A fé e a soberania de Deus

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Por Leonardo Gonçalves

Recentemente terminei uma série de estudos na carta de Paulo aos Romanos. Como sempre acontece, a leitura de Romanos instigou o pensamento dos crentes, fazendo-os contemplar com maior clareza o Deus soberano que os salvou, bem como o modo como ele salva.

Um dos pontos de tensão na carta é a aparente dualidade entre a fé e a soberania de Deus, tanto que alguns escritores evangélicos, na tentativa de conciliar a fé (do homem) e a soberania (de Deus), acabam por optar pelo sinergismo, que é a crença de que o homem pode cooperar com Deus para a sua salvação. Definitivamente, não creio assim. Estou convencido de que a soberania de Deus não deixa nenhum espaço para a glorificação humana.

A aparente tensão somente surge quando ignoramos o fato de que a fé (do homem) é também a fé de Deus. Senão, vejamos:

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Primeiramente devemos perceber que a fé é um dom de Deus. Isso está claro em passagens como Filipenses 1.29 (onde está escrito que a nós foi concedido crer), em Hebreus 12.2 (onde Cristo é o autor e consumador da nossa fé), e de um modo muito especial em Efésios 2.8, onde a salvação de graça e por meio da fé aparece claramente como um dom de Deus. Poderíamos ainda mencionar Pedro, quando este diz que Deus, por seu divino poder, nos concedeu “tudo que diz respeito à vida e a piedade” (2Pd 1.3) e também Tiago, quando afirma que toda “boa dádiva e dom perfeito vem de Deus” (Tg 1.17), mas creio que estas referências são suficientes.

O segundo ponto que quero aclarar é que a fé, sendo um dom de Deus, é irrevogável. Isso encontramos em Romanos 11.29, onde Paulo diz que “os dons de Deus e o seu chamado são irrevogáveis”. Sendo assim, podemos afirmar que um crente verdadeiro pode apresentar uma fé fraca ou forte, mas ele sempre terá fé. No entanto, não ignoro que alguns, tendo conhecido o evangelho, se distanciam, aparentando perder a fé. Estes, na realidade, apenas aparentavam fé, pois nunca a tiveram (1Jo 2.19).

Em terceiro lugar, gostaria de esclarecer que nem todas as pessoas possuem fé salvífica. Obviamente existe um tipo de fé comum a todos os homens, como a fé nos ídolos ou em si mesmos, mas nem todos possuem fé para a salvação. Paulo aos Tessalonicenses disse que “a fé não é de todos” (2Ts 3.2), e isso pode ser percebido também quando observamos ao nosso redor e fatalmente constatamos que nem todos se salvam. Ora, por alguma razão Deus decidiu não conceder a fé, que é um dom dEle, a todos os homens.

Agora, a razão porque Deus escolheu dar a fé a alguns homens não pode ser a bondade do próprio homem (pois assim a salvação seria por obras), nem mesmo algo intrínseco ao homem (porque neste caso a glória seria do homem). Por isso afirmamos que a única razão coerente porque Deus decidiu dar a fé a alguns homens é a sua livre vontade, ou soberania.

Nosso quarto ponto visa responder a seguinte pergunta: “Uma vez que a fé é um dom de Deus, irrevogável e não é de todos, então a quem Deus dá a fé?”. A resposta a esta pergunta é que somente os escolhidos de Deus terão fé. Veja, por exemplo, o modo como Paulo começa a escrever sua carta a Tito: “Paulo, servo de Deus, e apóstolo de Jesus Cristo, segundo a fé dos eleitos de Deus (…)” (Tt 1.1). Observe aqui que a fé é um presente de Deus aos que ele escolheu. Também Lucas, em Atos dos Apóstolos, narra que “creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna” (At 13.48). Somente aqueles que estavam ordenados para a vida eterna puderam crer.

A suma destas coisas é que, sabendo que a fé que o homem exerce é um dom de Deus, não convém repetir o já desgastado jargão “Salvação: Soberania de Deus; decisão sábia do homem”, uma vez que a salvação não é um projeto com participação humana, antes, é um projeto de Deus e uma decisão soberana de Deus que redundou em uma resposta humana. Também não devemos supor que nossa fé é a causa da eleição, pois primeiro foi a eleição (Ef 1.4), e depois veio a fé.

“Porque, quem te faz diferente? E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te glorias, como se não o houveras recebido?”

Soli Deo Gloria!

***
Leonardo Gonçalves se recusa a pregar um evangelho antropocêntrico e de glorificação humana

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55 COMENTÁRIOS

  1. Pastor, me parece que tem uma referência bíblica digitada errado aí nesse texto.

    É a que está no final da frase "No entanto, não ignoro que alguns, tendo conhecido o evangelho, se distanciam, aparentando perder a fé. Estes, na realidade, apenas aparentavam fé, pois nunca a tiveram (Jn 2.19)"

    Tem como colocar a referência correta ou me explicar quel é ela?

    E a propósito, o texto está maravilhoso.
    Grande abraço!!!!

  2. Leonardo,

    Belo texto. Claro como água. Difícil é compreender porque muitos não aceitam esse Deus soberano tão presente nas escrituras, preferindo crer que o homem, de alguma maneira, 'coopera com Deus no processo de salvação'…

    Sem qualquer crítica ou ironia, estou gratamente satisfeito em vê-lo tão decididamente pregando as doutrinas da graça. Embora já sabendo há algum tempo que você é reformado (calvinista), não era comum ver aqui textos da sua lavra tão incisivos como esse. Parabéns.

    Por outro lado, não sei se estou errado ( e se estiver me corrija), não vejo mais textos de cunho liberal e neo-ortodoxos neste espaço, ou pelo menos da lavra de autores dessa linha, como vi alguns antes (especialmente um autor específico, cujas ideias são inequivocamente liberais ou liberalizantes).

    Coincidentemente, semana passada ministrei um estudo sobre Romanos 9 na minha igreja (IPB), apregoando a soberania de Deus com a responsabilidade humana. E foi algo muito gratificante.

