Igreja Emergente: O que é isso?

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Por Leonardo Gonçalves
Segundo o portal Igreja Emergente [www.igrejaemergente.com.br], uma igreja emergente é basicamente “um movimento cristão onde as pessoas buscam viver sua fé em um contexto social pós-moderno”. Cunhada no final da década de 90, a terminologia se aplica aquelas comunidades que tem como principal marca a propagação do evangelho dentro das diferentes culturas urbanas.

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O movimento já vinha ganhando projeção no Brasil, propagado principalmente através de blogs e sites na internet, mas obteve maior impulso após a publicação do livro “Ortodoxia Generosa”, de autoria de Brian Mclaren.

Sinceros, mas equivocados

Os defensores e pregadores da chamada igreja emergente possuem motivações sinceras. Como missionário, reconheço que a igreja em algumas ocasiões hostilizou e violentou culturas ao invés de valorizá-las, e que isto de certo modo tem sido uma barreira para a pregação do evangelho. Para reparar essa situação, a igreja precisa desenvolver uma teologia que faça separação entre evangelho e cultura. Além disso, as mutações que vêm ocorrendo na sociedade pós-moderna demandam dos pastores e líderes uma revisão missiológica, reelaborando estratégias e contextualizando sua mensagem para que esta possa ser plenamente entendida pela geração emergente.

O problema é que, basicamente, as igrejas emergentes estão mais preocupadas com o ouvinte do que com a mensagem em si, e em seu desejo de pregar um evangelho que seja “aceitável” ao homem pós-moderno, acabam por negligenciar os pressupostos básicos do cristianismo, chegando mesmo a negar a literalidade do nascimento virginal de Cristo, seus milagres, a ressurreição de Jesus e a existência do inferno eterno.

Relativismo, boas obras e ódio pela igreja

Segundo Kevin Corcoran, outra marca distintiva das comunidades emergentes é “a preferência pela vivência correta ao invés da doutrina correta” [1]. Para alguns, a doutrina realmente não importa, de modo que cosmovisoes excludentes como catolicismo e protestantismo são colocadas por eles no mesmo pacote. Estes simplesmente ignoram que não pode haver justificação onde não existe arrependimento e conversão à Verdade. Ao demonstrarem excessiva preocupação com a práxis em detrimento da doutrina, eles se aproximam mais do catolicismo e do espiritismo do que da tradição evangélica, uma vez que a ênfase recai sobre as obras e não sobre a fé.

Existe ainda uma corrente pós-igreja dentro da igreja emergente, que afirma que a própria igreja é o problema e tentam despir-se dela. “Eles sequer usam a palavra igreja e dizem: Nada do que eles fizeram, nós faremos”, diz Jason Clark [2], outro líder do movimento. Muitos rejeitam até mesmo o título de cristãos e não consentem, em nenhuma hipótese, que chamem suas comunidades de igrejas.

No Brasil, vemos esta influência emergente hostil em Caio Fábio, ex-pastor presbiteriano e atual mentor da comunidade Caminho da Graça, para quem a própria Reforma Protestante foi apenas “um remendo de pano novo em veste velha”[3], desprezando assim cinco séculos de tradição reformada em nome de sua “nova visão”.

Conservadores x Liberais: Duas correntes no movimento

Considerado por muitos como emergente, Mark Driscoll, pastor da Mars Hill Church em Seatle, crê que a igreja emergente tem um lado positivo, que é o de reconhecer a importância da missão dentro da cultura urbana. No entanto, ele mesmo denuncia a ideologia predominante no movimento, que chama de “a ultima versão do liberalismo” [4]. Tendo sido um dos precursores deste modelo de igreja, o pastor diz ter se afastado assim que percebeu que os líderes emergentes estavam entrando por um caminho estranho, e hoje fala abertamente do seu desacordo com Rob Bell e Brian Mclaren, representantes da ala emergente liberal. Mark é talvez o maior divulgador do que poderíamos chamar de lado bom do movimento emergente.

