Deitado eternamente em berço esplêndido…

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Por Avelar Jr.

Impressionante vermos a inconsistência do povo Brasileiro. Estamos em ano de Copa e, de repente, saem do armário milhões de patriotas prontos a defender seu país. Entretanto, esse patriotismo se traduz em apenas torcer pelo Brasil na Copa do Mundo. O brasileiro trata com desprezo temas de suma relevância como a política, que, no velho adágio popular, juntamente com o futebol e a religião, “não se discutem”.

Esquecemos que é ano de eleições, que este ano compareceremos às urnas para decidir o futuro do nosso estado e do nosso país pelos próximos quatro anos. Deixamos de lado que estaremos constituindo os nossos representantes, que irão: criar as leis federais e estaduais que somos obrigados a cumprir; fiscalizar o dinheiro público que se destina ao serviço da coletividade; que cuidarão da relação do nosso país com os demais países; que se tornarão a nossa voz para defender nossos direitos e interesses contra a injustiça; que aplicarão recursos do estado para cuidar da nossa saúde, segurança, educação… É importante, não é?

Estamos todos prontos a defender a nossa escalação da seleção, conhecemos o nome de todos os jogadores, o que fazem, como jogam, em que time e posição jogam, se deveriam ser ou não convocados para integrar a seleção, se estão passando por uma boa ou má fase… Somos técnicos à distância… Torcedores apaixonados… Canarinhos de alma. Mas será que damos a mesma atenção àqueles que comandarão nosso futuro, a quem damos muito poder sobre nossas vidas nessa chamada democracia?

Agora você…

Você se lembra em quem votou nas últimas eleições federais e estaduais? Você sabe o que seus candidatos fizeram e estão fazendo? Você se recorda dos compromissos por eles assumidos durante a campanha, se eles foram cumpridos durante o mandato e se eles chegaram a cumprir todo o mandato para o qual foram eleitos? Você sabe quais cargos iremos ajudar a preencher em outubro? Você sabe qual a importância de cada vaga eletiva e para que serve cada cargo na administração do país? Você já começou a se preocupar com quem vai eleger, se tem algum motivo para ser ou não votado, etc? O que você leva em conta na hora de escolher um candidato?

Assustador darmos tanto relevo a uma seleção desportiva que não é eleita por voto popular, não tem importância alguma para nossa vida, nossos relacionamentos, nossa família, nossa fé, nossos bairro, cidade, estado, país, trabalho… e, principalmente, que, ganhando ou perdendo, não pesa em nada no nosso bolso (como se tudo o mais não fosse importante para você).

A seleção não vai lutar para garantir sua segurança, não vai enfrentar os bandidos, não vai comprar a vacina para o seu cachorro, ou levar seu filho ao posto de saúde; ela não vai comprar remédios para os enfermos de sua casa, cadernos e material escolar para seus filhos, melhorar o transporte público que você usa para trabalhar ou tapar os buracos das rodovias.

Nada contra ser torcedor. Mas tudo que é importante deve ter seu devido lugar em nossas vidas. Daqui a pouco a TV vai silenciar sobre os escândalos, o dinheiro vai rolar nos bastidores para ajudar nisso, a lábia eleitoreira vai inventar revelações dos púlpitos das igrejas, o povo vai se rasgar e encher a cara, as ruas vão estar com os buracos tapados de verde e amarelo, o grito da torcida vai abafar o gemido dos agonizantes do SUS, a violência vai continuar fazendo vítimas, crianças vão continuar mendigando nos semáforos e sendo assediadas para o mundo das drogas… Mas Galvão Bueno vai gritar “Gooool!” na televisão e tudo o mais desvanece.

Que bom! Assim podemos deixar de lado a chatice da política, liberar o grito de euforia, correr pra o abraço e encontrar um bom lugar no picadeiro, para assistir ao espetáculo de pão e circo de cada quatro anos, com o qual nos presenteia a mídia… Afinal, temos sido brasileiros, “com muito orgulho e com muito amor” e estamos deitados “eternamente em berço esplêndido”.

“Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus.” – Efésios 5.14-16

***
Postou Avelar Jr., no Púlpito Cristão

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22 COMENTÁRIOS

  1. Gostei, e é assim que penso, devemos ser realistas, se o povo se unisse e lutasse pelos seus direitos e não se esquecendo de seus deveres, as coisas seriam bem melhores e diferentes.

  2. Graça e paz;

    Ilma. Equipe Púlpiito Cristão.

    Essa mátéria me fez lembrar o augue da ditatura militar (muitas mortes, muitas prisões "políticas", inúmeros desaparecidos), mas o povo estava muito feliz, pois na copa de 70 fomos "tricampeões", e tudo virou um paraíso. Infelizmente somos um povo "apolítico", nos preocupamos com um patriotismo que só ocorre de quatro em quatro anos, por causa da copa do mundo de futebol da fifa, e nada mais. Enfim é lamentável nosso "patriotismo"! Somos uma pátria de chuteira, e nada mais.
    Parabéns pela matéria.

    Um grande abraço.
    Pr. Elias T. Santana
    http://www.edificadonarocha.blogspot.com

  3. Eu também tinha a mesma ideia em achar que o nosso povo é inconsciente eleitoralmente, mas as máscaras começam a cair a medida que voce começa a estudar sobre o tema. Nossos problemas sociais tem raízes mais profundas, iniciando-se desde as Revoluções burguesas, nossa colonização (sugiro leitura do livro Raízes do Brasil – Buarque de Hollanda), enfim, o próprio sistema não permite que a verdadeira democracia desabroche nas sociedades modernas. Não pensem que a America do Norte possui democracia ou que ela realmente existe nas sociedades atuais (vide "Democracia contra o capitalismo – A renovação do materialismo histórico, Ellen Wood"). Está na hora de nós cristãos do Brasil começarmos a pensar e traçar estratégias para mudar a história de nosso país e talvez do mundo. Agora culpar o povo pela nossa miserabilidade, disparidade social, uso de drogas lícitas e ilícitas é no mínimo deslealdade ou falta de conhecimento. Precisamos de planos efetivos e não paleativos para mudar o cenário da sociedade, talvez com valores plenamente cristãos dentro da política nacional, com derrubada de todas os pilares de sustentação do capitalismo voraz, alguma sugestão?

  4. Graça e Paz!

    Essa matéria e "muito" verdadeira, o irmão só esqueceu de falar que a próxima copa em 2014 será aki, no Brasil, que assim como a África, o Brasil gastará milhões em reforma e construção de estádios entre outras coisas…para que? O que o povo pobre africanos vai fazer depois com seu megas estádios??? E nós, o mesmo vai aocntecer aki.
    Na paz de Cristo.

    araci goulart

  5. Parabéns pelo artigo! Recentemente levantei questionamentos semelhantes quando escrevi o texto "Onde estará a torcida depois da Copa?" publicado no site do jornal O GLOBO em 08/06/2010. Uma das questões que levantei diz respeito ao desvio de atenção para coisas como o futebol, a novela e os jogos de azar, enquanto que o bem estar da coletividade, o trabalho, os estudos, as preocupações com a família e com a espiritualidade são deixados de lado.

  6. "Agora culpar o povo pela nossa miserabilidade, disparidade social, uso de drogas lícitas e ilícitas é no mínimo deslealdade ou falta de conhecimento."

    Discordo. O brasileiro em si não é um reles produto do seu meio, sem voz ou vez. Ele se torna um produto no momento em que se submete apaticamente a esse papel e não faz nada para mudá-lo, mesmo assim herda o Brasil como o recebe.

    A sociedade, seus representantes corruptos e seus problemas, sim, é o resultado dessa soma de nossa apatia herdada e continuada. Conheço gente que mesmo não tendo instrução ou tendo sido instruído em escola pública conseguiu dar a volta por cima, sendo cidadãos conscientes, trabalhando e conseguindo melhorar a vida da sua comunidade. Não podemos alegar que somos apenas vítimas quando, por nossa omissão, não utilizamos dos meios que temos de forma responsável, para fazer algo a respeito.