    Grande abraço!

    Ricardo.

  3. "…somente os escolhidos de Deus terão fé."

    Olá, Leonardo. Sob a epígrafe apresentada acima, gostaria de saber se, desse ponto de vista, e estendendo a questão àquela dicotomia entre predestinação versus livre arbítrio, o homem não pode, de maneira alguma, tomar quaisquer iniciativas em prol de sua própria salvação, já que a fé (neste caso, a fé salvífica) é um dom concedido deliberadamente por Deus, ao qual o homem não tem acesso senão por Ele.

    Assim, é mais razoável crer, de fato, em que há uma predestinação das almas, ao invés de uma possibilidade de que cada uma delas decida por sua eternidade?

    Abraço!

  4. Tiago Gondim,

    Obrigado pelo incentivo. Já corrigi o texto. A referência certa é 1Jo 2.19. Como este texto é basicamente uma traduçao de um sermao que preguei, a referência acabou passando.

    Grande abraço a você.

    Ricardo Mamedes,

    Obrigado por suas palavras. Sobre o autor mencionado, quando o conheci ele era presbiteriano. As idéias liberais vieram depois e redundaram no afastamento dele do blog.

    Outra razao porque textos como este nao apareciam é que nao havia uma linha pré-definida para o blog. Afim de nao confundir os leitores, escrevi uma declaraçao de fé e uma explicaçao sobre o que postaríamos e o que nao postaríamos mais. A maioria concordou, e alguns sairam por conta disso.

    Quanto aos neo-ortodoxos, gosto do Karl Barth e os "paradoxos" da sua teologia, mas ele foi extremamente infeliz em subjetivizar as Escrituras.

    Gostaria de ter acesso ao seu sermao sobre Romanos 9.

    Grande abraço.

    Diego,

    Sim, foi exatamente isso que eu disse. Todo mérito pertence a Deus, o qual elege, predestina, chama, justifica e glorifica (Romanos 8.29,30).

    Abraço.

  5. Leonardo,

    Fico ainda mais feliz em saber que o irmão definiu a linha deste blog, clarificando os termos.

    Confesso que também gosto de algumas coisas do Karl Barth. Não gosto da sua relativização quanto ao Cristo histórico, especialmente no que concerne à 'imago Dei'. Penso que ali ele foi bem infeliz. No mais, penso que ele é mesmo contraditório.

    Quanto ao meu "sermão", eu não o definiria assim. Sou apenas um leigo mais ou menos estudioso e amante da boa teologia, especialmente se for fiel às Escrituras. Foi apenas um 'estudo', fruto de uma ideia, um desejo que já me acompanhava há muito tempo. Verei se foi gravado, e se tiver sido, o enviarei a você (não nutra muita expectativa).

    Abraço, irmão.

    Ricardo.

  6. Amado Leonardo,

    "Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça" (Rm 4.3), me parece ser um clara afirmação de que a fé de Abraão veio antes de sua justificação. Abraão ouviu a palavra do Senhor, depois creu (teve fé) e, então, foi justificado, exatamente por ter crido. Não seria? Inclusive, nesse capítulo 4 de Romanos, Paulo esclarece que a fé não pode ser considerada como obra.

    No amor de Jesus, continue na Sua Paz!

  7. Graça e paz Léo,
    tomo as palavras do Ricardo a respeito do texto "claro como água". A soberania de Deus é tão clara nas Escrituras que não sei por que as pessoas não vêem isso, é só ler o livro de Daniel quando ele fala das nações que viriam, ler o livro do Apocalipse quando vemos o fim de todas as coisas, aliás, a Bíblia toda nos mostra isso. Mas, o que certamente irá surpreender muitas pessoas é saber que esse maravilhoso texto foi escrito por um pastor assembleiano, porque digo isso, pois como sou também renovado e calvinista, recentemente fui abordado por um irmão presbiteriano me perguntando se eu não entrava em crise sendo renovado e calvinista, ao que respondi que não, pelo contrário, por ser calvinista é que eu me fortalecia ainda mais nas minhas convicções de que o Senhor manifesta o seu poder sobre a igreja hoje como operou no passado, pois o nosso Deus é imutável e sua promessa de que os sinais nos acompanhariam é real para os dias de hoje. Mas, por causa de algumas aberrações em muitas igrejas por aí muitos tem perdido essa bênção em suas vidas. Coisas essas que você tem denunciado com muita firmesa.
    Mas uma vez parabéns pelo maravilhoso texto sem perder as convicções pentecostais.
    Que Deus lhe abençoe.
    Fique na Paz!
    Pr. Silas

    PS: Eu lhe mandei um e-mail, assim que puder me responda, obrigado.

  8. Olá Leonardo,

    Em primeiro lugar, parabéns pelo blog, ele tem me ajudado em muito a compreender melhor o evangelho verdadeiro de Cristo. Deus usou o seu trabalho para abrir os meus olhos para muita coisa errada na minha vida e ao meu redor.

    Tenho uma dúvida:
    Acredito na soberania de Deus acima de tudo, mas lendo um versículo de Mateus, fiquei com uma dúvida em relação ao seu texto. O versículo é Mateus 7:21 "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus."

    Diante disto te pergunto:
    O homem não pode influênciar na sua salvação mas pode influenciar na sua condenação?
    Se o homem não pode influênciar na sua salvação, corremos o risco de viver o evangelho verdadeiro e no final não sermos salvos?
    Ou então pode alguém viver de forma errônea e ainda ser salvo?

    Se que a resposta para a primeira pergunta pode responder todas as outras mas ainda sim achei melhor fazê-las separadamente.

    Não pense que estou te perguntando isso para justificar más atitudes ou coisas do gênero, mas é que fiquei realmente com esse questionamentos na minha cabeça.

    Fique na paz e que Deus te abençoe.

    http://lucianodrummersblog.blogspot.com/

  9. Pastor Silas,

    Vou responder o e-mail agora.