Dan Kimball[5], autor do livro “A Igreja Emergente”, também reconhece que há vozes dissonantes dentro do movimento, e faz distinção entre igrejas emergentes e igrejas que estão emergindo. Seja como for, sua abordagem corrobora a ideia de que existem pelo menos duas facções dentro do movimento. As igrejas emergentes, neste caso, seriam caracterizadas por uma teologia liberal e liderança descentralizada, enquanto as igrejas que estão emergindo (ou emergentes conservadoras), embora nutridas do mesmo desejo de alcançar a geração pós-moderna, são culturalmente liberais, mas possuem uma doutrina ortodoxa, fazendo clara distinção entre evangelho e cultura.

Revendo conceitos

É verdade que existe certa confusão dentro do movimento emergente, mas não podemos negar que algumas das questões levantadas por seus proponentes são realmente importantes: “Que estratégias devem ser usadas para levar o evangelho à geração pós-moderna? A igreja institucional tem sido boa representante de Cristo? Qual o limite entre a contextualização e o sincretismo religioso? Até que ponto devemos mergulhar nas diferentes culturas urbanas para pregar o evangelho?” Estas são perguntas sinceras que merecem uma resposta franca e honesta.

A igreja emergente nasce da nossa falta de preocupação e reflexão missiológica, e apesar da sua ala liberal dominada pressupostos incompatíveis com o evangelho, o movimento possui pontos positivos e tem muito a ensinar-nos. Contudo, precisamos ter muito cuidado para jamais, em nome da forma, comprometer o conteúdo do evangelho. Não podemos exagerar em nosso desejo de ser relevantes culturalmente, pois o evangelho sempre será loucura e escândalo para os incrédulos e ao tentar torná-lo mais atraente, podemos acabar convertendo-o em algo que ele não é.

***

Leonardo Gonçalves é missionário e blogueiro, e se esconde em Piura, de onde edita o blog Púlpito Cristão

Notas

1. Disponível em http://www.youtube.com/watch?v=9HMKRfenuWQ – Acesso em 26/06/2010
2. Ibid.
3. D´ARAUJO, Caio Fábio. Contantino, Lactâncio e o Cristianismo Irreformável. [Artigo]
4. DRISCOLL, Mark. Confissões de um pastor da Reformissão. Niterói: Ed. Tempo de Colheita, p. 23
5. KIMBALL, Dan. A Igreja Emergente, São Paulo: Ed. Vida, 2008

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33 COMENTÁRIOS

  1. Olá, Leo!

    Tenho acompanhado de perto esse assunto, li os dois livros do Rob Bell (Repintando a Igrea e Jesus quer salvar os cristãos) e o do Dan Kimball(Igreja Emergente, cristianismo clássico para as novas gerações), ainda não li o do Mark Driscoll.
    O que mais preocupa são os rótulos, visto que a Igreja tem que alcançar todos o povos de todas as culturas onde ela estiver inserida e se inserir onde não estiver, não precisamos ser rotulados disso ou daquilo para esse fim, basta seguir as determinações do Cristo.
    De fato o mundo mudou e concordo que a abordagem precisa ser ajustada a esse novo contexto, dito pós-moderno, sem contudo sacrificar o principal, como o seu texto reforça e o título do livro do Dan Kinbal assinala: basta o cristianismo clássico para as novas gerações.
    Já quanto ao modus operandi é que a discussão fica mais acirrada. Pensando em extremos, há quem diga que temos que usar o Judô e o Jiu-Jitsu para alcançar essa geração e há quem diga que esse e outros tipos de abordagem sacrificam a Mensagem. Penso que é nesse ponto que se concentrará grande consumo de energia nos próximos tempos, não no que fazer, más no como.

    Em Cristo

    Ielton Isorro
    http://clamandonodeserto.blogspot.com/

  2. Acredito que desde que a doutrina, que é imutável, não seja comprometida, o evangelho deve ser levado numa forma que seja compreendido por seus ouvintes pós-modernos. Sendo assim a cultura do ouvinte deve ser levada em consideração, contudo, a palavra é a mesma em todos as épocas, seu conteúdo não deve ser amenizado, mas sim "traduzido" culturalmente falando. Se não soubermos quais são as perguntas, como levaremos as respostas?
    Gosto muito do Mark Driskol pois ele sabe fazer isso muito bem.