    Concordo com a ideia de que temos que nos organizar para transformarmos o país, e que isso não vai acontecer da noite para o dia; e creio que vamos morrer como Moisés, sem entrar na terra prometida, mas nem por isso deixando de fazer o que é preciso para que nossos filhos entrem lá.

  7. Avelar Jr. Tu como advogado sabes que temos problemas de que toda a superestrutura sustenta a estrutura, ou seja, nossas leis, nossa política, filosofia, todos nossos valores, etc, são construções efetivamente postas como pilares de sustentação do capitalismo. O próprio protestantismo deu sustentação ao modelo capitalista, com teorias como a calvinista. Só há uma maneira eficaz de destruir as estruturas justapostas, que é no meu entender, pelo meio pacífico e verdadeiramente democratico, mas para isto, seria necessário termos homens e mulheres capazes de ter um compromisso com a sociedade e não com seus bolsos. Te desafio, te candidate nas próximas eleições democráticas, com apenas dinheiro de seu bolso e vejamos se voce se elege, caso voce se se torne político, voce verá que todos os teus colegas se elegeram com dinheiro de empresas e serão subservientes a estas empresas. Aprovarão projetos e leis favoráveis a estas empresas, pois dependeram do dinheiro delas para se elegerem, e voce será um patinho feio no lago de corrupção. Veja, por exemplo, o caso das bebidas alcoolicas, sabemos que o alcool é efetivamente um problema social no país, pois muitas mortes de transito são ocasionadas por ele, mas quando tentaram proibir a propaganda de bebidas na TV, os lobistas dessas empresas em Brasília conseguiram impedir que isto fosse aprovado. Temos um sistema de corrupção posto a nossos pés, o grande mal de nossa sociedade é o capitalismo e todo o status que representa ter dinheiro, o votar consciente não é suficiente para mudarmos a realidade da sociedade atual, é falácia, demagogia. Nós temos um mandato representativo que dá poderes totais ao candidato, a que ele faça o que bem entender e o máximo que podemos fazer é não votar nele novamente. Na Grécia antiga, nós tinhamos por alguns períodos a verdadeira democracia, pois o povo escolhia as suas leis, o povo deliberava, o sistema representativo é nada mais, nada menos do que deixar o povo fora do jogo político, foi um modelo muito bem articulado pela burguesia, pois no final das contas quem governa de verdade é a própria elite, e mudar a figurinha que governa é a mesma coisa que ter o album da copa de 2006 e trocá-lo pelo album da copa de 2010, o que muda? Talvez possam jogar um pouquinho melhor, ou pior, mas no final já sabemos que alguem é campeão. E assim é na nossa sociedade atual capitalista e burguesa, no final dessa copa, quem ganha a partida são os capitalistas, são as grandes corporações, são as financeiras. Para mudarmos o jogo, temos de mudarmos as regras do jogo, mudarmos a superestrutura.

  8. Pr.Elias T. Santana.
    O povo estava muito feliz em 70 porem quem nao estava feliz eram aqueles anarquistas e comunistas que queria ver o Brasil virar uma URSS ou igual nossa visinha Cuba, um paiz arrazado e um povo sem liberdade de ir e vir.Saibam que na realidade o Brasil nunca teve uma ditadura de verdade e eu dou graças a Deus pela intervenção dos militares daquela época alias ta na hora de intervirem novamente porque os anarquistas estao de volta E NO PODER.

  9. E enquanto isso …os políticos das maracutaias agradecem!Tudo tira a atenção do povo,faz com que se esqueça da precariedade que vivemos.De
    Copa em Copa,de novela em novela vamos levando.Afinal,não é à-toa que
    um grande sucesso entre o povo é:"Deixa a vida me levar,vida leva eu."