    Faço eco ao que o irmao diz sobre a atualidade dos dons. Bem-Dito! O Deus que é imutavel em seu ser, perfeiçoes, propósitos e promessas continua atuante em nossas vidas. Os excessos acontecem, e o embuste está aí, mas o falso nao nega a existência do verdadeiro. Antes, a confirma. É uma questao de lógica =)

    Grande abraço,

    Leonardo.

  10. Luciano,

    1. O homem não pode influênciar na sua salvação mas pode influenciar na sua condenação?

    Deus é responsável pela salvaçao do homem, e o homem é responsável por sua condenaçao. O homem nao pode escolher Deus por si, mas escolherá o pecado por si, pois sua inclinaçao é má.

    2. Se o homem não pode influênciar na sua salvação, corremos o risco de viver o evangelho verdadeiro e no final não sermos salvos?

    Nao, porque ninguém vive o evangelho verdadeiro a menos que seja verdadeiramente salvo. Se você crê em Jesus, ama a Deus e odeia o pecado, isso significa que você está a salvo.

    3. Ou então pode alguém viver de forma errônea e ainda ser salvo?

    O salvo é todo aquele que se arrepende de verdade e crê em Jesus. E é claro que o arrependido vive para agradar a Deus. Logo, a menos que o personagem que você mencionou seja um caso parecido ao do "ladrao arrependido" da cruz, como daqueles que se arrependem e creem no último instante, ele é apenas hipotético.

    Espero ter ajudado. Grande abraço,

    Leonardo.

  11. mas e…"aquele que crer será salvo…" foi uma brincadeira?
    Estamos aceitando Jesus e vivendo a santidade para…?
    Se a fé é dom de Deus, logo os que aceitam Jesus naturalmente o fazem por fé!?
    Sinceramente achei esplêndido esse texto, mas aí a pensar que Deus escolhe quem vai salvar e joga o resto fora…Deus é verdadeiramente bom , caso contrário o que Jesus Cristo fez na cruz foi um teatro, afinal que reconciliação seria essa?
    penso que se os eleitos são salvos, é por que receberam o dom da fé…a eleição foi primeiro porque a Soberania de Deus nos permitiu nascer com nosso destino traçado?
    Então muita coisa na Bíblia seria pegadinha????
    Eu creio na Bíblia pois reconheço-a como a palavra inspirada e divina,graças a ela conheço meu Salvador,e meu Criador,e creio no evangelho que é o poder de Deus para a salvação das almas…
    Reconheço a soberania do Senhor, mas não esqueço que ele além de soberano é amor e graça,e graças a essa graça,o favor imerecido, creio que ele nos concede sim a chance de lutar por nossa salvação,pois ele conhece nosso coração.Se Deus nos leva a Cristo, e, este diz: aquele que o Pai me da de maneira nenhuma o lançarei fora…ele não nega a si mesmo, então, sim podemos ter esperança e viver como ele nos ensinou…não somos predestinados, somos eleitos pela graça,depois pela fé!!
    Graça e Paz!!

  12. Se você vive em santidade "para" ser salva, entao temos um problema aqui. Isso porque eu nao faço o que é correto "para" ser salvo, e sim "porque" fui salvo. Do contrário, estarei buscando justificaçao pelas obras, e nao por fé.

    No entanto, existe um "para" que é válido, e é quando fazemos coisas "boas" para glorificar a Deus, e porque o amamos. Que o amor seja a força motriz de nossas açoes!

    Sobre a sua primeira pergunta, nao há pegadinha nenhuma: "aquele que crer será salvo". Em nenhum momento se falou em salvaçao sem fé aqui.

    Abraço fraterno,

    Leonardo.

  13. Amado Leonardo,
    Paz e graça sobre tí sempre!!!
    Geralmete concordo com suas colocações,mas, ou eu entendi mal, ou vc faz uma afirmativa quanto á eleição e/ou predestinação.Veja:"então a quem Deus dá a fé?”. A resposta a esta pergunta é que somente os escolhidos de Deus terão fé. Veja, por exemplo, o modo como Paulo começa a escrever sua carta a Tito: “Paulo, servo de Deus, e apóstolo de Jesus Cristo, segundo a fé dos eleitos de Deus (…)” (Tt 1.1). Observe aqui que a fé é um presente de Deus aos que ele escolheu. Também Lucas, em Atos dos Apóstolos, narra que “creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna” (At 13.48). Somente aqueles que estavam ordenados para a vida eterna puderam crer".Entendo que, diante dessa exposição,estou lendo que 'os eleitos/predestinados, não poderão perder a salvação,pois não podem perder a fé.Tudo já foi resolvido por Deus nos tempos eternos'.
    Me ajude a entender se assim você pensa.
    Grato pela atenção.
    Viva vençendo!!
    Seu irmão menor.

  14. Mano Leonardo Como Eu sei que EU tenho uma fé salvífica?

    E como Eu sei se Sou salvo?

    Pois conheço um homem, que mesmo conhecendo a Jesus e tendo fé tem uma grande inclinação ao pecado, e não só uma simples inclinação mas um estilo de Vida de pecado.

    Um estilo de vida de pecado mesmo tendo fé não seria uma fé se enfraquecendo?

    Abraço Mano!

  15. Rita,

    Embora não sendo meu o blog, peço a permissão dos 'proprietários' para uma pequena resposta bíblica. Sim, todos que crerem serão salvos, fique tranquila. Mas quais serão os que irão crer? A Bíblia diz que serão "aqueles que o pai der a Cristo" (João 6.37), e desses, nenhum será "lançado fora".

    O mesmo raciocínio ainda segue: quem pode ir até Deus? Somente aqueles que "o pai trouxer" (João 6.44), pois, ao contrário, ninguém chegará até Cristo (João 6.65). Queira o homem ou não, todo o processo de salvação vem do pai, sem qualquer 'cooperação' humana (Romanos 8.29-30). Pois, é "Deus quem efetua em 'nós' tanto o querer como o realizar (Filipenses 2.13).