    Eu, pessoalmente creio em uma igreja missional que zela pela prática (vida), sem o entanto esquecer da doutrina!
    Um grande abraço…
    Atila

  3. Pr Ielton,

    Concordo com você quando diz que "o ponto que se concentrará grande consumo de energia nos próximos tempos", não é o que fazer, mas o "como fazer". Nós conhecemos nossa missao: (1)Adorar a Deus, (2)servir com nossos dons, (3)alcançar os perdidos. A questao é: Como fazer isso no mundo pós-moderno?

    A preocupaçao emergente é boa. A causa é nobre. Há, no entanto, três coisas que me preocupam no movimento:

    1. O espírito anti-denominaçao que demoniza instituiçoes cristas como se a avareza, a hipocrisia e a falta de caráter fossem problemas institucionais, dos quais os sem-denominaçao estao isentos. Isso é um pensamento infantil que precisa amadurecer.

    2. A tendencia pós-igreja daqueles que reinventam a roda, criando grupos que nao sao igreja, que sao dirigidos por um líder que nao é pastor e que tem auxiliares que nao sao diáconos. Percebe a ironia? Para melhorar a qualidade do poço, pintaram a bomba.

    3. O liberalismo teológico e o relativismo que tem recobrado forças, principalmente entre os emergentes que se congregam em lares. Um evangelho onde tudo é mito, onde dogmas sao relativizados nao pode ser a reesposta para este mundo. Nao precisamos do evangelho oco dos liberais; o mundo precisa do milagre do evangelho.

    É claro que há exceçoes. Nem todo emergente é anti-denominaçao, pós-igreja e liberal. Há também gente sensata e com coraçao missionário envolvida nisso (graças a Deus). As perguntas dos emergentes merecem respostas sinceras e constituem um desafio missiológico para a igreja, principalmente em seu braço institucional.

    O que nao pode acontecer é que, em nome da forma, os caras sacrifiquem o conteúdo.

  4. Excelente, Leo!

    por isso me preocupa o rótulo "emergente" como se a igreja agora devesse fazer uma coisa nova, como se agora alguém tivesse descoberto o "caminho das pedras" ou a "pedra filosofal" a ser apresentada como a "opus magna" da igreja desse tempo.
    Ora, o desafio sempre foi esse. As gerações anteriores da Igreja tiveram que enfrentar um mundo que também estava em mudança, agora é a nossa vez e a receita é a mesma, a saber MT 28:19-20. Obviamente, temos ferramentas novas que os nossos antepassados não tinham, más precisam ser bem selecionadas e utilizadas de forma que não sacrificarem o conteúdo.

    Ah! "Pintar a bomba para mudar o sabor da água" resumiu tudo!

    Ielton Isorro

  5. Amado Leonardo,

    Concordo inteiramente com o seu texto e, principalmente, com o comentário do Ielton. Há um grande problema com os rótulos, quando o único rótulo para o qual o Senhor Jesus chamou atenção foi o de sermos Seus discípulos. E isto seria percebido por todos, ao amarmo-nos uns aos outros incondicionalmente.

    Você definiu bem a nossa missão, em seu comentário, mas acrescentou a pergunta "como fazer isso?". Creio que isto independe do meio em que vivemos, quando nos valemos destes princípios do Evangelho: estarmos "edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular", lembrando sempre que "o reino de Deus consiste não em palavra, mas em poder". Paulo, aqui, se referia à palavra do homem (que não é eficaz em si mesma) e ao poder do Espírito Santo, que é Quem nos ensina todas as coisas, nos faz lembrar de todo esse ensino, nos comissiona para agirmos na medida de nosso aprendizado, nos apresenta as boas obras que, de antemão, o Senhor preparou para que andássemos nelas, e ainda convence as pessoas do pecado, da justiça e do juízo.

    Quando verdadeiramente nos negamos a nós mesmos, a fim de fazermos a vontade do Pai, tudo isso fluirá através de nós, independentemente do rótulo "emergente" ou "tradicional". Esse posicionamento também nos levará às verdadeiras doutrinas de Cristo, ainda que erremos em nosso caminhar, assim como Deus levou Pedro à doutrina correta, através da visão do lençol com coisas imundas, em um momento que ele praticava a doutrina errada. Neste caso, Deus nos mostrou que vale, mesmo, é a sinceridade do nosso coração para com o Senhor.

    Que a Paz do Senhor Jesus continue com você, sua família e seus leitores!

