monolítica teologia evangélica estadunidense”) daqueles que reclamam para si o cristianismo histórico. Assim como existem os marginalizados sociais, os duvidosos se sentem como os “marginalizados teológicos” dessa disputa. Mas cuidado: em alguns casos tudo isso pode não passar de pura ironia.

Arrependo-me de ter aliciado algumas pessoas para meu texto. Atraí alguns imprudentes leitores e eles, coitados, passaram a gostar das minhas doidices autofágicas, das minhas apostasias teológicas e dos meus delírios existenciais. Pior, condenei-me a continuar escrevendo para alimentar esses famintos pintassilgos que, de bico aberto, esperam o insípido pão que regurgito em forma de palavra.

Gondim, Ricardo. Op. cit. p. 13.

É justo reconhecer, entretanto, que nem todos usam essa tática com o fim último de ganhar adeptos, embora isso acabe, no fim das contas, por aliciar gente inconstante e imatura para o terrível, porém convidativo, mar da incerteza, onde há pouquíssima luz e muita escuridão. A despeito de sua crença (ou da falta dela), também é bom que se diga que nem todos os duvidosos são, por assim dizer, libertinos práticos, pois nem todos estão envolvidos em escândalos sexuais, drogas, alcoolismo, lavagem de dinheiro e coisas do tipo, o que não os melhora em muita coisa, é verdade, mas que pelo menos livra suas caras das páginas que os jornais dedicam aos abusos eclesiásticos nossos de cada dia.

Toda essa maré de incertezas me faz crer que a máxima modernista de que “tudo o que é sólido desmancha-se no ar” (Marx) parece ter encontrado terreno fértil na religiosidade dos dias atuais. Na cultura hodierna a fé não pode mais sobreviver sem a dúvida. Melhor: as incertezas são infinitamente mais sublimes do que as convicções. A virtude de um homem não está mais na robustez de sua fé, e sim na fragilidade da mesma. Incrível isso, não? Como diria Humberto Gessinger, líder da banda de rock Engenheiros do Hawaii, “a dúvida é o preço da pureza, e é inútil ter certeza”. Ora, é o próprio deus (de cognome “Papai”) do best-seller A Cabana quem diz que “a fé não cresce na casa da certeza”. Se foi “Deus” mesmo quem disse, o que questionar? Até mesmo o Espírito Santo (de cognome “Sarayu”) disse que “gosto demais da incerteza”. E, para que toda a Trindade enfim endosse esse culto à dúvida, só falta o parecer de Jesus, que não diz exatamente que está “incerto” quanto a algo, mas hilariamente declara que “eu não sou cristão” e que “minha vida não se destinava a tornar-se um exemplo a copiar”[1]. De fato, numa sociedade onde nem a própria divindade crê mais em uma verdade absoluta, nada disso surpreende.

Mas apesar de estar bastante em voga nos dias de hoje, essa temática na realidade é bem antiga. Não, não estou me referindo às teorias ateias de Marx nem ao Iluminismo, muito menos aos seus filhotes – os liberais. Estou me remontando ao Éden, pois foi lá que a guerra pela Verdade adentrou na História. Com uma clareza mais que indubitável, Deus havia dito ao casal que ele acabara de criar que se eles comessem da árvore do conhecimento do bem e do mal certamente morreriam. Deus não disse que “provavelmente” a desobediência desembocaria em morte, mas “certamente morrerás” (Gn 2.17). Então a serpente, o mais sagaz de todos os animais selváticos, semeou a dúvida na mente de Eva: “Foi assim que Deus disse: não comereis de toda árvore do jardim?” (Gn 3.1). O resultado final foi que o casal acabou cedendo à tentadora oferta que Santanás lhes propôs, a de ser “como Deus”, tendo sido lançada naquele dia as bases de um piso escorregadio que até hoje tem levado a humanidade a deslizar e cair em todas as formas de paganismo. E é justamente por isso que a dúvida tem conquistado o seu espaço no panteão moderno como uma divindade digna de ser adorada.

Àqueles que me oferecem, muito obrigado, mas eu não quero abraçar essa tal “espiritualidade”, pois ela propõe exatamente um outro deus, apesar de este ser sempre inclusivo, não preconceituoso e indulgente para com tudo, até mesmo para com os nada-indulgentes cristãos “tradicionais”. Não quero essa espiritualidade porque ela cheira àquilo que Paulo tanto advertiu a Timóteo, de que certas pessoas ostentariam um certo tipo de “piedade”, mas que no fim de tudo negariam o poder desta tanto por seu credo quanto por suas práticas malignas (2Tm 3.5), ainda que estas reluzissem como verdade (cf. 2Co 11.14). Não quero essa tal espiritualidade porque ela me faz lembrar dos místicos medievais, que, de tanto abraçar o “mistério”, acabaram por reduzir a fé cristã a meros exercícios ascéticos e contemplativos, mantendo viva a tocha gnóstica que os pais primitivos tanto lutaram para apagar. E por fim, não quero essa tal espiritualidade porque no fim das contas ela acaba desacreditando daquilo que o apóstolo denominou de “coluna e baluarte da verdade”: a igreja (1Tm 3.15).