    Tanto a fé como a graça são dons de Deus (Efésios 2.8-9), e não podem ser alcançados pelo homem por suas próprias forças ou méritos.

    Quando você afirma que Deus é soberano, logo, nega o livre arbítrio, pois este significa a autonomia humana. Portanto, se o homem é livre para escolher ter ou não ter fé, alcançar ou não a graça, Deus deixa de ser soberano.

    A soberania de Deus, quando aceita pelo crente, implica em abandonar-se à Sua vontade, ao Seu senhorio. Quando nos agarramos a uma suposta autonomia da vontade (livre arbítrio), negamos a onipotência de Deus, uma vez que Ele , embora sendo todo-poderoso, se dobra à vontade do homem.

    E sabe de mais uma coisa, "todos os nossos dias foram determinados, quando nem um deles havia ainda" (Salmos 139.16). Mesmo assim, somos completa e absolutamente responsáveis pelos nossos atos, uma vez que ninguém nos força , ou nos constrange, quando fazemos nossas escolhas. Como Deus faz isso? Não sei. A minha certeza é que a profundidade de Deus é insondável (Romanos 12.33), e os seus caminhos e pensamentos são mais altos do que os meus (Isaias 55.9).

    Uma última pergunta: quando você ora, não diz a Deus, "faça segundo a sua vontade"? Por que não dizer: "faça de acordo com o que eu estou lhe dizendo?" No primeiro caso, a ação denota a soberania de Deus. No segundo, a soberania do homem.

    Grande abraço!

    Ricardo.

  16. Paz a todos. Parabéns Leonardo pelo texto, que de tão excelente, abriu um debate amplo. Deixo aqui algumas dúvidas e comentários. Não sou partidário do conceito de eleição. Deus cria um mundo, cria seres a sua imagem e semelhança e entre estes seres, define que alguns serão dele e outros não, me parecendo que há uma espécie de criação de fantoches, seres que irão crer e amar a Deus obrigatoriamente pois seu destino (quanto a ser salvo já foi traçado). No novo testamento há várias passagens quanto a crer e ser salvo: " E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim.João 12:32"_ Quem são esses todos ? somente os eleitos?"
    "Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:15" _todo aquele são os eleitos?
    Fico com uma dúvida: Se algumas pessoas foram eleitas, quer queiram ou quer não, serão salvas e supõem-se que antes de serem salvas elas creram, mas se são eleitas, não existe a possibilidade de não crerem então porque Jesus dizer "e quem crê em mim nunca terá sede. João 6:35" ?
    Deus não precisa do homem para salvá-lo mas Deus abre esta possibilidade, a salvação, para que aqueles que O amem possam sacompartlhar com Ele a eternidade. Ainda que fique difícil divisar a linha tênue ou não tênue que separa a soberania de Deus da liberdade humana.
    Um abraço a todos e Leonardo, que Deus continue abençoando o seu ministério__ ALEX

  17. Ricardo,

    Valeu pela força. Fique à vontade para interagir!

    Higor,

    Existem na Bíblia várias características ou evidências da salvaçao. A primeira carta de Joao apresenta várias delas (recomendo a leitura, pois é muito útil neste tema).

    Porém, acho que as perguntas abaixo podem te ajudar:

    1. A pregaçao do evangelho produziu fé no seu coraçao? (Rm 10.17)
    2. Você se arrependeu dos seus pecados e agora odeia todo caminho de maldade? (Lucas 3.8,Hch 26.20)
    3. Tem vivido uma vida perseverante e obtido vitória sobre o pecado? (1 Jn 3.9, 1Jn 5.4)
    4. Tem o testemunho interior do Espírito Santo em seu coraçao de que você é filho de Deus? (Rm 8.16)

    Grande abraço!

  18. wáldisonlima, a paz.

    Sim, eu penso exatamente assim. No entanto, isso nao implica crer que o crente, se eleito, pode viver uma vida devassa pois no final de tudo, já é salvo e nao pode perder a salvaçao. Muito pelo contrário: Creio que a evidencia da salvaçao (entre outras importantes) é a perseverança, de modo que o eleito nao viverá no pecado, antes por causa do Espírito de Deus que nele habita, odiará o pecado.

    Um abraçao,

    Leonardo.

  19. Olá amigos.
    Esse tópico deixa muitas dúvidas e respostas geram outras questões
    que acabam sendo mais delicadas ainda.
    A Bíblia não diz que Deus não faz acepção de pessoas?
    Porque ele escolheria um a ser salvo e viver uma vida de plenitude
    e outro a ser condenado eternamente ao inferno e viver uma vida
    destruída?
    Qual critério ele usaria para tal escolha?

    Abraço a todos.
    Pablo Maranho

  20. Num manjo muito desses estudos mais aprofundados e talz, mas me respondam algo:
    No caso dizer que Deus fez um mundo e meio "que deu corda" deixando o seres livres, porém ele na hora que bem entender altera o curso das coisas é correto?

  21. O texto não está claro e me parece defender a doutrina da eleição incondicional dos calvinistas. Deus é onisciente e por isso sabe quem irá aceitar a salvação por meio de Jesus. As palavras "eleição" e "ordenados" não conseguem descrever a onisciencia de Deus em saber desde sempre quem seria salvo.

  22. A própria conversão de Paulo mostra a Soberania de Deus. Aliás, Leonardo, você poderia fazer um estudo sobre a conversão de Paulo e postar aqui. Tenho certeza que ela é uma boa representação da eleição de Deus e seu chamado irrevogável.
    Grata, Gela.

  23. Valeu Irmão por esclarecer

    Eu li, vou ler mais uma vez agora, mas ainda tenho uma duvida

    As respostas as 4 perguntas que Você fez é: Sim

    Mas Se de um período para cá Essa pessoa não tem vontade de perseverar na luta contra o pecado?

    Mesmo tendo perseverado a Vida toda, Isso seria sinal de uma Não Eleição?