  6. Está mais pra igreja emerdgente!
    O que tem de gente desbocada,
    pronunciando palavrões e termos chulos em muitos
    destes caminhos , aparentementemente tortuosos, faria com que eles se tornassem probidos para menores!

  7. Recomendo o livro do carson: igreja emergente o movimento e suas implicações.

    uma marca no movimento, não em todos os líderes, como o Mark Driscol é exceção, é o deprezo com o passado, eles se veem como supra sumo do evangelho. creio que e verdade do evangelho é acultural e atemporal, essa de ficar travstindo o evanelho disso ou daquilo nao é novo…

    para mim ainda estao divertindo bodes como disse Spurgeon.

  8. Se não forem criadas apenas para tirar grana dos incautos (o que não acredito), essas "igrejas emergentes" são, sem dúvida, a salvação do movimento evangélico. Se este movimento não possuir algumas "janelas" para respirar, ou será tomado pelo mofo ou então se enclausurará na ortodoxia, vide a religião do vaticano.
    Os evangélicos devem agradecer a estes novos movimentos, assim como a igreja católica deve agradecer (mas não agradece, ao contrário critica) à Canção Nova e outras comunidades católicas.
    J. Chase
    http://www.chase4077.wordpress.com

  9. A igreja emergente é o dispositivo dos acessores de Mamon,cuja espiritualidade provém da rainha Gesabel,junto aos amados promotores de assembléias gerais q anunciam periodicamente que Judas Iscariotes mesmo morto tem grande influência sob o caixa 2,levando as lideranças ao extase pelo mais delicioso e orgasmico vercículo da bíblia (malaquias 3/10).A vaidade é um recurso aprimorado de teologias que convencem a todos de q pastor é coisa dp passado,agora a moda é apóstolo patriarca,segundo as revlações do ESPÍRITO SANTO, em suas impactantes consagrações,onde até demônios ficam escandalizados com tanta hipocresia…

  10. Assim como os Tj, que erram de pois remandam o erro e ainda acreditam que ninguém vai notar.
    Interessante como as pessoas viram acusadoras mas não declaram suas crenças…

  11. Pessoal tenho um comentário.
    Nada tão liberal quanto um conservador e nada tão conservador quanto um liberal.

    Essa discussão parece uma discussão partidária. Onde uns defendem a liberalidade e outros o conservadorismo.
    Parece uma discussão totalmente política. Onde muitos querem defender aquilo que praticam ou até mesmo mostrar uma justificativa do que seguem.

    Penso e sempre pensarei na multiformicidade do evangelho. Para cada cultura, para cada povo, cada sociedade, sem perder a essência dele. De um evangelho, simples, leve e puro. Que naturalmente se vive o sobrenatural. Sem manipulações e sem forçar a barra e nem roubar o papel do Espirito Santo: Convencer as pessoas.

    Vivamos apenas defendendo o evangelho. Seja ele praticado pela esquerda e pela direita.

  12. NEIDE
    Engraçado verificando alguns sites pois gosto muito de ler,encontri esse e pude constatar como é triste nos dias atuais ver o nome Jesus Cristo sendo utilizado como forma de ganhar dinheiro e não de anunciar a boa nova, que é o que ele nos pede.Infelizmente vemos no protestantismo nos dias atuais, pessoas pregando e se dizendo partor sem nem saber ler direito."igrejinhas" sendo abertas em fundo de quintal e mulheres dizendo ser missionarias e fazendo revelações mentirosas. Que vergonha! Dise Jesus: " minha casa é casa de oração; no entanto, vós fizeste dela um antro de ladrões" (LC 19,46). Pense nisso pois ao invés de defender o Evangelho e levar a boa nova a todas as criaturas, estão buscando interesses proprios. o que falo aqui posso provar.
    fiquem na Paz de Cristo e no Amor de Maria.