Vou ficar mesmo com a fé do cristianismo histórico, que, a despeito da fragilidade de seus personagens, certamente diria com a mais firme convicção que as certezas sempre sobrepujam as dúvidas, ainda que estas não sejam poucas.

Soli Deo Gloria!

***
Fonte: Optica Reformata, via Bereianos

[1] Young, William P. A Cabana. Editora Sextante. As citações “entre aspas” encontram-se nas páginas 176, 190, 168 e 136, respectivamente.

Did you find apk for android? You can find new Free Android Games and apps.

31 COMENTÁRIOS

  1. Para quem não conhece Gordon Clark, fica a recomendação.

    Foi um homem discreto, e pouco conhecido até mesmo pelos reformados, mas sem dúvida o apologista mais consistente na defesa da fé racional, do Deus racional que pensa racionalmente, cuja arquitetura da mente é a lógica proposicional revelada nas Escrituras.

    Como Dr. em filosofia e um dos poucos cristãos – talvez o único do século XX – que tem um livro sobre a história da filosofia sendo utilizado em círculos não-cristãos, usou seu intelecto e seu conhecimento bíblico elevadíssimo para esfarelar toda a irracionalidade do liberalismo e da neo-ortodoxia. Não é em vão o fato dele ser chamado de o Agostinho da américa.

    Quem puder acesse http://gordon-clark.blogspot.com/ vale a pena mergulhar em cada um dos seus textos.

    Quanto ao liberalismo retardado do Brasil, que hoje mostra a sua cara, resta a estupidez irracional posando de verdade enigmática, poética, semear a dúvida como sempre fez. Sua analogia com a serpente Leonardo é perfeita.

  2. Respeitosamente eu discordo da proposta do texto. Sem dúvidas não há crescimento. Uma leitura Bíblia dos livros poéticos e profeticos mostra um quadro oposto a este de "certeza". E podemos encontrar o mesmo nos evangelhos: das 153 vezes que alguém foi até Jesus com uma questão, em 147 vezes ele respondeu fazendo outra pergunta. Jesus não abraçava a teologia da certeza.

    Sem a dúvida não há desenvolvimento nem crescimento. Os mulçumanos estão cheios de suas "certezas", e é exatamente por as terem que jamais serão abertos ao Evangelho. Os seguidores de Silas Malafaia, Mike Murdock e Morre Cerrullo também estão cheio de suas "certezas" que foram revelados a eles pelo "Espírito Santo".

  3. Eliel,

    Uma coisa é perguntar: "A vinda de Jesus é antes ou depois da tribulaçao?", e outra bem diferente é perguntar: "Homossexualismo é pecado?", "Jesus é Deus encarnado?" e "Deus é realmente soberano sobre toda sua criaçao?"

    Entendo que a fé em Cristo deixa lugar para dúvidas e inquietudes, mas certos "pensadores" do cristianismo estao piores que os ateus. É pensando neles que eu nao só publico como também assino embaixo do texto do meu xará.

    Paz e bem, e um grande abraço.

    Leonardo.

  4. Eliel vendo o seu comentário fiquei espantado com algumas afirmações…

    "das 153 vezes que alguém foi até Jesus com uma questão, em 147 vezes ele respondeu fazendo outra pergunta"…