    (Essa é uma das minhas criticas a Eleição, pois se Sou Eleito não preciso me preocupar em me santificar correto?)

    Abraço Mano

    Valeu mesmo…

  24. Amigos,

    Vamos inverter as coisas então, colocando-me no ponto de vista do livre arbítrio: por que Deus, na posse de todos os seus atributos, especialmente da onisciência (ou presciência), deixou que "muitos se perdessem, quando poderia ter salvado a todos? Esse Deus, do ponto de vista sumamente humano, seria injusto, despótico e tirano. Ou não?

    "Que critério Ele usa para fazer tal escolha"? O Dele, que está muito acima do nosso, por isso não O entendemos plenamente. O que me leva ao arrependimento é "a bondade de Deus" (Romanos 2.4) e não qualquer coisa que eu faça enquanto homem natural ainda padecendo da graça – esta sim, presente de Deus (efésios 2.8-9).

    "Deus não faz acepção de pessoas". Não mesmo, uma vez que todos quantos creiam (judeus ou gentios)"são/foram" admitidos como seus filhos por adoção, antes da fundação do mundo (Efésios 1.4-6), ainda na eternidade.

    "Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente , por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus" (Romanos 3.23, 3.10-12). Se somos justificados pela graça, somente por ela, gratuitamente, por que esse mesmo Deus não a concedeu a todos, sendo a fé apenas de alguns (2 Tessalonicenses 3.2; Tito 1)? A resposta é uma única: porque Ele é soberano, é o "Referencial supremo", o Absoluto e faz como quer.

    Quem duvidar, que leia Romanos 9. Ele é o Oleiro, nós a massa. Ele faz vasos de honra e desonra, de ira e misericórdia, e quem somos nós para discutir com ele? Ele faz até o ímpio para o dia do mal (Provérbios 16.4).

    Quando os amigos imaginarem que "esse Deus" é injusto, pensem que isso é uma impossibilidade, pois nEle não há qualquer injustiça, qualquer mal. Ao contrário, Ele é o símbolo do bem; tudo que provém dEle é perfeito, ainda quando não conseguimos compreendê-LO. Mas mesmo sem exauri-LO, sem compreendê-LO em sua plenitude, devemos Lhe dar glórias em tudo (1 Corintios 10.31).

    Se alguém encontrar algo na Bíblia que comprove a existência de "livre arbítrio", por favor, me mostrem. Com relação à graça soberana, tudo o que eu disse acima é bíblico.

    Abraços!

    Ricardo.

  25. Eu acredito tanto na soberania divina quanto na responsabilidade humana e compreendo ambas como perfeitamente compatíveis.

    E se Deus, em sua soberania, concedeu uma proto-fé, uma semente de fé para todos os seres humanos e compete a cada indivíduo a responsabilidade de cultivar essa fé seminal e assim receber mais fé de Deus e desse modo ser salvo?

    * * *

  26. Leo, esse deus que você apresenta não merece ser louvado.

    Um pai que faz nascer filhos já condenados para o inferno é um tirano. Não adianta dizer que "Ele tem suas razões", pois um psicopata também as têm, e isso não o faz bom por causa disso.

    Criar uma consciência que vai sofrer eternamente é coisa de doido, e se esse deus existe, prefiro ficar bem longe dele, pois ele é mau e não merece glória nenhuma.

    Não sei qual o conceito de moral de vocês, mas eu não condenaria um filho meu para o sofrimento eterno. Um castigo até iria bem, mas se eu tivesse o poder de saber que um filho meu ia sofrer eternamente, nem o fazia nascer. Isto é maldade, não importa o ângulo que se olhe.

    Irônicamente, eu postei um texto em meu blog falando sobre esse Pai do cristianismo, e sua total incoerência com os títulos que os cristãos lhes deu.

    No mais, até a lógica disso é furada. Deus supostamente cria as pessoas, e arbitrariamente lhes concede fé para crer neles, e condena quem não crê, sendo que a culpa é dele. Daí ele julga quem creu de acordo com suas regras sem sentido, e quem não creu ele manda para o inferno. É como ser sequestrado por um psicopata, que fica brincando com sua vida, só pra te ver sofrendo, e decide se você morre ou vive jogando dados.

  27. Gabriel Nagib,

    Uma coisa que acho absurda nos liberais é o desejo de ser reconhecidos como crentes ao mesmo tempo que estupram a Bíblia. Ora, quem falou sobre o castigo eterno não foi o “Deus zangado” do Antigo Testamento, mas o “Deus boa-praça” do Novo Testamento. Sim, foi Jesus que repetidamente advertiu sobre o inferno. Por exemplo, veja Mateus 5:21-22, 27-30; 23:15,33. Negar a existência do inferno é rejeitar a autoridade de Jesus. Seria estranhamente inconsistente aceitar Jesus como Senhor, mas rejeitar um aspecto de Seu ensino.

    Em Mateus 13:42 Jesus diz “E lançá-los-ão [os incrédulos] na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes”. No julgamento, Jesus dirá para os incrédulos: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eteno preparado para o diabo e seus anjos” (Mateus 25:41). Ele também disse que o fogo é eterno, o que não poderia ser dito se o inferno fosse somente temporário.

    Um pai que condena os filhos a um tormento injusto é arbitrário. Um Deus que condena pecadores ao inferno é um Deus santo. De uma coisa tenha certeza, Gabriel: Todos aqueles que estarão no inferno estarão porque um dia desejaram estar lá. Ninguém que realmente deseja o céu estará no inferno.

    Além disso, os homens não serão lançados no inferno somente porque Deus quis, mas porque realmente merecem estar ali. Se até mesmo quem quebranta leis humanas, será réu de um juízo humano e pagará o que deve à justiça humana, quanto mais aquele que quebranta as leis de Deus?

    Desculpe se o Deus apresentado nesta minha resposta não é o teu Deus. Não tenho culpa de você ter escolhido amar um Deus diferente.

    Grande abraço,

    Leonardo.