  10. Meus amados,

    Me parece que esse é o momento em que o cristão deixa o lado natural falar mais alto que o espiritual. Nem no texto, nem nos comentários, vejo a preocupação com o Reino de Deus, mas, apenas, com o reino do Brasil.

    Nosso país tem uma situação social caótica? Sim! Carece de legisladores e executores das leis, que sejam mais humanitários? Com certeza! Todas as coisas ditas aqui, a respeito do nosso País e de nós mesmos (como povo) é verdadeiro. Mas, na condição de cristãos, tais coisas deveriam, mesmo, ser nossa preocupação? Temos a obrigação de comparecer às eleições, mas não somos obrigados a indicar quem irá legislar e governar sobre nós. O nosso Grande Governante é o Senhor Jesus!

    Como comentou o Deivid, o sistema é podre e não permite a participação de candidatos que tenham um verdadeiro comprometimento com o Senhor. Sem essa mudança, ao votarmos em alguém, estaremos concordando com todas as idéias e atitudes do partido político desse alguém. E todos os partidos têm a mentira como princípio. Fazem de tudo para provar que suas idéias são as melhores e que seus candidatos são os mais "santos", enquanto os adversários são os "demônios". Com qual deles está a verdade? Isso mesmo, com nenhum! E seremos participantes dessa mentira? Entraremos em jugo desigual? Isto, só para falar da mentira, sem entrar no mérito das outras tantas desonestidades…

    O povo cristão não é orientado a participar da política. Nossa orientação é para orarmos pelos governantes, a fim de que possamos ter uma vida piedosa e pacífica. Dentro do quadro atual, nem mesmo os cristãos professos que se candidatam são merecedores de confiança. E temos aí o exemplo da candidata Marina, para comprovar isso. Pessoa excelente, mas que já declarou ser necessário separar sua crença pessoal da realidade política nacional. Se um candidato ao cargo máximo de um país age dessa forma, que dizer dos legisladores, que dependem de muitos outros elementos para aprovarem suas idéias? Podemos colocar um número suficiente de pessoas no Congresso Nacional, para aprovarem leis comprometidas com o caráter de Deus? Se podemos, então votemos nessas pessoas. Porém, não podemos esquecer que tais pessoas ainda deverão responder a seus partidos. Portanto, eles também teriam que mudar.

    Creio que esse deveria ser o foco dos cristãos brasileiros: deixar claro ao país inteiro que só votarão nas pessoas e partidos que tiverem um real comprometimento com o Senhor. Se é verdade que mais de 20% da população brasileira é cristã, tal declaração obrigará uma mudança de critérios, tanto nos partidos, quanto nos candidatos. Enquanto isto, continuemos a depender, apenas, de nosso Governante Máximo, o Senhor Jesus, vivendo e apresentando o Reino de Deus a todos, pois o Reino é semelhante ao pouco de fermento que foi escondido na muita farinha: em pouco tempo, tudo ficou levedado!

    Que a Paz do Senhor Jesus continue com todos nós!