    E por um acaso responder com uma pergunta significa necessariamente ser contra a certeza ou verdade? Ou melhor, perguntar seria necessariamente contradizer a existência da verdade? Ou talvez perguntar seria dizer que não existe uma verdade absoluta – como você parece afirmar? Se sim, então por que você parece dizer com tanta certeza que não existe a teologia da certeza? Seria uma contradição? Mesmo que não seja, qual a finalidade de se afirmar "não existe teologia da certeza" quando até mesmo essa afirmação é auto-refutante? Seria mesmo possível dizer que não existe certeza com alguma certeza partindo desse pressuposto? Seria possível dizer não existe teologia da certeza e não ser considerado mentiroso pela sua própria afirmação? Não seria possível, e provável que você esteja rejeitando sua própria afirmação quando a faz? Ou será que utilizar perguntas não seria na verdade a melhor maneira de fazer as pessoas pensarem sobre o que elas acham que pensam? Será que Jesus talvez considerasse isso? Ou será que ele queria causar uma confusão mental negando a verdade quando ele mesmo se declarou a Verdade? Afinal ele declarou isso mesmo? Ela não era o cara que não gostava e rejeitava a teologia da certeza? Por que alguém que não considera a possibilidade da teologia da verdade absoluta se declara de forma dogmática a Verdade absoluta? Seria isso uma contradição? Ou a contradição não está na teologia das incertezas? Será mesmo que são as "certezas" que causam problemas? Será mesmo que são as "certezas" do muçulmanos que impedem sua conversão ao evangelho? Não seria um engano negar que o problema está na certeza que não é verdadeira? Não seria o problema o pecado? Aliás, existe o pecado? Se não existe a verdade segue-se logicamente que não existe falsidade não é? Seria o pecado uma mentira? Mas, por Deus, alguém me ajude: é possível que acreditando no que você me disse – ou descrendo, já não sei mais – haja alguma mentira quando sequer existe verdade? Será que se estendêssemos esses questionamentos para outros 'pecados' – que eu já não se se existem – isso não seria problemático? E se a justiça brasileira adotasse esse pensamento como regra? E se a afirmação "Fulano matou beltrano com requintes de crueldade" já não pudesse ser uma certeza nos tribunais? Ou talvez seja a verdade fruto da biologia como cria Nietzsche? Ou ou uma concepção mutável com o tempo segundo Dewey? Ou seria a verdade subjetiva como defendia Kierkegaard? É necessário que uma mensagem que é subjetiva e não é nem verdadeira nem falsa seja propagada? Se de fato não existe certeza absoluta sobre a verdade o que me garante que o Muçulmano não está correto? Seriam esse um julgamento fruto dos meus dogmas arbitrários? Aliás, por que julgá-lo, se não existe falso ou verdadeiro não existe certo ou errado, logo não haveria aí alguma contradição?

  5. Não li o livro "Eu creio, mas tenho dúvidas" de Gondim. Li "É Proibido" e gostei bastante.

    Contudo, vale ressaltar aqui que o ceticismo faz parte do Cristianismo. Não podemos ser "fechados" e admitir que nossas crenças nunca e em hipótese alguma não possam ser questionadas ou, em algumas circunstâncias, revisitadas.

    Se não nos fosse dado o privilégio do questionamento e da dúvida nem sequer estaríamos aqui discutindo esses assuntos, pois Lutero, Calvino, entre outros, teriam simplesmente baixado a cabeça e concordado com tudo que a igreja dominante dizia.

    Sim, é nosso dever resguardar nossas verdades fundamentais. Contudo, quando rotulamos aqueles que perguntam e questionam (até mesmo o fundamental) de pós-moderno, não estamos ajudando essas pessoas a responder suas inquietações.

    Bruno Saavedra

  6. Mark W. Baker – no seu livro: Jesus, o maior psicólogo que já existiu – declara de forma interessante: "Acreditar que a verdade é relativa significa afirmar que não existe uma verdade obejtiva, de modo que cada um pode fazer o que quiser. Jesus ensinava a fazer do nosso "sim um sim" porque queria que fôssemos pessoas de convicção".
    No contexto evangélico atual, especialmente na área musical, tenho visto como a relativização tem causado danos a Igreja, a ponto de se tornar lugar comum a idéia de que todos os estilos musicais são aceitáveis, desde que a letra seja denominada "evangélica".

  7. Concordo, mas discordo, não vejo a duvida como uma brecha pra carnalidade, mas como uma oportunidade de conhecer a DEUS de fato…

    Exemplo, uma pessoa nova convertida pergunta se homossexualismo é pecado, eu como cristão mais maduro devo ensiná-lo na verdade da palavra, mas com amor e compreensão para que a alma não se perca, é um compromisso em manter a verdade, sem gerar feridas profundas, como uma manifestação de certeza arrogante possa produzir naquele novo convertido…
    Talvez tudo isso seja uma reação a muitas pessoas que tem uma certeza tão grande que se tornam insensíveis ao clamor (duvidas) dos mais fracos, contrariando o que a Palavra diz sobre suportar os fracos em amor…
    O importante eu acho é manter a essencia do cristianismo sem tanto cuidado pela forma ou a abordagem…
    Paz!!