  28. Emerson,

    Este "se" é incompatível com as verdades esboçadas no texto. Nao existe "se"; a fé é um dom de Deus. Além disso, se Deus da fé salvívica àquele que merece, entao já nao estamos falando de um pacto de graça, mas de obras.

    Paz e bem.

  29. Higor,

    Entenda algo: O salvo nao é uma criatura "impecável".

    Dizia Charles H. Spurgeon: "Um porco e uma ovelha podem igualmente cair na lama. A ovelha, porém, nao permanecerá na lama".

    Se uma pessoa nao tem desejo de lutar contra o pecado, antes se entrega a ele sem se importar com o que Deus pensa, esta criatura é qualquer coisa, menos cristao.

    Abraçao,

    Leonardo.

  30. Leonardo,

    Desculpe mas as frases inseridas na Bíblia citada por você não foram ditas por um judeu chamado Jesus ou Paulo, e sim, foram escritas pelos fundadores da religião cristã, os caras que criaram o livro intitulado novo testamento.

    A idéia de choro e ranger de dentes, lugar de fogo eterno e tal é um mito grego existente muito antes da era cristã.

    Se o suposto palestino chamado Jesus "carimbou" um mito grego, então ele desta forma afirma como verdadeira toda mitologia.

    Uma frase tua me chamou atenção, esta:
    "isso pode ser percebido também quando observamos ao nosso redor e fatalmente constatamos que nem todos se salvam".

    Fatalmente constatamos que nem todos se salvam? Interessante né.

    Eu acho que você está fatalmente equivocado, porque é muita presunção tua "visualizar" quem é salvo ou não.

    Abraços,

    Evaldo Wolkers.

  31. Leo, eu não sou "liberal". Não sou crente. Deixei a mitologia de lado quando comecei a perceber que o Deus do cristianismo, qualquer que me apresentem, é um ser ilógico e irreal, fruto da criação humana.

    Eu até tenho uma consideração pelo mito Jesus, mas palavras como esta que você colocou prova para mim que ele é tão arbritário quanto seu pai do antigo testamento, e não é nem um pouco humilde, nem sábio, pois joga ao inferno quem não lhe aceita.

    Condenação humana é temporal, e não inclui tortura (as justas não incluem). Punição divina é, supostamente, eterna, e inclui tortura. Ou seja, o castigo divino consegue ser mais injusto que o sistema penitenciário de países corruptos. E você ainda quer me julgar pelos padrões morais deste "Deus"?

    E você se contradiz:
    "Todos aqueles que estarão no inferno estarão porque um dia desejaram estar lá. Ninguém que realmente deseja o céu estará no inferno."

    De acordo com sua teologia, a fé é um dom de Deus, e ele a dá para quem quiser, segundo suas razões. Ora, se alguém não tem fé, então é impossível agradar a Deus, não é? Então a culpa é de Deus, sempre, pois é ele quem dá a fé necessária para a pessoa crer, então quem não tem, não tem a mínima chance.

    E sobre a fé ser dom irrevogável, você se engana, pois eu a tive, e a estirpei de minha vida. Prefiro mil vezes a razão e o bom senso, que me permitem enxergar a prisão em quê vivia, e hoje sou verdadeiramente livre.

    E desconheço quem gostaria de ir para o inferno, mas também conheço muita gente que não quer ir para o céu, pois se for do jeito que os cristãos mostram, apenas demonstra que Deus adora ser bajulado (imagina só, ficar eternamente prestando honras, adorando, cantando a um deus? Que tipo de pisicopata cria seres conscientes para lhe adorar eternamente? Por quê não lhes dar liberdade?). Eu por exemplo, não gostaria de ir para o inferno, mas também dispenso o céu cristão. Um céu que mais parece uma prisão, adorando um deus autoritário eternamente, do qual não é permitido discordar, nem se tem liberdade alguma, é tão ruim quanto o inferno.

  32. A concepção que tenho de fé, à luz da Bíblia é a seguinte:
    A palavra fé é o mesmo que crença ou convicção absoluta, plena.
    Crer, acreditar sem sobras de dúvidas.

    É possível ter fé em propósitos e causas que não são as mesmas de Deus. A própria Bíblia cita sobre a fé em práticas malignas.

    Existem doutrinas que se sustentam na fé pela fé, mais especificamente uma fé na fé, e se divergem completamente à doutrina da fé Cristã que Deus revelou em sua palavra

    O ponto da questão da fé é conciderar em que se baseia nossa fé. Em que se sustenta nossas crenças, nossas convicções. No que, e em que acreditamos.
    Ora, até mesmo os maus tem fé. Uma fé egoísta. Acreditam tanto em si mesmo que se sustentam somente na fé em seus próprios interesses. E por vezes alcançam.
    Justo, faz parte do livre arbítrio. Mas não quer dizer que são aprovados por Deus somente por causa de apresentarem tal fé demoníaca.

    À luz da Bíblia fica muito claro e evidente que a fé, a crença as convicções absolutas dos cristão devem estar fundamentadas na vida com Jesus Cristo e com o Pai, a saber, a vida que Deus nôs prometeu por meio de Jesus, a vida eterna para aqueles que se arrependerem de fato dos nossos pecados e reconhecerem Cristo como o filho de Deus, o messias, o cordeiro de Deus que tira o pecado de todos.

    Os relatos Bíblicos dizem respeito a vida eterna, quando se trata de fé, da fé Cristã genunina. Acreditar sem sobras de dúvida que um dia viveremos com Deus Pai e com seu filho Jesus Cristo na sua glória eterna, e isso nas condições que Deus estabeleceu para que ganhemos a participação da sua glória.

    O que passar desta fé em Cristo que a Bíbia relata, acredito que é coisa do homem e, portanto provém do maligno e é demoniaco.

    Que tenhamos a fé, a crença, a convicção plena e absoluta que quem nós salva das trevas eternas é somente Jesus Cristo.