  13. Olá, Graça e Paz…
    Quero deixar claro que sou cristão, leigo, membro de uma Igreja Batista histórica, porém, meio inconformado e incomodado com o rumo que o Evangelho tem tomado ou que alguns tem dado a ele… Tenho frequentado o blog e de uma forma contundente me alinhado a muitas das questões propostas aqui pelos diversos colaboradores não só pela essência bíblica proposta, mas também pela forma como são propostas… Algo muito sério e de uma sobriedade vísceral… Quanto ao tema, na minha humilde opinião e baseando-se no que a Palavra de Deus oferece como subsídio para fé, mirando em Jesus como padrãoe efetivo de comportamento e modelo, percebo Filho de Deus como homem, consciente do seu tempo e alinhado diretamente com as diretrizes terrenas para a propagação do Plano de Salvação, visto que o seu alvo eram os homens, os complexos seres criados com a participação Dele próprio a Sua imagem e semelhança…
    Em nenhum dos evangelhos, vejo Jesus separando o homem no contexto social ou deixando de levar em conta qualquer detalhe ou particularidade de qualquer um dos milhares com que conviveu e a quem influênciou… O que vejo é um judeu, inserido numa cultura restrita dominada por elementos culturais diversos e efetivo num discurso que claramente levava em consideração tais elementos(vide a didática de Seus ensinos e parábolas, tanto as curas e milagres realizados em dias proibidos culturalmente ou doutrinariamente)e assim mesmo eficientissímo em na propagação e cumprimento da sua Missão, cujo resultado somos nós, tanto os da igreja, quanto os das comunidades emergentes ou não…
    Independentemente dos rótulos, e isso é prática inerente ao ser humano, definições simplistas e resumidas de assuntos muitas vezes polêmicos, precisamos nos voltar a Jesus como exemplo, como o pressuposto de Deus, através de Paulo em Efésios 4.13… Nossa capacidade de nós fazermos efetivos vem Dele, "em quem não há mudança, e nem sombra de variação", diria Tiago, portanto, relativizar as possibilidades é pertinente, porém, tendo Jesus Nazareno como exemplo, por quem nos "últimos dias aprouve a Deus nos falar", temos possibilidades infinitas de sermos efetivos no cumprimento da Missão, sem deixarmos de lado o vislumbramento da promessa, nem tão pouco sermos influenciados ao invés de influenciarmos esse mundo imerso em tantas e diversificadas culturas, mas que ainda jaz no maligno…
    Que Jesus continue em seu infinito Amor, já que Ele é todo amor e também Justiça, nos abençoando e sustentando com Graça e Misericórdia… Um forte abraço, Adriano…

  14. Tive esta impressão ao conhecer a existência de um movimento no RS que organiza cultos em bares uma vez a cada semana, cantando musicas e aparentemente com o mesmo formato de um culto normal. Preocupados em se desligar da "imagem das igrejas" e da terrível distância criada pelas instituições, nas palavras do próprio intitulado pastor: “Com a experiência, temos sentido o desejo do coração de Jesus em relacionar-se diretamente com as pessoas e, além disso, nos tem sido revelado que as muitas instâncias criadas pela religião, têm roubado essa acessibilidade ao Senhor. Todos os dogmas e sacramentos humanamente estabelecidos acabaram se tornando grandes empecilhos para que um indivíduo pudesse participar da comunhão com o Corpo de Cristo” – “No bar, a última coisa que as pessoas pensam em encontrar é algo que as religue a Deus. Contudo, o bar é a religião de uma infinidade de pessoas que encontram sentido para sua vida numa bebida, num baseado, numa música de sua banda favorita, num companheiro casual para o sexo ou num simples bate papo entre amigos. Indo até lá, mudamos o conceito teológico enganoso que condena como profano o ambiente. Assim, o santificamos, introduzindo a mensagem e a vida de Cristo em um lugar que aquelas pessoas já gostam de frequentar” – diz Pastor Rafael, que faz parte do movimento. O problema é que junto com a matéria exposta no site, já haviam comentários deste tipo: Aprovadíssimo. Rola uma cervejinha durante o culto??? Se sim, to dentro…
    Sendo assim ao deixar minha opinião, em tom provocativo recomendei uma droga leve como a maconha afinal qual a diferença então????
    Para minha surpresa o pastor que já havia manifestado sua falta de ambição em abrir uma nova igreja repeliu completamente minha opinião em tom de agressividade bastante elevado, entendendo-me como pastor, que não sou, levou para o lado do "cada um no seu quadrado", até criticando-me por não permitir a bebida ao meu suposto rebanho e manifestando profunda decepção com os "homens de terno" em sua nem longa e nem curta trajetória de cristão, por fim acusando-me de fundamentalista. Fiquei preocupado com o tipo de orientação que esse rebanho de novos fiéis e decepcionados com a igreja tem recebido? Que tipo de conselho seria dado aos recém convertidos proprietários do estabelecimento, por exemplo. Haveria um propósito maior do que um devocional em lugar inusitado?
    Não sabia como conceituar esse tipo de iniciativa, seu texto foi muito esclarecedor.