  8. Bom, em primeiro lugar quero deixar claro que minhas palavras não visam o acordo e nem o desacordo com esse texto e sim uma reflexão.
    Por vezes também me preocupo com a abordagem dessa turma (“novos reformadores”) e me pergunto se essa visão religiosa não é uma leitura bíblica para atender a um "cristianismo" burguês. Por outro lado, me sinto um pouco receoso por não poder ter dúvidas e, na verdade, penso que em alguns casos a dúvida me liberta.
    É bastante nobre dizer que vivemos de certezas, no entanto, também é fato que na história muitas pessoas já erraram tendo certeza. Os fariseus aparentavam ter muita certeza. Alguém já teve certeza de que a terra era quadrada, pelo menos é o que nos contaram. A justiça já puniu pessoas inocentes tendo certeza de que eram culpadas.
    Se ainda sim alguém puder pensar que há de se ter certeza, então por favor me responda com certeza questões sobre: existe céu? Quem vai para o céu? Aonde é o céu? Jesus veio para salvar a todos ou escolheu alguns, ou escolheu a todos, mas nem todos se salvarão? Jesus é o único caminho, por que disse que aquele que não cumprisse a lei como um fariseu não poderia entrar no reino dos céus? Por que haveria o homem passar por desgraças se Deus já envio Jesus e olha os homens através de Jesus? Por que Deus permitiu o mal? Por que uma criança nasce morta? Porque cristãos sofrem?
    É óbvio que há boas respostas para essas e outras questões muito mais problemáticas, porém será que há certeza plena sobre tudo isso? A fé para o cristão é ter certeza mesmo não se vendo. Então talvez devêssemos simplesmente acreditar em algumas coisas. Porém, perderíamos assim a possibilidade de dialogar com a sociedade que se torna cada dia mais reflexiva e questionadora?
    Talvez o questionamento seja realmente bom, no entanto, se é bom por que dizemos que há coisas que é melhor não questionarmos? Por que às vezes pomos limites aos questionamentos. Então não deveríamos questionarmos tudo? Se há limites talvez fosse melhor não questionarmos tanto, ou nada. Se não se deve questionar não vejo razão para questionar o pensamento cristão de outras pessoas.
    Percebi pelos comentários que existe certa preocupação com o cristianismo, agora, venhamos e convenhamos, será que o cristianismo não está acima de todas essas divagações. O que vejo ao longo da história é uma igreja que se relaciona com a sociedade e, ainda que inconscientemente, busca se moldar a uma determinada demanda. Isso aconteceu com a reforma protestante, com o pentecostalismo, com o neopentecostalismo e agora com essa "igreja emergente" que atende a uma nova classe de pessoas mais reflexivas, cientifizadas; produto da pós-modernidade. A história de Deus e seu reino são maiores do que essas coisas. Sobre isso tenho certeza. Quanto ao resto, humildemente aguardo por alguém com certeza suficiente para me ajudar.

  9. Caro Helio

    "O que vejo ao longo da história é uma igreja que se relaciona com a sociedade e, ainda que inconscientemente, busca se moldar a uma determinada demanda. Isso aconteceu com a reforma protestante, com o pentecostalismo, com o neopentecostalismo e agora com essa "igreja emergente" que atende a uma nova classe de pessoas mais reflexivas, cientifizadas; produto da pós-modernidade."

    Essa igreja que "busca se moldar a uma determinada demanda" é justamente a igreja que não é Igreja. Mas sim instituição, comércio, religião. Ela busca clientes e não escravos do amor de Deus. E vou concordar contigo que movimentos pentecostais, neopentecostais e as igrejas emergentes fizeram e fazem isso… inclusive algumas igrejas históricas mas certamente não foi o que aconteceu com a Reforma Protestante. Lutero e Calvino não procuraram os moldes da sociedade em que estavam inseridos, muito pelo contrário… se "amoldar" à Reforma era quase que sair do mundo na época em questão. Também posso te garantir, que o período em que Calvino e Lutero se inseriram floreciam mentes brilhantes, estamos falando do Renascimento Europeu, "a reflexão" contemporânea é uma anedota perto da que alguns pensadores daquela época faziam. Mas igualmente nessas duas épocas questiona-se o mesmo: Deus é Deus?

    Você também apresentou algumas dúvidas que não são, digamos, compatíveis com a Fé Cristã.

    Veja, eu creio na doutrina da eleição, no entanto, não vejo como "pecado", alguém não crer ou não entender ela, nem acredito que para ser salvo necessariamente alguém precise crer em tal doutrina, ou entendê-la. No entanto, vi em seu texto tem dúvidas um tanto incompatíveis com a fé cristã.

    Existe céu? Se você pergunta isso talvez também pergunte: Existe inferno?

    A pós-modernidade apresenta uma "verdade" onde não existem dois lados, existem sim inúmeras variáveis… a Palavra de Deus… o Evangelho, não é assim. É muito mais simples que isso, mas muito mais difícil de se engolir também.

    Por 13 anos lutei contra a Palavra e contra Deus (não, não é um testemunho de um ex-alguma-coisa). Formei-me em História por uma das mais tadicionais faculdades federais do país e estudei Filosofia e Ciências Sociais nesse mesmo lugar, cheguei a pensar que Nietzsche estava correto então resolvi ler um pensador menos nobre no meio acadêmico. Paulo de Tarso. Por fim, me converti num lugar onde ninguém se converte, mas onde já vi muitos amigos se afastarem da certeza na busca cega das incertezas.

    Paulo escreveu: Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus? Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim? (Rm 9.20)

    É fantástica a resposta de Paulo aos "questionadores" da verdade. Humanamente pensando, essa é a resposta mais autoritária e imbecil, louca e ignorante que alguém poderia dar. É como o pai que diz pro filho: É assim porque eu quero assim" É inaceitável na pedagogia contemporânea. Ofende o Homem.