  11. Oi Avelar Jr,vai bem a tua alma?
    Lí o teu artigo. O futebol existe pela misericórdia de Deus.O futebol não é uma criação do Diabo como dizem.Quem tudo criou foi Deus,está nas Escrituras,confere em João 1:3,ora "todas as coisas" eu entendo que o futebol tb.O Diabo tem o propósito de distorcer o 'tudo' que Ele fêz,invertendo as prioridades.Agora no momento que o brasileiro está vivendo e Copa do Mundo e o Brasil e seus jogadores nos dão alegria,este momento é sagrado.Mas,eu não estou esquecido das minhas responsabilidades como cidadão.Mas até hoje não ví nenhum cristão,nem vc elogiar e Lei do Ficha Limpa,que tirou do páreo os 'fichas sujas' incluindo alguns evangélicos sujos.Aceita um pitaco?
    Porque não usar a internet e esclarecer ao povo evangélico que nós temos mais responsabilidades com o Ficha Limpa,um movimento para que esta Lei entre na prática."Vote no ficha limpa";"amigo de ficha suja não merece a nossa confiança"(outro mote);isso é participação que faz diferença.Veja a 'parada gay' em Sampa,+ de um milhão,e eles estavam abordando temas de suas necessidades com faixas direcionadas ao políticos que fazem leis.Veja a nossa 'marcha pra Gezuis'a diferença é grande – nenhuma faixa abordando o Ficha Limpa,nem assuntos polêmicos tais como aborto,casamento gay com gay,lésbica com lésbica,saúde,educação e segurança,e uma dose anti-corrupção,não falamos nada.Vc consegue ver que nós somos boi selvagem diz Números 23,mas parece hoje um touro boiola?
    Porque Vc não inicia no seu blog um movimento cristão de Ficha Limpa?
    E eu dou graças a Deus pelo futebol,me trás emoções e alegria,coisa que entre nós está em extinção ainda que seja um Dom do Espírito:alegria.Mas,não temos/.Tá?
    tito from brasília.

  12. Torcer, eu não torço. Nem assisto pq não gosto de futebol e nenhum outro esporte. O pessoal vibra, faz algazarras com os gols, mas quem ganha muito dinheiro são os jogadores que acho um absurdo ganharem mais que professores. Quanto ao descaso dos politicos com isso nem penso, desisti de todos eles. Na ultima eleição só votei pra presidente e as demais categorias anulei e não me arrependo. Agora em quem votar? Não acredito em ninguem, desisti. Decepções são inevitaveis, então deixei tudi pra lá.

  13. "O povo cristão não é orientado a participar da política. Nossa orientação é para orarmos pelos governantes, a fim de que possamos ter uma vida piedosa e pacífica."

    Irmão, ainda bem que Daniel, Davi, Salomão e José (do Egito) governaram e não pensaram assim. Alguns tinham todo um ambiente religioso ou político desfavorável, mas Deus esteve com eles.

  14. Concordo plenamente!
    O povo brasileiro, especialmente o evangélico, é alienado.
    Se não houvesse a lei ficha limpa, que diga-se de passagem não foi iniciativa de nenhum crente, os mesmos candidatos evangélicos mensaleiros, sanguessugas, vampiros e propineiros de sempre teriam novamente os votos dos "irmãos".
    É atrás desses vampiros e fantasmas que atuam nos 3 poderes que Rebecca Brown deveria correr!
    Penso que o povo tem os líderes que merece.
    Um povo que elege Collor depois do impeachment; que elege Sarney, sabendo de todos os esquemas no senado; que elege Arruda governador do DF depois que ele violou o painel do senado…não pode ser levado a sério.
    Basta ver as pesquisas, mostrando que os 2 candidatos quase empatados são apoiados pelas velhas raposas que comandam o país há décadas.Enquanto isso, a candidata cristã, que tem histórico de vida pública louvável, sequer é mencionada.
    Os crentes vão votar em quem o pastor manda, em quem os donos de rádios e gravadoras evangélicas mandam, em quem pode beneficiar suas empresas e ongs depois da eleição, em quem pode garantir-lhes um cargo, uma boquinha, um cabide.
    Apesar de toda essa hipocrisia farisáica, não anulo meu voto, que será dado a uma cristã que, ao que parece, não é apoiada pelos "irmãos" tão preocupados com o futuro da nação.

  15. Amado Avelar,

    Você diz: "Irmão, ainda bem que Daniel, Davi, Salomão e José (do Egito) governaram e não pensaram assim. Alguns tinham todo um ambiente religioso ou político desfavorável, mas Deus esteve com eles", e está certo nisto. Mas, ao mesmo tempo, todos esses exemplos estão dentro do que eu enunciei: todos tinham um comprometimento com a vontade do Senhor! Mais do que isto: nenhum deles fez campanha (diante de Deus), para assumir o governo e todos eles respondiam diretamente a Deus, sobre seus atos, não a partidos desonestos, ou a "lobbies" de interesses financeiros.