  33. Gabriel Nagib,

    Bem, como estamos argumentando sobre a fé no Deus "cristao" e com base na bíblia, bem como sobre seu Filho Jesus e o que ele disse…

    E como você já disse que "o Deus do cristianismo (…) é um ser ilógico e irreal, fruto da criação humana", e como Jesus para você é apenas um "mito" (sic), chego à conclusao de que nao tem o menor sentido continuar essa discussao.

    Temos pressupostos diferentes. O meu (e já te disse uma vez), é a bíblia. O seu é o seu próprio coraçao.

    Paz e bem.

    Evaldo Wolkers,

    Fatalmente nem todos se salvam. O digo porque a bíblia me faz entender isso. Se você passasse mais tempo com a bíblia e menos tempo estudando a reencarnaçao, saberia também.

    Higor,

    Spurgeon foi um cristao "especial" =)

  34. Só para complementar o comentário do Leonardo ao Gabriel Nagib: concordo que a discussão seria estéril a partir deste ponto, uma vez que os pressupostos são diametralmente opostos. Como discutir Cristo com um não-cristão confesso? Como argumentar sobre Deus, aqEle revelado na Bíblia, quando o interlocutor não crê nela como a Palavra Revelada de Deus, mas sim, como mito? Como oferecer esse Deus a quem não O quer e tripudia dEle?

    Quanto a ser verdadeiramente livre, há duas maneiras de ver a coisa: Nietzsche disse ser livre, assim como o Nagib, "matando" Deus. Não matou, pois Ele continua vivo em muitos corações. O cristão, por seu turno, é livre sendo escravo. Escravo da vontade de Deus; livre sendo servo. E essa liberdade cristã traz paz. Aquela outra, propagada por Nietzsche, Sartre, os ateus e liberais de hoje, traz apenas o vazio profundo e o desespero.

    Assim, cada um que escolha a liberdade que quer.

    Ricardo.

  35. Ricardo, minha liberdade não me dá vazio profundo nem desespero. Você conhece meu coração por acaso?

    Léo, seu problema é este. Aceitar a autoridade de um livro comprovadamente mitológico, com historias copiadas de outros povos, e cujo tema central, ao menos para os cristãos, carece de evidências que o comprovem. Seu argumento bíblico é inútil para mim, pois um muçulmano poderia recorrer ao mesmo argumento para "provar" que o Alcorão é verdadeiro, ou um idiano para provar que os Vedas são a única verdade.

    Eu busco evidências, e elas me dizem que a bíblia é repleta de mitos, inclusive o de Jesus. Não sigo "meu coração", mas sim a razão, a ciência, a história. Prefiro a verdade aos mitos.

  36. Gabriel Nagib,

    Nao estou disposto a falar de evidências com quem nao está ao menos disposto a crer. Quem nutre o coraçao com preconceitos anti-sobrenaturalistas nao merece atençao quando o tema é a "credibilidade das escrituras".

    Porém, nem sempre eu fui perssuposicionalista. Houve um tempo em que eu até tinha paciencia para rebater ateus, agnósticos e pseudopensadores declaradamente inimigos do cristianismo. A intençao, no entanto, nao era converter o incrédulo (tarefa de Deus), mas demonstrar aos participantes porque é razoável crer no cristianismo, bem como fortalecer a fé dos crentes.

    Neste link você pode encontrar argumentos pró e contra a confiabilidade das Escrituras, bem como inumeras refutaçoes às idéias preconceituosas que você decidiu alimentar.

    Boa leitura 😉

  37. Leo, apresente-me uma única evidência do sobrenatural. Não estou disposto a crer por fé, pois isto é querer acreditar em algo, independentemente da razão e da lógica, mas as evidências reais eu as analiso sem pré-conceitos.

    Seu comentário é típico de cristãos: Quem discorda de algo de sua doutrina, torna-se inimigo. Com este tipo de pensamento, enraizado na doutrina cristã, sinto-me cada vez melhor por não ser mais desta religião.

    O link que você passou está inválido.

  38. Mano Leonardo vou pesquisar sobre Spurgeon

    Não sei se o problema foram 22 anos sendo ensinado e membro da Assembléia de Deus, ou Sou Eu mesmo, mas não consigo enxergar a Eleição nos seus 100%, acredito que é possível rejeitar o chamado, vejo isso Comigo, conheço a verdade mas preciso me esforçar para permanecer Nela, caso contrario a fé vai esfriando.

    Abraço Irmão!

  39. Leonardo,

    Qual o papel do crente então?
    Primeiro você diz que só tem fé (de verdade) aquele que Deus quer que tenha ou a dê.
    Segundo você diz ao Gabriel que sua intenção não é converter o incrédulo porque isto é uma tarefa de Deus.

    Então meu amigo, todo o trabalho é desse Deus.

    Ele dá a fé a quem quer e tem a responsabilidade de converter ou fazer com que creia nele quem ele bem entender.

    E daqui a pouco você vai querer me dizer que Ele não faz acepção de pessoas.

    Porque se ele dá a fé a quem ele bem entender e seu papel é colocar em homens selecionados o desejo de crer Nele, está comprovado que este Deus é um Deus bastante seleto, chamando para seu "harém", crentes escolhidos a Dedo.

    Aláh seja louvado.

    Permita-me mais uma observação:
    Sobre o assunto discutido no orkut (do seu link para o Gabriel), a afirmação está para a "validade" do texto como muito próximo do original, correto? Ou seja, as cópias que "temos" disponível (ou temos conhecimento) são praticamente perfeitas quanto aos originais.
    Ótimo, que sejam fielmente idênticas ao texto original, para mim tudo bem.
    Mas o problema está NO ORIGINAL, os textos já nasceram mitológicos, já nasceram como histórias falaciosas, ou poesias, ou textos escritos por uma civilização dominadora e "medieval".

    Evaldo Wolkers.

  40. Nossa tava lendo esse link sobre o NT,e sinceramente que quer crer vai acreditar no Leonardo, quem não quer, vai acreditar no Hugo e Non, pois francamente existem histórias na Bíblia que são/já foram pra alguns fatos duvidosos.