    Quando Paulo escreve isso ele não escreve para qualquer um, ele escreve para aqueles que foram chamados. Para aqueles que a mente foi transformada e dirão: Não tenho argumentos contra Sua vontade.

    A Teologia Liberal não questiona o homem, questiona Deus. Ainda que pareça mansa, amorosa e sedenta de justiça, como nos textos do pr. Gondim, discute com Deus. Para ela o homem é bom. Nós pensamos, mas os pensamentos de Deus são mais altos que os nossos (Is 55.9) Não conhecemos a mente do Senhor (1 Co 2.16).

    Questionar se a ceia deve ser uma vez por mês, uma vez por ano, todos os cultos é normal, a Palavra não revela nada quanto a sua periodicidade. Questionar no entanto a virgindade de Maria, a humanidade de Cristo ou mesmo sua ressurreição (como muitos da teologia liberal tem feito), ou ainda, se Cristo é realmente o único caminho. Esse tipo de questionamento é anátema. É herético. é Não cristão.

  10. Eliel e Emerson,

    Antes de Jesus, outro cara ficou conhecido (até se tornou um mito) muito mais pelas perguntas que fazia do que pelas respostas que dava. Seu método é popularmente conhecido como maiêutica. Obviamente que vocês sabem de que eu estou falando: Sócrates.

    Socrates nao fazia perguntas para fazer duvidar, mas para conduzir a verdade. Suas perguntas descontruiam sofismas enquanto conduziam verdade.

    Muitos anos depois um rabi da Galiléia, filho "adotivo" de carpinteiro usou um método semelhante ao fazer as perguntas corretas, conduzindo às respostas necessárias. Jesus nao fez perguntas para instigar a duvida em Deus; ao contrário, suas perguntas desconstruiam a base da falsa moralidade, dos legalismos estereis e revelava a ética superior, um reino que nao é deste mundo e uma fé que conduz à eternidade.

    Usar as perguntas que Jesus fazia para compará-lo aos anarquistas do evangelho pós-moderno/humanista/burguês/contemporaneo é no mínimo uma falta de respeito pelo filho de Deus e violência aberta ao texto bíblico.

    Devemos sempre duvidar: Duvidar do que é falso, do que é desonesto, do que é impuro, do que é profano. Mas nao é saudavel duvidar de Jesus, nem do seu poder, nem da sua soberania ou divindade.

    Precisamos ter bom senso.

    Graça e paz,

    Leonardo.

  11. Amigos, muito legal. Realmente, como disse Daniel: "essas perguntas não são perguntas cristãs", talvez realmente hajam perguntas que não cabem ao cristianismo responder. Isso me parece bastante interessante. No entanto, continuo crendo que mesmo dentro do que seria cristão e bíblico há questões que não saberiamos afirmar com maior certeza. Esse é o ponto. Quando se fala que o cristianismo não pode admitir certas dúvidas e nem questiona-mentos acredito que corremos algum risco. Principalmente porque ao admitirmos que há perguntas que não sejam cristãs, ou seja, que não caiba ao cristianismo respondê-las, estamos também admitindo que não temos e nem precisamos ter todas as respostas. Ou seja, na verdade não é o nosso cristianismo repleto de toda a certeza, mas de certezas incontestáveis em meio a algumas dúvidas. Se não admitirmos que há incertezas teremos que admitir que somos omissos ou talvez indiferentes em relação às perguntas do mundo. Creio que seja melhor admitirmos que também temos dúvidas, porém, nem todas as respostas porque não nos cabe tê-las. Isso pra mim é um passo de fé e uma valorização da soberania de Deus e não uma demonstração de fragilidade.
    Também creio que deveriamos valorizar a incerteza e o questionamento porque são um caminho aberto para o trabalho do Espírito Santo. Há dúvida no coração do homem sobre sua existencia, sua morte, sua vida após a morte isso é a porta de entrada de Jesus no coração do incrédulo. C.S. Lewis, em cartas do inferno, ilustra isso muito bem através do personagem do Diabo maior ensinando ao menor para que não deixe o homem pensar sob o risco de encontrar o seu criador.
    Acredito que se a fé cristã é forte o bastante e procede do Criador de todas as coisas não deve temer o questionamento e nem mesmo
    deixar de assumir que humanamente não possui todas as respostas. Afinal, tudo isso é apenas sombra daquilo que um dia se tornará claro para nós.