  15. muito legal o texto leonardo… Acredito sim que a igreja precisa e deve se contextualizar com uma visão missiológica sem perder a pureza e a simplicidade do evangelho. o que vemos hoje são cúpulas fechadas e restrita a seus membros sem nenhuma preocupação com os de fora; A igreja está tão distante do mundo que até mesmo não sabe mais como alcança-lo através do evangelho de Cristo. Estamos tão preocupado em criar uma auto-propaganda que na maioria das vezes é falsa do que em propagar o nome de Jesus. Sinceramente acredito que as igrejas emergentes precisam ser reformadas assim como também as igrejas ortodoxas. Na verdade o que penso é que mais do que nunca a Igreja Brasileira precisa ser reformada. precisamos orar a Deus por equilíbrio e estratégia Eficaz para proclamarmos a salvação sem adulterarmos o evangelho.

  16. Olá amados,

    O assunto é muito interessante, apesar de complexo…Gostei dos comentários do Ielton e Atila…Precisamos continuar enriquecendo a internet com informações desse nível e fazermos discursões teológicas infindáveis.

    Parabéns Leonardo.

    Graça e Paz.

    Genilson Silva

  17. Para mim mais do mesmo, estão preocupados com o clubinho, se são o caminho certo, se são os detentores da verdade, cheios de dogmas, cargos e o mesmo blablabla, importante ou não? tanto faz! o que faz um caminho ser verdadeiro é se o mesmo começa, tem andamento e termina em Cristo! não vejo outra maneira a não ser essa, tratada inclusive pelo Mestre, não há vida fora da Videira Verdadeira! o resto são gente com ranso, buscando ter a verdade em palavras bonitas e com pouca habilidade para realmente cuidar das ovelhas, como esquecemos tão rápido do Verdadeiro Evangelho, simples e sem culpa e peso e o trocamos com tanta facilidade! Parabéns pelo texto, continue achando que o caminho é só mesmo esse, uma pena que muitas irão atrás e o fim é o mesmo!

    Não aos rótulos, cargos e se identificar por lugares, Sim ao Cristo o qual não possuia habitação melhor do que dentro de nós!

    No amor do Mestre
    os com maturidade entendam, os sem esbravejem por favor!!!

    Galatas 1: 6-9: "Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho;

    O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo.

    Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.

    Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema."

    (Vale a pena o livro todo) Cresçamos

    @DanielBrianese

  18. Roger Oakland estudou produndamente a igreja emergente, desde o seus primórdios, e faz extensas citações de seus principais proponentes. Espantoso.

    Melhor estudar o assunto do que opinar "de ouvido".

    Melhor conhecer as bases de um movimento do que os seus adereços.

    Há um outro autor cujo sobrenome é Yurgen (com Y mesmo) que pesquisou bastante a respeito. Não estou mais com o livro dele, depois procurarei o prenome.

  19. O nome do outro autor que pesquisou o movimento, desde sua origem é Ray Yungen. Também faz amplas citações de seus proponentes iniciais.

    Nada deve ser comprado pelo seu valor de face. Aparencia não tem importancia nenhuma.

  20. Vcs estao acostumados com um sistema q esta desatualizado com a doutrina dos apostolos,a igreja de cristo de atos é uma irmandade espiritual e social onde todos devem usufruir das entregas das ofertas nao uns comendo pao seco e pedacinhos de peixe quando acham pra familia e lideres luxando as custas destes desfavorecidos e desinformados.

  21. Vcs estao acostumados com um sistema q esta desatualizado com a doutrina dos apostolos,a igreja de cristo de atos é uma irmandade espiritual e social onde todos devem usufruir das entregas das ofertas como faziam os apostolos nao uns comendo pao seco e pedacinhos de peixe quando acham pra familia e lideres luxando as custas destes desfavorecidos e desinformados.

    amadoservo19671@hotmail.com

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