    Me lembro logo no inicio da minha vida cristã,lia essas paradas anti-cristãs entre outras , como eu queria crer, os argumentos pró-Bíblia tinham um peso muito grande.Creio que é muito difícil haver algum tipo de imparcialidade nisto, seja da parte dos Cristãos, ou de Ateus.

    Para os crentes que se abalam com isso (igual eu um dia) orem,se humilhem, quebrantem-se, confessem talvez a incredulidade que há em vocês, peçam ao para o Senhor se manisfestar de alguma forma em sua vida,em que a ciência não possa explicar, creiam no Sobrenatural de Deus. Esqueça um pouco o que teólogos/cientistas dizem, não apoie a sua Fé em sabedoria humana!

    Fiquem na Paz do Senhor!

  41. Por isso Eu amo os Ateus….rs

    O que Eu mais admiro nos Ateus, são que muita das vezes Eles conseguem enxergar a verdade, mas não assumem, ou melhor não querem crer.

    Leonardo li também o link, Eu não sabia dessa comparação do Novo Testamento, já faço parte daquela comunidade, muita genialidade.

    Abraço Irmão….

  42. "Provar" a existência de Deus para alguém pré-disposto a acreditar é fácil. A fé não consegue vencer da razão exatamente por isto, pois requer do prosélito sua total confiança.

    Posso então dizer os mesmos dos cristãos. Vocês não acreditam em Krishna pois estão com preconceito dele, e não estão dispostos a crer no único e verdadeiro salvador. Ou sobre Zeus, ou Thor, Odin, Horus, Buda etc. Por quê vocês não acreditam em Buda?

  43. O que faz um ateu ler artigos em um site / blog cristão? Se eu fosse ateu, não teria nenhuma paciência de ler sobre "coisas" cristãs.

    Lembrei de um post que vi no blog do Genizah Virtual, lá tinha uma foto de um ateu falando: "Se Deus quiser eu vou provar que Deus não existe!" Que ironia! rsrs

    Graça e Paz a todos!

  44. Ray Henrique da Silva,
    ser ateu é não acreditar nas divindades que lhe fora apresentada, ou seja, ausência de fé naquilo que lhe é proposto.

    Se você sendo cristão não crê em Aláh, isso o torna um ateu na perspectiva islâmica.

    Se você sendo cristão não crê em Krhisna, isto o também lhe torna ateu quando aos seguidores de tal deidade.

    Sendo assim, creio que o motivo de um "ateu" entrar em um blog destes para dialogar é a liberdade de expressão e liberdade de consciência de poder falar com as pessoas sobre suas crenças, seja para aprová-las, seja para indagá-las, seja para discordar das mesmas.

    O desejo é quebrar o dogma sagrado que diz: "Religião não se discute", porque sim, ela deve ser discutida e colocada à prova, porque para muitos é mais fácil crer cegamente em tudo que se diz, inclusive quando vem uma pessoa como o Leonardo e diz que Deus escolheu (usando uni-duni-tê) quem será salvo ou condenado.

    Leonardo, perguntei a Javé e você caiu fora no "uni-duni-tê", segundo meu chapa Javé, você não tem salvação, pois desde a fundação do mundo ele não te deu tal fé que você mencionou aqui, a fé que você tem não é a fé para salvação, é só crença.

    Então colada "não-predestinado-ao-céu", vamos para o inferno eu e você, huahauahuahau.

    Abraços,

    Evaldo Wolkers.

  45. Pessoal, paz a todos. O debate era sobre: eleição/predestinação/livre -arbítrio e mesmos os argumentos falando sobre crer e fé, eram sobre o assunto em questão. Esse assunto faz sentido a partir do momento em que se crê em Deus e em Jesus. No duelo entre um cristão e um ateu, pode ser que vença o mais preparado mas nenhum outro pode provar que Deus existe ou não existe. O evangelho foi, é, e sempre será loucura para quem não crê e só o Espírito de Deus pode nos confirmar isto e aí não cabe evidências, provas, testes, teses, modelos científicos, etc.__ALEX

  46. Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam. Hebreus 11:6

  47. Discordo da questão eleição-predestinação.
    Penso que Deus predestinou um povo, mas que Ele não interfere em nossas escolhas. Como ele é onisciente, sabe quem rejeitará ou aceitará Jesus Cristo como Senhor e Salvador.
    Há inúmeros versículos que afirmam que a salvação é para todos, como 2Pe3:9, 1Jo2:2 e outros.
    Por outro lado, afirmações tais como uma vez salvo, salvo para sempre contrariam as que dizem que aquele que perseverar até o fim será salvo; que devemos ser fiéis até a morte para obtermos a coroa da vida; que sem santidade ninguém verá o Senhor.
    "SE VOLUNTARIAMENTE CONTINUARMOS NO PECADO, DEPOIS DE TERMOS RECEBIDO O PLENO CONHECIMENTO DA VERDADE, JÁ NÃO RESTA MAIS SACRIFÍCIO PELOS PECADOS, MAS CERTA EXPECTAÇÃO HORRÍVEL DE JUÍZO E ARDOR DE FOGO QUE HÁ DE DEVORAR OS ADVERSÁRIOS." (Heb 10:26)
    "NÓS, PORÉM NÃO SOMOS DAQUELES QUE RETROCEDEM PARA A PERDIÇÃO, MAS DAQUELES QUE CRÊEM PARA A CONSERVAÇÃO DA ALMA." (Heb 10:39)

  48. Bom dia, então há um pré destina mento fatalista ?
    Então Deus escolhe ou melhor já escolheu quem vai pra morte eterna e quem quem terá a vida eterna ? Tudo bem que tamanha nossa pequenez anti um DEUS soberano e todo poderoso que tem o passado, presente e futuro ao mesmo tempo em sua mão, mas mesmo assim soa estranho para um DEUS justo, bondoso e misericordioso.

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