  12. A Paz irmãos
    Sugiro aos "sapientes e eruditos teólogos" de plantão que bebam da fonte inesgotável que está ao alcance de todo o cristão. É!… Daquela "Água da Vida" da qual quem a toma nunca mais tem sede. Para ser mais explícito, em caso de dúvidas, consultemos o Espírito Santo que faz morada em cada um dos nós. Creio que Ele é suficiente para nos responder a quaisquer questionamentos. Basta crermos. Querem saber de uma coisa? Estou farto desses pseudos teólogos e dessas baboseiras que escrevem, as quais não levam a absolutamente nada, a não ser para a perdição eterna.
    Hoje deveria haver um novo "index librorum prohibitorum", e toda essa parafernália deveria ser empilhada em praça pública e incendiada, porque não serve para nada.
    Ainda acredito que devamos crer na Revelação da Santa e Gloriosa Palavra de Deus, o resto é resto e lixo.
    Que Deus abençoe a todos.

  13. Borrego Lanudo,

    Interessante… Suas palavras revelam que você também parece estar farto de si mesmo, não achas?

    Mas saiba que eu também estou FARTO, Borrego, desses caras que somente criticam e nada propõem (a "crítica pela crítica"); que dão uma de espiritual e ficam mandando a gente "consultar" o Espírito Santo diretamente; enfim, de pessoas como você.

    Você por acaso tem livros em casa? Se tiver faça o seguinte: queime-os todos, já que você tem "contato" direto com o Espírito Santo. Aproveite e aposente sua Bíblia, já que Aquele que a inspirou parece "inspirar" você também.

    Infelizmente, não tenho mais muito tempo para você. Mas se quiser mais alguma sugestão, estamos às ordens.

    Sem mais palavras,
    Leonardo Bruno Galdino.

  14. Leonardo,
    Mas esta "nova espiritualidade" está certíssima! É verdade, uma certeza em toda esta incerteza: não há certezas! Isto é, sem a Verdade do Deus que se revela nada sobra senão a dúvida que cultuam.
    A "nova espiritualidade" não é mais nova nem é é mais do que o espírito que segue o Éden. É fé, sem dúvida, mas não a cristã. Herdeira de Adão, mas nunca de Abraão.

    Quanto à bobagem de que perguntas implicam em incertezas, boa foi a referência a Sócrates, ao que eu acrescento à maiêutica a ironia, esta antes daquela! E acrescento também que aos céticos dogmatismo demais não convém. O conhecimento vem de perguntas, mas apenas se estas têm respostas. Caso contrário, afirmar que não se pode afirmar não serve. Portanto: calem-se!

    Abraço, mano!
    Na Verdade, Certeza Absoluta,
    Roberto

  15. Confesso que estou decepcionado, pelo fato do meu comentário ter sido sensurado quando exerci o meu sagrado direito de ampla defesa, proporcional ao agravo do Leonardo Bruno Galdino. Não usei de palavrões ou termos grosseiros, apenas expús meu ponto de vista, esclarendo os porquês dele.
    Fui cerceado ao meu legítimo direito de defender minhas idéias. Que absurdo! Onde está o direito à diversidade de pensamentos e opiniões em seu blog que se diz "apologético"?
    Leo, gostaria de saber se sou bem vindo ao seu blog?
    Talvez seja de seu agrado cultivar apenas uma confraria que diga amém a todas as suas postagens. Será que você não suporta opiniões opostas?

  16. Borrego Lanudo,

    Vamos aos fatos.

    Você está chateado por ter seu comentário censurado, que, segundo você, apenas foi "proporcional ao agravo" do que falei. Gostaria de perguntar o que foi que eu disse de tão agravante assim, pois se você estiver se referindo apenas ao que comentei a seu rspeito, saiba que seu primeiro comentário foi bem mais indecoroso do que o meu. Senão, vejamos:

    "Sugiro aos 'sapientes e eruditos teólogos' de plantão"… A quem você está se referindo aqui?

    "Estou farto desses pseudos teólogos e dessas baboseiras que escrevem, as quais não levam a absolutamente nada, a não ser para a perdição eterna. Mais uma vez, a quem você está se referindo?

    "Hoje deveria haver um novo 'index librorum prohibitorum', e toda essa parafernália deveria ser empilhada em praça pública e incendiada, porque não serve para nada. Por acaso você está se referindo ao meu texto?

    Li o seu comentário que o Leonardo Gonçalves removeu. E aqui dou razão a você: ele não deveria ser removido (pelo menos em minha opinião). Mas, como o dono do blog não sou eu… O que eu quero te dizer, Borrego, é que foi você quem começou a disparar adjetivos contra mim, e não o contrário. Ou eu estou enganado?

    Seja específico nos comentários, Borrego. Diga quem são esses tais "teólogos" de quem você tanto discorda, porque senão mais uma vez vou pensar que você está se referindo a mim (isto quando se tratar de um texto de minha autoria, é claro). E mais: se o que escrevo é mesmo "baboseira", então faça uma crítica analítica (redundante, não?), e não a crítica pela crítica. Diga porque é "baboseira" por causa deste, e daquele ponto. Estamos conversados? Espero que sim.

    Leonardo Galdino.

    P.S.: A todos os que estão comentando esta postagem: sejam específicos também quanto ao Leonardo, visto que há dois por aqui (eu e o Gonçalves), ok?