    Apesar do ambiente político ou religioso desfavorável, eles não abriram mão de agir conforme o caráter de Deus. É isso que temos atualmente? Essa é a minha questão. Tanto, que eu disse: "então votemos nessas pessoas", se for este o caso.

    Mas gostaria que o irmão apresentasse exemplos de participação política dos cristãos nos fundamentos dos apóstolos e profetas, que é sobre os quais a Igreja deve ser edificada.

    Insisto: se vivermos o Reino de Deus, como deveríamos estar fazendo, as injustiças sociais e, até mesmo, os desmandos políticos seriam afetados positivamente.

    Não escrevo para envergonhá-lo, meu amado, mas para chamar a atenção de todos nós, de que o nosso foco deve estar sempre no senhorio de Jesus. Assim, todas as outras coisas serão acrescentadas.

    Que a Paz do Senhor Jesus continue com você, sua família e seus leitores!

  16. Não acredito que os profetas e apóstolos foram chamados para participar da política na forma de cargos políticos (pois havia pessoas apontadas por Deus para isso), mas precisamente para alertar o povo, autoridades ou não, para que vivam a vontade de Deus e a justiça social, os livros dos profetas sobejam isso.

    Não vejo "participação política" apenas como "votar e ser votado", mas como "cuidar da cidade", e, por conseguinte, "das pessoas". Assim, podemos agir "politicamente" com projetos para ajudar pessoas carentes (órfãos, viúvas, crianças em situação de risco, idosos, doentes, viciados em drogas…), como voluntário, representação de interesses coletivos de comunidades de que fazemos parte, participando de Tribunal do Júri, como mesário do processo eleitoral… Devemos levar a luz ao mundo, não guardá-la dentro dos templos.

    Os apóstolos mandaram eleger presbíteros (At 6.1-4), justamente para ficarem apenas no ministério da Palavra de Deus e da oração, ao invés de estarem servindo aos necessitados que a igreja ajudava. cada pessoa tem uma vocação e deve zelar por isso, na certeza de que estará valorizando algo que Deus lhe deu.

    Outrossim, Jesus é o fundamento dos apóstolos e profetas (Ef 2.20-22) sobre que a igreja deve ser edificada. Não devemos misturar o objetivo e fundamento da igreja com o objetivo e fundamento da sociedade civil e do Estado, este já foi um erro que muito prejudicou o cristianismo nesses dois mil anos, e nós sabemos disso.

    Concordo demais com você que quando a igreja fizer o que ela está no mundo justamente para fazer, ela influenciará positivamente o mundo de uma maneira visível. Só não creio que os crentes devam se furtar de fazer o que podem alegando que "política é suja", "o mundo não presta" e "todo mundo vai se corromper". Se não é o chamado de alguém a política-representativa, que não o faça.

    Em nenhum momento eu afirmei que isto seria fácil, pois, com o poder nas mãos, vemos o verdadeiro caráter de um homem, crente ou não; e acho que esta é uma das coisas pelas quais os crentes se assustam: vemos tantos maus exemplos que achamos que tudo vai fracassar.

    Creio que há pessoas que vocacionadas para cargos eclesiásticos, administrativos e eletivos, estes últimos seculares ou não, já que Deus institui as autoridades, e eu creio em sua soberania. E onde quer que estas pessoas estejam cumprindo a sua vocação devem ser coerentes com os princípios éticos e com as leis (e no caso de cristãos, também com a palavra de Deus).

  17. René,

    "Não escrevo para envergonhá-lo, meu amado, mas para chamar a atenção de todos nós, de que o nosso foco deve estar sempre no senhorio de Jesus. Assim, todas as outras coisas serão acrescentadas.

    Que a Paz do Senhor Jesus continue com você, sua família e seus leitores!"

    Idem e Amém. 😉
    Grande abraço.

    …E como dizia Chiquinha:
    "Da discussão nasce a luz." 😀

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