  17. Do que este camarda está falando? Censura? Pelo que pude ver seus comentários foram publicados.
    E, ora, que papo é esse de não se poder discordar? Cá estamos nós a discordarmos um do outro!
    Mas devo mesmo desculpas. Pensei estar me dirigindo a um adulto. Lamento minha confusão.
    A Cristo a glória!
    Roberto

  18. Ah, é do comentário publicado E EXCLUÍDO que fala o camarada.
    Devo-lhe agora sinceras desculpas, pois não você a criança.
    Devo dizer que, embora discorde do camarada, compartilho de sua decepção.
    A Cristo a glória!
    Roberto

  19. Pessoal,

    O blogger inaugurou um novo método de moderar comentário que inclui alguns na caixa de spam sem que eu dê o comendo. E opior, diferente do wordpress, nao tem como a gente dizer que nao é spam (como de fato alguns nao sao). Por isso, ALGUNS COMENTÁRIOS SUMIRAM sem a minha intervençao direta.

    Peço a todos que me desculpem, que postem de novo seus comentarios, e PAREM com essa choramingueira de "fulano é mau… excluiu meu comentário", porque isso é patético.

    E que siga o debate… =)

  20. Borrego Lanudo e Roberto Vargas,

    As postagens de vcs sumiram por causa da íngua do NOVO BLOGGER. peço desculpa aos dois; nao quis censurar ninguem, até porque a coisa aqui está xique mesmo… alto nível este debate.

    Foi mal, galera. Postem de novo e me desculpem!

    Pax et bonum!

  21. Leonardo (o Gonçalves),

    Rapaz, sinto-me um idiota com essa do blogger. Mas aliviado de não ter me dirigido a criança alguma.
    Pois bem, peço desculpas novamente pela confusão, que embora do blogger, fez-me em mal estar com Lanudo e Gonçalves.

    Felizmente um de meus comentários não foi perdido. O outro, o da discordância com o Lanudo, já que registrado em email, repito abaixo:

    "Caro Borrego Lanudo,
    Não há muita inteligência ao falar em "vãs filosofias" ao mesmo tempo em que se fala em "avanços da ciência" e "regressão da teologia". Primeiro porque a Verdade independe do relógio ou do calendário. Depois porque não há visão de mundo sem lente.
    Sei lá que tipo de "baboseiras" você ataca. Talvez concordemos. Mas, falando em bom "juridiquês", você é vago por demais.
    Assim, é fácil dizer com você: "a Bíblia nos basta por inteira" e "sejamos racionais". Porém nunca esqueço que os santos, até os mais fracos e débeis, falam e nos ajudam em nossa jornada. E que ser racional é ir até onde pode a razão, que nunca é pura!
    Enfim, não me preocupo se teólogos são apenas pseudo. Se são, são. Cursa teologia? Formar-se-á um pseudo também? Sim ou não, não importa. Importa é saber se as lentes de quem fala foram postas por Deus, se a cosmovisão de quem pensa é bíblica. Se sim, tal é santo. E se me contam como pseudo teólogo enquanto tenho a cosmovisão bíblica, então aceito o rótulo com prazer. Pois, ainda que pseudo teólogo, sou contado entre os santos!
    No Eterno,
    Roberto"

    Bem, ainda que fique sem sentido sem o registro do Lanudo, deixo o meu registrado novamente porque, independente da discordância, fato é que pouco me importo com rótulos que possam me dar. Importa-me ter a cosmovisão bíblica e ser contado entre os santos.

    No Senhor,
    Roberto

  22. Caro Leonardo Bruno Galdino

    Se você leu meu comentário deletado, certamente você entendeu o que eu quis dizer, fui bem claro. Cheguei a dar exemplo.
    Dou a mão à palmatória, devo ter apontado meu canhão ao alvo errado, porque melhor analisando a sua postagem, conclui que ela foi muito bem elaborada, servindo aos fins propostos.
    Vamos às suas indagações:
    Quanto aos "sábios e eruditos teólogos de plantão", refiro-me àqueles autores de livros que se inveredam pelos meandros da filosofia e psicologia, sociologia e outros ramos, misturando-os com a teologia, deturpando as verdades bíblicas eternas.
    "Estou farto desses pseudos teólogos"… refiro-me àqueles citados em sua postagem, bem como a outros que sou obrigado a estudar em meu curso teológico.
    Quando disse do "Índice dos Livros Proibidos", os quais deveriam ser queimados, refiro-me àqueles livros cujos autores fazem essa miscelânia da qual me referi acima.
    Bem, meu tempo é curto, mas vou dizer quem são alguns dos autores dos quais discordo: Discordo de muitos livros daqueles teólogos "popstar televisivo", tais como Edir Macedo, Marcos Feliciano, Silas Malafaia e outros, por pregarem heresias, a pior delas é a teologia da prosperidade. Não preciso explicar os porquês, uma vez que quem acompanha este blog os sabe muito bem.
    Discordo dos livros editados pela Neusa Itioka, por valorizar a ação dos demônios e até mapear as regiões em que eles atuam, dando-lhes nomes particulares e de suas legiões, chegando a escrever uma verdadeira enciclopédia sobre esse assunto, quando, na verdade, esse conhecimento é inútil, porque para nós cristãos interessa apenas saber que o diabo e as suas hostes demoníacas já foram derrotadas por Cristo, na Cruz do Calvário.
    Poderia citar outros exemplos, mas vou ficar por aqui.
    Espero ter sido claro, e dou por finda a questão.

  23. Caro Lanudo,

    Quanto a sua clareza, lamento informar a você que você não é claro, exceto, talvez, a si mesmo. Tanto o Galdino quanto eu estamos a lhe solicitar clareza. Quer exemplo?

    Veja que seu comentário a respeito da contenda inútil e não edificante é bastante dúbio.
    Refere-se ao "pueril"? De fato nada isso tem de útil e edificante, posto que infundado.
    Mas se você não percebe a profundidade do que eu disse (tome por base o primeiro parágrafo), considerando-o inútil, então é mesmo inútil discutir. Nunca, porém, seria improducente e não edificante. Entretanto, ainda que inútil discutir, lamento muito tal fato e me deprime saber que esta é a postura padrão entre os "crentes" (entre aspas apenas porque não gosto do termo).
    Refere-se à minha posição de não me preocupar com rótulos? Bem, isto é apenas um complemento. Nada irrelevante e absolutamente ligado ao tema principal, mas é mesmo apenas um complemento. Sendo minha posição, não vale mesmo debater, porém também não é inútil nem é não edificante.
    Ou você se refere ao meu comentário por inteiro? Se assim for, voltamos ao caso deprimente a que me refiro, pois o inclui.

    A que se refere? Qualquer que seja o caso, discordo de sua postura. Porque o que faz do debate uma contenda inútil e não edificante é esta mesma postura e não o debate em si.

    Assim, meu caro, não lhe peço que mude a postura quanto ao debate, mesmo que gostasse que fizesse, porém quanto ao ser claro, é bom que você pratique se quer fazer comentário realmente compreensíveis.

    No Senhor,
    Roberto

  24. Leonardo Gonçalves,
    Que zona este blogger! Ele me diz que não pode publicar o comentário por longo e publica mesmo assim… Excluí as repetições.
    Mesmo assim, não migro para o wordpress, nem acho que deva! rsrs
    NEle,
    Roberto

  25. Borrego,

    Penso que se você tivesse sido específico em seu primeiro comentário, não chegaríamos a essa situação. Isso não quer dizer que eu necessariamente concordaria com você, mas pelo menos eu saberia de quem você realmente estava falando. Até mesmo em seu comentário censurado pelo anti-spam do Blogger você não se mostrou tão claro como pensa.

    Neste último comentário sim (16 Ago 10, 10:59), você até cita nomes (Edir Macedo, Marco Feliciano, Silas Malafaia, Neuza Itioka…). Neste particular, é claro que concordo com você, pois também não abraço as ideias desse pessoal. Mas meu texto não visava a esse tipo de "teólogos", e sim aos tipos neoliberais que citei em meu texto.

    Se você estava mesmo tão cheio dos tais "teólogos" que você citou, então acho que você escolheu a postagem errada para comentar – não que sua crítica não caberia aqui, mas no contexto em que você a fez deu a entender que seu dardo tinha como alvo os editores do Púlpito Cristão e visitantes que comentaram a postagem em geral, e a mim, autor do texto, em particular. Se você acha mesmo que minha postagem foi "muito bem elaborada, servindo aos fins propostos", devo pensar que você chegou a tal conclusão no instante de seu primeiro comentário ou agora, nos últimos? Diga você mesmo.

    Também espero ter sido claro, Lanudo. Se a questão se finda por aqui, não posso te dizer.

    Em Cristo,
    Leonardo Galdino.

  26. Se há uma coisa que me irrita nesse pessoal do teísmo aberto é essa mania de vitimismo. É sempre a mesma estória, eles são do bem, quem critica eles é truculento. Eles são libertários, os que não pensam como eles são intolerantes. Eles são humildes, quem discorda é arrogante. Começo a ler um texto assim e já me dá asco. Isso não é jeito de uma pessoa adulta se comportar. Quando as crianças brigam, muitas vezes fazem cera (como um jogador de futebol argentino), fingem-se de ofendidas e machucadas, distorcem os fatos, para impressionar a mãe ou o pai. Esse pessoal do teísmo aberto age da mesma forma, parece que nunca cresceram.

SUA RESPOSTA

Por favor, faça seu comentário
Por favor, coloque seu nome aqui